Resid Pediatr. 2026;16(3):e1364
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1364
Tumor edematoso de Pott na pediatria, uma rara complicação de rinossinusite: um relato de caso e revisão da literatura
Pott's puffy tumor in pediatrics, a rare complication of rhinosinusitis: a case report and literature review
Emanuela Conte1; Raquel Kunzler1; João Vitor Cândido Santos1; Arthur de Oliveira Witiuk1; Natalia da Costa Nunes1; Simone de Menezes Karam1,2; Thiago Amaral Medeiros2
O Tumor de Pott é uma entidade clínica caracterizada por osteomielite do osso frontal e abscessos subperiosteais. Essa patologia é uma complicação potencial da rinossinusite, mas também pode ser causada por traumatismo cranioencefálico, abuso de drogas intranasais e doenças dentárias. Em um hospital público do extremo sul do Brasil, foi diagnosticado um caso dessa condição rara em uma criança de 10 anos de idade. Apesar do quadro complicado, que incluía empiema subdural e paquimeningite, o tratamento escolhido baseou-se na antibioticoterapia, com duração de 22 dias, e punção única para redução do abscesso frontal. A conduta escolhida neste caso pode ser utilizada para analisar a necessidade de procedimentos cirúrgicos, uma vez que pode indicar que a antibioticoterapia pode ser suficiente, mesmo em casos complexos. Este artigo é um relato de caso que tem como objetivo descrever as medidas adotadas, analisando diferentes tratamentos e suas indicações. Também é realizada uma revisão da literatura sobre o tema, o que pode contribuir com as informações existentes sobre a patologia.
Palavras-chave: Tumor de pott; Rinossinusite; Meningite; Empiema subdural.
Resid Pediatr. 2026;16(3):e1503
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1503
Constipação funcional em crianças: relação entre adesão ao tratamento, crenças dos pais e educação nutricional
Functional constipation in children: the relationship between treatment adherence, parental beliefs, and nutritional education
Daniele Raguza1; Laura Boldrini Niero1; José Eduardo Gomes Bueno de Miranda1; Cristina Leite de Moraes Andrade1
INTRODUÇÃO: A Constipação Funcional (CF) é um dos distúrbios crônicos mais prevalentes entre crianças, com grande impacto na qualidade de vida destas e das famílias, causando preocupação, isolamento social e sobrecarga econômica. O conhecimento limitado sobre os fatores associados à adesão em crianças com CF destaca a necessidade de mais pesquisas para desenvolver estratégias eficazes de tratamento e suporte para essa condição.
OBJETIVOS: Avaliar a adesão ao tratamento em crianças com constipação funcional e avaliar a associação com as crenças dos pais sobre a medicação, percepções sobre a doença, satisfação com o tratamento e satisfação com as informações sobre a medicação.
MÉTODO: Foi aplicado um questionário sobre dados sociodemográficos e clínicos para os responsáveis das crianças com constipação crônica funcional, que estão em acompanhamento no Ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica, do Conjunto Hospitalar de Sorocaba.
RESULTADOS: Foram coletadas 85 respostas, 87% destas sendo as mães as informantes; 80% das crianças tinham constipação há 3 anos, 38%, evacuavam uma vez ao dia e 32% apresentavam fezes do tipo 2 na Escala de Bristol. Apenas 34% dos entrevistados faziam acompanhamento psicológico para conversar sobre a condição da constipação. Em relação aos hábitos alimentares, 67% acreditavam que uma dieta adequada desempenha um papel fundamental na regularidade intestinal, sendo que 65% pretendiam realizar essas mudanças.
CONCLUSÕES: A educação dos pais sobre alimentação saudável deve ser a ferramenta primordial na prevenção da constipação, a fim de garantir um tratamento equilibrado e seguro, promovendo o bem-estar e a saúde digestiva de seus filhos.
Palavras-chave: Constipação intestinal; Pediatria; Relações pais-filhos; Doença crônica.
Resid Pediatr. 2026;16(3):e1510
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1510
Comparação das apresentações de cetoacidose diabética antes, durante e após a COVID-19 nos pacientes pediátricos de um hospital no Sul do Brasil
Comparison of diabetic ketoacidosis presentations before, during and after COVID-19 in pediatric patients in a hospital in Southern Brazil
Natália Pilan1; Fabrício Sbroglio Lando2; Sandra Mara Witkowski2; Lireda Meneses Silva2; Henri Stuker3; Elisa Andrade de Faria4
INTRODUÇÃO: a pandemia da COVID-19 provocou mudanças no atendimento hospitalar, bem como na procura por parte dos pacientes a esses serviços, impactando o seguimento de doenças como Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1).
