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ISSN (On-line) 2236-6814

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Efetividade do ensino de Suporte Básico de Vida Pediátrico para leigos e profissionais da saúde em uma comunidade

Effectiveness of teaching Pediatric Basic Life Support to lay people and health professionals in a community

Nathália Moretti Bonilha1; Lays Da Silva Sales1; Cristiano Martins Beserra1; Geovani Ozorio Fernandes1; Daniely Santos Silva1; Aline Yukari Takeuchi1; Jade Moraes de Oliveira1; Sergio Yoshio Yamamoto1; Julia Roberta Constantino1; Paulo Gonçalves Martin1; Mateus Boteon Della Coletta1; Tatiana de Campos Melo1; Haroldo Teófilo de Carvalho1; José Roberto Fioretto1; Joelma Gonçalves Martin1

https://doi.org/10.25060/residpediatr-2025.v15n3-1304 Residência Pediátrica, 15(3), 1-6

RESUMO

Acidentes como engasgos e afogamentos são importantes causas de óbito na faixa pediátrica, por levarem rapidamente à parada cardiorrespiratória (PCR) em ambiente extra-hospitalar. A aplicação dos procedimentos de Suporte Básico de Vida (SBV) nesse cenário é imprescindível para melhorar a sobrevida desses pacientes, sendo fundamental que a população esteja capacitada para realizar tais medidas; porém, há um déficit no conhecimento da população quanto às medidas que devem ser adotadas em situações de emergência pediátrica. Nesse contexto, este estudo observacional prospectivo do tipo ensaio comunitário teve como objetivo analisar a efetividade do ensino das técnicas de SBV pediátrico para adultos que têm contato frequente com crianças. Antes e após as atividades teóricas e práticas, foram aplicados questionários aos participantes, após assinatura de TCLE, que posteriormente foram analisados para esclarecer os impactos dessas medidas. Como resultado, obtivemos 172 respostas aos questionários pré-treinamento e 122 pós-treinamento. Após análise comparativa, observado aumento do percentual de participantes que se sentiam seguros para aplicar as manobras de SBV diante de situações de emergências pediátricas e para treinar alguém após as atividades realizadas. Conclui-se que o ensino das principais medidas básicas a serem tomadas em situações de emergência são de simples execução e reprodução, sendo ideal a difusão desse conhecimento nos locais com maior circulação de leigos que possuem contato frequente com crianças, visando reconhecimento e início rápido das manobras necessárias e, consequentemente, aumento de sobrevida e redução de sequelas neurológicas.

Palavras-chave: Pediatria, Reanimação cardiopulmonar,Criança.

INTRODUÇÃO

De acordo com documento da American Heart Association (AHA), mais de 20.000 bebês e crianças sofrem parada cardiorrespiratória (PCR) todo ano nos Estados Unidos1. Apesar de bons resultados neurológicos depois de PCR intra-hospitalar pediátrica, as taxas de sobrevivência de PCR extra-hospitalar permanecem baixas. Quanto mais nova a criança, maiores as complicações neurológicas permanentes e a mortalidade após a PCR2.

As causas mais frequentemente relacionadas à PCR na infância são: engasgos, afogamentos, acidentes, anomalias congênitas e morte súbita3. Independentemente da causa e da faixa etária, o pronto reconhecimento e o início precoce de manobras de reanimação ainda em ambiente extra-hospitalar são fundamentais na sobrevida em qualquer faixa etária1. O tempo de atendimento é o fator mais importante, afetando a sobrevida, já que a lesão cerebral tem início rápido (cerca de 3 minutos sem assistência) e, para cada minuto sem manobras de reanimação cardiopulmonar, as chances de sobrevivência caem de 7% a 10%. Além disso, após 10 minutos de PCR não assistida, as chances de retorno à circulação espontânea são próximas a zero.

Assim, nas crianças vítimas de PCR extra-hospitalar, os elementos essenciais para atendimento estarão na comunidade na maioria das vezes: circulantes leigos devem reconhecer a PCR ou qualquer que seja a situação de emergência naquele momento, chamar ajuda e saber iniciar as manobras adequadas para tal situação até que uma equipe de emergência chegue ao local, assuma a responsabilidade e transporte a vítima para um setor de emergência em unidade de maior complexidade4.

