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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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COVID-19 e suas manifestações nas crianças: uma revisão da literatura

Ana Flávia Lacotis; Ana Clara Benites-Ciani-de-Carvalho-Oliveira; Carolina Magalhães-Britto-Rodrigues; Rodrigo Afonso da Silva Sardenberg

Resid Pediatr. 2021
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A doença por coronavírus é um desafio de saúde pública global. Ao seu alto índice de variação o vírus pode se adaptar ao hospedeiro, o vírus pode causar graves doenças humanas, inclusive em crianças. O artigo é uma revisão da literatura por meio de pesquisas sobre COVID-19 em crianças, publicadas nas bases de dados realizados Med e MEDLINE, entre novembro de 2019 e março de 2021. Os sinais clínicos são semelhantes aos de outras doenças infantis, podendo evoluir para dispneia, vômitos, diarreia, letargia, tosse e febre. Na visão de tórax pediátrica, visível em áreas subplenas e irregulares bilaterais que podem ser irregulares em áreas esparsas, e/ou ou seja infiltrada na área externa ou externamente visível ou secundária. Dada a diversidade de sintomas e a maioria das pesquisas sobre COVID-19 com foco em adultos, os serviços de saúde melhoram os planos de tratamento para tratar pacientes pediátricos infectados com o vírus.
Perfil de ensaios clínicos pediátricos para COVID-19 no ClinicalTrials.gov: uma revisão sistemática

Marina Romi Zanatta Covolan; Luiza Regina Vilela Costa Tsuruda; Daniela Sampaio Silva; David Aciole Barbosa; Rubens Pasa; Karine Frehner Kavalco; Fabiano Bezerra Menegidio

Resid Pediatr. 2021
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INTRODUÇÃO: COVID-19 é uma doença infecciosa extremamente grave. No entanto, poucos estudos focaram no tratamento medicamentoso de pacientes pediátricos acometidos pela COVID-19.
OBJETIVO: Assim, esse estudo conduziu uma revisão de ensaios clínicos registrados no banco de dados Clinical Trials sobre o tratamento medicamentoso em pacientes pediátricos com COVID-19.
MÉTODOS: Uma pesquisa sistemática foi realizada no banco de dados Clinical Trials (https://clinicaltrials.gov/) usando a técnica de rastreamento da web para coletar ensaios clínicos re-gistrados que conduziram tratamento medicamentoso em pacientes pediátricos de 0 a 17 anos. Após as drogas utilizadas serem identificadas, sua posologia e outras informações pertinentes foram obti-das junto aos bancos de dados DrugBank (https://go.drugbank.com) e no DrugBase (https://www.drugbase.de).
RESULTADOS: Foram encontrados na pesquisa 8 ensaios clínicos classifi-cados como concluídos e 34 em andamento direcionados aos pacientes pediátricos. Os Estados Uni-dos foi o país que mais desenvolveu pesquisas envolvendo o uso medicamentoso em pacientes com COVID-19 pediátrica. A hidroxicloroquina foi a droga mais observada no tratamento dos pacientes pediátricos, seguida da remdesivir. Um aumento de ensaios de fase 3 e randomizados também foi observado entre as pesquisas em andamento quando comparadas com as pesquisas concluí-das.
CONCLUSÃO: Em comparação com adultos, a COVID-19 pediátrica tem necessidades distintas de tratamento. Assim, torna-se importante a conclusão dos ensaios clínicos descritos no presente estu-do, além de mais ensaios clínicos randomizados, antes que qualquer terapêutica ou outros objetos relacionados aos processos de manejo clínico para COVID-19 possam ser adequadamente recomen-dados e aplicados no tratamento pediátrico.
Síndrome de Hamman na infância - relato de caso

Caroline Scantamburlo Martins; Alline de Mello Ramalho; Anyne Silva Bairral França; Ana Carolina Gaudard; Victor Kamel Farsoun Junior

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVO: Relatar caso raro de pneumomediastino espontâneo ocorrido na infância.
RELATO DE CASO: Paciente do sexo masculino, oito anos, com quadro de tosse, dispneia e cornagem sem melhora ao tratamento para asma, a base de corticoide venoso e broncodilatador inalatório. Paciente foi submetido à extensa investigação com exames de imagem que sugeriram e confirmaram diagnóstico de pneumomediastino, excluindo causas externas - como trauma ou cirurgia de tórax - que pudessem ter evidente relação com as características observadas. O quadro teve involução espontânea com tratamento de suporte.
CONCLUSÃO: Síndrome de confirmação diagnóstica por imagem, geralmente de evolução benigna, com resolução espontânea e necessidade apenas de tratamento de suporte.
Encefalocele nasoetmoidal e nasofrontal: relato de caso

