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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Cetoacidose diabética associada à hipertrigliceridemia na faixa etária pediátrica - Um relato de caso

Mariana Zorrón; Júlia Piano Seben; Daniela Albiero Camargo; Erika Mendonça Lari Nobrega; Vanessa Cristina Fanger

Resid Pediatr. 2024
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OBJETIVO: Relatar um caso de cetoacidose diabética (CAD) na faixa etária pediátrica associado à hipertrigliceridemia.Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 13 anos, previamente hígida, com queixa de dor abdominal, náusea e vômitos, apresentava na ocasião rebaixamento do nível de consciência e hiperglicemia. Feito diagnóstico de primodescompensação de diabetes mellitus tipo 1 com CAD. Após coleta de exames laboratoriais, a amostra mostrou-se lipêmica, sendo constatada hipertrigliceridemia. Além do tratamento da CAD, necessitou de tratamento com estatina, evoluindo com melhora do perfil lipídico. Durante a internação, a paciente não apresentou elevação dos níveis de amilase ou lipase séricas ou alteração nos exames de imagem que pudessem sugerir pancreatite.
COMENTÁRIOS: O diagnóstico diferencial entre CAD associada ou não à pancreatite aguda é desafiador, devido à sobreposição dos sintomas e exames laboratoriais. A CAD é uma complicação grave, principalmente relacionada ao diabetes mellitus tipo 1, e a associação com outros distúrbios pode piorar o prognóstico do paciente. Existe uma escassez na literatura em relação ao tratamento de hipertrigliceridemia aguda. Até onde os autores têm conhecimento, este é o primeiro relato de caso brasileiro na faixa etária pediátrica de CAD associada à hipertrigliceridemia grave.
Perfil de pacientes pediátricos com Trombocitopenia Imune Primária acompanhados em um serviço universitário de hematologia pediátrica

Vanessa Cristina Fanger; Thiago de Souza Vilela; Desiree Lombardi Novaes; Josefina Aparecida Pellegrini Braga

Resid Pediatr. 2026 e1516
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INTRODUÇÃO: A Trombocitopenia Imune Primária (PTI) é um dos distúrbios da coagulação mais frequentes em pediatria, caracterizada por baixa contagem de plaquetas e risco de sangramento. Este estudo visa a descrever o perfil clínico e terapêutico de crianças com esta condição atendidas em um serviço universitário de hematologia pediátrica.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo com 57 pacientes pediátricos diagnosticados entre 2019 e 2023. Foram coletados dados demográficos, clínicos, laboratoriais e informações sobre o tratamento inicial e o seguimento.
RESULTADOS: A idade média dos pacientes foi de 84,18 meses, com 54,39% dos pacientes do sexo masculino. 50,91% dos pacientes apresentaram sangramentos de grau I ou II, 29,09% de grau III e 1,82% de grau IV. 18,18% dos pacientes não relataram qualquer sangramento. A infecção prévia ocorreu em 24,56% dos pacientes, e houve relato de vacinação em 5,26%, precedendo a PTI. Ao longo do acompanhamento, 32,14% dos pacientes foram classificados como recém-diagnosticados, 19,64% como persistentes e 48,22% como crônicos. A remissão foi alcançada em 76% dos pacientes. No tratamento inicial, 48,21% receberam corticoides e 17,86% imunoglobulina intravenosa. Em 28,07% dos pacientes, devido a características atípicas, foi coletado o mielograma.
CONCLUSÃO: O perfil observado reflete o contexto de um serviço terciário, que atende casos mais complexos e com maior proporção de cronicidade. As limitações incluem o número reduzido de pacientes e perdas no seguimento. Este estudo destaca a relevância de um serviço especializado no manejo da PTI, especialmente em casos persistentes e crônicos, e sugere a necessidade de acompanhamento intensivo para melhor prognóstico.

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