Logo

ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

Powered by Google Translate

Resultados da Busca

Cuidados paliativos em erros inatos do metabolismo - o que o pediatra deve saber?

Gustavo Marquezani Spolador; Silvia Maria de Macedo Barbosa

Resid Pediatr. 2019
|
| TEXTO COMPLETO
Os erros inatos do metabolismo correspondem a um grupo de doenças individualmente raras, mas coletivamente numerosas, que acometem os mecanismos de quebra e renovação do corpo por meio de enzimas. De acordo com o mecanismo fisiopatológico são classificados em três grupos, os quais apresentam sinais e sintomas heterogêneos que podem ser agudos ou crônicos. O reconhecimento desses achados favorece o diagnóstico precoce e, consequentemente, a abordagem terapêutica adequada; contudo, por se tratarem de condições crônicas de saúde ameaçadoras ou limitantes de vida, os erros inatos do metabolismo preenchem critérios para o emprego de cuidados paliativos à suspeita diagnóstica.
Anemia em prematuros no primeiro ano

Gabriela Miranda Mendes; Luana Antunes Silqueira; Luciana Pimenta de Paula; Priscila Cardoso Ramos e Ferreira; Letícia Santos Dias Norberto Ferreira; Amanda Rocha Soares Almeida; Cyntia Ferreira dos Reis; Flávia Sabioni De Battisti Ribeiro; Brunnella Alcantara Chagas de Freitas; Angelica Souza Toledo Andrade

Resid Pediatr. 2019
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVO: Analisar os níveis de hemoglobina de prematuros em seu primeiro ano e fatores associados.
MÉTODOS: Estudo transversal de dados de prematuros acompanhados em centro de referência (n = 93) entre setembro de 2010 e dezembro de 2015. Desfecho: níveis de hemoglobina no primeiro ano. Realizaram-se análise descritiva, testes de comparações e regressão linear múltipla, visando estimar a influência de fatores socioeconômicos, perinatais e do período de acompanhamento ambulatorial sobre os níveis de hemoglobina.
RESULTADOS: A baixa escolaridade materna se associou a menores níveis de hemoglobina, contribuindo com 8,7% da sua variação. A anemia ocorreu em 25,8% dos prematuros, com hemoglobina mediana de 10,2g/dL (9,4-10,6). 37,8% das mães tinha baixa escolaridade. Estavam em aleitamento materno na primeira consulta 82,8% dos prematuros, cuja duração mediana foi 5 meses. 64,6% dos prematuros usaram leite de vaca in natura no primeiro ano.
CONCLUSÕES: Os menores níveis de hemoglobina entre os prematuros se associaram em parte à menor escolaridade materna. A prevalência de anemia entre os prematuros foi relevante e também se destacaram o curto tempo de aleitamento materno e o uso de leite de vaca no primeiro ano. Os resultados subsidiarão estratégias voltadas para as mães de menor escolaridade, estimulando o aleitamento materno, a alimentação complementar adequada e a suplementação de ferro e desencorajando a utilização do leite de vaca no primeiro ano.
A anamnese e o exame físico

Marcia Alves Galvão

Resid Pediatr. 2019
Direitos do médico

Carlindo Machado Filho

Resid Pediatr. 2019
Crescimento de prematuros nos primeiros dois anos

Gabriela Miranda Mendes; Luciana Pimenta de Paula; Luana Antunes Silqueira Neves; Sarah Pereira Souto Maia; Luiz Frederico Chagas de Freitas; Priscila Cardoso Ramos e Ferreira; Aline de Freitas Suassuna Autran; Vanessa Knauf Lopes; Laís Rodrigues Maffia; Jean Lucas Andrade Amorim; Brunnella Alcantara Chagas de Freitas