Mariana dos Santos Teixeira; Fabiana Jorge Bueno Galdino Barsan; Valéria Cardoso Alves Cunali; Barbara Elias do Carmo Barbosa; Kellen Cristiny Oliveira

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVO: O objetivo desse artigo é relatar o caso encefalocele nasofrontal, em um lactente, relacionando com fatores genéticos, sindrômicos e socioambientais, mostrando a importância da equipe de saúde estar atenta aos achados, sendo esta uma malformação rara, com alta taxa de mortalidade e morbidade, e que possui poucos relatos na literatura.
RELATO DE CASO: Lactente, sexo feminino, nascida a termo, parto vaginal, 3,570g, natural e procedente de Uberaba. Após nascimento permaneceu internada devido à cardiopatia congênita e síndrome de Down, sendo realizado cirurgia cardíaca. Nesse período, ao ser realizado fisioterapia respiratória percebeu-se dificuldade de introduzir sonda nasal aspirativa, sendo encaminhada ao otorrino, sem achados significativos, foi realizado tomografia craniana aos 4 meses, que diagnosticou a lactente com encefalocele nasoetmoidal e nasofrontal. A encefalocele é uma anomalia rara, com alto índice de morbidade, mortalidade e risco de complicações. Ela está relacionada com outras patologias diagnosticada na paciente e o com os fatores antecedentes ao nascimento, causas genéticas e ambientais.
COMENTÁRIOS: Embora a encefalocele seja rara, com alta mortalidade e morbidade, é de grande importância conhecer sobre os fatores que estão relacionados com essa anomalia, tanto para diagnóstico precoce, quanto para prevenção.
Astrocitoma intramedular na infância

Caroline Paula Silva; Carolina Rodrigues Ercolano; Dayara Mussi Salomão; Thaiza Helena Labre Abdalla; Ana Paula Kuczynski,

Resid Pediatr. 2021
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Os tumores intramedulares são raros na infância, sendo os astrocitomas mais da metade dos casos, apresentando-se como uma doença crônica pelo comportamento indolente. O relato constitui-se de uma criança de 2 anos e 3 meses com torcicolo e déficit motor em membro superior direito, que revelou tumor intramedular extenso do tipo glioma de baixo grau. Após ressecção cirúrgica com tumor residual, houve efeitos adversos ao protocolo quimioterápico de primeira linha, carboplatina e vincristina, instituindo-se a vinblastina semanal como alternativa. Houve significativa melhora clínica, apesar do aumento radiológico da lesão.
Estudo comparativo dos critérios para o diagnóstico da tuberculose pulmonar infantil

Maria Eugênia de Camargo Julio; Alexandra Monteiro; Mônica de Cássia Firmida; Diego Rodrigues Tavares; Ana Josiele Ferreira Coutinho

Resid Pediatr. 2021
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A tuberculose pulmonar na criança é de difícil diagnóstico pela dificuldade de confirmação microbiológica, sendo o diagnóstico baseado na presença de sinais clínicos, alterações radiológicas, história de contato com adulto bacilífero e interpretação da prova tuberculínica. É através da combinação desses achados que se estabelecem os sistemas de pontuação, sendo utilizado no Brasil os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, atualizado em 2018, pois é o escore que apresenta maior número de estudos de validação com consistente sensibilidades e especificidade. Os mesmos critérios são adotados pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Para elaboração do artigo, foi realizada uma revisão não sistemática da literatura científica, através dos descritores “tuberculose”, “tuberculose pulmonar”, “tuberculose latente”, “criança” e “diagnóstico”, combinados e associados com outros, com a recuperação de resultados de interesse, durante o período de dezembro de 2017 a março de 2019. Apresenta como objetivo realizar uma revisão da literatura com foco no diagnóstico da tuberculose infantil, enfatizando a atualização nos critérios de pontuação propostos em 2018, com finalidade de ampliar o segmento desse grupo de risco. Dessa forma, diante de todas as dificuldades no diagnóstico da tuberculose pulmonar na infância, que se não tratados tornaram-se adultos bacilíferos transmissores, concluímos que o sistema de pontuação recomendado pelo Ministério da Saúde é um importante recurso para o diagnóstico de tuberculose na criança, validado e de uso factível em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS).
Associação do peso ao nascer no desenvolvimento de sobrepeso/obesidade em escolares com idade entre 5-9 anos em Fortaleza, Ceará, Brasil

Ellen Mourão Soares Lopes; Erika Feitosa Queiroz; Naiara Nogueira de Araújo Meneses Cavalcante; Virna da Costa e Silva,

