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ISSN (On-line) 2236-6814

Publicação Contínua | Acesso Aberto

Volume 16 - Número 1

Artigo de Revisão
Eficácia e segurança do uso da Cannabis medicinal no transtorno do espectro autista: uma revisão integrativa

Poliana Cristina Carmona Molinari; Laize Rodrigues Boulhosa Pires; Vanessa Medeiros Bezerra; Lays Carvalho Cardoso de Mello

Resid Pediátr. 2026;16
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INTRODUÇÃO: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno neuropsicomotor complexo, caracterizado pela presença de comportamentos restritos e repetitivos, sensibilidade sensorial e comprometimento na comunicação social e linguagem. Representa desafios significativos para os pacientes, suas famílias e os sistemas de saúde, frequentemente exigindo uma abordagem multidisciplinar ampla para seu manejo. Intervenções tradicionais, como terapia comportamental e tratamentos farmacológicos, apresentam níveis variados de eficácia. Nesse cenário, surge o interesse crescente pela planta Cannabis sativa no tratamento e controle dos sintomas do TEA. OBJETIVO: Avaliar as evidências relacionadas à eficácia e à segurança do uso da Cannabis no tratamento dos sintomas no TEA. MÉTODO: Foi realizada uma revisão integrativa, nas bases de dados PubMed, LILACS e Cochrane Library, de artigos publicados nos últimos 5 anos. RESULTADOS: A amostra foi composta por 13 artigos. Os achados sugerem que a Cannabis, especialmente o canabidiol, pode resultar em melhorias nos sintomas do TEA como inquietação, irritabilidade, comportamentos estereotipados, interação social e regulação emocional, variando de acordo com as características individuais e a gravidade desse transtorno. CONCLUSÃO: O CBD pode melhorar os sintomas do TEA, especialmente quando combinado com doses baixas de tetraidrocanabidiol (THC). No entanto, para validar esses achados, são necessários estudos mais rigorosos como ensaios clínicos randomizados duplo-cego. Apesar dos resultados promissores, a falta de dados conclusivos sobre a segurança e eficácia impede que a Cannabis seja recomendada como tratamento padrão para os sintomas do TEA, porém revela um potencial significativo para melhorar sintomas e a qualidade de vida dos pacientes. Palavras-chave: Cannabis; Transtorno do Espectro Autista; Criança; Canabidiol; Pediatria
Eficácia da cetamina na sedoanalgesia pediátrica para a intubação orotraqueal: uma revisão sistemática

Isabelle Cadore Galli; Juliana Vidotti de Jesus; Carlos Roberto Calil Anunciação; Gelson Felisberto Miranda Junior; Jonathan Monteiro Martins de Mello; Luisa Fontes Cury Roder; Mariana Vidotti de Jesus; Priscila Analu da Silva Previato; Raul José do Nascimento Moreira; Ruan Silva Barros; Victor Nahuel Carruesco

Resid Pediátr. 2026;16
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OBJETIVO: Comparar a eficácia e os efeitos da administração de cetamina com outros fármacos para sedoanalgesia durante a intubação orotraqueal em pacientes pediátricos hospitalizados. MÉTODO: Revisão sistemática em inglês e português, utilizando as bases de dados PubMed/MEDLINE e LILACS. Foram empregados os descritores “Ketamine” AND “Fentanyl” AND “Propofol” AND “Midazolam” AND “Children”. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 114 artigos foram inicialmente selecionados para análise, resultando na inclusão de 11 artigos para a extração dos dados. RESULTADO: O estudo compreendeu 7.868 indivíduos de 0 a 18 anos. Observou-se que a administração intranasal de cetamina é uma excelente alternativa em situações de contraindicação ao uso de opioides. Comparando com o sevoflurano para prevenção de agitações, verificou-se que o sevoflurano não é seguro, enquanto a combinação de cetamina intranasal com midazolam apresentou melhores efeitos na indução anestésica e na recuperação. Ademais, um dos estudos revelou que a associação de cetamina com fentanil elevou a pressão arterial e o risco relativo até 30 minutos após a inserção da máscara laríngea, embora tenha proporcionado parâmetros hemodinâmicos mais estáveis e efeitos vantajosos na recuperação dos pacientes. CONCLUSÃO: A eficácia da cetamina pode variar conforme a via de administração e a dosagem utilizada, com a forma nebulizada nas doses entre 1,5mg/kg e 2mg/kg demonstrando maior eficácia. Dessa forma, a cetamina se configura como uma opção eficaz, segura e versátil para procedimentos de intubação orotraqueal em pediatria, representando uma alternativa não opioide viável e com perfil de segurança favorável. Palavras-chave: Intubação intratraqueal; Criança; Adolescente; Ketamina; Anestésicos; Hospitalização
Artigo Original
Prevalência do excesso de peso e fatores de risco associados à obesidade e síndrome metabólica entre adolescentes em um hospital terciário do Distrito Federal

