Resultados da Busca
Perfil clínico e epidemiológico de pacientes pediátricos diagnosticados com COVID-19 em um hospital público de referência na Amazônia brasileira
Quezia Denise Cortez Morais; Wanessa Cardoso Praia; Marilia Cunha Botelho Alves
Resid Pediátr. 2023
INTRODUÇÃO: A doença causada pelo SARS-CoV-2, denominada de COVID-19, possui alta transmissibilidade e amplo espectro clínico.
OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico e as manifestações clínicas apresentadas pelas crianças com infecção pelo vírus SARS-CoV-2 em um hospital pediátrico de referência.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo descritivo, aprovado pelo Conselho de Ética em Pesquisa.
RESULTADOS: Foram analisados 139 prontuários de crianças com diagnóstico de COVID-19. Ao correlacionar desfecho clínico da doença com a sua classificação, obteve-se como resultado que 13% dos pacientes que foram a óbito apresentaram a forma severa da COVID-19. 20% das crianças com forma clínica leve e 19% da moderada receberam alta hospitalar para casa. Quando analisados cada um dos sintomas com o desfecho clínico, houve uma relação estatisticamente significativa entre os sintomas mialgia e tosse seca com o desfecho de alta para casa. E quando analisadas as complicações síndrome do desconforto respiratório agudo, disfunção dos múltiplos órgãos e sepse apresentaram estatística significativa com o desfecho clínico de óbito e com as formas clínicas grave e crítica. Quando foram relacionados os sintomas e as complicações com a classificação clínica, encontrou-se uma associação significativa entre os sintomas tosse produtiva e dor de garganta com as formas clínicas leve e moderada.
CONCLUSÃO: Faz-se necessário o incentivo à pesquisa a fim de caracterizar as diversas manifestações clínicas desta patologia, que podem ter diferentes formas de apresentação e difundir o conhecimento sobre a mesma, para estabelecer medidas de diagnóstico precoce e tratamento adequado, com reestabelecimento da saúde das crianças acometidas
OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico e as manifestações clínicas apresentadas pelas crianças com infecção pelo vírus SARS-CoV-2 em um hospital pediátrico de referência.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo descritivo, aprovado pelo Conselho de Ética em Pesquisa.
RESULTADOS: Foram analisados 139 prontuários de crianças com diagnóstico de COVID-19. Ao correlacionar desfecho clínico da doença com a sua classificação, obteve-se como resultado que 13% dos pacientes que foram a óbito apresentaram a forma severa da COVID-19. 20% das crianças com forma clínica leve e 19% da moderada receberam alta hospitalar para casa. Quando analisados cada um dos sintomas com o desfecho clínico, houve uma relação estatisticamente significativa entre os sintomas mialgia e tosse seca com o desfecho de alta para casa. E quando analisadas as complicações síndrome do desconforto respiratório agudo, disfunção dos múltiplos órgãos e sepse apresentaram estatística significativa com o desfecho clínico de óbito e com as formas clínicas grave e crítica. Quando foram relacionados os sintomas e as complicações com a classificação clínica, encontrou-se uma associação significativa entre os sintomas tosse produtiva e dor de garganta com as formas clínicas leve e moderada.
CONCLUSÃO: Faz-se necessário o incentivo à pesquisa a fim de caracterizar as diversas manifestações clínicas desta patologia, que podem ter diferentes formas de apresentação e difundir o conhecimento sobre a mesma, para estabelecer medidas de diagnóstico precoce e tratamento adequado, com reestabelecimento da saúde das crianças acometidas
Encefalomielite aguda disseminada: relato de caso
Wanessa Cardoso Praia; Quezia Denise Cortez Morais; Juliana Pastana Ramos de Freitas
Resid Pediátr. 2023
Descrever o caso de um paciente pediátrico com diagnóstico de Encefalomielite Aguda Disseminada (ADEM) que apresentou recidiva. Criança, natural de Belém/PA, sexo feminino, de 10 anos, iniciou sintomas de hipoatividade e vômitos, evoluindo com alteração do nível de consciência, perda do controle dos esfíncteres, diminuição da força muscular, hemiparesia e afasia. Realizou-se coleta do líquido cefalorraquidiano sendo descartado meningite. Realizou tomografia computadorizada (TC) de crânio com imagem hipodensa em região parietal profunda. Iniciou-se corticoterapia em doses baixas, apresentando discreta melhora. Foi transferida para hospital de referência em neurologia pediátrica, apresentando hipoatividade e alteração do exame neurológico à esquerda. Em ressonância magnética (RM) de encéfalo e medula evidenciaram-se imagens sugestivas de Encefalomielite Aguda Disseminada, sendo iniciada pulsoterapia (metilprednisolona). Após, foram observados progressos clínicos: melhora da fala, da motricidade e controle de esfíncteres. Paciente recebeu alta hospitalar com manutenção de corticoide e reabilitação multidisciplinar. Permaneceu clinicamente bem, com boa recuperação. Após cinco meses, evoluiu novamente com manifestações neurológicas, sendo considerado reagudização do quadro desmielinizante, iniciando-se pulsoterapia com metilprednisolona. Apresentou apenas melhora parcial dos sintomas. Realizou nova neuroimagem mostrando lesões ainda ativas. Optado por realizar tratamento com imunoglobulina, evoluindo com melhora clínica importante. A ADEM inicia-se com pródromos inespecíficos e após surgirão os sintomas neurológicos. O diagnóstico é realizado através da clínica neurológica e neuroimagem com alterações clássicas da doença. O tratamento baseia-se na pulsoterapia com metilprednisolona, seguidos de prednisolona. Como opção para pacientes córtico-resistentes ou em recidivas utiliza-se a imunoglobulina humana endovenosa.