Porém, o conhecimento das medidas de Suporte Básico de Vida (SBV) — sequência de ações que buscam restabelecer as funções do sistema respiratório e/ou circulatório, para manter o paciente vivo até a chegada da equipe de emergência5 —, a aplicação de manobras e a tomada de decisões diante de emergências, principalmente pediátricas, são substancialmente baixos. As principais barreiras que dificultam o aumento dos índices de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) por leigos são falta de oportunidade e de tempo para participar de treinamentos, medo de aplicar a manobra em público e de assumir responsabilidades, e, por fim, medo do risco de transmissão de doenças infectocontagiosas6, questões que poderiam ser resolvidas por meio de treinamento adequado.

No Brasil, o tempo médio em cinco capitais do país entre a ocorrência de uma emergência e a chegada da equipe médica varia entre 15 e 38 minutos, muito superior ao tempo ideal de chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que é de cerca de 10 minutos7. Destaca-se que, mesmo se esse fosse inferior ao tempo recomendado, a morte cerebral já começaria a se instalar. Ou seja, há uma janela estreita e de importância ímpar para que o leigo presente na cena inicie as medidas pertinentes8.

Tendo em vista a importância do conhecimento da população leiga acerca do SBV e seu impacto na sobrevida e sequelas neurológicas, é imprescindível que a comunidade tenha fácil acesso às informações e ao treinamento do pronto reconhecimento da ocorrência e no processo de decisão que leve a condutas adequadas9. A sensibilização de leigos permite a realização das medidas de SBV e a ativação rápida dos serviços de ajuda, como o SAMU9.

Com o intuito de difundir este conhecimento ao maior número possível de leigos e profissionais de saúde locais, realizamos este estudo observacional prospectivo do tipo ensaio comunitário.

Iniciamos as atividades a fim de treinar os cidadãos no reconhecimento de engasgo e PCR na faixa etária pediátrica e no início correto das manobras de desengasgo e RCP em crianças e adolescentes, mediante discussão em sessão interativa das principais emergências pediátricas em cenário extra-hospitalar. Isso ocorreu através do ensino do algoritmo em escolas, unidades básicas de saúde e shopping de ampla circulação de pessoas.

Após atividades realizadas em anos anteriores, notou-se a importância de documentar os impactos dos treinamentos realizados. Para tal, foram aplicados questionários de avaliação pré e pós-treinamento, cujos resultados foram utilizados para entender a efetividade do treinamento de leigos no reconhecimento da emergência pediátrica e na tomada de decisões.


OBJETIVOS

1. Treinar leigos e profissionais da saúde em contato próximo a crianças: professores, tutores, funcionários de unidades básicas de saúde, pais e munícipes quanto ao reconhecimento precoce de engasgo e parada cardiorrespiratória e início de manobras de desengasgo e reanimação em tempo oportuno;

2. Analisar, por meio de questionários aplicados aos participantes, antes e após as simulações, o impacto do aprendizado adquirido acerca das manobras de ressuscitação cardiopulmonar e desengasgo em bonecos.


MÉTODOS

Foram utilizadas duas abordagens para o ensino: apresentação teórica e interativa; e simulação em manequins (de lactentes, crianças e adolescentes), conforme a American Heart Association (AHA) e o Protocolo de SBV do SAMU10. O curso foi aplicado por um grupo de instrutores, constituído por estudantes de medicina e residente de pediatria, supervisionados por docente emergencista pediátrica.

O ensino teórico abordou as emergências pediátricas mais prevalentes (figuras 1 e 2). Os temas incluíram queimaduras, escoriações, fraturas, acidentes com animais peçonhentos, intoxicações, convulsões, afogamento, engasgos e parada cardiorrespiratória. Após a exposição teórica por meio de apresentação de slides com linguagem acessível, foi realizado treinamento de manobras de RCP e desengasgo em manequins.




