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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Perfil dos recém-nascidos que necessitaram de oxigênio em maternidade terciária de alto risco em Fortaleza

Attributes of newborns who required oxygen in a high-risk tertiary maternity unit in Fortaleza

Marina Sad Navarro1; Thânia Maria Rodrigues Figueiredo2; Ana Nery Melo Cavalcante3; Geraldo Bezerra da Silva Junior4; Maria Alix Leite Araujo5

https://doi.org/10.25060/residpediatr-2026-1396 Residência Pediátrica, 16(1), 1-9

RESUMO

INTRODUÇÃO: O oxigênio (O2) é uma das terapias mais utilizadas em Unidades de Cuidados Neonatais. Quando necessário, é essencial para manter a integridade biofisiológica do recém-nascido (RN), mas seu uso deve ser criterioso devido ao seu alto potencial de complicações, como lesões cerebrais, pulmonares, oculares, intestinais e até óbito. OBJETIVO: Analisar a prevalência e o perfil dos RN que necessitaram de oxigenoterapia/suporte ventilatório. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal e retrospectivo, no período de julho de 2022 a junho de 2024, no qual foram analisados RN que necessitaram de internação e que fizeram uso de O2, em maternidade terciária de alto risco. RESULTADOS: 1004 RN foram analisados, com média de idade gestacional (IG) de 32,22 semanas (±3,02) e a mediana de peso ao nascimento de 1.840 g (400g-4320g). 674 (67,1%) evoluíram com síndrome do desconforto respiratório (SDR) e 316 (31,5%) com taquipneia transitória do RN (TTRN). Foi realizado corticoide antenatal em 602 (59,96%) gestantes e surfactante exógeno em 194 (19,3%) RN. Fizeram uso de CPAP nasal 537 (53,5%) e 331 (33%) de VMI. A média do tempo total de uso de O2 foi de 6,34 dias (1-82) e a mediana do tempo de ventilação mecânica foi de 5 dias (1-76). Do total da amostra, 26 (2,6%) evoluíram para enterocolite necrotizante e 85 (8,46%) com ROP.
CONCLUSÃO: Observou-se alta prevalência de uso do oxigenioterapia, principalmente nos RN prematuros, mas a monitorização da saturação-alvo durante a hospitalização não foi realizada, aumentando os riscos de complicações do uso do O2.

Palavras-chave: Oxigênio; Doenças do recém-nascido; Suporte ventilatório interativo

INTRODUÇÃO

A necessidade mais crítica do recém-nascido (RN) é estabelecer uma atividade respiratória adequada para uma eficiente troca de gases. A manutenção da respiração é vital para a sobrevivência e a integridade biofisiológica do RN. Portanto, falhas nesse processo podem requerer tratamento específico1.

Em situações em que há dificuldade nas trocas gasosas pulmonares, a terapia com oxigênio (O2) pode ser utilizada para tratá-las. Unidades de Cuidados Neonatais frequentemente empregam a oxigenioterapia através de diversas técnicas e dispositivos, escolhidas pelo médico responsável, com base nos exames e experiência da equipe, bem como na disponibilidade de recursos no hospital2,3.

No entanto, é crucial considerar que ofertas insuficientes ou desnecessárias podem resultar em complicações graves e irreversíveis, como lesões cerebrais, displasia broncopulmonar (DBP), enterocolite necrotizante (ECN), retinopatia (ROP), e até mesmo morte2-4.

Assim, o RN em tratamento com oxigenioterapia requer cuidados especiais de equipe multidisciplinar, devendo esta seguir um plano de cuidados objetivando estabelecer oxigenação-alvo e monitorização adequada, considerando o paciente de forma global e atendendo às suas necessidades de acordo com o método de administração de O2 utilizado. Esse processo permite a individualização dos cuidados com base científica, contribuindo para a recuperação mais rápida do paciente5.

Há mais de 40 anos a neonatologia vem tentando definir a saturação-alvo de oxigênio para evitar hipóxia e/ou hiperóxia, e seus danos correlatos. É essencial que tenhamos dados atualizados sobre como está a assistência à saúde prestada em uma das principais referências de maternidades do Estado do Ceará para programar intervenções direcionadas6.

