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Diagnóstico de toxocaríase em criança de 3 anos, após apresentar anemia e eosinofilia graves: relato de caso
Isabela Albano Lage; Julia Amaral Coimbra; Caroline Caldeira Hosken; Julio César Miranda Santos; Lara Barbosa Santos; Aderson Zimmerer Guimaraes; Salvador Henrique Ceolin; Tarcisio Silva Borborema; Mariana Marta de Oliveira Antunes; Antônio Fernando Bolina Batista Filho
Resid Pediátr. 2025
DESCRIÇÃO DO CASO: Trata-se de B.F.S., 3 anos, 18 Kg, natural de Carlos Chagas – Minas Gerais (MG), em acompanhamento com hematologista, em Belo Horizonte – MG, após diagnóstico de anemia refratária ao tratamento com sulfato ferroso oral. Durante a propedêutica de investigação da anemia, apresentou pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva, sendo encaminhado para o gastroenterologista. Em consulta especializada, relatou sintomas gripais, geofagia, edema de membros inferiores e de face. Outros sinais vistos eram palidez cutaneomucosa, edema bipalpebral e em membros inferiores, taquicardia, sopro sistólico panfocal, hepatoesplenomegalia, hiperglobulinemia IgE, hemoglobina 5,5 mg/dL e contagem de eosinófilos superiores a 5 mil. Indicada hemotransfusão e iniciado empiricamente tratamento com albendazol. Devido a questões religiosas, feito tratamento com sulfato ferroso endovenoso. Sorologia confirmou a hipótese de toxocaríase. Descartada esquistossomose, outras parasitoses, infecção por COVID-19 e síndrome nefrótica.
DISCUSSÃO: A infecção pode ocorrer na forma assintomática, larva migrans visceral (LMV), larva migrans ocular; dados de literatura dividem ainda na forma neuronal e oculta. O tratamento é feito com albendazol 400 mg duas vezes ao dia por 5 a 7 dias. A resposta ao tratamento é observada pela redução da eosinofilia.
CONCLUSÃO: O pediatra deve conhecer a condição clínica e correlacioná-la com a epidemiologia para diagnóstico. Medidas de prevenção, como saneamento básico e campanhas de conscientização são necessárias.
DISCUSSÃO: A infecção pode ocorrer na forma assintomática, larva migrans visceral (LMV), larva migrans ocular; dados de literatura dividem ainda na forma neuronal e oculta. O tratamento é feito com albendazol 400 mg duas vezes ao dia por 5 a 7 dias. A resposta ao tratamento é observada pela redução da eosinofilia.
CONCLUSÃO: O pediatra deve conhecer a condição clínica e correlacioná-la com a epidemiologia para diagnóstico. Medidas de prevenção, como saneamento básico e campanhas de conscientização são necessárias.