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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Resultados da Busca

Cânula nasal de alto fluxo em pediatria: quando, como e por quê?

Samara Damin; Camila de Souza Espindola; Adriana Koliski; Marcelo Rodrigues; Valéria Cabral Neves; Debora Carla Chong Silva; José Eduardo Carreiro

Resid Pediatr. 2022
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OBJETIVOS: Realizar uma revisão bibliográfica não sistematizada e propor um fluxograma de utilização da CNAF em pediatria.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão não sistemática, onde foram selecionados estudos publicados nos últimos cinco anos com o objetivo de propor um fluxograma para orientação do uso da CNAF em pediatria.
RESULTADOS: Obtiveram-se 34 artigos, quinze foram excluídos por abordarem apenas a população neonatal, cinco por não tratarem do tema, um por não trazer o texto completo e um por ser protocolo de estudo. Além dos doze artigos da busca inicial, foram incluídos mais onze artigos considerados relevantes ao objetivo da revisão, selecionados a partir das listas de referências. A partir dos dados obtidos dos artigos selecionados, foi relatado sobre a definição da terapia, componentes do aparelho, parâmetros a serem ajustados, os mecanismos de ação, as indicações e contraindicações, benefícios e possíveis complicações de seu uso resultando em um fluxograma de uso da terapia.
CONCLUSÃO: Estudos sugerem que o alto fluxo é um método seguro, bem tolerado e de fácil aplicação. Além disso, pode evitar a necessidade de ventilação mecânica não invasiva e invasiva. Um fluxograma para otimização do seu uso em pediatria, pode ser vantajoso para o sucesso da terapia.
Incidência de restrição de crescimento extrauterino e fatores de risco e proteção associados em recém-nascidos de muito baixo peso

Kerolaynne Fonseca de Lima; Suianny Karla de Oliveira Macedo; Arthur Pedro Marinho; Camila Dayze Pereira Santos; Lorena de Carvalho Monte de Prada; Ana Cláudia Moraes Medeiros de Lima; Ana Verônica Dantas de Carvalho; Anna Christina do Nascimento Granjeiro Barreto

Resid Pediatr. 2022
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OBJETIVO:Determinar incidência de restrição de crescimento extrauterino (RCEU) em recém-nascidos de muito baixo peso ao nascer (RNMBP) e fatores associados.
MÉTODOS: Estudo longitudinal, prospectivo com recém-nascidos prematuros de muito baixo peso em maternidade escola, realizado no período entre outubro/2017 a setembro/2018. Foram avaliadas variáveis demográficas, clínicas e nutricionais. As curvas utilizadas ao nascimento e para monitorar o crescimento foram as do Projeto INTERGROWTH. RCEU foi definida como escore Z do peso de nascimento < -2. Na análise estatística inferencial foram utilizados os testes qui-quadrado, t de Student, Mann-Whitney e regressão logística.
RESULTADOS: Foram analisadas 97 crianças, destas 41,2% desenvolveram RCEU. O peso, escore Z de nascimento e o aporte calórico na primeira semana de vida foram maiores nas crianças sem restrição de crescimento. O uso de ventilação mecânica, tempo de internação na unidade de terapia intensiva, displasia broncopulmonar e sepse tardia apresentaram associação com a RCEU na análise bivariada. Na regressão logística multivariada apenas o escore Z do peso de nascimento (p<0,001) e o uso de ventilação mecânica (p=0,008) permaneceram associados ao desfecho. Com relação ao estado nutricional ao nascer, quanto maior o escore Z do peso, menor a incidência de RCEU.
CONCLUSÃO: A incidência de RCEU encontrada foi elevada, tendo o estado nutricional ao nascimento e uso de ventilação mecânica como principais fatores associados.
Fatores de risco e morbimortalidade associada à hipotermia à admissão na unidade de terapia intensiva neonatal

Ana Cláudia Moraes Medeiros de Lima; Lorena de Carvalho Monte de Prada; Arthur Pedro Marinho; Kerolaynne Fonseca de Lima; Suianny Karla de Oliveira Macedo; Cintia Suemy Uehara; Ana Verônica Dantas de Carvalho; Anna Christina do Nascimento Granjeiro Barreto