Este estudo teve como objetivo fazer uma análise descritiva dos RN que necessitaram de suporte de oxigênio durante internação em Unidade Neonatal de um hospital terciário na cidade de Fortaleza, para melhorar a organização do cuidado, minimizando sequelas e elevando a qualidade de assistência aos pacientes.

 

MÉTODO

Trata-se de um estudo do tipo transversal e retrospectivo. A população de estudo foi composta por neonatos, termo e pré-termo, que fizeram uso de oxigenioterapia durante o período de internação em uma das Unidades Neonatais: Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Unidade de Cuidados Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo) ou Unidade de Cuidados Intermediária Neonatal Canguru (UCINCa), de uma maternidade terciária de referência em Fortaleza, Ceará, Brasil. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Instituto Fernandes Filgueiras/FIOCRUZ/Ministério da Saúde (parecer nº 5.486.251) e conduzido dentro dos padrões éticos.

Foram incluídos na amostra os RN que foram admitidos em uma das Unidades Neonatais, que fizeram uso de oxigenioterapia por pelo menos 24h, incluindo todos os dispositivos, como cateter nasal, oxi-hood, Continuous Positive Airway Pressure (Pressão positiva contínua em vias aéreas - CPAP) ou ventilação mecânica invasiva (VMI), no período de julho de 2022 a junho de 2024. Foram excluídos do estudo os RN que não foram hospitalizados, os que não fizeram uso de O2 e aqueles com as informações incompletas no prontuário que impossibilitaram a análise estatística.

A coleta de dados foi feita no período de julho de 2024, através do formulário padronizado da estratégia QualiNeo (Anexo 1), a partir da análise do prontuário eletrônico da instituição. Foram coletados dados pessoais e de nascimento (sexo, idade gestacional (IG), peso ao nascimento (PN), APGAR, tipo de parto), além de dados relacionados à assistência à saúde (tipo de internação, tempo de uso de oxigênio, necessidade de reanimação neonatal, uso de CPAP, necessidade de intubação, tempo na VMI, uso de corticoide antenatal, uso de surfactante exógeno, uso de oxigênio no 28º dia e com 36 semanas de idade gestacional, evolução para ECN e ROP).

Os dados foram tabulados em uma planilha do Excel. Posteriormente, os dados foram analisados pelo programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS).

 

RESULTADOS

No período de coleta, foram registrados 1400 RN que necessitaram de internação em uma das Unidades Neonatais (UTI, UCINCo e UCINCa), sendo 454 no ano de 2022, 568 em 2023 e 378 em 2024. Desses, 1004 (71,71%) RN fizeram uso de algum suporte de oxigênio e foram elegíveis para participação no estudo, sendo 261 no ano 2022 (26%), 454 em 2023 (45,22%) e 289 em 2024 (28,78%).

Da amostra, 552 (55%) eram do sexo masculino, 443 (44,1%) do sexo feminino e 9 (0,9%) de sexo indeterminado.

Quanto à classificação do peso, 375 (37,35%) dos RN foram classificados como peso adequado para a idade e 629 (62,65%) como baixo peso, sendo que destes 403 (40,14%) com baixo peso (<2500g), 152 (15,14%) com muito baixo peso (<1500g) e 74 (7,36%) com extremo baixo peso (<1000gr) (Tabela 1).

 

 

Em relação à IG, 302 (30,1%) RN nasceram a termo (IG ≥37 semanas) e 702 (69,9%) prematuros (IG <37 semanas). Quanto à classificação da prematuridade, 297 (42,31%) foram classificados como prematuros tardios (IG 34 a <37 semanas), 168 (23,93%) como prematuros moderados (IG 32 a <34 semanas), 172 (24,51%) muito prematuros (IG 28 a <32 semanas) e 65 (9,25%) eram prematuros extremos (IG <28 semanas) (Tabela 1).

A média de IG ao nascimento da amostra foi de 33,97 semanas (±3,72) e a mediana de peso ao nascimento de 2160g (400g-5660g).