Ana Carolina Sales Jreige; Marilucia Rocha de Almeida Picanço; Wesley Soares Pires; Tiago da Rocha Araújo

Resid Pediátr. 2026;16
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OBJETIVO: Verificar a prevalência da obesidade e síndrome metabólica e seus respectivos fatores de risco em adolescentes de um serviçode referência noDistritoFederal. MÉTODO:A amostra constitui-se de 47 adolescentes de 10 a 17 anos de idade.A classificação do estado nutricional foi realizada por meio do índice demassa corporal,por idade estabelecida pela Organização Mundialde Saúde. RESULTADOS: O espaço amostral foi de 47 adolescentes, sendo 23 (48,94%) eutróficos, 12 (25,53%) com sobrepeso, 8 (17,02%) obesos e 4 (8,51%) magreza. Dentre esses, 21,28% apresentaram obesidade abdominal e 38,30% hipertensão arterial. Dentre os 32 adolescentes que realizaram os exames laboratoriais, destacam-se as seguintes médias obtidas: glicemia de 87,27 mg/dL, colesterol total de154,09 mg/dL,HDL de47,87 mg/dL etriglicerídeos de71,52mg/dL. Asíndromemetabólica não foi diagnosticada em nenhum dos analisados, mas a obesidade e outros fatores de risco foram identificados, como o aumento da cintura abdominal e hipertensão arterial. Todos os adolescentes obesos tinham pelo menos um fator de risco presente. CONCLUSÃO: Não se encontrou paciente com síndrome metabólica na população estudada dado os critérios estabelecidos. Porém, destaca-se que o tamanho amostral pode ter sido fator importante para os resultados. Portanto, faz-se necessários outros estudos com a ampliação da amostra. Palavras-chave: Adolescente; Síndrome metabólica; Fatores de risco; Obesidade
Síncope neurocardiogênica em pediatria: avaliação da resposta ao Teste de Inclinação

Letícia Bergo Veronesi; Rossano Cesar Bonatto; Nathália Rocha da Silva; Carlos Roberto Padovani

Resid Pediátr. 2026;16
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INTRODUÇÃO: A síncope é uma perda súbita e transitória de consciência, associada à perda do tônus postural seguida de recuperação espontânea. A síncope vasovagal (neurocardiogênica) é a causa mais comum de síncope em crianças. O teste de inclinação (Tilt test) é utilizado como um dos critérios diagnósticos, e pode apresentar três tipos de respostas: vasovagal (sendo vasodepressora, cardioinibitória ou mista), disautonômica e síndrome da taquicardia postural ortostática (STPO). MÉTODOS: Estudo clínico observacional de corte transversal, com coleta de dados de crianças e adolescentes com diagnóstico de síncope submetidas ao Tilt test, a partir da consulta dos prontuários eletrônicos de um hospital terciário. Os dados foram submetidos à análise estatística, considerando nível de significância de 5%. RESULTADOS: De 378 pacientes com diagnóstico clínico de síncope, 212 foram submetidos ao Tilt test, com predominância estatisticamente significante de resultados negativos (58,8%). Houve predomínio da resposta vasovagal (89,5%) em relação à disautonomia e STPO. A resposta tipo vasodepressora foi mais frequente que a resposta mista que, por sua vez, foi mais frequente que a resposta tipo cardioinibitória. A mediana da idade foi maior nos pacientes submetidos ao Tilt test (152,5 meses x 115,4 meses; p<0,05), assim como nos que apresentaram resultado positivo (170,7 meses x 138,8 meses, p<0,05). CONCLUSÕES: A maioria dos pacientes submetidos ao Tilt test apresentaram resultado negativo, mostrando que o exame foi realizado sem sua real necessidade. Sua indicação precisa fundar-se em critérios mais objetivos, caso contrário, configura-se como uma prática desnecessária e dispendiosa. Palavras-chave: Teste da Mesa Inclinada; Pediatria; Síncope Vasovagal
Conhecimento e práticas de médicos da atenção básica e pediatras no manejo da obesidade infantil em Porto Velho, Rondônia: desafios e estratégias na atenção primária no Norte do Brasil