Resid Pediatr. 2022
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OBJETIVO:Determinar incidência de hipotermia, fatores de riscos e desfechos associados à menor temperatura à admissão na unidade de terapia intensiva neonatal em recém-nascidos de muito baixo peso.
MÉTODOS: Estudo longitudinal, observacional, prospectivo. Foram incluídos recém-nascidos de muito baixo peso, admitidos em unidade de terapia intensiva neonatal, entre outubro/2017 a setembro/2018. A variável dependente foi temperatura axilar na admissão. Foi realizado o cálculo da incidência de hipotermia e comparação das médias de temperatura nos fatores de risco e desfechos avaliados. Testes estatísticos: medidas de tendência central, frequências relativas/absolutas, Teste Kolmogorov-Smirnov, Levene e teste t de Student, considerando significativo p<0,05.
RESULTADOS: Foram incluídos 128 recém-nascidos de muito baixo peso, com média de peso e idade gestacional, respectivamente, 1.079,2g e 29 semanas. Destes, 110 (85,9%) apresentaram hipotermia moderada, 13 (10,2%) hipotermia leve e apenas 5 (3,9%) encontravam-se normotérmicos à admissão. A temperatura média encontrada foi 34,7°C. Os seguintes fatores de risco mantiveram associação com menor temperatura à admissão: peso e idade gestacional, índice Apgar e reanimação neonatal. Os desfechos associados foram: síndrome do desconforto respiratório, uso de ventilação mecânica e drogas vasoativas, hemorragia pulmonar, uso de oxigênio com 28 dias de vida, sepse tardia e óbito.
CONCLUSÃO: A incidência de hipotermia encontrada foi alta e a menor temperatura à admissão esteve associada a maior morbimortalidade. É necessário atenção nas práticas assistenciais para manutenção da temperatura do recém-nascido de muito baixo peso, principalmente naqueles de menores pesos e idades gestacionais e que necessitem de reanimação neonatal.
Síndrome de Guillain-Barré na pediatria: revisão de literatura

Maria Eduarda Turczyn de Lucca; Jhulia Farinha Maffini; Mariana Guerrini Grassi; Marcelo Stadler-Junior; Vinícius Neves Bezerra; Paulo Ramos David João

Resid Pediatr. 2022
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OBJETIVO: Sendo a síndrome de Guillain-Barré (SGB) a causa mais comum de paralisia flácida aguda após a poliomielite ter sido erradicada em alguns países, esta revisão tem como objetivo abordar a apresentação clínica, causas mais comuns e efetividade de tratamentos da SGB devido à sua importância médica.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura, desenvolvida com 15 artigos encontrados nas bases de dados MEDLINE, Cochrane e LILACS, entre 2010 e 2020. Os critérios foram idioma (inglês, português e espanhol), artigos de revisão de literatura, revisão sistemática e metanálise e idade de até 18 anos entre os estudados nos trabalhos.
RESULTADOS: A anatomia patológica varia de acordo com o subtipo clínico da síndrome, tendo variações do quadro clínico. O diagnóstico é clínico, mas pode haver necessidade de exames devido à complexidade do caso e pelos diversos diagnósticos diferenciais. O tratamento visa acelerar a recuperação, diminuir complicações e diminuir o déficit neurológico residual a longo prazo. Imunoglobulina endovenosa é considerada a modalidade de tratamento mais eficaz. A plasmaferese também é considerada mais benéfica quando iniciada precocemente e é consideravelmente mais barata. Mesmo em países desenvolvidos, 5% dos pacientes com SGB morrem de complicações médicas.
CONCLUSÃO: A SGB é atualmente a principal causa de paralisia flácida aguda e apesar de existirem opções terapêuticas eficazes, a taxa de óbito é significativa, assim como são suas sequelas decorrentes de recuperação incompleta. A pesquisa acerca desta síndrome é necessária, pois aprimorar o conhecimento e manejo acarretaria em redução da morbimortalidade.
Alergia às proteínas do leite de vaca e a atenção primária à saúde: uma revisão narrativa das diretrizes atuais

Carlos Tourinho Lapa Filho; Hannah Fernandes Lapa; Jackeline Motta Franco; Sarah Cristina Fontes Vieira; Dirceu Solé; Mário César Vieira; Ricardo Queiroz Gurgel

Resid Pediatr. 2022
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OBJETIVOS: Realizar uma revisão narrativa da literatura sobre as diretrizes atuais para alergia alimentar e disponibilizar algoritmos com as principais recomendações para manejo de alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) em crianças na atenção primária.
MÉTODOS: Foram pesquisadas publicações relevantes nas bases de dados Cochrane Library, MEDLINE, PubMed, Guidelines International Network, National Guidelines Clearinghouse and National Institute for Health e Clinical Excellence (NICE) com utilização das palavras-chaves sobre o tema e os artigos encontrados foram revisados, assim como as recomendações do guia e do consenso nacional de alergia alimentar.
CONCLUSÃO: Diagnóstico e tratamento adequados de APLV em crianças são fundamentais, considerando seu impacto nutricional, emocional e socioeconômico. As diretrizes de prática clínica disponibilizam recomendações baseadas em evidência científica melhorando a qualidade do cuidado, entretanto sua implementação prática é um desafio. Ademais, a escassez de algoritmos que favoreçam a acessibilidade à informação dos extensos conteúdos científicos disponibilizados é uma realidade que torna relevante a proposta de um manejo de APLV na atenção primária que seja mais prático, aplicável e acessível, de modo a consolidar uma prática clínica baseada em evidência científica.
Diagnósticos dermatológicos em recém-nascidos pré-termo: estudo transversal