Os treinamentos foram realizados a partir da adequação da equipe de instrutores aos horários dos locais onde eles foram aplicados, sendo estes, escolas públicas da cidade e UBS. No geral, foram realizados após o expediente, com agendamento prévio para que a equipe local pudesse se organizar e participar das atividades previstas. Também foi agendado previamente um dia aberto ao público, no qual os instrutores permaneceram um dia todo à disposição dos munícipes em shopping local, com divulgação nas mídias locais para maior adesão.

Durante os encontros, foram aplicados questionários pré e pós-treinamento para posterior análise de resultados (Anexo I e II, respectivamente). Os critérios de inclusão adotados foram: idade maior do que 18 anos, participar do treinamento teórico-prático proposto, concordar com e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Como critérios de exclusão, tivemos: menores de 18 anos e/ou retirada ou recusa de participação do estudo.

Com os dados obtidos, foi feita análise descritiva com cálculo de média, desvio-padrão, valores mínimo, máximo e mediana para variáveis quantitativas e frequências e porcentagens para variáveis categorizadas. Para avaliar o impacto da intervenção foram aplicados testes de diferenças de proporções qui-quadrado. Foi considerado nível de significância de 5%. Todas as análises foram feitas utilizando o programa SAS for Windows, v.9.4.


RESULTADOS

Durante as atividades realizadas no ano de 2023, foram obtidas 172 respostas nos questionários pré-treinamento e 122 nos questionários pós-treinamento. Os participantes eram em sua maioria professores (9,3%), auxiliares (8,7%), enfermeiros e técnicos de enfermagem (8,1%), diretores (2,3%), médicos (2,3%), funcionários públicos (3,4%), e os demais eram indivíduos com contato próximo com crianças, como mães e pais.

Nos questionários pré-treinamento, 45% dos indivíduos que responderam já estiveram em alguma situação de emergência com crianças. Foi visto que as emergências pediátricas mais vivenciadas pelos participantes foram quedas, cortes e engasgos, conforme descrito no gráfico 1.

Dos 172 participantes que responderam ao questionário pré-treinamento, 38% haviam passado por treinamento prévio para manobras de desengasgo e RCP. Quando questionados sobre a segurança para agir em um evento, 46,5% responderam que não se sentiam seguros antes do treinamento, 14,5% demonstravam segurança e 39% responderam que talvez já tivessem segurança para realização das medidas necessárias. Quando questionados sobre a segurança para treinar alguém, apenas 22% dos participantes se sentiam seguros. Os participantes também foram questionados sobre quais as informações mais importantes na emergência, sendo os itens avaliados: local seguro, pedir ajuda, saber telefones úteis, saber informar o local onde está. A maioria respondeu “saber telefones úteis” (78,48%) e “pedir ajuda” (58,71%).

Durante as atividades, notamos medos semelhantes como a incapacidade de reconhecer uma PCR, aplicação de força inadequada durante a RCP e a questão de estar em contato com infecções respiratórias durante a realização das manobras.

Dos 122 participantes que responderam aos questionários após as atividades teóricas e práticas, 58% responderam que se sentiam seguros para treinar alguém. A segurança para a realização das manobras em emergências pediátricas específicas após as atividades propostas está demonstrada no gráfico 2. A maioria dos participantes demonstrou segurança para agir após o treinamento, contrastando com o resultado pré-treinamento.

Já quando perguntado após o treinamento sobre quais as informações essenciais em uma emergência, foi notado aumento das respostas em todos os aspectos avaliados quando comparados àquelas dos questionários pré-treinamento. A variação de respostas foi de 40,11% para 67,22% no item “local seguro”, 58,71% para 73,78% no item “pedir ajuda”, 78,48% para 86,9% em “saber telefones úteis”, e de 55,21% para 59% em “saber informar o local onde está”.

Foi notada facilidade no ensino do SBV para população geral, com necessidade de habilidades psicomotoras de baixo nível de complexidade, sendo possível atingir muitas pessoas com diversos níveis de instrução, mesmo com poucos treinadores e materiais. Também observamos que, após o treinamento, o entendimento acerca da importância de cada aspecto associado ao sucesso de uma assistência inicial aumentou significativamente.