Cristiano Almeida Pereira

Resid Pediátr. 2026;16
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OBJETIVO: Avaliar o conhecimento de pediatras e médicos da atenção básica sobre obesidade infantil, considerando prevenção, diagnóstico, fatores de risco e barreiras no manejo clínico, a fim de subsidiar estratégias de capacitação profissional e aprimoramento da assistência. MÉTODOS: Estudo transversal quantitativo, realizado em Porto Velho, Rondônia, Brasil, com 188 médicos (54 da atenção básica e 134 pediatras). O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do Centro Universitário São Lucas Ji-Paraná (Parecer nº 6.161.849, CAAE: 70403123.3.0000.5297). Os dados foram coletados por meio de questionário eletrônico estruturado e analisados no software SPSS 21.0, utilizando testes estatísticos como Qui-quadrado de Pearson. O nível de significância adotado foi a = 0,05. RESULTADOS: A maioria dos pediatras (93,5%) realizava pesagem infantil, enquanto apenas 18,5% dos médicos da atenção básica o faziam (p<0,001). O cálculo do IMC foi registrado por 54,3% dos pediatras, mas apenas 18,5% dos médicos da atenção básica (p<0,001). A resistência dos pais ao diagnóstico foi relatada por 33,3% dos médicos da atenção básica, contra 6,5% dos pediatras (p<0,001). CONCLUSÕES: Identificaram-se lacunas no conhecimento e na prática clínica, especialmente na atenção básica, evidenciando a necessidade de capacitação contínua e protocolos clínicos padronizados. Barreiras como tempo reduzido de consulta, falta de treinamento adequado e resistência familiar impactam a abordagem da obesidade infantil. A adoção de estratégias educativas, ampliação de equipes multiprofissionais e integração de tecnologias podem melhorar o manejo da obesidade, promovendo prevenção e tratamento mais eficazes. Palavras-chave: Obesidade Infantil; Médicos de Atenção Primária; Atenção Primária à Saúde; Conhecimentos; Atitudes e Prática em Saúde; Pediatria
Cartas ao Editor
Resposta ao artigo: “Telemedicina em um Ambulatório de Síndrome de Down no Brasil durante a Pandemia do COVID-19”

Veronica A. O. Kawakatsu; Camila M. V. Lanzarin; Maria Luiza de Andrade Correia; Fernanda S Nascimento; Thais C. R. Heim; João C. Xikota; Aldo von-Wangenheim

Resid Pediátr. 2026;16
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O exercício da medicina por métodos síncronos (como teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta) foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) de forma excepcional, enquanto durar o período da pandemia, com o objetivo de garantir o cuidado à saúde entre paciente e médico. No entanto, a satisfação dos pais em relação a essa solução para o distanciamento social e a restrição de consultas eletivas permanece, em grande parte, desconhecida, especialmente no contexto ambulatorial. Dessa forma, esta carta ao editor tem como objetivo endossar o que foi previamente publicado e compartilhar a experiência no acompanhamento de subespecialidades pediátricas no ambulatório do Hospital Universitário durante a pandemia de COVID-19. Palavras-chave: Telemedicina; Telepediatria; Satisfação do Paciente; COVID-19
Editorial
15 Milhões de Acessos: Uma Trajetória de Excelência e Compromisso

Marilene Crispino; Clemax Sant'Anna

Resid Pediátr. 2026;16
Palavras-chave:
Relato de Caso
Nefropatia por IgM: Um Caso Corticodependente de Difícil Manejo

Dora Pedroso Kowacs; Camille Midori Okuyama; Alexandre Marochi de Castro; Isabela Bertoncello; Ronaldo Martins Cravo; Karen Previdi Olandoski; René Scalet dos Santos Neto

