O transtorno do espectro do autismo (TEA) é um transtorno do desenvolvimento neurológico, caracterizado por dificuldades de comunicação e interação social e pela presença de comportamentos e/ou interesses repetitivos ou restritos1. O espectro autista é vasto e amplo, incluindo desde pacientes considerados autistas altamente funcionais, cujos sintomas podem não ser notados por várias décadas, até pacientes graves cuja condição traz grandes prejuízos para o convívio social2.
A prevalência do TEA tem aumentado desde que a condição ganhou notoriedade no meio médico e acadêmico. Nos Estados Unidos da América (EUA) em 2000 a proporção era de 1 criança no espectro para cada 150 crianças com desenvolvimento típico, em 2023 essa proporção se tornou 1 criança no espectro para cada 36 crianças com desenvolvimento típico, um aumento de 316% no número de casos3.
Enquanto a sintomatologia do TEA já se encontra bem elucidada, sua fisiopatologia e possíveis fatores desencadeantes ainda se encontram pouco compreendidos. Recentemente, houve a observação de uma correlação entre a intensa exposição a telas eletrônicas e modificações no padrão de desenvolvimento linguístico e social esperado em crianças típicas; dessa forma, surge então uma nova denominação para o autismo, o autismo virtual, uma subclassificação do autismo focado nas condições em que a criança se encontrava quando se iniciou o surgimento dos sintomas4.
Ainda não existe um consenso geral acerca da real plausibilidade de uma nova subclassificação do autismo baseada na exposição a telas eletrônicas que a criança se encontra4. Dessa forma, esta revisão integrativa busca analisar os achados encontrados até o momento, não somente acerca da plausibilidade da exposição excessiva a telas eletrônicas ser um fator desencadeante para o surgimento do transtorno do espectro autista, mas também o efeito desta mesma na gravidade dos sintomas encontrados e o potencial de utilizar o tempo de exposição a telas como um sinal de alarme para o autismo.
MÉTODO
Este trabalho consiste em um estudo retrospectivo, qualitativo e transversal executado por meio de uma revisão integrativa de literatura. Foram analisadas as bases de dados National Library of Medicine (PubMed) e BVS. A busca por artigos foi realizada utilizando os descritores "autism", "children" e "screen time", usando o operador boleano "AND". A revisão seguiu as seguintes etapas: definição do tema; escolha dos parâmetros de inclusão e elegibilidade; definição dos critérios de inclusão e exclusão; análise das publicações nas bases de dados; análise das informações encontradas; exposição dos resultados.
Foram incluídos no estudo artigos publicados entres 2013 e 2023; nos idiomas português e inglês; de acesso livre, gratuitos e cujos estudos eram do tipo: estudo de coorte; estudo transversal; revisão sistemática; estudo prognóstico; estudo de etiologia; estudo diagnóstico; estudo observacional; estudo qualitativo; estudo experimental; estudo pré/pós-teste quase-experimental; pesquisa quantitativa. Foram excluídos artigos sem embasamento claro das informações teóricas utilizadas, que não abordavam a relação do autismo infantil com o tempo de exposição a telas eletrônicas e artigos fora do tema.
RESULTADOS
A pesquisa encontrou um total de 359 artigos e trabalhos. Destes, 181 pertenciam à base PubMed e 178 à base BVS. Após a aplicação dos critérios de inclusão, restaram 22 artigos originados na base PubMed e 23 artigos originados na base BVS, sendo 22 artigos retirados por estarem duplicados entre ambas as bases (Figura 1).
Dos 23 estudos finais incluídos nesta revisão, 5 são revisões transversais, 3 são estudos de coorte, 3 são pesquisas quantitativas, 2 são estudos de etiologia, 2 são estudos diagnósticos, 2 são estudo observacionais, 2 são revisões sistemáticas, 1 é estudo prognóstico, 1 é estudo qualitativo, 1 é estudo experimental e 1 é estudo pré/pós-teste quase-experimental (Quadro 1).
Dos 23 artigos analisados, 19 encontraram uma relação direta entre um maior número de horas expostas a telas eletrônicas e maior gravidade nos sintomas de autismo ou sintomas semelhantes ao autismo (Quadro 1). Destes 19, 18 encontraram que crianças autistas passam em média mais horas utilizando dispositivos eletrônicos quando comparadas a crianças com desenvolvimento típico. Dos 18, 3 estabeleceram uma diminuição significativa no número de interações pais-filhos à medida que o número de horas nos dispositivos aumentava, 1 estabeleceu relação causal entre exposição a telas eletrônicas e surgimento de sintomas semelhantes ao autismo e 1 encontrou que não há diferenças entre o autismo clássico e o autismo precedido ou induzido por exposição a eletrônicos.
