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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Aspectos clínicos e epidemiológicos da meningite pneumocócica: um estudo de duas décadas em crianças brasileiras

Daniela Caldas Teixeira,; Kelvin Oliveira Rocha; Cristiane dos Santos Dias,; Aline Almeida Bentes,; Lilian Martins Oliveira Diniz,

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: Streptococcus pneumoniae é a principal causa bacteriana de meningite pediátrica globalmente, uma condição grave de rápida evolução, alta morbidade e mortalidade.
MÉTODOS: Este estudo de coorte transversal analisou crianças de 0 a 18 anos diagnosticadas com meningite pneumocócica no Brasil entre janeiro de 2005 e dezembro de 2024. Avaliou-se o impacto da vacina pneumocócica e da pandemia de COVID-19 na incidência e desfechos da doença, além de fatores de risco para complicações e mortalidade.
RESULTADOS: Foram diagnosticados 81 pacientes, 48,1% do sexo masculino. A mediana de idade foi 43 meses, com 46,9% menores de 2 anos. Complicações ocorreram em 39,5% (abscessos, convulsões, hidrocefalia aguda, empiema e hipertensão intracraniana). A mortalidade foi 17,3%. Houve aumento de complicações no período pandêmico (p=0,002). Na análise logística, glicose baixa no liquor e idade jovem aumentaram o risco de complicações, enquanto baixa celularidade do liquor foi associada a maior risco de óbito. Cada mês adicional de idade reduziu o risco de complicações em 1,5 vezes e de óbito em 2,8 vezes.
CONCLUSÕES: Idade jovem e parâmetros do liquor são marcadores prognósticos importantes. O aumento da doença no período pandêmico reforça a relevância da vigilância e controle da doença pneumocócica, mesmo após a introdução das vacinas.

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