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Perfil de crianças falcêmicas internadas em crise
Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta; Claudia Maria de Carvalho Cardozo Cendon
Resid Pediátr. 2019
OBJETIVOS: Descrever o perfil de pacientes com doença falciforme e crise álgica internados no bloco pediátrico de unidade hospitalar entre janeiro de 2014 e outubro de 2016.
MÉTODOS: Estudo descritivo, retrospectivo, com análise e coleta de dados de prontuários. Critérios de inclusão: CID na admissão de anemia falciforme COM crise (D57.0) e de exclusão: CID de anemia falciforme SEM crise (D57.1).
RESULTADOS: Houve 99 internações de 42 pacientes, 42,9% do sexo feminino e 57,1% do sexo masculino; idade entre 1 e 17 anos, sendo 45,2% entre 6 e 12 anos; em 47,6% dos casos, o diagnóstico foi no período neonatal; 91% das internações foram por crises álgicas; em 55,5% dos casos, a crise envolveu mais de um sítio de dor simultaneamente e em 44,5%, dor em sítio único: 14% dor abdominal, 15% em membros inferiores, 5% em membros superiores, 4,5% cefaleia, 3% dor torácica, 1% dorsalgia, 1% lombalgia e 1% cervicalgia; 85,7% dos pacientes apresentaram internações prévias, por crises álgicas e infecções; 59,5% fez uso de opioide (morfina); 31% fazia uso de hidroxiureia.
CONCLUSÕES: Leve predomínio do sexo masculino, maioria dos pacientes em idade escolar e com diagnóstico no período neonatal. Crise álgica foi a principal causa de internação e dor em mais de uma localização simultânea a mais prevalente.
MÉTODOS: Estudo descritivo, retrospectivo, com análise e coleta de dados de prontuários. Critérios de inclusão: CID na admissão de anemia falciforme COM crise (D57.0) e de exclusão: CID de anemia falciforme SEM crise (D57.1).
RESULTADOS: Houve 99 internações de 42 pacientes, 42,9% do sexo feminino e 57,1% do sexo masculino; idade entre 1 e 17 anos, sendo 45,2% entre 6 e 12 anos; em 47,6% dos casos, o diagnóstico foi no período neonatal; 91% das internações foram por crises álgicas; em 55,5% dos casos, a crise envolveu mais de um sítio de dor simultaneamente e em 44,5%, dor em sítio único: 14% dor abdominal, 15% em membros inferiores, 5% em membros superiores, 4,5% cefaleia, 3% dor torácica, 1% dorsalgia, 1% lombalgia e 1% cervicalgia; 85,7% dos pacientes apresentaram internações prévias, por crises álgicas e infecções; 59,5% fez uso de opioide (morfina); 31% fazia uso de hidroxiureia.
CONCLUSÕES: Leve predomínio do sexo masculino, maioria dos pacientes em idade escolar e com diagnóstico no período neonatal. Crise álgica foi a principal causa de internação e dor em mais de uma localização simultânea a mais prevalente.
Deficiência de vitamina B12 transitória de causa materna: relato de caso
Ludmila Aragão Feitosa; Danilo de Assis Pereira; Marianna Menezes Maia; Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta; Nahara Lima Jurema; Karine Couto Sarmento Teixeira
Resid Pediátr. 2020
Vitamina B12 ou cianocobalamina é obtida da ingesta de alimentos de origem animal de forma restrita, especialmente leite, carne e ovos. Durante a gestação, o feto reserva vitamina B12 no fígado. Esta reserva é capaz de prover as necessidades dessa vitamina nos primeiros meses de vida. Nosso caso refere-se a uma lactente de 6 meses em aleitamento materno exclusivo, que iniciou quadro de perda dos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor, associado à hipotonia e anemia megaloblástica. Exames mostraram baixo nível sérico de vitamina B12 e valores aumentados de ácido metilmalônico e homocisteína. Realizada investigação materna, mesmo assintomática e sem relato de comorbidades. Paciente apresentou melhora progressiva com reposição de vitamina B12, que posteriormente foi suspensa, mantendo-se apenas com a dieta e com boa evolução.