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Disfagia lusória por artéria subclávia aberrante em paciente de 6 anos de idade: relato de Caso
Cauê Fedrigo Loyola Batista; Fernanda Carolina Ribeiro Godoy; Rafael Forti Maschietto; Ricardo Antônio Bertachi Uvo; Marina Possenti Frizzarin; Isabella Carrapato Assis; Natália Estorino da Costa
Resid Pediatr. 2020Disfagia lusória por artéria subclávia aberrante em paciente de 6 anos de idade: relato de caso
Cauê Fedrigo Loyola Batista; Fernanda Carolina Ribeiro Godoy; Rafael Forti Maschietto; Ricardo Antônio Bertachi Uvo; Marina Possenti Frizzarin; Isabella Carrapato Assis; Natália Estorino da Costa
Resid Pediatr. 2026A disfagia lusória é uma condição congênita rara causada pela compressão extrínseca do esôfago por uma artéria subclávia direita aberrante (ASDA), variação anatômica presente em até 1,8% da população. A ASDA origina-se abaixo da artéria subclávia esquerda e segue para a direita, cruzando posteriormente o esôfago em até 80% dos casos. Embora a maioria dos pacientes seja assintomática, sintomas podem ocorrer em até 33% dos casos, mais comumente na faixa etária adulta e pouco frequente em crianças. Na idade pediátrica, a identificação precoce é fundamental para prevenir complicações como dificuldades no ganho de peso, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e pneumonias aspirativas. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como esofagograma, tomografia e ressonância magnética. No caso descrito, paciente de 6 anos de idade foi diagnosticada com disfagia após apresentar dificuldade para deglutir alimentos sólidos e um episódio importante de engasgo. Exames mostraram DRGE e compressão esofágica causada por ASDA. O manejo da disfagia lusória pode ser conservador ou exigir cirurgia, dependendo da gravidade dos sintomas. No caso em questão, o tratamento inicial foi conservador, optando-se pela introdução de medicação para controle da DRGE e uso de pró-cinéticos, resultando em melhoria completa dos sintomas após três meses de acompanhamento.