OBJETIVO: (1) avaliar a incidência de cetoacidose diabética (CAD) nos pacientes já diagnosticados com DM1 à internação (grupo A) e nos pacientes com primodescompensação (grupo B); (2) comparar as apresentações de CAD dos grupos A e B de acordo com: idade ao diagnóstico, gravidade da cetoacidose, motivo de descompensação, atraso diagnóstico e relação com o SARS-CoV-2.
MÉTODOS: estudo observacional, transversal, retrospectivo e descritivo, obtendo-se 110 prontuários de pacientes internados com CAD entre janeiro de 2019 a dezembro de 2023.
RESULTADOS: Houve 16 casos no período pré-pandemia, 75 durante a pandemia e 19 no pós-pandemia. O tempo entre início dos sintomas e diagnóstico foi de 6,9 dias no pós-pandemia, e 15,7 dias durante a pandemia.
CONCLUSÕES: a pandemia de COVID-19 impactou a incidência de CAD, aumentando significativamente neste período, com predomínio do grupo B, e um aumento mais discreto no pós-pandemia, com maior presença do grupo A. O tempo para diagnóstico foi menor no período pós-pandemia. A omissão de doses de insulina foi a principal causa de descompensação. Não houve mudanças significativas na média de idade ao diagnóstico ou gravidade dos casos de cetoacidose e não foi observada associação direta à COVID-19.
Palavras-chave: Cetoacidose diabética; Pediatria; COVID-19.
Resid Pediatr. 2026;16(3):e1512
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1512
Tuberculose em adolescentes: série de casos
Tuberculosis in teenagers: case series
Mariana Fialho Araujo da Silva1; Ana Paula Chaves de Oliveira1,2; Pedro Henrique Sant’Anna Antunes1; Rafaela Baroni Aurilio1,2
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium tuberculosis (Mtb), que afeta principalmente os pulmões, podendo acometer outros órgãos. A infecção ocorre em todas as faixas etárias, apresentando estimativa de 850.000 adolescentes (10 a 19 anos) acometidos por ano. Mesmo evitável e dispondo de tratamento estabelecido, permanece entre as principais causas de morte globalmente. O presente artigo tem como objetivo descrever o perfil clínico dos adolescentes com TB atendidos em um Hospital Universitário (HU) do Rio de Janeiro por meio de um estudo retrospectivo e transversal, do tipo série de casos, por meio da revisão de prontuários de adolescentes com diagnóstico de TB internados. Foram incluídos 6 pacientes: 2 com TB pulmonar e 4 extrapulmonar, dos quais: 2 eram hígidos e 4 possuíam comorbidade. O predomínio da forma extrapulmonar provavelmente está relacionado às comorbidades da população estudada, atendidas em um HU com especialidades pediátricas, as quais apresentam imunossupressão pela própria doença ou pelo uso de imunossupressores, favorecendo a disseminação hematogênica. Entre as formas extrapulmonares, a peritoneal foi a mais prevalente, mesmo rara. Sobre o isolamento bacteriológico, o teste rápido molecular Xpert MTB/RIF foi importante, sendo detectável em 4/6 casos, sobretudo nas formas extrapulmonares, que costumam ser paucibacilares. Sendo um método de PCR em tempo real, possui sensibilidade que se aproxima da cultura, auxiliando no diagnóstico. Assim, concluímos que a TB acomete de forma significativa a população adolescente em apresentações clínicas variadas e que os testes moleculares representam uma ferramenta para o diagnóstico da TB.
Palavras-chave: Tuberculose; Tuberculose pulmonar; Tuberculose extrapulmonar; Saúde do adolescente; Perfil de saúde; Adolescente hospitalizado.
Resid Pediatr. 2026;16(3):e1516
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1516
Perfil de pacientes pediátricos com Trombocitopenia Imune Primária acompanhados em um serviço universitário de hematologia pediátrica
Profile of pediatric patients with primary immune thrombocytopenia treated at a tertiary university hospital in Brazil
Vanessa Cristina Fanger1; Thiago de Souza Vilela1; Desiree Lombardi Novaes1; Josefina Aparecida Pellegrini Braga1
INTRODUÇÃO: A Trombocitopenia Imune Primária (PTI) é um dos distúrbios da coagulação mais frequentes em pediatria, caracterizada por baixa contagem de plaquetas e risco de sangramento. Este estudo visa a descrever o perfil clínico e terapêutico de crianças com esta condição atendidas em um serviço universitário de hematologia pediátrica.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo com 57 pacientes pediátricos diagnosticados entre 2019 e 2023. Foram coletados dados demográficos, clínicos, laboratoriais e informações sobre o tratamento inicial e o seguimento.
