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Espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS) em unidade de terapia intensiva neonatal: experiência de um hospital universitário brasileiro
Luciana Oliveira Martins Pereira de Almeida,; Gabriel Fernando Todeschi Variane,,; Rafaela Fabri Rodrigues Pietrobom,; Mauricio Magalhães,,; Daniela Pereira Rodrigues,; Renato Gasperini,,; Alexandre Netto,
Resid Pediatr. 2023Avaliação do Eletroencefalograma de Amplitude Integrada em recém-nascidos maiores que 35 semanas de idade gestacional expostos ao crack e/ou cocaína no pré-natal
Mariana Menezes Azevedo Ginez; Nathalie Sales Laguno; Daniela Pereira Rodrigues; Marcelo Jenné Mimica; Rafaela Fabri Rodrigues Pietrobom; Alexandre Netto; Gabriel Fernando Todeschi Variane; Mauricio Magalhães
Resid Pediatr. 2024MÉTODOS: Estudo prospectivo descritivo realizado entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020. Foram incluídos recém-nascidos com idade gestacional = 35 semanas e com histórico de uso materno de crack e/ou cocaína durante a gestação. Os recém-nascidos foram submetidos à videomonitorização de aEEG/EEG por 24 horas nas primeiras 48 horas de vida. A avaliação da síndrome de abstinência neonatal foi realizada por meio do Finnegan Score. ??Dados demográficos e clínicos foram analisados. A curva Intergrowth-21 foi utilizada para classificar as medidas antropométricas descritas. Os métodos de Capurro e New-Ballard foram padronizados para a determinação da idade gestacional em recém-nascidos.
RESULTADOS: 12 recém-nascidos foram incluídos de acordo com os critérios, todos tiveram pontuação de 0 a 7 segundo o score de Finnigan nas primeiras 6h de vida. Na 30ª hora de vida, 10 (91%) tiveram pontuação entre 0 e 7 e 1 neonato entre 8 e 11, considerados alterados com necessidade de tratamento. Às 72 horas de vida, os 12 recém-nascidos avaliados apresentaram pontuação entre 0 e 7. O padrão de atividade eletroencefalográfica de base nas primeiras 48 horas de vida foi contínuo com a presença de ciclo sono-vigília em todos os casos.
CONCLUSÕES: Recém-nascidos de mães usuárias de drogas podem ter padrão de maturação precoce na avaliação eletroencefalográfica. Mais estudos são necessários para melhor avaliar essa relação.
Uso da dexmedetomidina na sedação e analgesia dos recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica: elaboração de um protocolo clínico
Thaísa Silva Zanatta; Mauricio Magalhães
Resid Pediatr. 2026Este estudo teve como objetivo descrever o uso do cloridrato de dexmedetomidina para sedação e analgesia em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura da base de dados PubMed/MEDLINE de artigos publicados entre 2001 e 2024. O uso da dexmedetomidina se destaca nos artigos avaliados, principalmente quando comparado com opioides, devido ao seu perfil de segurança, capacidade de promover sedação adequada em baixas doses, mínimo impacto respiratório e na motilidade gastrointestinal, assim como possibilidade de neuroproteção. A partir dos aspectos descritos nesta revisão, foi elaborado protocolo a ser implementado em nosso serviço para uso da dexmedetomidina como medicação de primeira linha em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica.