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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Eritema nodoso por contraceptivo injetável em Pediatria

Luciane Silva De Moraes; Isabela de Atayde Pacheco Cordeiro; Thaís Furtado Marcolino; Juliano Pablo de Pinho Tavares

Resid Pediatr. 2019
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INTRODUÇÃO: O eritema nodoso (EN) é uma paniculite sem vasculite, caracterizada por nódulos cutâneos inflamatórios com predomínio em região pretibial, resultado de uma reação de hipersensibilidade tardia a doenças sistêmicas ou fármacos. Pode ter quadro sistêmico associado.
OBJETIVO: Propomos o relato de um caso de eritema nodoso em adolescente cuja etiologia suspeita foi o uso de anticoncepcional hormonal combinado injetável.
RELATO DE CASO: Paciente feminina, 12 anos, admitida com quadro de eritema nodoso clássico, com lesões nodulares, inflamatórias, simétricas, em face anterior de pernas e sinais sistêmicos como febre e mialgia. Após internação para investigação etiológica, foi levantada a suspeita de EN por uso de anticoncepcional injetável combinado nos últimos dois meses, tendo evoluído para cura espontânea após cerca de 8 semanas com uso apenas de sintomáticos e suspensão do anticoncepcional.
CONCLUSÃO: O papel do estrógeno na fisiopatologia deste caso de eritema nodoso não está bem estabelecido, porém deve-se pensar nos anticoncepcionais como uma possível causa para o eritema nodoso no caso de adolescentes do sexo feminino após início da vida sexual ativa, tendo descartado as demais etiologias.
Sífilis congênita precoce e falsonegativo por Fenômeno Prozona

Luciane Silva de Moraes; Mara Valéria Matulonis d’Almeida; Mayra Ribeiro Conde

Resid Pediatr. 2019
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OBJETIVO: A sífilis é uma doença infectocontagiosa, sistêmica, cosmopolita, de evolução crônica, curável, causada por uma espiroqueta, o Treponema pallidum, cujo ser humano é transmissor exclusivo.1,2 Desde 1960, foi observado um aumento na incidência dos casos de sífilis adquirida, e como consequência um aumento proporcional de sua transmissão vertical.6 Dada a relevância do tema, o presente trabalho tem como objetivo relatar um caso clínico neste contexto e discutir os métodos diagnósticos.
RELATO: Lactente, masculino, 46 dias, admitido com quadro de exantema maculo-papular e lesões erosivas circunscritas difusas há 24 horas, cuja mãe apresentou VDRL no pré-natal e parto negativos. Lactente foi admitido para investigação e tratamento, sendo realizado VDRL da puérpera e lactente, ambos positivos, sendo aventada a hipótese de um falso-negativo no momento do parto devido ao fenômeno Prozona.
COMENTÁRIOS: Dadas às elevadas taxas de sífilis congênita no Brasil, apesar dos programas de controle, é possível questionar a qualidade da assistência ao pré-natal e parto, o conhecimento técnico dos profissionais de saúde acerca de qual método de exame diagnóstico é adequado, mas também quanto à interpretação do resultado, e questionar a existência de uma deficiência da técnica laboratorial, pois o fenômeno prozona pode ser evitado se o VDRL for executado de acordo com os protocolos operacionais.
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