RESULTADOS: A idade média dos pacientes foi de 84,18 meses, com 54,39% dos pacientes do sexo masculino. 50,91% dos pacientes apresentaram sangramentos de grau I ou II, 29,09% de grau III e 1,82% de grau IV. 18,18% dos pacientes não relataram qualquer sangramento. A infecção prévia ocorreu em 24,56% dos pacientes, e houve relato de vacinação em 5,26%, precedendo a PTI. Ao longo do acompanhamento, 32,14% dos pacientes foram classificados como recém-diagnosticados, 19,64% como persistentes e 48,22% como crônicos. A remissão foi alcançada em 76% dos pacientes. No tratamento inicial, 48,21% receberam corticoides e 17,86% imunoglobulina intravenosa. Em 28,07% dos pacientes, devido a características atípicas, foi coletado o mielograma.
CONCLUSÃO: O perfil observado reflete o contexto de um serviço terciário, que atende casos mais complexos e com maior proporção de cronicidade. As limitações incluem o número reduzido de pacientes e perdas no seguimento. Este estudo destaca a relevância de um serviço especializado no manejo da PTI, especialmente em casos persistentes e crônicos, e sugere a necessidade de acompanhamento intensivo para melhor prognóstico.
Palavras-chave: Púrpura trombocitopênica; Pediatria; Trombocitopenia.
Resid Pediatr. 2021;11(3):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2021.v11n3-223
Adolescente com síndrome de Edwards: relato de um caso raro
Teenager with Edwards’ syndrome: a rare case report
Igor Soares Trindade1; Marise Vilas Boas Pescador1
Palavras-chave: Síndrome de Edwards, Prognóstico, Qualidade de Vida.
Resid Pediatr. 2020;10(2):1-8
DOI: 10.25060/residpediatr-2020.v10n2-324
Manifestações cutâneas da COVID-19 na criança: revisão da literatura
Cutaneous manifestations of COVID-19 in children: literature review
Gabriela Roncada Haddad1; Paulo Gonçalves Martin2; Joelma Gonçalves Martin3
MÉTODOS: Foram pesquisados artigos publicados desde o início da pandemia através da base de dados PubMed.
RESULTADOS: Entre os relatos de manifestações cutâneas, o achado mais comum foi o rash eritematoso maculopapular, seguido de lesões papulovesiculares no padrão da varicela e lesões urticariformes. Houve também a descrição de lesões acrais purpúricas, livedo reticular e petéquias. As lesões descritas atingiram prioritariamente o tronco, mãos e pés.
CONCLUSÃO: Os achados cutâneos da COVID-19 são semelhantes aos encontrados em outras doenças de etiologia viral. Existe ainda a possibilidade das lesões serem devidas às diversas medicações que, particularmente, os pacientes com quadros clínicos mais graves fazem uso. Devemos também nos atentar para a possibilidade da manifestação inicial da doença ser cutânea. Os autores alertam para a possibilidade de que pacientes na faixa etária pediátrica tenham lesões cutâneas como manifestação única ou acompanhada de sintomas leves, e que estas podem ser semelhantes a outras doenças frequentes na infância.
Palavras-chave: Infecções por Coronavírus Manifestações Cutâneas Revisão.
Resid Pediatr. 2020;10(3):1-5
DOI: 10.25060/residpediatr-2020.v10n3-90
Miosite aguda benigna da infância: Resultados de um estudo prospectivo realizado em um pronto-atendimento pediátrico
Acute benign myositis of childhood: Results of a prospective study performed in a pediatric emergency department
Vanuza Maria Rosa1; Gabriela de Sio Puetter Kuzma1; Luana Alves Miranda Hornung1; Márcia Bandeira2
MÉTODOS: Estudo prospectivo em pacientes com sinais clínicos e laboratoriais de miosite viral no período de agosto de 2017 a agosto de 2018.
RESULTADOS: Foram analisados 20 pacientes no período de 12 meses. A média de idade foi 8,25 anos. Destes, 83% apresentaram sintomas infecciosos na semana anterior ao quadro álgico. Ao diagnóstico, os sintomas foram dor nas panturrilhas, limitação na deambulação, anormalidade da marcha, mialgia difusa e fraqueza em panturrilhas. A alteração laboratorial mais significativa foi a elevação da CPK (média 3359,556U/L), seguida de TGO (média 131U/L) e TGP (média 64,66U/L). O tempo médio de resolução dos sintomas clínicos foi de 3 dias e em 7 dias todos os exames estavam normais.