Sobre o tipo de parto, 772 (76,9%) nasceram de parto cesáreo, 228 (22,70%) de parto vaginal e 4 (0,4%) tiveram auxílio de fórceps.

Na classificação do APGAR no 1º minuto, 618 (61,4%) pontuaram acima de sete, 251 (25,1%) pontuaram de quatro a seis, 133 (13,3%) pontuaram abaixo de três e 2 deles não foi obtida informação (0,2%). Já no 5º minuto de nascimento, 936 (93,2%) pontuaram acima de sete, 58 (5,77%) pontuaram de quatro a seis, 8 (0,8%) pontuaram abaixo de três e 2 deles não foi obtida informação (0,2%). A média do APGAR no 1º minuto foi de 6,48 e no 5º minuto de 8,19.

Quanto à assistência imediata ao RN após o parto, 397 (39,5%) foram submetidos à reanimação neonatal, sendo que destes, 297 (74,81%) eram prematuros. Durante a reanimação, 352 (35,1%) necessitaram de ventilação com pressão positiva (VPP) com bolsa-válvula-máscara, 355 (35,4%) de suporte de oxigênio com FiO2 (fração inspirada de oxigênio) maior que 21%, 203 (20,2%) de intubação orotraqueal, 16 (1,6%) de massagem cardíaca e 10 (1,0%) de drogas vasoativas. Após estabilização pós-reanimação, 345 (34,4%) usaram CPAP nasal na sala de parto (Tabela 2).

 

 

A síndrome do desconforto respiratório (SDR) esteve presente em 674 (67,1%) dos RN e 316 (31,5%) evoluíram com taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN).

Foi realizado corticoide antenatal em 602 (59,96%) gestantes, sendo que 561 delas tiveram RN prematuros (93,18%). Foi necessário o uso de surfactante exógeno em 194 (19,3%) dos RN após o nascimento, sendo que, destes, 191 (98,45%) eram RN prematuros.

Após identificada a necessidade de internação hospitalar, 687 (68,4%) RN tiveram passagem pela UTI, 811 (80,8%) pela UCINCo e 249 (24,8%) pela UCINCa.

Durante a internação em uma das unidades de cuidados intermediários ou intensivos, 537 (53,5%) fizeram uso de CPAP nasal, 331 (33%) fizeram uso de ventilação mecânica convencional, sendo que destes, 261 (78,85) eram prematuros.

Com 28 dias de vida, 52 (5,2%) dos RN ainda estavam em uso de algum tipo de suporte de oxigênio e, com 36 semanas de idade corrigida, 25 (2,5%) deles ainda estavam intubados e 49 (4,9%) em uso de algum outro suporte de oxigênio.

Essas informações são encontradas na tabela 3.

 

 

A mediana do tempo de ventilação mecânica considerando todos os RN foi de 5 dias, variando entre 1 e 76 dias. A média do tempo total de uso de oxigênio foi de 6,34 dias, sendo o mínimo de 1 dia e o máximo de 82 dias.

Na amostra, 26 (2,6%) RN deles evoluíram para ECN, e em 3 prontuários não foi obtida informação. Destes, 10 (1%) necessitaram de abordagem cirúrgica.

Em relação ao exame de fundo de olho, 242 (24,1%) foram submetidos ao exame e em 5 deles não constavam informação em prontuário. Foram diagnosticados com ROP 85 (8,46%), sendo 42 (4,19%) com grau I, 25 (2,49%) com grau II, 16 (1,59%) com grau III e 2 (0,2%) com grau IV, e em 9 RN não foi encontrada informação em prontuário. Foi necessária abordagem cirúrgica em 12 (1,2%) deles (Tabela 4).

 

 

DISCUSSÃO

Este estudo evidenciou que uma das maiores causas de internação hospitalar dos RN desta maternidade foi devido a distúrbios respiratórios, com alta necessidade de suporte ventilatório e/ou oxigenioterapia (71,7%), número semelhante ao encontrado em um estudo retrospectivo publicado em 2022, em que, dos 8.474 RN nascidos em uma maternidade terciária no período de seis meses, 1.367 RN foram hospitalizados e a oxigenioterapia foi necessária em 903 (66%) deles7.