DISCUSSÃO

Sabe-se que a PCR extra-hospitalar ainda é importante causa de óbito na faixa etária pediátrica em todo o mundo, sendo decorrente de engasgos, acidentes e afogamentos em sua maioria. Sabe-se também que a sobrevivência depende do reconhecimento precoce por pessoas treinadas, da ativação de forma imediata do sistema de emergência e da qualidade da RCP aplicada naquele momento4. Apesar disso, medidas simples de SBV, porém de grande impacto na sobrevida e qualidade de vida, ainda são pouco aplicadas por leigos na comunidade, seja por não conhecimento ou até mesmo por receio de contaminações decorrentes de exposição6.

Em um estudo de Martínez-Isasi et al. (2023)11, crianças de 10 a 13 anos de idade receberam um breve treinamento conduzido por seus professores (5 minutos teóricos, 15 minutos demonstração do professor, e treinamento prático de 30 minutos) sobre como ajudar a resolver um evento de obstrução de vias aéreas superiores. Após o treinamento, as habilidades das crianças foram avaliadas e os resultados foram considerados satisfatórios, levando à conclusão de que tal treinamento deveria ser incluído nos programas de formação em SBV para crianças em idade escolar. Um outro estudo de Monteiro et al. (2021)12, também realizado com crianças em idade escolar, concluiu que apenas uma sessão de treino de SBV teve efeitos em nível do conhecimento e de autoeficácia que duram pelo menos seis meses. Já o estudo de Watanabe et al. (2017)13 também concluiu que crianças em idade escolar podem aprender com eficiência o SBV e alunos do ensino médio podem aprender com eficácia o uso de um desfibrilador externo automático.

Um outro estudo realizado na Dinamarca buscou avaliar o efeito do ensino de SBV nas taxas de realização das manobras e na sobrevivência após PCR extra-hospitalar. Após treinamento de leigos, a taxa de RCP realizada por espectadores aumentou de 22% para 74%; influenciando significativamente as taxas de sobrevivência14.

Com este estudo, também identificamos que o treinamento de leigos é de fácil execução e que as manobras são reprodutíveis pelos indivíduos quando treinados adequadamente. Após análise dos questionários pré e pós-treinamento, houve impacto positivo na ampliação do conhecimento sobre RCP e manobras de desengasgo, com aumento percentual em relação à segurança em agir diante de emergências pediátricas e em ensinar tais manobras a alguém.

Entre as limitações deste estudo, está a necessidade de treinamentos frequentes e rotativos em SBV devido à rápida deterioração das competências adquiridas, já que estudos anteriores relataram que as habilidades em RCP decaem dentro de 3 a 6 meses após o treinamento inicial e que um novo treinamento de pelo menos 15 minutos, 6 meses após o treinamento inicial, pode ajudar a manter as habilidades de compressão torácica por até 1 ano15-17.

Ainda sobre as barreiras à difusão do treinamento, as principais identificadas nas escolas por Fuchs et al. (2018)18 incluíram tempo, financiamento, equipamento, formação de instrutores e dificuldades com o agendamento das aulas. Porém, foi demonstrado que os professores podem ser tão eficazes como os instrutores da saúde e a aprendizagem autodirigida demonstrou ser tão bem-sucedida quanto a aprendizagem baseada em instrutor. Em um outro estudo, Ying-Chih Ko et al. (2024)19 identificaram que cursos de treinamento que combinam recursos digitais e aulas práticas presenciais de curta duração ministradas por instrutor podem ser um método alternativo para o treinamento tradicional, possibilitando que um maior número de pessoas tenha acesso a tal conhecimento.


CONCLUSÃO

O treinamento de Suporte Básico de Vida Pediátrico para leigos revela-se como uma ferramenta essencial na promoção da segurança e eficácia no atendimento de emergências envolvendo crianças. A análise dos questionários aplicados demonstra uma melhoria significativa nas habilidades dos participantes após a realização do curso, evidenciando que a capacitação transforma o conhecimento teórico em prática eficaz. Esse aprimoramento nas habilidades não apenas aumenta a confiança dos leigos em situações críticas, mas também potencialmente salva vidas ao assegurar uma resposta mais rápida e adequada em momentos de urgência. Portanto, é imperativo que mais programas de treinamento sejam implementados e acessíveis à população geral, de forma a maximizar a capacidade coletiva de enfrentar emergências pediátricas e garantir que mais vidas sejam protegidas e salvas.