Resid Pediátr. 2026;16
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OBJETIVO: Descrevemos o caso de uma paciente com nefropatia por imunoglobulina M corticodependente, tratada com múltiplos imunossupressores, como levamisol, ciclofosfamida, ciclosporina, micofenolato mofetil e rituximabe, com recaídas frequentes e resposta insatisfatória ao tratamento de segunda linha, com o objetivo de incentivar o estudo sobre esta patologia e seu tratamento. DESCRIÇÃO DO CASO: Menina, 18 meses, com edema generalizado, aumento pressórico, diarreia e candidíase perineal. Investigação evidenciou proteinúria nefrótica, hipertrigliceridemia, hipoalbuminemia e sorologia positiva para o vírus Epstein-Barr. O tratamento inicial com mudanças dietéticas, diuréticos, antihipertensivos e prednisolona levou à remissão parcial dos sintomas, porém manteve corticodependencia e descompensações frequentes. Agentes poupadores de esteroides, incluindo levamisol e ciclofosfamida, rituximabe mostraram benefício limitado. A biópsia renal indicou nefrite mesangioproliferativa com atividade leve, cronicidade e padrão imune para imunoglobulina M. O tratamento com micofenolato mofetil e ciclosporina resultou em melhoria temporária. Apesar das tentativas de reduzir os esteroides a paciente mantem-se com proteinúria flutuante e descompensações frequentes. COMENTÁRIOS: Este caso ilustra os desafios no manejo da nefropatia por imunoglobulina M corticodependente, reforçando a necessidade de medicamentos mais eficazes e estudos a longo prazo para orientação terapêutica. Pesquisas adicionais sobre medicações poupadoras de esteroides e sua eficácia na nefropatia por imunoglobulina M são cruciais para melhora do prognóstico destes pacientes. Palavras-chave: Imunoglobulina M; Síndrome Nefrótica; Tratamento Farmacológico; Imunossupressores
Polipose adenomatosa familiar: Relato de caso em duas irmãs em hospital universitário no Rio de Janeiro

Carlos Enrique Crismatt Rodríguez; Mariana Tschoepke Aires; Silvio da Rocha Carvalho; Marcia Angelica Bonilha Valladares; Mariana Troccoli de Souza; Cássia Freire Vaz

Resid Pediátr. 2026;16
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A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma doença autossômica dominante causada por uma mutação no gene Adenomatous Polyposis Coli (APC). Seus principais sintomas são hematoquezia, alteração do hábito intestinal e dor abdominal. O diagnóstico é baseado na presença de múltiplos adenomas colônicos (geralmente >100 na forma clássica), história familiar sugestiva e confirmação genética. A proctocolectomia é o tratamento de eleição em pacientes com grande acometimento para reduzir o risco de câncer colorretal, mas o tempo para sua realização deve ser individualizado. Relatamos o caso de duas irmãs, de 8 e 11 anos, com queixa de dor epigástrica, sem sangramento. História familiar materna positiva para PAF, com múltiplos casos ao longo de três gerações (bisavó, avó e mãe). Foi efetuado painel de câncer colorretal hereditário e identificada a variante em heterozigose do gene APC. Foi realizada colonoscopia com resultado macroscópico de pólipos sésseis colônicos (0-Is) e efetuada polipectomia. O exame histopatológico revelou adenoma tubular com displasia de baixo grau, com exceção de um pólipo hiperplásico no cólon transverso na irmã 2. A PAF é uma doença familiar que se apresenta com sintomas específicos, sendo que a história familiar é fundamental para o rastreio diagnóstico. A colonoscopia é obrigatória, com múltiplas biópsias após a polipectomia. Para diagnóstico também deve ser efetuado teste genético. A maioria dos pacientes com PAF requer colectomia profilática para prevenir a progressão para câncer colorretal. Palavras-chave: Hemorragia Gastrointestinal; Colonoscopia; Adenoma; Colectomia
Torção de testículo perinatal diagnosticada na sala de parto: um relato de caso

Cristina Ortiz Sobrinho Valete; Marina Ragonezzi Gallucci Bianco; Luciano Barboza Sampaio; Francielle Valle Batistão; Aline Matos Paiva

Resid Pediátr. 2026;16
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INTRODUÇÃO: A torção testicular perinatal (PTT) é uma condição rara e ocorre mais frequentemente no pré-natal. As manifestações clínicas são caracterizadas por anormalidades na consistência testicular, cor ou presença de massa na virilha. Existem controvérsias quanto à melhor abordagem cirúrgica. O objetivo do presente relato de caso foi descrever um caso de torção testicular perinatal abordado eletivamente. RELATO DE CASO: Relatamos um caso de torção testicular perinatal diagnosticada na sala de parto. O neonato foi submetido à cirurgia eletiva no terceiro dia de vida. Foi realizada orquiectomia com orquiopexia contralateral. CONCLUSÃO: Neste relato de caso, o neonato foi tratado por abordagem cirúrgica eletiva, com boa evolução. Estudos futuros são necessários para determinar o melhor manejo dos casos de PTT. Palavras-chave: Testículo; Orquiectomia; Recém-nascido; Orquidopexia
Líquen aureus na infância: um diagnóstico a ser reconhecido