A prematuridade é uma das principais causas de morbidade e mortalidade neonatal. As causas do parto prematuro são multifatoriais e podem ser divididas em fatores maternos, fetais, placentários, além de fatores ambientais8. Dos RN hospitalizados, 69,9% eram prematuros e, devido à imaturidade estrutural dos pulmões, teve relação com a alta incidência de SDR (67,1%).

A SDR inclui outras causas importantes como a qualidade do pré-natal, cesariana sem trabalho de parto, a baixa utilização de corticoide antenatal e de surfactante exógeno após o nascimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa ideal preconizada de cesariana, em um País, é de 15%9. No Brasil, já atinge aproximadamente 57,2% dos partos na saúde pública, e vem crescendo a cada ano10. Na população estudada, notou-se uma taxa de parto cesáreo (76,9%) significativamente mais alta do que a média da população brasileira. O parto cesáreo, embora muitas vezes necessário, pode interferir na drenagem de fluidos dos pulmões, além de reduzir a produção do surfactante em relação ao parto vaginal, dificultando a adaptação à respiração extrauterina.

A utilização de corticoide antenatal em gestantes com risco de parto pré-termo auxilia na maturação pulmonar e está associada a uma diminuição significativa na necessidade de suporte respiratório e de oxigênio suplementar. Foi realizado corticoide antenatal em 602 (59,96%) gestantes, sendo que 561 delas tiveram RN prematuros (93,18%), demonstrando grande assertividade no acompanhamento pré-natal. Um estudo sistemático e meta-análise concluiu que a administração de corticoesteroides antenatais, incluindo em gestações entre 34 e 36 semanas, diminuiu a incidência de SDR, TTRN e a necessidade de ventilação mecânica, além de reduzir o tempo de uso de oxigênio11.

O uso de surfactante foi necessário em 194 (19,3%) RN após o nascimento, sendo quase sua totalidade RN prematuros, taxa significativamente menor do que a encontrada em um estudo observacional realizado em um hospital público universitário brasileiro, em que dos 62 RN admitidos em UTI, 26 (41,9%) usaram surfactante exógeno. Essa divergência talvez seja explicada pela diferença da idade gestacional média dos RN internados. A taxa de uso de surfactante em recém-nascidos é influenciada por fatores como a idade gestacional, a disponibilidade de recursos e as práticas clínicas locais. Este mesmo estudo concluiu que o tempo de uso do oxigênio, bem como tempo de internação, foram diretamente proporcionais ao grupo que recebeu corticoide antenatal e surfactante exógeno12.

Apesar de o estudo caracterizar o perfil dos RN que ainda estavam em uso de oxigênio com 28 dias de vida e com 36 semanas de idade corrigida, para predizer desfecho de DBP, a definição mais recente de DBP não considera que o diagnóstico seja necessariamente feito a partir dessas variáveis. A lesão pulmonar se relaciona com a duração da exposição a altas concentrações de O2 e também com o modo de suporte ventilatório (invasivo vs. não invasivo) utilizado13,14. Em um estudo de coorte prospectivo multicêntrico, foram acompanhados 704 RN prematuros desde a internação na UTI até a idade corrigida de 1 ano. Os RN foram estratificados em grupos de alta (FiO2 >33,1%), intermediária (FiO2 29,1 a 33,1%) e baixa (FiO2 <29,1%) exposição ao oxigênio. Observou-se que os grupos altamente expostos apresentaram testes de função pulmonar alterados com 1 ano de idade, indicando evidências precoces de doença pulmonar obstrutiva, o que pode predispor recém-nascidos ao aumento da morbidade pulmonar a longo prazo15. No nosso estudo a média do tempo total de uso de oxigênio foi de 6,34 dias e a mediana do tempo de ventilação mecânica foi de 5 dias, variando entre 1 e 76 dias, mas não foi acompanhado o desenvolvimento ou não de DBP.