Danielle Arake Zanatta; Carine Andrade Celeira Lima; Jessica Castro da Silva; Vânia Oliveira de Carvalho

Resid Pediatr. 2022
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OBJETIVO: Determinar a frequência de diagnósticos dermatológicos em recém-nascidos pré-termo e os fatores perinatais associados.
MÉTODOS: Trata-se de estudo transversal analítico com amostra de conveniência e coleta prospectiva de dados, realizada entre novembro de 2017 e maio de 2018. Foram examinados 151 neonatos prematuros internados na unidade de terapia intensiva neonatal e prematuros tardios internados no alojamento conjunto de um hospital de nível de atendimento terciário. A população estudada foi avaliada para evidenciar, descrever e fotografar os diagnósticos dermatológicos presentes até 28 dias de vida.
RESULTADOS: A frequência de diagnósticos dermatológicos foi de 99,3%, sendo os mais observados: lanugo em 128 recém-nascidos (84,7%), mancha salmão em 115 (76,1%), hiperplasia sebácea em 89 (58,9%), descamação fisiológica em 74 (49%), mancha mongólica em 54 (35,7%), pérola de Epstein em 43 (28,4%), lesões cutâneas traumáticas em 42 (27,8%), cisto de mília em 40 (26,4%), icterícia em 36 (23,8%) e eritema tóxico em 20 (13,2%). Os participantes com maior idade gestacional tiveram maior frequência de mancha salmão, eritema tóxico, mancha mongólica, hiperplasia sebácea, cisto de mília e pérola de Epstein.
CONCLUSÃO: Diagnósticos dermatológicos foram frequentes e aqueles com maior idade gestacional apresentaram maior frequência de alterações fisiológicas e marcas de nascimento. Lesões cutâneas traumáticas figuraram entre as 10 mais observadas, reforçando a necessidade de implantação de protocolos de cuidados com a pele neonatal, com ênfase nos prematuros.
Síndrome inflamatória multissistêmica em pacientes pediátricos: uma revisão da literatura

Emily Miranda Nogueira; Caio Trevelin Sambo; Ademar Pires de Souza Filho; Ana Flávia Castro Véras; Lucina Reis Carpanez

Resid Pediatr. 2022
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OBJETIVOS: Realizar uma revisão de literatura a fim de caracterizar a epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e manejo da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), avaliar impacto econômico e diferenciar a SIM-P da doença de Kawasaki e síndrome do choque tóxico.
MÉTODOS: Revisão realizada em duas etapas: uma revisão da literatura através da plataforma PubMed e uma pesquisa de documentos de órgãos oficiais. Foram selecionados 10 artigos contendo informações sobre epidemiologia, fisiopatologia, quadro clínico, avaliações complementares, critérios diagnósticos, manejo clínico e/ou desfecho da SIM-P. Foram excluídos artigos duplicados, com enfoque em pacientes adultos, que não incluem descrição das alterações e abordagem da SIM-P.
RESULTADOS: A média de idade variou entre 8,5 e 12 anos; sexo masculino foi o mais acometido; maioria da amostra possuía sorologia positiva para COVID-19; maioria internou em UTI; baixa mortalidade. Não há fisiopatologia bem definida até o momento. Os principais sintomas foram febre, sintomas gastrointestinais, rash cutâneo e conjuntivite. As disfunções predominantes foram choque e insuficiência respiratória. Laboratorialmente, houve aumento de marcadores inflamatórios, procalcitonina, IL-6, troponina e pró-BNP. Os tratamentos mais utilizados foram: suporte ventilatório, drogas vasoativas, imunoglobulina e corticosteroides.
CONCLUSÃO: Este estudo permitiu melhor compreensão sobre a SIM-P, apesar da falta de estudos que englobam o assunto. Foi possível a caracterização de um perfil epidemiológico, clínico, laboratorial e diagnóstico. O tratamento da doença ainda não possui protocolos definidos, porém, ele se mostrou semelhante na maioria dos estudos. Por conseguinte, é necessário o desenvolvimento de novos estudos e protocolos para melhor entendimento e abordagem da SIM-P.
Manejo da hipertensão intracraniana no trauma cranioencefálico pediátrico