Resid Pediatr. 2019
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVO: Analisar o crescimento de crianças prematuras acompanhadas em serviço de referência secundária em seus dois primeiros anos.
MÉTODOS: Estudo transversal de dados de prematuros com menos de 37 semanas gestacionais de setembro de 2010 a dezembro de 2015. Monitorizou-se o crescimento pós-natal ao longo dos dois primeiros anos de idade gestacional corrigida (IGC) pelas curvas Fenton 2013 até a IGC de 50 semanas, e da World Health Organization (WHO) 2006 a partir deste marco. Construiu-se uma linha de tendência utilizando-se uma função polinomial de terceiro grau para permitir melhor visualização das medidas antropométricas de acordo com a IGC.
RESULTADOS: Foram incluídos 183 prematuros. As medidas antropométricas de peso, estatura e índice de massa corporal (IMC) demostraram predomínio de adequação em todo o período analisado, com tendência a aumento das taxas de adequação ao final do período de observação. O peso e o IMC elevados para a idade tenderam a aumento, com destaque ao IMC elevado entre os pequenos para a idade gestacional, enquanto houve redução das taxas de baixa estatura para a idade.
CONCLUSÕES: Os parâmetros de crescimento dos prematuros tendem à adequação ao longo dos primeiros dois anos de IGC, sendo o crescimento mais intenso nos primeiros seis meses. O IMC elevado para a idade sinaliza a necessária continuidade de seguimento e, principalmente entre os pequenos para a idade gestacional, a compreensão do diferenciado ritmo de crescimento e acompanhamento. A monitorização do crescimento dos prematuros com intervenções adequadas pode minimizar a evolução futura de doenças crônicas não transmissíveis.
Pseudo-obstrução intestinal crônica pediátrica - uma revisão de literatura

Phabyana Pereira de Araújo; Virgínia Resende Silva Wefford; Denise Maria Santos Fernandes Simão

Resid Pediatr. 2019
|
| TEXTO COMPLETO
O presente artigo tem como objetivo descrever a doença pseudo-obstrução intestinal crônica (POIC) pediátrica por meio de uma revisão bibliográfica abordando suas características clínicas, o diagnóstico e as opções terapêuticas. A pseudo-obstrução intestinal crônica (POIC) representa a forma mais grave de dismotilidade gastrointestinal, com consequências debilitantes e potencialmente letais. Os sintomas podem não ser específicos e resultar em diagnósticos incorretos ou tardios, tendo como consequência a morbidade e até a mortalidade. Embora a POIC pediátrica apresente recorrentes aspectos clínicos, algumas características específicas podem ser identificadas - o que dificulta às vezes a identificação e, consequentemente, o tratamento da doença. Não há um único teste de diagnóstico ou descoberta patognomônica da POIC, portanto, uma abordagem gradual, incluindo radiologia, endoscopia, laboratório, manometria e histopatologia, deve ser considerada na etapa do diagnóstico. O tratamento dos pacientes com a POIC é desafiador e requer um esforço multidisciplinar com a participação de gastroenterologistas, patologistas, dietistas, cirurgiões, psicólogos e outros subespecialistas devidamente experientes com base na presença de comorbidades. As opções de tratamento atuais envolvem invariavelmente cirurgia e suporte nutricional especializado, especialmente em crianças. Os tratamentos médicos visam principalmente evitar complicações, como sepses ou sobrecrescimento bacteriano intestinal e, sempre que possível, restaurar a propulsão intestinal. Opções terapêuticas mais eficazes são ansiosamente aguardadas para pacientes com complicações.
Luto em pediatria: tecendo palavras no vazio das ausências

Alessandra Aguiar Vieira; Tatiana Mattos do Amaral

Resid Pediatr. 2019
|
| TEXTO COMPLETO
O luto é uma experiência radicalmente dolorosa, atrelado não somente à morte, mas também à perdas vivenciadas durante toda a vida. As perdas decorrentes do adoecimento são variadas, fazendo do luto um processo psíquico importante na compreensão dos impactos emocionais nas crianças, nos adolescentes, nos familiares e nos profissionais de saúde. Tendo em vista a relevância do tema para o aprimoramento do cuidado do sofrimento humano, este texto objetiva o aprofundamento dos aspectos psíquicos do conceito de luto, tendo em vista a concepção psicanalítica. Para tal, utilizaremos como recurso metodológico fragmentos de narrativas que ilustram as construções psíquicas dos pacientes diante do adoecimento e da morte. Percebemos que, a partir da escuta e do testemunho de tal sofrimento, é possível o tratamento da dor pelo sujeito, na medida em que ele constrói ficções singulares. O sofrimento dos pacientes e a impotência diante da morte são fontes de angústia para o profissional de saúde. Acompanhar o trabalho de luto implica em evitar dois extremos: de um lado o desaparecimento do sujeito desejante e, de outro, a condenação desses sujeitos ao desamparo e à solidão. Encontrar uma boa medida para o cuidado parece ser um desafio para os profissionais, e exige constante autocuidado.
Síndrome neuroléptica maligna em paciente pediátrico