Maria Fernanda de Almeida Cavalcante Aranha; Maria Amélia Lopes dos Santos; Carla Andréa Avelar Pires; Ana Carolina Magalhães Nascimento; Marina Lopes de Freitas Freire; Rafaela Garcia Pereira; Luana Bastos de Mont’ Alverne Ferreira

Resid Pediátr. 2026;16
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O Líquen aureus é uma forma rara de dermatose purpúrica pigmentada, a qual é incomum em crianças. Diante disso, objetiva-se relatar um caso de Líquen aureus no membro inferior de uma paciente pediátrica, destacando a apresentação clínica, diagnóstico e o manejo terapêutico utilizado. Retratou-se o caso de uma paciente do sexo feminino, 6 anos, a qual apresentou lesões cutâneas no membro inferior direito há 2 anos, que aumentaram progressivamente em número e tamanho. As lesões, caracterizadas por máculas eritematosas, purpúricas e acastanhadas, algumas com superfície liquenóide, coalescentes em faixa larga, foram submetidas ao exame dermatoscópico e à biópsia de pele, confirmando o diagnóstico de Líquen aureus. Prednisona e colchicina oral foram instituídos como tratamento, com controle satisfatório das lesões. Nesse contexto, o Líquen aureus apresenta desafios diagnósticos e terapêuticos, especialmente em crianças. Este caso ressalta a necessidade de atenção especial às características clínicas da doença, objetivando o reconhecimento diagnóstico nos atendimentos pediátricos. Embora o prognóstico seja geralmente favorável, a involução pode resultar em manchas inestéticas que podem trazer repercussões psicossociais aos pacientes. Palavras-chave: Púrpura; Hiperpigmentação; Dermatopatias; Doença Crônica; Criança; Relatos de Casos
Cisto de colédoco congênito e síndrome de Noonan: relato de caso

Marina Julia Luvison; Camila Maques de Valois Lanzarin; Janaina Cruciani Soldateli; Maria Luiza de Andrade Correia

Resid Pediátr. 2026;16
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OBJETIVO: Relatar o diagnóstico de cisto de colédoco congênito, uma condição pouco frequente. Durante as investigações, foi também diagnosticada a síndrome de Noonan, o que ampliou a pesquisa para explorar a possível associação entre a síndrome de Noonan e o cisto de colédoco congênito, com poucos relatos dessa associação descritos na literatura. RELATO DE CASO: Recém-nascido pré-termo, do sexo masculino, filho de mãe primigesta, com ultrassonografia (USG) pré-natal realizada às 22 semanas sugerindo a presença de cisto de colédoco. Ao nascimento, apresentou icterícia precoce e massa palpável no abdome superior, além de múltiplas malformações, incluindo dismorfias faciais, hipertelorismo ocular e mamário, anomalias cardíacas e criptorquidia. A USG abdominal confirmou a presença de cisto de colédoco intra-hepático, enquanto o ecocardiograma evidenciou miocardiopatia hipertrófica biventricular importante, comunicação interventricular moderada e canal arterial amplo. Os exames laboratoriais demonstraram aumento de bilirrubina direta e alargamento do Tempo de Atividade da Protrombina (TAP). A avaliação genética levantou a suspeita de síndrome de Noonan, confirmada por análise genética, que revelou uma variante patogênica em heterozigose no gene PTPN11. Infelizmente, o paciente evoluiu a óbito antes da possibilidade de intervenção cirúrgica para correção do cisto de colédoco. CONCLUSÃO: Este relato destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar envolvendo neonatologistas, gastropediatras, cardiopediatras, médicos geneticistas, ultrassonografistas pediátricos e ultrassonografistas fetais no manejo desses casos complexos. Também ressalta a necessidade de maior conscientização sobre essa associação rara na comunidade médica. Palavras-chave: Cisto do colédoco; Síndrome de Noonan; Doenças biliares; Anormalidades congênitas
Enfisema lobar congênito em lactente diagnosticado durante bronquiolite viral aguda: relato de caso

Mariana Fialho Araujo da Silva; Pedro Henrique Sant’Anna Antunes; Leonardo Matheus Cardoso de Souza; Dayane Figueiredo Fialho Rocha; Michely Pinheiro Mascarenhas; Rafaela Baroni Aurilio,

