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Percentual de aleitamento materno exclusivo em hospital de referência da Serra Gaúcha
Angela Rech Cagol; Gabriela Belitski; Suelen Menegotto; Eduarda Cagol; Eunice Goulart
Resid Pediatr. 2026OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi quantificar a taxa de aleitamento exclusivo (AME) por pelo menos seis meses após a alta hospitalar de recém-nascidos (RN).
MÉTODOS: Foi um estudo de coorte prospectivo. A amostra foi descrita a partir de medidas-resumo como médias e desvios-padrão ou medianas e quartis, valores mínimos e máximos para as variáveis quantitativas, e pelas frequências absolutas e relativas para as variáveis qualitativas.
RESULTADOS: Analisaram-se 357 pacientes, sendo 113 excluídos por não terem informações disponíveis sobre a amamentação. A idade média foi de 30,2 anos, escolaridade predominante foi o ensino médio (42,4%); a maioria não tinha plano de saúde (64,4%) e 63% das pacientes realizaram cesariana. Usar fórmula em gestações prévias esteve associado a manter a fórmula na gestação atual (p 0,004). Na amostra analisada, 92% das mães amamentaram na primeira hora de vida e introduzir fórmula no hospital levou ao menor índice de AME (p 0,179). Após a alta hospitalar, o tempo médio de AME foi de 150 dias (51,9%), sendo que o período de introdução da fórmula foi entre 90 e 150 dias (34,3%).
CONCLUSÃO: Os autores concluem, portanto, que amamentar na primeira hora de vida e sustentar essa amamentação até a alta do RN colocam esse hospital num patamar diferenciado e garantem boas práticas hospitalares de AME.