Jonhatan Diego Furquim; Ana Carolina Liermann; Ana Flavia Filipczak; Daniela Carolina Tomasini; Paulo Ramos David João; Polyana Monique Santos

Resid Pediatr. 2022
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OBJETIVO: Revisar o manejo atual da hipertensão intracraniana na população pediátrica, seus níveis de evidência e possíveis complicações de sua aplicação.
MÉTODOS: Revisão bibliográfica, utilizando a base de dados PubMed. Foram analisados 47 artigos, de 17 a 25 de abril de 2021, que atendiam pelos termos “TCE pediátrico, HIC pediátrica, tratamento da HIC na pediatria”, incluídos os em português e inglês, acima do ano 1999 e excluídos os 22 que tratavam de TCE e HIC no adulto, aplicação de escalas ao TCE, tratamento de outras complicações que não a HIC e de achados genéticos relacionados aos resultados após TCE.
RESULTADOS: Com base na literatura levantada, pode-se observar que algumas medidas, para o manejo da hipertensão intracraniana, são consenso entre alguns autores, ainda que apresentem um nível de evidência baixo, por outro lado, algumas ainda geram controvérsias.
CONCLUSÃO: Embora muitas medidas ainda tenham um baixo nível de evidência, elas têm se mostrado efetivas na prevenção de um segundo insulto que possa exacerbar uma lesão secundária. No entanto, é preciso uma avaliação caso a caso para instituir o manejo mais adequado e com menor risco de complicações para o paciente.
Efeitos colaterais da isoniazida: relato de caso

Paula Silva Almada; Rafaela Baroni Aurilio; Maria de Fatima Pombo Sant’Anna

Resid Pediatr. 2022
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O tratamento da infecção latente por tuberculose (ILTB) é uma medida preventiva importante e merece interesse internacional. Embora existam outros esquemas terapêuticos para ILTB o uso de isoniazida é consagrado. O presente relato de caso é de um menino de 9 anos com asma e epilepsia que apresentou reações adversas ao uso da isoniazida prescrita como tratamento para ILTB. Depois da retirada do medicamento, que foi substituído por rifampicina, o paciente apresentou melhora clínica.
Enterocolite necrosante: uma revisão da literatura

Andréa Souza Hachem; João Cesar Lyra; Érica Cristina Scarpa; Maria Regina Bentlin

Resid Pediatr. 2022
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OBJETIVOS: Realizar uma atualização do tema por meio de uma revisão da literatura.
MÉTODOS: Foi realizada uma busca nas plataformas MEDLINE, PubMed, SciELO, LILACS e Cochrane, utilizando-se palavras-chave sobre o tema e, após seleção dos principais artigos, procedeu-se à análise dos mesmos.
CONCLUSÃO: A enterocolite necrosante (ECN) é uma inflamação que afeta o trato gastrointestinal (TGI) de recém-nascidos. Os critérios de Bell modificados a classifica, de acordo com achados clínicos e radiográficos, em suspeita, confirmada ou avançada. A patogênese não é completamente compreendida. Nos bebês de termo ocorre devido à má perfusão mesentérica. A forma clássica ocorre nos prematuros, com fisiopatologia multifatorial que inclui: imaturidade do TGI, predisposição genética, alterações na microbiota intestinal, bactérias patogênicas, características da nutrição enteral e lesão hipóxico-isquêmica intestinal. Todos esses fatores ativam uma cascata inflamatória intensa, que pode levar a necrose intestinal. Os fatores de risco são prematuridade, baixo peso, sepse, persistência do canal arterial, anemia e/ou transfusão, entre outros. Além dos sintomas gastrointestinais (distensão e dor abdominal, resíduo gástrico, vômitos e enterorragia), apresenta sintomas inespecíficos como instabilidade térmica, apneias, hipoglicemia ou até choque. Na radiografia encontra-se distensão de alças, espessamento de parede intestinal, pneumatose, ar no sistema porta, pneumoperitônio, líquido peritoneal ou alça fixa dilatada. A abordagem terapêutica inclui jejum, antibióticos de amplo espectro, monitoração hemodinâmica. A cirurgia é indicada quando ocorre piora clínica, perfuração ou suspeita de necrose. Entre as medidas preventivas estão: controle de infecção, aleitamento materno, protocolos para início e progressão da nutrição enteral e administração de probióticos.
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