Resid Pediátr. 2026;16
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O enfisema lobar congênito (ELC) é uma doença rara do desenvolvimento pulmonar, caracterizada por hiperinsuflação de um ou mais lobos pulmonares, apresentando maior predileção pelo lobo superior esquerdo. Habitualmente diagnosticado nos primeiros meses de vida, pode estar associado a desvio contralateral do mediastino e, em alguns casos, a malformações cardiovasculares e geniturinárias. O diagnóstico é clínico, confirmado por exames de imagem, como radiografia e tomografia computadorizada, sendo a broncoscopia útil para identificar alterações brônquicas. O tratamento tradicionalmente envolve lobectomia, entretanto, o manejo conservador pode ser considerado em casos assintomáticos. Este estudo tem como objetivo relatar o caso de um lactente diagnosticado com ELC após a resolução de um quadro de bronquiolite viral aguda. Palavras-chave: Enfisema pulmonar; Anormalidades congênitas; Bronquiolite viral; Anormalidades do sistema respiratório; Procedimentos cirúrgicos pulmonares
Eritema e mucosite induzido por Mycoplasma pneumoniae como diagnóstico diferencial de gengivoestomatite herpética: um relato de caso

Mariana Fabrini Gomes; Carolina Henke; Ilia Reis de Aragão

Resid Pediátr. 2026;16
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O presente relato de caso tem por objetivo principal relatar um caso de infecção por Mucoplasma pneumoniae com manifestações extrapulmonares. Será relatado o caso de uma paciente de oito anos, inicialmente com sintomas respiratórios e febre, apresentou com lesões descamativas mucocutâneas em piora progressiva, sendo inicialmente confundido com um caso de gengivoestomatite herpética. Na internação, foi diagnosticada com pneumonia e iniciou-se suspeita de infecção por M. pneumoniae, que foi confirmada com sorologia. Eritema e mucosite induzidos por Mycoplasma (MIRM) devem ser suspeitados em crianças com história de sintomas prodrômicos como tosse, febre e mal-estar precedendo a erupção mucocutânea em aproximadamente uma semana. Evidências laboratoriais de M. pneumoniae reforçam o diagnóstico, podendo ser encontrado aumento de anticorpo IgM, detecção do patógeno na orofaringe ou ainda em cultura do conteúdo das lesões bolhosas. Palavras-chave: Mycoplasma pneumoniae; Criança; Mucosite; Pneumonia por Mycoplasma
Esporotricose com envolvimento do sistema nervoso em paciente pediátrico imunocompetente: relato de caso

Barbara de Miranda Schmitz; Rafaela Gomes Dadda; Raphaela Maintinguer; Bruna Cararo Machado; Bruna da Costa; Carine Machado Pereira; Carolina Galhós de Aguiar; Elson Julius Shockness; Andrew Bonifácio Ferreira; Melina Moré Bertotti; Emanuela da Rocha Carvalho,

Resid Pediátr. 2026;16
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Um pré-escolar do sexo masculino previamente saudável foi encaminhado a um hospital pediátrico com suspeita de meningite e hipertensão intracraniana após apresentar dor de cabeça, vômitos e tontura. Ele estava afebril. Uma tomografia craniana confirmou hidrocefalia, e a análise do líquido cefalorraquidiano sugeriu tuberculose meníngea. Uma derivação ventriculoperitoneal foi realizada e o tratamento para tuberculose foi iniciado. O paciente retornou com obstrução do cateter, dor abdominal e febre. Uma tomografia abdominal mostrou um cisto do líquido cefalorraquidiano, que foi drenado e enviado para análise, identificando Sporothrix. A sorologia para HIV foi negativa. A mãe confirmou posteriormente o contato com gatos. O tratamento para tuberculose foi interrompido e o paciente recebeu anfotericina B por 6 semanas, seguido de itraconazol por 12 meses. A hospitalização foi prolongada devido a múltiplas revisões de derivação e endocardite infecciosa causada por Streptococcus oralis devido à má saúde bucal. Palavras-chave: Meningite; Infecções Fúngicas Invasivas; Micoses
Resenha
Resenha do artigo - O que todo pediatra precisa saber a respeito de ventilação mecânica

Ligia Febraro; Vanessa Soares Lanziotti,

Resid Pediátr. 2026;16
Palavras-chave:
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