Resultados da Busca
Transição de cuidados numa consulta de pediatria diabetes de um hospital distrital
Joana Costa Ribeiro; Ana Pereira Lemos; Ana João Mota; Ana Paula Oliveira; Patrícia Rocha; Pascoal Moleiro; Ester Gama
Resid Pediátr. 2023
INTRODUÇÃO: Transição de cuidados (TC): transferência planejada e programada dos cuidados pediátricos para adultos. Objetivo: comparar o processo de passagem para cuidados de adultos (PCA) dos pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) com (Grupo A) e sem (Grupo B) TC.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal. Pacientes com DM1, entre 18-25anos, seguidos na consulta de pediatria de um hospital distrital. Utilizado um questionário com escala de likert: 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente). TC adequada: início 14 anos; promoção da autonomia; participação do paciente; compreensão da diferença dos serviços; multidisciplinar e transmissão de informação entre profissionais.
RESULTADOS: Total 29 pacientes, 14 Grupo A. Obtiveram-se as seguintes medianas no Grupo A e B: "idade de início da PCA": 17 vs 18 anos; "promoção da autonomia": 5 vs 5; "explicação de diferenças entre serviços": 4 vs 4; "participação no processo": 5 vs 3; "transmissão de informação entre profissionais": 4,5 vs 4; "equipe multidisciplinar": 4 vs 3. No grupo A 36% responderam afirmativamente a todos os itens definidos para TC adequada.
DISCUSSÃO: No grupo com TC, a idade mediana do início da PCA foi inferior embora superior ao adequado. Nos restantes itens, as medianas de resposta foram todas superiores no grupo A, exceto na promoção da autonomia e na explicação das diferenças dos serviços, com diferença estatística ao nível da participação do paciente no processo e no envolvimento de uma equipe multidisciplinar. A TC está implementada, mas precisa de ser sistematizada para melhorar os cuidados prestados.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal. Pacientes com DM1, entre 18-25anos, seguidos na consulta de pediatria de um hospital distrital. Utilizado um questionário com escala de likert: 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente). TC adequada: início 14 anos; promoção da autonomia; participação do paciente; compreensão da diferença dos serviços; multidisciplinar e transmissão de informação entre profissionais.
RESULTADOS: Total 29 pacientes, 14 Grupo A. Obtiveram-se as seguintes medianas no Grupo A e B: "idade de início da PCA": 17 vs 18 anos; "promoção da autonomia": 5 vs 5; "explicação de diferenças entre serviços": 4 vs 4; "participação no processo": 5 vs 3; "transmissão de informação entre profissionais": 4,5 vs 4; "equipe multidisciplinar": 4 vs 3. No grupo A 36% responderam afirmativamente a todos os itens definidos para TC adequada.
DISCUSSÃO: No grupo com TC, a idade mediana do início da PCA foi inferior embora superior ao adequado. Nos restantes itens, as medianas de resposta foram todas superiores no grupo A, exceto na promoção da autonomia e na explicação das diferenças dos serviços, com diferença estatística ao nível da participação do paciente no processo e no envolvimento de uma equipe multidisciplinar. A TC está implementada, mas precisa de ser sistematizada para melhorar os cuidados prestados.
Abordagem Sindrómica de Infeções Sexualmente Transmissíveis em Adolescentes: das Recomendações às Práticas
Inês Afonso Belo; Ana Pereira Lemos; Pedro Gaspar; Marco Fernandes; Pascoal Moleiro
Resid Pediátr. 2025
OBJETIVO: Sendo a Dermatologia, Ginecologia, Medicina Geral e Familiar e Pediatria as principais especialidades responsáveis pela abordagem das infeções sexualmente transmissíveis em adolescentes, pretendeu-se caracterizar as suas práticas e compará-las entre si.
MÉTODOS: Estudo correlacional, com recurso a um questionário online, anônimo, elaborado segundo as recomendações da Sociedade Portuguesa de Medicina do Adolescente e da Sociedade de Infeciologia Pediátrica para uma abordagem sindrômica das infecções sexualmente transmissíveis em adolescentes. Comparação das médias obtidas por especialidade, grau de formação e anos de prática clínica em cada resposta (variáveis sociodemográficas e relativas à abordagem das infeções sexualmente transmissíveis), segundo Escala de Likert 1- “Discordo totalmente a 5- “Concordo totalmente”.
RESULTADOS: Obtivemos 334 respostas ao questionário, correspondendo 57% (191) a especialistas, 41% (138) à Pediatria, 30% (100) à MGF, 23% (76) à Ginecologia e 6% (20) à Dermatologia. A Dermatologia e a Ginecologia foram as especialidades que consideraram os seus conhecimentos mais atualizados no tema [Pediatria 2,91 (1,02); MGF 2,82 (1,01); Ginecologia 3,41 (0,82); Dermatologia 3,80 (1,01), p <0,001], no entanto a Pediatria referiu estar mais familiarizada com as referidas recomendações [Pediatria 3,45 (1,20); MGF 2,40 (1,23); Ginecologia 2,80 (1,40); Dermatologia 2,95 (1,39), p <0,001].
CONCLUSÃO: Na globalidade, os conhecimentos e práticas revelaram-se adequados às recomendações nacionais e internacionais. No entanto, existem ainda algumas lacunas, nomeadamente em aspetos relacionados com o exame objetivo e com investigação e tratamento. É imprescindível investir na formação dos profissionais para uma melhor abordagem das infecções sexualmente transmissíveis em adolescentes.
MÉTODOS: Estudo correlacional, com recurso a um questionário online, anônimo, elaborado segundo as recomendações da Sociedade Portuguesa de Medicina do Adolescente e da Sociedade de Infeciologia Pediátrica para uma abordagem sindrômica das infecções sexualmente transmissíveis em adolescentes. Comparação das médias obtidas por especialidade, grau de formação e anos de prática clínica em cada resposta (variáveis sociodemográficas e relativas à abordagem das infeções sexualmente transmissíveis), segundo Escala de Likert 1- “Discordo totalmente a 5- “Concordo totalmente”.
RESULTADOS: Obtivemos 334 respostas ao questionário, correspondendo 57% (191) a especialistas, 41% (138) à Pediatria, 30% (100) à MGF, 23% (76) à Ginecologia e 6% (20) à Dermatologia. A Dermatologia e a Ginecologia foram as especialidades que consideraram os seus conhecimentos mais atualizados no tema [Pediatria 2,91 (1,02); MGF 2,82 (1,01); Ginecologia 3,41 (0,82); Dermatologia 3,80 (1,01), p <0,001], no entanto a Pediatria referiu estar mais familiarizada com as referidas recomendações [Pediatria 3,45 (1,20); MGF 2,40 (1,23); Ginecologia 2,80 (1,40); Dermatologia 2,95 (1,39), p <0,001].
CONCLUSÃO: Na globalidade, os conhecimentos e práticas revelaram-se adequados às recomendações nacionais e internacionais. No entanto, existem ainda algumas lacunas, nomeadamente em aspetos relacionados com o exame objetivo e com investigação e tratamento. É imprescindível investir na formação dos profissionais para uma melhor abordagem das infecções sexualmente transmissíveis em adolescentes.