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Manejo conservador de aplasia cútis congênita com exposição meníngea: relato de caso com tratamento tópico à base de ácidos graxos essenciais, copaíba e melaleuca
Iohana Falcão Rebouças Assayag; Ana Rosana Alencar Guedes Mont’alverne; Fernando Antônio Barbosa Benevides
Resid Pediatr. 2026INTRODUÇÃO: Aplasia Cútis Congênita (ACC) é uma condição neonatal rara, caracterizada pela ausência congênita da pele, geralmente envolvendo o couro cabeludo. Quando há lesões extensas e exposição meníngea, o risco de complicações — sobretudo infecções e hemorragias — aumenta significativamente. As abordagens de tratamento variam desde medidas tópicas até procedimentos cirúrgicos.
RELATO DE CASO: Descreve-se a experiência de um caso envolvendo um neonato com ACC, apresentando grande área de couro cabeludo sem pele e exposição parcial da dura-máter. A paciente desenvolveu sepse neonatal, conduzida com múltiplos esquemas de antibióticos. Optou-se por um manejo conservador de feridas, empregando gazes embebidas em ácidos graxos essenciais, óleo de copaíba e óleo de melaleuca, cujas propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas são descritas na literatura. Esta estratégia não invasiva teve como objetivo minimizar riscos cirúrgicos e favorecer a estabilização da lesão. Observou-se melhora clínica progressiva, com cobertura gradativa da área exposta por tecido de granulação.
CONCLUSÕES: Nesta experiência isolada, o uso tópico de ácidos graxos essenciais, óleo de copaíba e óleo de melaleuca associou-se ao controle local de infecção e à regeneração tecidual, sem necessidade de intervenção cirúrgica imediata. Embora promissora, esta abordagem requer investigação adicional, com possíveis estudos multicêntricos ou séries de casos para validar segurança, eficácia e desfechos de longo prazo. Ressalta-se a importância da individualização da conduta e do monitoramento rigoroso em neonatos com essa condição rara.