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Avaliação do uso de terapêuticas não indicadas para o tratamento de Bronquiolite Viral Aguda em um hospital secundário no Estado do Ceará - Estamos cometendo excessos?
Isabela Perini Teixeira; Angelica Gomes Belchior; Melyssa Cavalcante Santana; Caio César Otôni Espíndola Rocha
Resid Pediatr. 2020Vasculite restrita aos rins em criança de 8 anos: Causa rara de glomerulonefrite rapidamente progressiva evoluindo para doença renal crônica terminal
Caio César Otôni Espíndola Rocha; Kathia Liliane da Cunha Ribeiro Zuntini; Bárbara Carvalho Dantas
Resid Pediatr. 2024Avaliação do uso de terapêuticas não indicadas para o tratamento de bronquiolite viral aguda em um hospital secundário no estado do Ceará: estamos cometendo excessos?
Isabela Perini Teixeira; Angelica Gomes Belchior; Melyssa Cavalcante Santana; Caio César Otôni Espíndola Rocha
Resid Pediatr. 2026INTRODUÇÃO: A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes, cujo tratamento recomendado se baseia em medidas de suporte. No entanto, a prescrição de terapias não indicadas ainda é frequente na prática clínica.
OBJETIVO: Avaliar a frequência de uso de terapêuticas não recomendadas no manejo da BVA em um hospital secundário no Ceará.
MÉTODOS: Estudo observacional, transversal e retrospectivo, realizado por meio da análise de prontuários de crianças menores de 24 meses internadas com diagnóstico de BVA entre janeiro e julho de 2023. Foram coletados dados demográficos, clínicos e terapêuticos.
RESULTADOS: Foram incluídas 172 crianças, com média de idade de 5,7 meses. A nebulização com broncodilatadores foi realizada em 97,7% dos casos, com tempo médio de 6,8 dias. A corticoterapia foi prescrita em 48,3% dos pacientes, e a antibioticoterapia, em 82,6%, com tempo médio de 4,8 dias. A azitromicina foi o antibiótico mais utilizado. Observou-se também uso de solução salina hipertônica (33,1%) e outros fármacos sem comprovação de benefício.
CONCLUSÃO: O estudo evidenciou uso elevado de terapias não recomendadas no tratamento da BVA, em discordância com as diretrizes atuais. Esses achados reforçam a necessidade de implementação de protocolos clínicos baseados em evidências e de estratégias educacionais que promovam o uso racional de medicamentos, visando à maior segurança do paciente e eficiência na utilização de recursos em saúde.