A escolha do tipo de suporte ventilatório para manejo dos distúrbios respiratórios interfere no tempo de oxigenioterapia e na gravidade das complicações. Neste estudo, o CPAP foi a modalidade mais usada entre os RN, tanto na assistência imediata pós-parto (34,4%) quanto durante a internação (53,5%). Atualmente, o conhecimento das complicações relacionadas ao uso da VMI levou à utilização de VNI como primeira opção terapêutica, já que estudos recentes mostram que os métodos não invasivos são capazes de minimizar a chance de lesão pulmonar e a necessidade de uso de surfactante16.

As complicações descritas neste estudo foram ECN e ROP. Na amostra, 26 (2,6%) RN tiveram ECN, número menor do que a média de incidência global, que varia de 6 a 15% nos RN de extremo baixo peso ao nascer. Essa diferença pode ser explicada pela baixa prevalência dessa população no estudo. Quase metade deles foi submetida à intervenção cirúrgica. Em uma análise multivariada que acompanhou 16.131 RN, os fatores independentes associados à necessidade de cirurgia foram o extremo baixo peso, peso ao nascer e a administração de antibióticos pré-natais17.

A incidência de ROP foi de 8,36% e de ROP grave 1,2%, números inferiores ao encontrado em uma meta-análise que avaliou a prevalência global de ROP ao longo de quatro décadas, que foi de 31,9% entre os prematuros e de ROP grave de 7,5%18.

Este estudo, embora com limitações como a inclusão parcial de prontuários na base de dados, a ausência de dados sobre o uso de oxi-hood e cateter nasal, e a falta de acompanhamento de desfechos relacionados à DBP, revela achados significativos sobre a assistência neonatal. Nossos dados evidenciaram uma alta prevalência de uso de oxigênio nas unidades neonatais, o que paradoxalmente não se traduz em um controle adequado da saturação-alvo. Ademais, a baixa tolerância à hipossaturações permissivas sugere um uso excessivo e potencialmente desnecessário de oxigênio.

Os resultados obtidos suscitam oportunidades de discussões sobre a necessidade de aprimorar a assistência pré e pós-natal, implementar protocolos rigorosos de monitorização da saturação-alvo e estabelecer um ponto de partida para comparações com outros centros, objetivando minimizar as complicações do uso de O2.

 

REFERÊNCIAS

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10.    Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Indicadores da dimensão qualidade em atenção à saúde (IDQS) [Internet]. Brasília: ANS; 2024. [acesso em 2024 Jul 8]. Available from: https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/informacoes-e-avaliacoes-de-operadoras/1.1.ProporodePartoCesreo.pdf.

11.    Saccone G, Berghella V. Antenatal corticosteroids for maturity of term or near-term fetuses: systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. BMJ. 2016;355:i5044. DOI: https://doi.org/10.1136/bmj.i5044.

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17.        Bruno MA, Galletti MF, Brener PH, Mariani GL, Gonzalez A, Nieto R. Prevalence and risk factors associated with the need for surgical intervention due to necrotizing enterocolitis in very low birth weight infants. Early Hum Dev. 2023;188:105917. DOI: https://doi.org/10.1016/j.earlhumdev.2023.105917.

18.    García H, Villasis-Keever MA, Zavala-Vargas G, Bravo-Ortiz JC, Pérez-Méndez A, Escamilla-Núñez A. Global prevalence and severity of retinopathy of prematurity over the last four decades: a systematic review and meta-analysis. Arch Med Res. 2024;55(2):102967. DOI: https://doi.org/10.1016/j.arcmed.2024.102967.

 

 

1 Escola de Saúde Pública do Ceará, Pediatria - Fortaleza - Ceará - Brasil 
2. Unifor, Doutoranda em Saúde Coletiva - Fortaleza - Ceará - Brasil 
3. Unifor, Professora da graduação de medicina - Fortaleza - Ceará - Brasil
4. Unifor, Doutor em Ciências Médicas - Fortaleza - Ceará - Brasil
5. Unifor, Professora de pós-graduação em saúde coletiva - Fortaleza - Ceará - Brasil

Endereço para correspondência:

Marina Sad Navarro Escola de Saúde Pública do Ceará
Av. Antônio Justa, 3161, Meireles 
Fortaleza, CE, Brasil. CEP: 60165-090 
E-mail: mari_sadn@hotmail.com

