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COVID-19 em pediatria: um panorama entre incidência e mortalidade
João Ricardo Azevedo Silva; Ana Cláudia de Araujo Argentino; Luana Deon Dulaba; Rafaela Rodrigues Bernardelli; Edmara Laura Campiolo
Resid Pediatr. 2020MÉTODOS: Estudo transversal realizado com dados da literatura mundial e brasileira obtidos em artigos selecionados através da plataforma UpToDate, que se adequaram aos critérios de inclusão do estudo, sobre o acometimento de crianças pelo novo coronavírus (COVID-19), no período de 31 de janeiro a 31 de maio de 2020. Os dados obtidos foram organizados em frequência absoluta para indicar os resultados obtidos através de gráficos formulados no Microsoft Word Excel.
RESULTADOS: Os países analisados foram: Brasil, Inglaterra, Espanha e Portugal, países que publicaram dados de acordo com a idade. Em relação à Inglaterra, até o dia 20 de maio de 2020, havia 2.365 casos de COVID-19 em pacientes entre 0 e 19 anos, contabilizando 30 mortes nessa faixa etária. Na Espanha, foram confirmados 1.399 casos em crianças até 14 anos e apenas 3 óbitos no período. Em Portugal, até o dia 23 de maio, foram contabilizados 1.552 casos na população pediátrica, sem nenhuma morte reportada. No Brasil, até o dia 23/05/2020, foram registrados 916 casos entre 0 e 18 anos, sendo que apenas 548 tiveram evolução registrada e 99 evoluíram para óbito.
CONCLUSÃO: Este estudo confirma com dados absolutos a equivalência com os demais artigos analisados, quando mostra que a população pediátrica é menos acometida e apresenta melhor evolução em relação à COVID-19.
Metemoglobinemia secundária à intoxicação exógena intencional por fenazopiridina em adolescente: um relato de caso
Camila Dalle Rocha; Ariadne Becker Quirino; Luana Deon Dulaba; Ângelo Antônio Gonçalves de Quadros; Maria Clara Lopes de Mattos; Paulo Ramos David João
Resid Pediatr. 2024Tumor edematoso de Pott: complicação rara de uma doença pediátrica comum
Caio Sousa Cortes; Paula Brandalise Nunes; Luana Deon Dulaba; Thayná Siqueira Lipienski; Adriano Keijiro Maeda; Rafaela Wagner
Resid Pediatr. 2025OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente que evoluiu com uma rara complicação após quadro de sinusite bacteriana, denominada tumor edematoso de Pott.
RELATO DE CASO: Paciente masculino, 12 anos, com história de sintomas gripais e febre há 3 meses. Evoluiu com cefaleia diária com sinais de alarme e piora progressiva, associado à massa em região frontal. Realizou ressonância magnética de crânio que demonstrou formação expansiva nos planos extracranianos da região frontal mediana, que se estende até a região fronto-etmoidal erodindo a calota craniana. Levado ao centro cirúrgico e drenado secreção purulenta, com posterior crescimento de Streptococcus intermedius em cultura, diagnosticado como tumor edematoso de Pott.
CONCLUSÃO: Apesar de raro, a sinusite bacteriana pode evoluir com complicações graves que necessitam abordagem cirúrgica e terapia antimicrobiana de largo espectro.