CONCLUSÃO: Apesar de não se conhecer a real incidência da doença, o quadro doloroso e de limitação de deambulação gera preocupação para a família e médicos assistentes. Ressaltamos a importância do conhecimento desta condição para evitar-se exames desnecessários e para que condições mais graves não tenham seu diagnóstico atrasado.
Palavras-chave: Miosite, Mialgia, Criança, Pediatria.
Resid Pediatr. 2017;7(1):39-41
DOI: 10.25060/residpediatr-2017.v7n1-09
Os princípios bioéticos
Bioethical principles
Carlindo de Souza Machado e Silva Filho1
Resid Pediatr. 2022;12(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2022.v12n1-433
TOD: perspectivas comportamentais e sua associação ao TDAH e à TC
ODD: behavioural perspectives and their association with ADHD and CT
Taynara Souza Silva1; Julia Sachetin Fontoura1; Viviane Araújo e Silva de Carvalho2; Glenia Arantes Maia1
Palavras-chave: Transtornos de Déficit da Atenção e do Comportamento Disruptivo, Transtornos Disruptivos de Controle do Impulso e da Conduta, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.
Resid Pediatr. 2017;7(2):69-72
DOI: 10.25060/residpediatr-2017.v7n2-04
Urticária aguda como manifestação de infecções virais na infância
Acute urticaria as a manifestation of viral infections in childhood
Bruna Piassi Guaitolini1; Priscilla Filippo Alvim de Minas Santos2; Gabriela Dias3; Denise Pedrazzi4; Eduardo Costa5
MATERIAL E MÉTODOS: Relato de série de casos de crianças com diagnóstico de urticária aguda associada a infecções virais e revisão da literatura.
RESULTADOS: Foram avaliados sete pacientes, sendo três do genêro feminino, com idade média de 3 anos. Três pacientes apresentaram lesões urticariformes, sem outros sintomas associados. Os demais pacientes apresentaram quadro prévio característico de infecção de vias aéreas superiores. Todos foram avaliados em serviço de emergência, medicados com anti-histamínicos e referenciados para avaliação por especialista em alergia e imunologia. O período de remissão da urticária variou entre 5 a 15 dias. Na investigação diagnóstica, duas crianças apresentaram sorologia IgM reativa para Parvovírus B19, três apresentaram sorologia IgM reativa para vírus de Epstein Barr (EBV), uma apresentou IgM reativa para EBV e para vírus Herpes simplex I e II e uma apresentou IgM reativa para Herpes simplex I e II.
CONCLUSÃO: A urticária aguda é uma doença comum na infância, sendo a história clínica e o exame físico detalhados essenciais para o seu diagnóstico etiológico. O pediatra deve estar atento aos principais fatores desencadeantes, entre eles, as infecções virais.
Palavras-chave: urticária, criança, viroses.
Resid Pediatr. 2018;8(1):27-37
DOI: 10.25060/residpediatr-2018.v8n1-04
Principais dúvidas dos pediatras sobre tuberculose em crianças e adolescentes
The main questions of pediatricians about children and adolescents with tuberculosis
Rosana Alves1; Sabrina Marini Araujo Saar2; Clemax Couto Sant’Anna3
MÉTODOS: Este trabalho consistiu em agrupar as perguntas mais frequentes dos pediatras sobre TB na criança e no adolescente, realizadas em oito Congressos Brasileiros de Pediatria e de Pneumologia Pediátrica em um período de 12 anos, de 2003 a 2015.
RESULTADOS: Cerca de 200 perguntas foram anotadas pelos autores, referentes a: diagnóstico na criança sintomática ou com ILTB (60%); vacinação BCG (10%); Prova Tuberculínica e outros métodos diagnósticos (10%); tratamento (10%); abordagem do recém-nascido (RN) contato (5%) e cuidados de prevenção do Profissional de Saúde (5%). Foram destacadas 25 perguntas frequentes que abordassem todos estes aspectos, tais como: “Como investigar e tratar TB e ILTB?”; “O que fazer, se não houver cicatriz BCG?”; “O que é Teste Rápido Molecular?”; “O tratamento da TB mudou na criança?”; “O que fazer com o RN coabitante de bacilífero?”; “Como prevenir TB em Profissionais de Saúde?”.
CONCLUSÕES: As mesmas perguntas se mantiveram em anos, mudando quando havia também alterações nas normas para o controle da tuberculose, como um novo teste diagnóstico ou a mudança do tratamento. As respostas foram organizadas em textos de fácil consulta, um material didático que potencialize a atuação do profissional no combate à TB.
