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Perfil de assimetrias cranianas em bebês, variáveis clínicas e relação com o número de sessões fisioterapêuticas para correção
Júlio Cesar Detoni Nadaleti; Paula Zeni; Vanessa Evelin Tardetti Pacazza; Eduarda Meneghetti; Nicole Gonçalves; Junir Antônio Lutinski
Resid Pediatr. 2026 e1530Nos recém-nascidos, a presença das fontanelas permite a deformação do crânio. Diversos são os fatores de risco, bem como as consequências a longo prazo, caso a patologia não for tratada. A mais comum é a plagiocefalia postural e a fisioterapia é o tratamento conservador indicado. Esse estudo buscou identificar a assimetria craniana mais frequente, observar correlações e a efetividade do tratamento de correção. Realizou-se revisão de prontuários fisioterapêuticos de 88 pacientes com idades entre 0 e 12 meses atendidos numa clínica de fisioterapia de abrangência regional, com análises descritivas e inferenciais. A plagiocefalia direita foi a mais registrada e o número médio de sessões de fisioterapia para correção, 3,8. Apenas três pacientes não alcançaram a reversão completa do quadro, devido ao abandono do tratamento. Identificou-se correlação entre o tipo de assimetria craniana e o gênero, posição do bebê na barriga, grau de assimetria e idade do início do tratamento; tal variável não apresentou relação com a via de parto e o tipo de amamentação. Também, o número de sessões não difere entre as variáveis intervalos de idade, tipo de assimetria, via de parto, posição do bebê na barriga e tipos de amamentação. Quanto aos fatores de risco presentes, observou-se a ocorrência de parto longo sem sucesso, uso do fórceps durante o parto vaginal, hemorragia intracraniana, gestação gemelar, torcicolo congênito e fenda palatina e labial. A fisioterapia pediátrica é intervenção de primeira linha para assimetrias não sinostóticas, sendo essencial para melhorar os desfechos clínicos dessas condições.