Sete artigos identificaram alterações mais marcadas nas crianças estudadas. Destes 7, 6 notaram piora nas capacidades linguísticas e sociais, 1 na capacidade acadêmica e 1 havendo surgimento de sintomas semelhantes a hiperatividade. Três artigos encontraram que o sexo masculino apresentava mais horas expostas a telas e piora mais significativa dos sintomas quando comparados ao sexo feminino, havendo apenas 1 artigo observado o mesmo fenômeno, porém com o sexo feminino em seu centro. Três artigos encontraram que crianças autistas, principalmente nos primeiros meses e anos de vida, apresentam maior afinidade por imagens com maior estimulação visual, apresentando um maior tempo de fixação visual. Houve ainda 1 artigo que observou menores índices de vitamina D relacionado a menor tempo de interação fora de casa em crianças autistas.
DISCUSSÃO
Os resultados deste estudo encontraram que dos 23 artigos selecionados, apenas 4 não encontraram uma relação direta entre a exposição a telas eletrônicas e o surgimento ou agravamento de sintomas semelhantes ao autismo, sugerindo assim forte correlação entre a exposição prematura a telas e o aumento da prevalência de autismo, fator que apoia a teoria examinada neste artigo. A relação entre a exposição a telas e o autismo é um tema de grande debate dentro da comunidade médica, porém há indícios desta relação desde a década de 1990, quando o número de casos de autismo aumentou coincidentemente ao mesmo tempo em que televisões e outros dispositivos de tela começaram a se tornar itens comuns nas residências de classe média e média-baixa5.
Todavia, a exposição a telas não é o único fator de relevância encontrado. Os achados acerca da diminuição no número de interações entre pais e filhos incitam o questionamento acerca do real fator causador dos sintomas6, podendo o maior tempo em telas ser apenas um catalisador para o início de um processo mascarado de negligência parental em que a criança não desenvolve suas capacidades linguísticas e sociais por ausência de necessidade ou mesmo por consequente diminuição de índices nutricionais normalmente ligados a atividades de lazer familiar ao ar livre, como a diminuição da vitamina D7. Dessa forma, evidencia-se que há efeitos primários e secundários pelo aumento do uso de tela, apoiando a hipótese inicial de que este fator pode estar relacionado ao surgimento do autismo.
Apoiando a hipótese deste estudo, foi observado que a diferença do acometimento entre sexos foi outro fator relevante, com 38-10 dos 4 artigos identificando um quadro mais acentuado em pacientes masculinos. Os achados indicaram que homens tendem a passar mais horas do dia expostos a telas eletrônicas desde os primeiros anos de vida e também são mais intensamente afetados por essas horas quando comparados ao sexo feminino. Vale ressaltar que o artigo que observou achados diferentes neste grupo encontrou apenas que o tempo de uso de telas eletrônicas entre o sexo feminino era maior, sem uma correlação entre o maior tempo de uso e um agravo mais acentuado neste sexo11.
Durante a investigação que buscava explicar a fisiopatologia responsável pelos fenômenos observados acima, foi notado que 3 artigos identificaram uma maior fixação visual em imagens e vídeos com estimulação visual mais intensa. Tal fenômeno é considerado normal para crianças entre 2 e 6 meses de idade, normalmente diminuindo progressivamente de intensidade à medida que envelhecem, contudo, crianças autistas em geral não apresentam essa diminuição, permanecendo com essa preferência em idades em que se espera um maior interesse por funções de linguagem e fala5.
É teorizado que tais crianças, principalmente abaixo dos 6 meses de idade, apresentam acentuada neuroplasticidade, sendo sua estrutura neural facilmente influenciável por fatores externos. Dessa forma, a exposição prematura a telas eletrônicas agiria remodelando a rede neural de foram a priorizar o desenvolvimento de funções visualmente estimuladas, em detrimento de funções sociais e comunicativas. Curiosamente, é esta mesma neuroplasticidade que permite a intervenção precoce ser tão efetiva, podendo até reverter completamente o caso se empregada no período correto5. Tais achados podem prover uma explicação mais detalhada e apoiam a teoria analisada neste estudo.
Surge então o questionamento acerca das possíveis diferenças entre o autismo clássico, já aceito pela comunidade médica, e um novo autismo induzido por estimulações visuais eletrônicas. Após investigar casos de autismo já diagnosticado e quadros de crianças que se tornaram sintomáticas após exposição excessiva a telas eletrônicas, foi observado que não houve diferenças sintomáticas entre ambos os quadros12.
Entretanto, conhecer as circunstâncias entorno do surgimento inicial dos sintomas pode ser importante no momento da definição da conduta, visto que casos ligados à exposição excessiva a telas tendem a responder bem a diminuição do tempo, como observado em um estudo realizado nos Estados Unidos da América (EUA), onde após reeducação parental, as crianças que reduziram seu tempo frente a telas para menos de 2h diárias apresentaram não somente melhoria nas capacidades sociais, mas também em suas capacidades acadêmicas13.
Outros dados que apoiam a hipótese de correlação entre a gravidade dos sintomas e o tempo de exposição foram encontrados ao analisar o ponto limite no qual a exposição a telas eletrônicas deixa de ser uma atividade de lazer e se torna então um malefício à saúde da criança (chamado de ponto H neste estudo). Dos 98,9,13-19 artigos que estabeleceram limites de tempo para agravo dos sintomas, 68,13-17 encontraram o ponto entre 2h e 3h de exposição diárias, havendo 28,9 que encontraram o ponto em 4h diárias e 119 com o ponto em 1h de exposição diária.
Porém, para compreender adequadamente esses dados, é necessário também avaliar as faixas etárias analisadas em cada um dos estudos (Quadro 2). Infelizmente, não foi possível estabelecer um ponto H definitivo analisando apenas estes dados, contudo, é possível observar que a moda dentre os estudos sendo 2h máximas de exposição a telas eletrônicas por dia está de acordo com a maioria das principais sociedades de pediatria nacionais e internacionais.
Foi revelado ainda que em média as crianças possuem acesso a pelo menos 4 dispositivos com tela diferentes20 e seus pais permitem o acesso a tantos dispositivos, pois acreditam ser um facilitador para se conectar com seus filhos21, novamente apoiando a hipótese levantada neste artigo.
Mesmo com os achados acima, o elo causal definitivo ainda não está completamente elucidado, porém, nota-se fortes correlações entre o número de horas expostas a telas eletrônicas e o surgimento de sintomas semelhantes ao autismo. Tais achados estão em concordância com a Sociedade Brasileira de Pediatria, que já considera que a exposição a telas em crianças deve ser limitada e até completamente evitada em crianças menores que 2 anos e limita a exposição a 1h por dia a crianças entre 2 e 5 anos22.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O número de casos diagnosticados de autismo cresce exponencialmente com o passar dos anos, contudo, ainda é incerto se este fato ocorre devido a um aumento da conscientização social acerca da condição, levando assim a mais diagnósticos, ou se há um fator externo aumentando a incidência e prevalência do TEA. Este trabalho teve como objetivo analisar possibilidade deste fator estar ligado a mudanças tecnológicas e comportamentais no dia a dia das famílias, encontrando em sua maioria argumentos a favor da correlação entre o tempo de exposição a telas eletrônicas nos primeiros anos de vida e o surgimento de sintomas semelhantes ao autismo. Concluímos então que, seja de forma direta por alterações químicas no cérebro infantil devido a sua maior neuroplasticidade, seja de forma indireta pela redução do estimulo a socialização, a introdução precoce de telas eletrônicas em crianças apresenta mais riscos do que potenciais benefícios.
A Sociedade Brasileira de Pediatria publicou em 2019 um consenso acerca da relação entre crianças e novos aparelhos eletrônicos22. Contudo, mesmo grandes estudos acerca do TEA23,24-30 ainda não definiram diretrizes específicas para abordagem e conduta destes casos, item que seria de grande auxílio para pediatras não só a nível nacional, mas também global.
A redução a exposição a telas eletrônicas é de início o item mais importante na intervenção de possíveis casos de autismo induzido por telas eletrônicas, visto que estudos abordados nesta revisão encontraram melhora significativa na socialização e desempenho escolar de crianças em investigação para autismo após a redução para menos de 2h por dia. É importante também que estas crianças recebam mais estímulos sociais que visuais, priorizando então o tempo em família (brincadeiras, conversas, interações gerais) a fim de estimular o desenvolvimento social. Apesar de tais medidas já serem consideradas para muitas crianças, nota-se relevância ainda maior para crianças com suspeita de autismo, podendo estes serem itens que, num futuro, estejam presentes em diretrizes específicas de conduta para casos de TEA.
REFERÊNCIAS
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Universidade de Vassouras, Medicina - Vassouras - RJ - Brasil
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Gabriel Caetano Almeida
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E-mail: gabriel.caetano3@hotmail.com
Data de Submissão: 06/05/2024
Data de Aprovação: 12/07/2024
Recebido em: 06/05/2024
Aceito em: 12/07/2024