Data de Submissão: 08/01/2025
Data de Aprovação: 03/02/2025

 

 

ANEXO 1

MONITORAMENTO DO CUIDADO NEONATAL (marcados com * os campos obrigatórios)

Ficha de coleta de dados - Sistema para inclusão do registro: smcon.iff.fiocruz.br

IDENTIFICAÇÃO DO REGISTRO - Aba do sistema REG
(1)    Declaração de Nascidos Vivos (DNV) * ____________________________________________
(2)    Procedência*: ( ) Nascido nesse hospital    ( ) Nascido fora desse hospital
(3)    Nascimento*: ______ / ______/ ______ 
4) Hora do Nascimento: ________________

DADOS MATERNOS - Aba do sistema MAT
(5) Idade Materna (anos): ______
(6) Cor/Raça da Mulher:( ) Branca ( ) Preta ( ) Parda ( ) Amarela ( ) Indígena
(7)    Escolaridade: ( ) < 8 anos ( ) 8 anos ( ) 9 a 11 anos ( ) 12 anos ou mais
(8)    Fumo: ( ) Sim ( ) Não
(9)    Frequência de Bebida Alcoólica na Gestação:
( ) Não bebia ou no máximo 2 vezes por mês    ( ) Semanalmente
(10)    Uso de Drogas Psicoativas na Gestação (lícitas ou ilícitas): ( ) Sim ( ) Não
(11)    Violência Sofrida: Violência Psicológica e/ou Violência Física e/ou Sexual: ( ) Sim ( ) Não
(12)    Quantas consultas de pré-natal? ______
(13)    Hipertensão Arterial: ( ) Sim ( ) Não    14) Gestação Múltipla: ( ) Sim ( ) Não
(15)    Bolsa Rota na Admissão: (    ) < 18h ( ) >=18h a 24h ( ) > 24h ( ) Não
(16)    Esteróide Antenatal*: ( ) Sim ( ) Não    17) Sulfato de Magnésio: Sim ( ) Não ( )
(18)    Tipo de Parto*: ( ) Vaginal    ( ) Fórcipe    ( ) Cesáreo

DADOS DO NASCIMENTO Aba do sistema NASC
(19)    Sexo: ( ) Masculino    ( ) Feminino    ( ) Indeterminado
(20)    Peso de Nascimento em gramas*: ______

Idade Gestacional: 21) Semanas*: ______ 22) Dias*: ______
(23)    Perímetro Cefálico em centímetros com uma decimal: ______
(24)    Reanimação Neonatal*: ( ) Sim ( ) Não    Se Não, pular para 25
(24.1)    Uso de Oxigênio > 21% na Ventilação: ( ) Sim ( ) Não
(24.2)    Ventilação com Máscara e balão auto inflável: ( ) Sim ( ) Não
(24.3)    Ventilação com Ventilador mecânico manual com peça T: ( ) Sim ( ) Não
(24.4)    Ventilação com Cânula Traqueal ( ) Sim ( ) Não
(24.5)    Massagem Cardíaca: ( ) Sim ( ) Não
(24.6)    Drogas: ( ) Sim ( ) Não
(25)    CPAP Nasal na Sala de Parto – Estabilização Pós Reanimação: ( ) Sim ( ) Não

Apgar: 26) Primeiro minuto*: _ 27) Quinto minuto*: ______
(28)    Tempo para o Clampeamento do Cordão Umbilical: ( ) < 1 minuto ( ) ≥ 1 minuto
(29)    Medidas para Evitar Hipotermia na Sala de Parto*: ( ) Sim ( ) Não    Se Não, pular para 30
(29.1)    Envolveu em Saco Plástico:
( ) Sim ( ) Não
(29.2) Colocou touca: ( ) Sim ( ) Não
(29.3) Usou Colchão Térmico: ( ) Sim ( ) Não

