Volume 5 - Número 1
Transfusão de hemocomponentes em crianças: o quê, quando e como usar?
Leonardo Rodrigues Campos; Aldo José Barbosa Cerqueira; Carlos José Barbosa Campos; José Guilherme Basílio Pereira de Souza; Rosanna Novello; Viviani de Lourdes Rosa Pessôa; Alda Cristina Ferreira Feitosa
Prematuridade tardia: estarão eles preparados para nascer?
Lígia Marisa Pereira Paulos; Lina Winckler
MÉTODOS: Estudo retrospectivo descritivo. Obtidos os nascimentos distribuídos por IG, formando-se dois grupos: RNPTT - IG > 34s e < 37s e RNT - IG > 37s. Analisados os grupos segundo aspectos demográficos e morbidade. Análise do número de nascimentos ocorridos (2008-2010) segundo IG e tipo de parto.
RESULTADOS: Número estável de nascimentos/ano e prematuros/ano. Um em cada 6 nascimentos é prematuro. Cerca de 5% dos nascimentos/ano são RNPTT (87% dos pré-termos nascidos). Os RNPTT ficam mais frequentemente internados (p < 0,005). Um em cada 3 nascidos por ano o parto foi por cesariana (são efetuadas em 30% dos RNPTT). Os RNPTT têm mais frequentemente peso de nascimento < 2500g (p < 0,005). Os RNPTT têm mais hiperbilirrubinemia, mais dificuldade alimentar e mais taquipneia transitória (p < 0,005). Os RNPTT fazem mais exames analíticos (p < 0,005), recebem mais fluidos endovenosos e antibioticoterapia (p > 0,005). Os RNPTT necessitam mais de O2 suplementar bem como de mais frequentemente iniciarem ventilação não invasiva ou invasiva (p > 0,005).
CONCLUSÕES: Salienta-se a maior necessidade de internamento nos RNPTT que em RNT, reforçando-se o conceito de maior morbidade naquele grupo comparativamente com os RNT, sem existir, contudo, aumento da mortalidade. Palavras-chave: neonatologia, prematuro, recém-nascido.
Uma criança com febre e exantema - Qual o seu diagnóstico?
Eveline Tenório Régis; Sabrine Teixeira Ferraz Grunewald
Medicina baseada em evidências: o conhecimento sempre em construção
Márcia Alves Galvão; Marilene Crispino Santos
Aspiração de corpo estranho em crianças: aspectos clínicos e radiológicos
Glória Valéria de Sousa Bandeira de Melo; Amanda Soeiro Fonteles; Carmem Ulisses Peixoto Esmeraldo; Maria Eliana Pierre Martins; Jose Marcílio Nicodemos da Cruz
DESCRIÇÃO: Criança, 7 anos, sexo masculino, encaminhada ao serviço de pediatria devido a quadro de tosse seca persistente, cansaço e febre, associado à aspiração de corpo estranho. O paciente foi submetido à investigação clínica e radiológica. O exame de imagem apresentou velamento do hemitórax esquerdo com desvio mediastinal, caracterizando atelectasia pulmonar; pulmão direito normal e hiperinsuflado. Foi indicada broncoscopia. Na intervenção, foi encontrado um apito de aproximadamente 2,5 cm com formato cilíndrico no brônquio fonte esquerdo. Após a intervenção médica, foi solicitada radiografia torácica de controle, que evidenciou acentuada melhora da atelectasia e infiltrado pneumônico para-cardíaco à esquerda; pulmão direito sem alterações. O paciente evoluiu com melhora da sintomatologia, permanecendo internado para tratamento da pneumonia ocasionada por complicações da presença do corpo estranho.
COMENTÁRIOS: As vias aéreas das crianças são frequentemente ocupadas por corpos estranhos. Os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, assim como as possíveis complicações, dependem do tipo, da localização e do grau de obstrução causada pelo corpo estranho. Um corpo estranho grande pode ser capaz de ocluir completamente a via aérea superior, colocando a criança em situação de risco, enquanto objetos menores costumam produzir sintomas mais crônicos e menos graves. Palavras-chave: criança, diagnóstico clínico, diagnóstico por imagem, migração de corpo estranho, pediatria.
Agenesia pulmonar associada à malformação cardíaca: Relato de caso
Thaliny Porfirio Damian Fagá; Elaine Felca Beirigo Giannini; André Luiz Silva; Lais Pereira Rabelo; Felipe Rocha Rabelo
RELATO DE CASO: Recém-nascido, sexo feminino, com cinco dias de vida, com quadro de taquipneia, taquicardia, febre e cianose central às mamadas, cujos exames complementares evidenciaram agenesia pulmonar associada à atresia de valva aórtica, com ventrículo único de morfologia direita. Não há relatos semelhantes na família.
COMENTÁRIOS: De acordo com os casos relatados na literatura de agenesia pulmonar associada à malformação cardíaca, percebe-se que o desfecho foi semelhante em todos os casos, ou seja, o prognóstico foi sombrio quando existe essa associação. Palavras-chave: anormalidades congênitas, cardiopatias congênitas, transplante de coração.
Síndrome de Gianotti Crosti: Relato de caso
Jéssica Sari; Tatiana Kurtz; Alice Hoerbe; Camila Bock Silveira; Luísa Assoni Santin; Camila Voos
Palavras-chave: acrodermatite, criança, dermatologia, prurido.
Relato de caso: Incontinência pigmentar
Emerson Wacholz Garcia; Adriana Prazeres da Silva
Relato de caso: Miosite causada por vírus da dengue
Emerson Wacholz Garcia
OBJETIVO: Descrever os achados clínicos e laboratoriais de miosite relacionada ao vírus da dengue em paciente pediátrico.
MÉTODO: Revisão de prontuário.
RELATO DE CASO: Menor, 6 anos de idade, foi examinado no 4º dia de febre elevada, cefaleia, mialgia e dor localizada em ambas as panturrilhas. Exames laboratoriais demonstraram leucopenia, elevação de transaminase e da creatinofosfoquinase. IgM para a dengue foi positiva.
CONCLUSÃO: Em áreas endêmicas, a dengue deve ser considerada no diagnóstico diferencial da miosite aguda benigna da infância. Palavras-chave: dengue, miopatias distais, miosite, vírus da dengue.
Celulite adquirida por estudante de medicina, em hospital, durante o estágio do internato de pediatria: Relato de caso
Ilmar Braga Teixeira Júnior; Moema Pereira da Silva; Flávia Ohara de Melo Pinto; Elierson Rocha
Endocardite bacteriana em recém-nascido
Emerson Wacholz Garcia
Inadequação do peso ou do comprimento para a idade gestacional
Isabel Rey Madeira