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Neurotuberculose na infância: um relato de caso
Paula Pozzolo Ogeda; Rafaela Santos Tedesco; Caroline Iwasaki Cavalli; Victoria Prochmann Piasecki; Thiago Prochmann Piasecki; Luiza Dal Berto; Victor Horácio de Souza Costa Júnior
Resid Pediátr. 2024
OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente pediátrico com diagnóstico de neurotuberculose, uma forma rara de manifestação da doença, relacionando-o com a literatura.
RELATO DE CASO: Paciente masculino, 10 meses, com quadro de tosse crônica e febre, linfonodomegalia cervical, além de paresia de dimídio direito e crises convulsivas. Relatado contato domiciliar com portador de tuberculose pulmonar tratado inadequadamente. Realizada prova tuberculínica para triagem, com resultado negativo. A análise do liquor evidenciou teste rápido negativo para Mycobacterium tuberculosis, hipoglicorraquia, aumento das proteínas e da celularidade à custa de linfócitos, com bacterioscopia negativa. A associação dos achados da tomografia computadorizada e ressonância magnética de crânio com os dados clínicos indicou a possibilidade de neurotuberculose com vasculite complicada e infarto cerebral. A confirmação diagnóstica foi possível após uma semana de internamento, com o resultado positivo do teste rápido molecular para Mycobacterium tuberculosis em amostra de lavado gástrico. Optou-se pelo início do esquema de tratamento com rifampicina 15mg/Kg, isoniazida 10mg/Kg, pirazinamida 35mg/Kg e dexametasona 0,3mg/Kg. Após 20 dias, o paciente se encontrava em bom estado geral e recebeu alta para seguimento ambulatorial.
CONCLUSÃO: A neurotuberculose é uma apresentação clínica rara e desafiadora na prática pediátrica. O diagnóstico rápido e o manejo precoce impactam diretamente na morbimortalidade da criança, devendo ser considerada como diagnóstico diferencial em quadros neurológicos variados.
RELATO DE CASO: Paciente masculino, 10 meses, com quadro de tosse crônica e febre, linfonodomegalia cervical, além de paresia de dimídio direito e crises convulsivas. Relatado contato domiciliar com portador de tuberculose pulmonar tratado inadequadamente. Realizada prova tuberculínica para triagem, com resultado negativo. A análise do liquor evidenciou teste rápido negativo para Mycobacterium tuberculosis, hipoglicorraquia, aumento das proteínas e da celularidade à custa de linfócitos, com bacterioscopia negativa. A associação dos achados da tomografia computadorizada e ressonância magnética de crânio com os dados clínicos indicou a possibilidade de neurotuberculose com vasculite complicada e infarto cerebral. A confirmação diagnóstica foi possível após uma semana de internamento, com o resultado positivo do teste rápido molecular para Mycobacterium tuberculosis em amostra de lavado gástrico. Optou-se pelo início do esquema de tratamento com rifampicina 15mg/Kg, isoniazida 10mg/Kg, pirazinamida 35mg/Kg e dexametasona 0,3mg/Kg. Após 20 dias, o paciente se encontrava em bom estado geral e recebeu alta para seguimento ambulatorial.
CONCLUSÃO: A neurotuberculose é uma apresentação clínica rara e desafiadora na prática pediátrica. O diagnóstico rápido e o manejo precoce impactam diretamente na morbimortalidade da criança, devendo ser considerada como diagnóstico diferencial em quadros neurológicos variados.
Meningoencefalite bacteriana e suas complicações: relato de 2 casos em pacientes pediátricos
Flávia Yasmine Elias; Letícia Carlota Bonatto; Marina Hideko Kinoshita Assahide; Victor Horácio de Souza Costa Junior
Resid Pediátr. 2025
A meningite bacteriana constitui-se de uma infecção potencialmente grave e com 100% de letalidade se não tratada. Os principais agentes etiológicos entre 2 meses e 2 anos são o Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. Este relato apresenta dois lactentes menores de um ano de idade, previamente hígidos, com quadro de meningoencefalite bacteriana atendidos em hospital terciário pediátrico no Paraná, que complicaram com empiema subdural e crises convulsivas. A análise do liquor cefalorraquidiano isolou pneumococo no primeiro e meningococo e Herpesvírus no segundo paciente. Ambos receberam antibioticoterapia de amplo espectro por tempo prolongado e realizaram drenagem cirúrgica com posterior derivação ventricular externa. A efusão subdural está presente em 20% a 39% das crianças com meningite bacteriana, configurando uma das principais complicações a curto prazo dessa infecção. Com frequência aparece associada a crises convulsivas, presentes nos dois pacientes relatados. Atualmente, a melhor forma de prevenção às complicações de curto e longo prazo é através da vacinação.