INTERNAÇÃO NOS COMPONENTES DA UNIDADE NEONATAL - Aba do sistema INT/MC
(30)    Houve internação na UTIN*? ( ) Sim ( ) Não
(30.1)    Data de internação na UTIN: ______ / ______/ ______
(31)    Houve internação na UCINCo? ( ) Sim ( ) Não
(31.1)    Data de internação na UCINCo: ______ / ______/ ______
(32)    Houve internação na UCINCa? ( ) Sim ( ) Não
(32.1)    Data de internação na UCINCa: ______ / ______/ ______
(32.2)    Peso do RN (g) no dia da internação na UCINCa: _______
(33)    A Temperatura do RN foi medida na 1º hora de Admissão na UTIN ou na UCINCo*? ( ) Sim ( ) Não
(33.1)    Qual a temperatura medida? ____, ________

MÉTODO CANGURU - Aba do sistema INT/MC
(34)    Contato Pele a Pele na UTI Neonatal (UTIN) ou Unidade Intermediária Convencional*? ( ) Sim ( ) Não
(35)    Tempo de Vida em dias do Primeiro Contato Pele a Pele*: ____

SISTEMA RESPIRATÓRIO - Aba do sistema RESP
(36)    SDR- Síndrome do Desconforto Respiratório: ( ) Sim ( ) Não
(37)    Adaptação Respiratória ou TTRN: ( ) Sim ( ) Não
(38)    Hipertensão Pulmonar: ( ) Sim ( ) Não
(39)    Hemorragia Pulmonar: ( ) Sim ( ) Não
(40)    Pneumonia Congênita: ( ) Sim ( ) Não
(41)    Pneumonia Adquirida: ( ) Sim ( ) Não
(42)    Pneumotórax associado à Ventilação Mecânica Convencional*: ( ) Sim ( ) Não
(43)    Oxigênio Após Reanimação Inicial: ( ) Sim ( ) Não 43.1) Tempo Total de Oxigênio em dias: _________________
(44)    Oxigênio no dia 28 de vida: ( ) Sim ( ) Não
(45)    Oxigênio com 36 semanas de IG corrigida: ( ) Sim ( ) Não
(46)    Ventilação Mecânica Convencional*: ( ) Sim ( ) Não
(46.1)    Ventilação Mecânica Convencional em dias: _____
(47)    Ventilação Mecânica Convencional com 36 semanas de IG corrigida:
( ) Sim ( ) Não
(48)    CPAP Nasal*: ( ) Sim ( ) Não    48.1) CPAP Nasal antes ou sem nunca ter recebido Ventilação Mecânica com Cânula Traqueal: ( ) Sim ( ) Não
(49)    Surfactante em Algum Momento*: ( ) Sim ( ) Não
(49.1)    Com quanto tempo de vida realizou primeira dose (Horas)? _________
(50)    Extubação Acidental*: ( ) Sim ( ) Não

CÉREBRO E ABDOMEN - Aba do sistema CA
(51)    Convulsão até dia 3 de vida: ( ) Sim ( ) Não
(52)    Hemorragia Intracraniana: ( ) Grau 0 – Não houve hemorragia intracraniana ( ) Grau I ( ) Grau II ( ) Grau III ( )

Grau IV ( ) Não realizou exame
(53)    Enterocolite Necrosante*: ( ) Sim ( ) Não
(53.1)    Cirurgia ou Drenagem Abdominal para ECN: ( ) Sim ( ) Não

INFECÇÃO - Aba do sistema INFC
(54)    Infecção Precoce (Menor ou igual a 48h de vida) *: ( ) Sim ( ) Não
(54.1)    Se houve infecção precoce, foi confirmada por hemocultura? ( ) Sim ( ) Não
(55)    Infecção Tardia (Maior que 48h de vida) *: ( ) Sim ( ) Não
(55.1)    Se houve infecção tardia, foi confirmada por hemocultura? ( ) Sim ( ) Não
(56)    Uso de Antibiótico com início na Primeira Semana de Vida para Sepse*:
( ) Não usou ( ) Menor ou igual a 48h ( ) Maior que 48 h e menor ou igual 72h ( ) Maior que 72h e menor ou igual a 7 dias ( ) Maior que 7 dias
(57)    Tratamento para Sífilis Congênita:
( ) Sim, teve sífilis e tratou ( ) Não tratou, mas teve sífilis ( ) Não se aplica
(58)    Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica: ( ) Sim ( ) Não
(59)    Infecção de Corrente Sanguínea Associada ao Cateter: ( ) Sim ( ) Não
(60)    Drogas Vasoativas até dia 3 de Vida*: ( ) Sim ( ) Não

