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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Avaliação do uso de terapêuticas não indicadas para o tratamento de Bronquiolite Viral Aguda em um hospital secundário no Estado do Ceará - Estamos cometendo excessos?

Isabela Perini Teixeira; Angelica Gomes Belchior; Melyssa Cavalcante Santana; Caio César Otôni Espíndola Rocha

Resid Pediatr. 2020
Vasculite restrita aos rins em criança de 8 anos: Causa rara de glomerulonefrite rapidamente progressiva evoluindo para doença renal crônica terminal

Caio César Otôni Espíndola Rocha; Kathia Liliane da Cunha Ribeiro Zuntini; Bárbara Carvalho Dantas

Resid Pediatr. 2024
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Glomerulonefrite é um dos principais acometimentos renais na faixa etária pediátrica, geralmente secundária à infecção por Streptococcus beta-hemolítico do grupo A. Entretanto, apesar de rara, a vasculite ANCA relacionada pode também ser causa de glomerulonefrite. O objetivo deste relato de caso é descrever um quadro de glomerulonefrite secundária à vasculite ANCA relacionada, dado sua baixa incidência na infância e à rápida evolução para nefropatia crônica neste caso. L.E.F, 8 anos, sexo feminino, parda, buscou atendimento devido à hematúria macroscópica, anasarca, cefaleia e artralgia. Na admissão apresentava crise hipertensiva e, em exames laboratoriais, importante elevação de Ureia e Creatinina; P-ANCA e anti-MPO positivos. Iniciada hemodiálise, anti-hipertensivos e pulso com Metilprednisolona (30mg/kg/dia), seguidos de prednisolona na dose de 2mg/kg/dia. Além disto, a biópsia renal demonstrou esclerose glomerular e imunofluorescência negativa. Realizado diagnóstico de Vasculite Restrita aos Rins. Evoluiu estável, porém sem melhora de função renal, necessitando manter-se em hemodiálise e sendo encaminhada para ambulatório de transplante renal. As vasculites ANCA relacionadas são divididas em Granulomatose com Poliangeíte, Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte, Poliangeíte Microscópica e Vasculite Restrita aos rins. São raras na faixa etária pediátrica, porém é importante o conhecimento acerca dessas, tanto em relação a seu acometimento de vias aéreas superiores e inferiores como seu acometimento renal, para que assim seja realizado diagnóstico de forma mais precoce, tornando o tratamento e prognóstico favoráveis.
Avaliação do uso de terapêuticas não indicadas para o tratamento de bronquiolite viral aguda em um hospital secundário no estado do Ceará: estamos cometendo excessos?

Isabela Perini Teixeira; Angelica Gomes Belchior; Melyssa Cavalcante Santana; Caio César Otôni Espíndola Rocha

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes, cujo tratamento recomendado se baseia em medidas de suporte. No entanto, a prescrição de terapias não indicadas ainda é frequente na prática clínica.
OBJETIVO: Avaliar a frequência de uso de terapêuticas não recomendadas no manejo da BVA em um hospital secundário no Ceará.
MÉTODOS: Estudo observacional, transversal e retrospectivo, realizado por meio da análise de prontuários de crianças menores de 24 meses internadas com diagnóstico de BVA entre janeiro e julho de 2023. Foram coletados dados demográficos, clínicos e terapêuticos.
RESULTADOS: Foram incluídas 172 crianças, com média de idade de 5,7 meses. A nebulização com broncodilatadores foi realizada em 97,7% dos casos, com tempo médio de 6,8 dias. A corticoterapia foi prescrita em 48,3% dos pacientes, e a antibioticoterapia, em 82,6%, com tempo médio de 4,8 dias. A azitromicina foi o antibiótico mais utilizado. Observou-se também uso de solução salina hipertônica (33,1%) e outros fármacos sem comprovação de benefício.
CONCLUSÃO: O estudo evidenciou uso elevado de terapias não recomendadas no tratamento da BVA, em discordância com as diretrizes atuais. Esses achados reforçam a necessidade de implementação de protocolos clínicos baseados em evidências e de estratégias educacionais que promovam o uso racional de medicamentos, visando à maior segurança do paciente e eficiência na utilização de recursos em saúde.

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