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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Quando pensar em hemofilia no período neonatal? - Relato de caso

Roberta de Almeida Simões; Gracinda da Conceição Fernandes Serra Adnet; Maria Dolores Salgado Quintans; Arnaldo Costa Bueno

Resid Pediatr. 2018
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OBJETIVO: Relatar o caso de um recém-nascido internado em hospital universitário para investigação de discrasia sanguínea, descrevendo a evolução clínica e laboratorial até o diagnóstico final de hemofilia.
DESCRIÇÃO DO CASO: Recém-nascido de termo, do sexo masculino, adequado para idade gestacional, sem intercorrências perinatais, diagnosticado com sífilis congênita, apresentando equimoses em locais de punção venosa, cefalo-hematoma, hemartrose em tornozelo direito, enduração em membro superior direito e discrasia sanguínea durante a internação hospitalar. Após dosagens de fatores de coagulação, foi diagnosticado com deficiência de fator IX: hemofilia B moderada ou doença de Christmas. Recebeu alta após melhora clínica para seguimento em ambulatório de hematologia.
DISCUSSÃO: A presença de sangramentos anormais em recém-nascidos deve sempre levantar a suspeita do diagnóstico de hemofilia, uma vez que o diagnóstico precoce da doença é de suma importância na prevenção de eventos hemorrágicos.
Manifestações clínicas e alteração radiológica na COVID-19 neonatal: uma revisão sistemática rápida

Cristina Ortiz Sobrinho Valete; Maria Dolores Salgado Quintans

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVO: Realizar uma revisão sistemática rápida sobre as manifestações clínicas e a presença de alteração radiológica em recém-nascidos com COVID-19 (PCR-RT positivo em swab).
MÉTODOS: Busca nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS com os descritores COVID-19 OR coronavírus AND (“neonat*” OR “newborn” OR “recém-nascido”), até 05 de junho de 2020.
RESULTADOS: Foram captados 344 artigos nas bases. Um artigo foi captado de forma secundária. Após as exclusões, 21 artigos permaneceram na análise final, constituindo uma amostra de 30 recém-nascidos. Destes, 33,3% foram assintomáticos e 66,7% sintomáticos. Não foi observado óbito. Os sintomas mais frequentes foram: febre (60%), taquipneia ou dispneia (60%), coriza (30%) e alteração hemodinâmica (30%). A presença de infiltrado radiológico ocorreu em 70% dos recém-nascidos; destes, cinco não apresentavam taquipneia ou dispneia.
CONCLUSÕES: A carência de estudos sobre a COVID-19 neonatal confirmada por PCR-RT positivo no recém-nascido reforça a importância dos estudos que possam compilar as informações obtidas até o momento. No presente estudo, a maioria dos recémnascidos foram sintomáticas e nenhum óbito foi observado. A elevada frequência de alteração radiológica encontrada sugere que algum comprometimento pulmonar possa ocorrer, mesmo na ausência de manifestações respiratórias.
Síndrome opsoclonus-mioclonus-ataxia: relato de caso

Rosiane Souza Rosse; Maíne Vidal Macedo; Tatiana Guimarães de Noronha; Maria Dolores Salgado Quintans; Alexandre Ribeiro Fernandes

Resid Pediatr. 2023
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A síndrome de opsoclonus-mioclonus-ataxia (OMA), também conhecida como síndrome de Kinsbourne, é uma doença neurológica rara na infância, caracterizada clinicamente por movimentos oculares rápidos, irregulares e multidirecionais, movimentos mioclônicos em tronco, face e /ou extremidades e ataxia. Pode-se observar irritabilidade e distúrbios do ciclo do sono. Existem casos idiopáticos que foram correlacionados com infecções virais ou com a presença de neuroblastoma. Como o diagnóstico é clínico e existe uma grande variabilidade e heterogeneidade na forma de apresentação dos casos, considera-se como melhor opção uma abordagem terapêutica individualizada. Este artigo tem como objetivo apresentar o caso de uma lactente, com diagnóstico de síndrome OMA após episódio prodrômico de infecção viral de vias aéreas superiores. Para afastar a presença de um neuroblastoma oculto associado, foram realizados exames de imagem, estudo do líquido cefalorraquidiano (LCR) e dosagem do ácido vanilmandélico (VMA). O tratamento imunológico tem comprovada eficácia e consistiu na administração de corticosteroide, imunoglobulina intravenosa (IgIV) e no anticorpo monoclonal rituximabe.
Critérios e orientações para alta segura do recém-nascido sadio internado em Alojamento Conjunto - Revisão narrativa da literatura

Ariene Aciole Lucas; Arnaldo Costa Bueno; Maria Dolores Salgado Quintans

Resid Pediatr. 2025
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A alta hospitalar é momento de grande importância para o recém-nascido (RN) e sua família e merece especial atenção da equipe de saúde. O objetivo é apresentar critérios e orientações de alta hospitalar para RN sadio, a termo (RNT) ou pré-termo tardio (RNPTT), internado em Alojamento Conjunto (ALCOn), que possibilitem realizar uma alta segura. Pesquisa feita em bases de dados e sites institucionais da área da saúde, entre agosto e dezembro de 2022. Utilizaram-se como descritores: "Patient Discharge", "Infant", "Newborn", "Rooming-in Care" e aplicaram-se os filtros referentes à idade e à data da publicação. Foram encontrados 1.252 artigos nas bases de dados e 1.230 nas demais fontes. Ao final da pesquisa, 26 documentos foram selecionados. O planejamento da alta hospitalar do binômio mãe-filho é um processo dinâmico que deve iniciar-se ainda durante o pré-natal. Os critérios e orientações para a alta incluem fatores relacionados ao RN, à puérpera, à família e a todo o contexto no qual estarão inseridos. Deve-se considerar: estabilidade fisiológica do RN e da mãe, avaliação da amamentação, realização dos testes de triagem neonatal e preenchimento da caderneta da criança; cuidados com a pele e coto umbilical, transporte e sono seguros e capacitação dos pais para que possam reconhecer sinais e sintomas que demandam retorno ao serviço de saúde. Existem divergências relativas a vários aspectos inerentes à alta, sobretudo, quanto ao tempo de permanência hospitalar; mais estudos são necessários para que se consiga estabelecer uma unanimidade quanto a este critério, principalmente nos países em desenvolvimento.
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