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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Fluxograma para diagnóstico precoce, tratamento e monitorização da deficiência de ferro na criança

Maria Cristina Farias de Araújo; Carlos Artur da Costa Moraes; Mônica Patrice Arcoverde Pinheiro; Fernanda Maria Queiroz Pereira

Resid Pediátr. 2023
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A anemia ferropriva é definida como uma concentração de hemoglobina menor que segundo desvio-padrão da média de distribuição para uma população do mesmo sexo e idade. É o último evento em uma progressão de balanço negativo de ferro, com os estágios: balanço negativo, deficiência de ferro e anemia ferropriva. É a alteração hematológica mais comum do mundo, principalmente nos países em desenvolvimento. A principal fonte do ferro no corpo é oriunda do sistema de reciclagem de hemácias, enquanto uma parcela menor é proveniente da dieta. Apesar disso, a deficiência nutricional é a principal etiologia de ferropenia e anemia ferropriva. O ferro é essencial para diversas funções fisiológica e sua deficiência, principalmente na infância, pode comprometer o desenvolvimento mental e físico. As manifestações clínicas geralmente se tornam detectáveis na deficiência grave. Por esse motivo, o diagnóstico precoce da ferropenia é por meio de exames laboratoriais. Deve ser realizada por meio de triagem aos 12 meses de vida. O tratamento deve ser prontamente iniciado após o diagnóstico. A dieta tem pouco valor na correção da devido à baixa biodisponibilidade do ferro na maioria dos alimentos. Porém os preparados contendo ferro são facilmente absorvidos pelo organismo. Diante da gravidade dessa condição, o tratamento deve ser monitorizado por meio de parâmetros laboratoriais. Este estudo objetiva fazer um protocolo de triagem e acompanhamento do tratamento da anemia ferropriva para sistematizar e organizar o cuidado trazendo melhores resultados para o desenvolvimento da criança.
Apresentação de neuroblastoma neonatal como paralisia facial e de corda vocal: um relato de caso

Raimundo Diego Ferreira Amorim; Alex Monteiro de Sousa; Marcus Vinicius Oliveira de Mello; Ticiana Quixada Fontenele; Carlos Artur da Costa Moraes

Resid Pediátr. 2025
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O neuroblastoma é a neoplasia maligna mais comum no primeiro ano de vida. Pode ocorrer em qualquer gânglio da cadeia simpática paraespinhal, porém sua principal localização ocorre nas glândulas adrenais. Pode evoluir desde uma doença localizada a um tumor metastático e altamente agressivo, ou, em alguns casos, pode regredir espontaneamente. A sua apresentação clínica é variável e depende da localização inicial do tumor, da presença de metástases e de síndromes paraneoplásicas. A ocorrência de paralisia facial ou de corda vocal é um achado raro, sendo justificado pela infiltração tumoral primária, metastática ou como sequela da ressecção tumoral. Relatamos o caso de um recém-nascido com neuroblastoma, cujos achados clínicos iniciais foram de uma paralisia facial e de corda vocal ao nascimento. Além disso, não havia nos exames de estadiamento indícios de infiltração metastática em topografias que justificassem tal sintomatologia. A descrição de paralisia facial e de cordas vocais concomitantes como quadro clínico inicial é ainda mais rara. A relevância do relato deste caso está em permitir o reconhecimento de uma forma rara de apresentação desta doença, aumentando o índice de suspeição mesmo em contextos atípicos.
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