ACESSO VASCULAR APÓS ADMISSÃO NA UNIDADE NEONATAL - Aba do sistema AV
(61)    Epicutâneo: ( ) Sim ( ) Não    61.1) Duração em dias do Epicutâneo:_________
(62)    Dissecção Venosa: ( ) Sim ( ) Não    62.1) Duração em dias da Dissecção Venosa: _________________
(63)    Cateter Umbilical Venoso: Sim ( ) Não ( )
(63.1) Duração em dias do Cateter Umbilical Venoso: __________________
(64)    Cateter Umbilical Arterial: Sim ( ) Não ( ) 64.1) Duração em dias do Cateter Umbilical Arterial: ______________ NUTRIÇÃO - Aba do sistema NUTR
(65)    Uso de Soro com Aminoácido no Primeiro dia de Vida: ( ) Sim ( ) Não ( ) Não se aplica
(66)    Parenteral plena ou total*: ( ) Sim ( ) Não ( ) Não se aplica
(66.1)    Tempo de vida em dias no primeiro dia de administração da parenteral: _________
(66.2)    Duração da parenteral em dias: _________
(67)    Enteral*: ( ) Sim ( ) Não
(67.1)    Tempo de vida em dias no primeiro dia de administração da enteral: _________
(67.2)    Tipo da primeira enteral:
( ) Leite materno e/ou Colostro – não considerar a colostroterapia ( ) Leite humano pasteurizado    ( ) Fórmula

RETINOPATIA DA PREMATURIDADE - Aba do sistema ROP/AC
(68)    exame de fundo de olho realizado durante a internação*? ( ) Sim ( ) Não
(68.1)    Pior grau da retinopatia da prematuridade: (    ) Sem ROP ( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5
(68.2)    Realizou cirurgia para ROP? ( ) Sim ( ) Não

ANOMALIA CONGÊNITA - Aba do sistema ROP/AC
( ) Anomalias do Sistema Nervoso Central ( ) Anomalias Cardíacas
( ) Anomalias Gastrintestinais ( ) Anomalias Geniturinárias
( ) Anomalias Cromossômicas ( ) Anomalias Pulmonares
( ) Outros Defeitos Congênitos
(69)    Qual? __________________
(70)    Cirurgia por Anomalia Congênita: Sim ( ) Não ( )

DESFECHO - Aba do sistema DESF
(71)    Tipo de Desfecho*: ( ) Alta Hospitalar    ( ) Transferência    ( ) Óbito
(72)    Data do desfecho*: ______ / ______/ ______
(73) Peso em gramas no desfecho*:
(74)    Perímetro cefálico em centímetros com uma decimal no desfecho: __________________
(75)    Dieta prescrita na alta da unidade neonatal:
( ) Leite Materno ( ) Leite Materno + Fórmula ( ) Fórmula
(76)    Local do óbito: ( )UTI Neonatal    ( ) Local de Parto / Centro Obstétrico    ( ) Outros espaços
(77)    Causa do óbito: Selecione a causa principal
( ) Sepse
( ) Asfixia perinatal ( ) Pneumotórax        ( ) Hemorragia Intracraniana ( ) Hemorragia Pulmonar
( ) Anomalia / Malformação Congênita
( ) Distúrbio metabólico
(78) Outra causa? ( ) Sim    ( ) Não

Recebido em: 08/01/2025

Aceito em: 03/02/2025

Publicado em: 04/05/2026

Sobre os autores

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Endereço para correspondência:

Marina Sad Navarro

E-mail: mari_sadn@hotmail.com

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Como citar este artigo:

Navarro, MS, Figueiredo, TMR, Cavalcante, ANM, Junior, GBS, Araujo, MAL. Perfil dos recém-nascidos que necessitaram de oxigênio em maternidade terciária de alto risco em Fortaleza. Resid Pediatr. 16(1):1-9. DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1396

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