Resid Pediatr. 2021
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INTRODUÇÃO: As alterações no perfil nutricional da população têm acarretado um aumento da obesidade em adultos e crianças. O peso ao nascer pode ser um determinante de risco de sobrepeso/obesidade e é considerado um indicador de saúde, podendo influenciar o crescimento e desenvolvimento da criança, afetando também na idade adulta.
OBJETIVO: Este trabalho pretende verificar a associação entre o peso ao nascimento e sobrepeso/obesidade em crianças de 5 a 9 anos.
MÉTODOS: Estudo observacional e descritivo, transversal, com dados primários de amostra de 500 escolares de 5 a 9 anos de instituições públicas da cidade de Fortaleza/CE. Utilizaram-se dados coletados por formulário estruturado, de relato da história familiar pelos responsáveis, e medidas de peso e estatura aferidas durante entrevista. Variáveis contínuas foram comparadas por testes não-paramétricos e variáveis independentes por qui-quadrado e do teste exato de Fisher, significativas com valor p<0,05.
RESULTADOS: Baixo peso (<2.500g) e peso superior a 3.500g correlacionaram-se positivamente com sobrepeso/obesidade. Quarenta por cento dos que nasceram com baixo peso e 52,9% dos que nasceram com peso superior a 3.500g tinham sobrepeso/obesidade na idade escolar (p=0,001). Observou-se também associação estatisticamente significante com a classe social mais baixa (OR=3,51; IC95%: 1,60-7,69), com a renda per capita maior (OR=1,59; IC95%: 1,08-2,33) e com o peso ao nascer >3.500g (OR=2,55; IC95%: 1,67-3,90).
CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou associação estatisticamente significativa entre o peso ao nascer com sobrepeso e obesidade, corroborado por outros estudos que também investigaram essa associação.
Deficiência intelectual e dismorfias em criança com deleção 14q32.31-q32.33: relato de caso

Simone de Menezes Karam,; Roberto Giugliani,; Sharbel W. Maluf; Kevin Francisco Durigon Meneghini; Mariluce Riegel,

Resid Pediatr. 2021
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Deficiência intelectual e atraso global no desenvolvimento são causas frequentes de consultorias genéticas requeridas pelos pediatras. Cerca de 30% dos casos de deficiência intelectual grave e 70% casos de deficiência intelectual leve não recebem um diagnóstico etiológico.
OBJETIVO: O teste para micro-arranjos cromossômicos é considerado o teste diagnóstico padrão para pacientes que apresentem deficiência intelectual ou atraso global no desenvolvimento inexplicados, desordens do espectro autista e anomalias congênitas múltiplas sem diagnóstico clínico, pois o referido teste é bastante sensível, aumentando a chance de diagnóstico e mostrando a região envolvida e seu tamanho.
DESCRIÇÃO DO CASO: Este é o relato sobre uma menina com deficiência intelectual, hipotonia, retardo de crescimento pós-natal e dismorfias com uma deleção terminal em 14q cujo diagnóstico foi elucidado somente após seis anos através do teste para micro-arranjos cromossômicos.
Anemia grave aguda desencadeada por eritrovírus B19

Alline de Mello Ramalho; Isabela de Atayde Pacheco Cordeiro; Caroline Scantamburlo Martins; Anyne Silva Bairral França; Carolina Castello Branco Otoni de Miranda

Resid Pediatr. 2021
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INTRODUÇÃO: O parvovírus B19 é um eritrovírus, incluído na família Parvoviridae, subfamília Parvovirinae. É um vírus muito pequeno (25nm de diâmetro), constituído por uma cadeia de DNA com elevado tropismo para células precursoras eritropoiéticas, provocando inibição da eritropoiese e efeitos citotóxicos. A infecção pode levar a crise aplásica transitória (CAT) e anemia crônica, dependendo do hospedeiro. Geralmente, a infecção pelo eritrovírus em crianças e adultos não necessita de terapia específica, apenas dos sintomas apresentados. A hemotransfusão pode ser necessária, nos casos de anemia grave.
OBJETIVO: Relatar caso de crise aplástica transitória desencadeado por eritrovírus em escolar previamente hígida.
RELATO DE CASO: Paciente de 10 anos, com quadro de inapetência, vômitos, astenia e três episódios de queda da própria altura. Exames laboratoriais sugeriram anemia grave e confirmaram crise aplástica transitória desencadeada por eritrovírus B19.
CONCLUSÃO: Este relato contribui para informar os profissionais sobre a crise aplástica transitória desencadeada por eritrovírus B19 em criança previamente hígida, como alerta para um diagnóstico precoce e um bom tratamento de suporte. Este caso teve uma evolução benigna, houve a necessidade de transfusão sanguínea e o tratamento foi somente de suporte.
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