Palavras-chave: tuberculose, criança, adolescente, conhecimento, pediatria.
Resid Pediatr. 2021;11(3):1-5
DOI: 10.25060/residpediatr-2021.v11n3-186
Tratamento da bronquiolite viral aguda
Treatment of acute viral bronchiolitis
Carla Cristiane Dall’ Olio1; Maria de Fatima Pombo Sant’ Anna2; Clemax Couto Sant’ Anna3
MÉTODOS: Realizada revisão simples não sistemática nos sites PubMed e Cochrane usando os termos “bronquiolite”, “bronquiolite viral”, “lactente” e “tratamento” na língua portuguesa. Na língua inglesa os termos foram: “bronchiolitis”, “viral bronchiolitis”, “infant” e “drug therapy”. O período da busca foi de 15 anos, de 2004 a 2019. Os materiais obtidos tiveram o título e o resumo lidos; quando os documentos relatavam evidências mais recentes sobre o assunto, eram lidos na íntegra.
RESULTADOS: Nas bases de dados citadas foram encontradas 1.091 revisões não sistemáticas, 113 protocolos clínicos, 3 editoriais, 243 artigos. Os tratamentos mais aceitos atualmente para BVA são a suplementação de oxigênio na presença de hipoxemia e o suporte ventilatório não invasivo ou invasivo, de acordo com a gravidade do quadro de insuficiência respiratória.
DISCUSSÃO: O maior conhecimento sobre a fisiopatologia da BVA permitiu a revisão dos tratamentos utilizados no passado e agora. O tratamento da BVA merece uma reflexão e novas propostas de intervenção, visto que os níveis de evidências científicas atuais não apoiam o uso de corticoides e beta 2 adrenérgicos, práticas rotineiras dos pediatras. Preconiza-se a estabilização clínica do paciente, oxigenoterapia e suporte ventilatório.
Palavras-chave: Bronquiolite, Bronquiolite Viral, Lactente, Tratamento Farmacológico.
Resid Pediatr. 2015;5(3):122-127
Hipoxemia como preditor de gravidade em pacientes internados com pneumonia
Hypoxemia as a predictor of severity in hospitalized patients with pneumonia
Maria Anáide Zacchê de Sá Abreu e Lima1; Luiza Menezes Vieira de Mello2; George Henrique Cordeiro Serra1; Débora Ellen Pessoa Lima3; Eduardo Jorge da Fonseca Lima4
MÉTODOS: Série de casos com 120 pacientes, de 1 mês a 5 anos de idade, internados por pneumonia no ano de 2012 em um hospital de referência do Recife. Foram analisadas variáveis demográficas, clínicas e de desfecho final. O diagnóstico de pneumonia foi baseado nos critérios clínicos e radiológicos. Hipoxemia foi considerada quando a saturação de oxigênio foi < 92% e/ou houve uso de oxigênio durante o internamento hospitalar.
RESULTADOS: 58 pacientes (48,3%) internados com pneumonia apresentaram hipóxia. 48 crianças (40%) tinham menos que 1 ano de idade e apenas 33 (27,5%) eram maiores que 2 anos. A frequência de baixo peso ao nascer foi de 16% e a associação desta variável com hipóxia foi significante (p < 0,02). Prematuridade foi encontrada em 10,6%. 105 pacientes (87,5%) foram classificados como pneumonia grave ou muito grave. Derrame pleural ocorreu em 30 pacientes e destes, 18 (60%) apresentaram hipóxia. A forma de oxigênio mais utilizada foi a máscara de Venturi (48%). A duração do internamento foi de até 7 dias em 90,8%. Houve necessidade de transferência de 3 pacientes para a UTI (2,5%) e a taxa de letalidade foi de 2,5%.
CONCLUSÕES: Nosso estudo ressaltou a importância da saturometria na admissão de pacientes com pneumonia e reforça sua realização na rotina, já que consideramos a hipoxemia como um preditor de evolução clínica desfavorável.
Palavras-chave: pneumonia, oximetria, evolução clínica, gravidade do paciente.
Resid Pediatr. 2019;9(3):28
DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-33
Fluidoterapia de manutenção em crianças doentes: estado da arte
Maintenance fluid therapy in sick children: state of art
Emannuely Juliani Souza Izidoro1; Adriana Koliski1
Palavras-chave: Hidratação, efeitos adversos, Estado de Hidratação do Organismo, Criança Hospitalizada.
EDITORES-CHEFES
EDITOR-CHEFE
Clemax Couto Sant'Anna
EDITORA-CHEFE
Marilene Augusta Rocha Crispino Santos