REFERÊNCIAS

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8. Sanati A, Jaberi AA, Bonabi TN. High school basic life support training: Is the trainer’s experience of cardiopulmonary resuscitation in the actual setting important? A randomized control trial. J Educ Health Promot. 2022 Jun 11;11:165.

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Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho, UNESP/FMB, Departamento de Pediatria, Botucatu, São Paulo, Brasil

Endereço para correspondência:

Nathália Moretti Bonilha
Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho, UNESP/FMB, Departamento de Pediatria,
Botucatu, São Paulo, Brasil. Av. Prof. Montenegro,
Distrito de Botucatu, s/n, SP, Brasil. CEP: 18618-687.
E-mail: nathalia.moretti.bonilha@gmail.com

Data de Submissão: 23/06/2024
Data de Aprovação: 16/09/2024


ANEXOSAnexo I - Questionário Pré-Treinamento
- Dados pessoais: idade, sexo, profissão, procedência e contato com crianças
- Você já esteve em alguma situação de emergência ou acidente com criança e precisou agir? Em quais situações? (cortes; trauma; queimadura; afogamento; engasgo; queda; animal peçonhento; intoxicação exógena)
- O que o motivou a buscar o treinamento? (mídia, histórico familiar, lei, outros)
- Você se sente seguro para colocar em prática, agir em um evento com segurança antes do treinamento? (sim, não, talvez)
- Você já viu manobras de desengasgo ou de massagem cardíaca? (sim, vi as duas; apenas desengasgo; apenas massagem cardíaca; não)
- Você já treinou manobras de desengasgo ou de massagem cardíaca? (sim; apenas para desengasgo; apenas para massagem cardíaca; não)
- Você se sente seguro para treinar alguém? (sim; não)
- Qual é a importância desse treinamento a seu ver? (promover ações que melhorem o desfecho da criança que se encontra em uma situação de emergência; auxiliar e ensinar a comunidade a atuar de maneira efetiva em situações de emergência; aumentar o vínculo entre a Universidade e a comunidade; outros)
- Você sabe quais são as informações mais importantes em uma situação emergencial? (Lugar seguro; Pedir ajuda; Saber telefones úteis; Saber informar o local onde está acontecendo o intercurso; outros)

Anexo I - Questionário Pós-Treinamento

- Após o treinamento, você se sente seguro para abordar as emergências? Quais? (cortes; trauma; queimadura; afogamento; engasgo; queda; animal peçonhento; intoxicação exógena)

- Você se sente seguro para treinar alguém? (sim; não)

- Qual é a importância desse treinamento a seu ver?

- Você sabe quais são as informações mais importantes em uma situação emergencial?

Recebido em: 23/06/2024

Aceito em: 16/09/2024

Sobre os autores

1 Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho, UNESP/FMB, Departamento de Pediatria, Botucatu, São Paulo, Brasil.

Endereço para correspondência:

Nathália Moretti Bonilha

Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho, UNESP/FMB, Departamento de Pediatria Botucatu, São Paulo, Brasil. Av. Prof. Montenegro Distrito de Botucatu, s/n, SP, Brasil. CEP: 18618-687

E-mail: nathalia.moretti.bonilha@gmail.com

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Como citar este artigo:

Bonilha, NM, Sales, LS, Beserra, CM, Fernandes, GO, Silva, DS, Takeuchi, AY, Oliveira, JM, Yamamoto, SY, Constantino, JR, Martin, PG, Coletta, MBD, Melo, TC, Carvalho, HT, Fioretto, JR, Martin, JG. Efetividade do ensino de Suporte Básico de Vida Pediátrico para leigos e profissionais da saúde em uma comunidade. Resid Pediatr. 15(3):1-6. DOI: 10.25060/residpediatr-2025.v15n3-1304

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