Ana Lúcia Hanke Kaiel Nassif; Vanusa Ambrozio dos Santos da Silva; Carolina Araújo Faber da Silva Machado

Resid Pediatr. 2019 2
|
| TEXTO COMPLETO
A intoxicação por risperidona (antipsicótico atípico) pode levar à síndrome neuroléptica maligna com sintomas extrapiramidais. Dentre os critérios diagnósticos estão: uso recente de neurolépticos, hipertermia, rigidez muscular, tremor, disfagia, alteração de consciência, taquipneia, taquicardia, leucocitose e elevação da creatinofosfoquinase. Casos pediátricos são incomuns, porém graves se não prontamente reconhecidos e tratados. Nós relatamos o caso de uma criança admitida no pronto-socorro com sintomas extrapiramidais por intoxicação não intencional por risperidona.
Doença de Kikuchi-Fujimoto associada a diabetes mellitus tipo 1: relato de um caso

Paula Carvalho Ribeiro; Sidnei Delailson da Silva

Resid Pediatr. 2019 3
|
| TEXTO COMPLETO
Linfadenite necrotizante ou doença de Kikuchi-Fujimoto corresponde a desordem idiopática e autolimitada infrequente na prática clínica que acomete mais frequentemente adultos jovens de etnia asiática. Cursa geralmente com linfadenopatia cervical dolorosa, febre baixa persistente, sudorese noturna e leucopenia. Apresenta-se normalmente com baixo risco de complicações e recorrência, com resolução espontânea em no máximo seis meses, sem necessidade de intervenções ou tratamentos específicos. O diagnóstico diferencial, realizado por meio da histopatologia do linfonodo acometido, deve ser realizado com linfoma e outras doenças infecciosas ou autoimunes que cursam com linfadenopatia cervical, a fim de se evitar iatrogenia por intervenções desnecessárias. Apresentaremos o relato do caso da paciente de 12 anos, sexo feminino, previamente hígida, internada para investigação de linfadenopatia cervical e perda de peso, que foi diagnosticada com linfadenite necrotizante e posteriormente evoluiu com diabetes mellitus tipo 1.
Rim ectópico intratorácico em paciente pediátrico

Julie de Souza Barreto; Ana Luísa Barbosa Pordeus; Alcira Cinnthia Monteiro de França Lima; Vitor Modesto Farias de Oliveira; André Felipe Castelo Branco Barbosa; Regina Lúcia Walmsley Soares Carneiro

Resid Pediatr. 2019 4
|
| TEXTO COMPLETO
A ectopia renal refere-se a um rim situado em qualquer local que não seja a fossa renal. Ocorre em aproximadamente 1 a cada 1000 nascimentos, mas apenas 1 de cada 10 deles já foram diagnosticados. Neste estudo, relata-se o caso de uma paciente do sexo feminino, 2 anos, na qual foi evidenciada na radiografia torácica, incidentalmente, uma massa em hemitórax esquerdo. A ultrassonografia mostrou que o rim esquerdo da paciente encontrava-se no tórax, à esquerda do coração, exame confirmado posteriormente por tomografia computadorizada. Devido à dificuldade para elucidar se a ectopia renal seria secundária à falha diafragmática ou apenas à eventração, foi solicitada uma ressonância nuclear magnética de tórax que comprovou que a ectopia renal era secundária à eventração do diafragma. Assim como no caso relatado, a eventração diafragmática não costuma ser sintomática, nem gerar repercussão clínica, não requerendo tratamento cirúrgico na maioria das vezes. Dessa forma, optou-se por manter acompanhamento a nível ambulatorial. No mais, apesar de raro, o rim intratorácico não deve ser esquecido no diagnóstico diferencial de massa intratorácica.
Logo

Os artigos científicos são publicados em acesso aberto sob as licenças Creative Commons indicadas na Política de Licenciamento da Residência Pediátrica.