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ISSN (On-line) 2236-6814

Publicação Contínua | Acesso Aberto

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Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) temporalmente associada a COVID-19: atualização

Leonardo Rodrigues Campos,,; Rozana Gasparello de-Almeida,; Andréa Valentim Goldenzon,; Marta Cristine Felix Rodrigues,; Flavio Sztajnbok,; Katia Lino; Katia Telles Nogueira,; Rodrigo Moulin Silva,; Adriana Rodrigues Fonseca

Resid Pediátr. 2021
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INTRODUÇÃO: Crianças têm menor probabilidade de COVID-19 aguda grave, porém têm sido descritos casos da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) com possível associação temporal à infecção prévia pelo SARS-CoV-2.
OBJETIVOS: Revisão não sistemática da literatura sobre epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da SIM-P.
FONTE DE DADOS: Base de dados PubMed, documentos científicos da Sociedade Brasileira de Pediatria, Organização Mundial de Saúde, Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e Royal College of Pediatrics and Child Health.
SÍNTESE DOS DADOS: A SIM-P compartilha características com a doença de Kawasaki, síndrome do choque tóxico, sepse bacteriana e síndrome de tempestade de citocinas. É mais frequente nos afrodescendentes e hispânicos, escolares e adolescentes e no sexo masculino. Ocorre 2-4 semanas após infecção pelo SARS-CoV-2. A fisiopatologia envolve efeitos diretos do vírus e/ou desregulação imune pós-COVID-19. A apresentação clínica é heterogênea, sendo a febre muito frequente, seguida por alterações gastrointestinais, cardiovasculares, respiratórias, neurológicas e renais. Anamnese e exame físico minuciosos, além de exames complementares para avaliar o processo inflamatório, o acometimento de órgãos e a relação com a infecção pelo SARS-CoV-2 (RT-PCR e sorologia), são fundamentais. Critérios diagnósticos propostos pelo CDC e OMS apoiam a propedêutica. O tratamento deve ser coordenado por time de especialistas, e direcionado às manifestações inflamatórias e orgânicas.
CONCLUSÕES: A SIM-P se caracteriza por um amplo espectro clínico. Cursa com febre, manifestações gastrointestinais, neurológicas, choque e disfunção miocárdica. Requer alto grau de suspeição para o tratamento precoce e prevenção de potenciais complicações cardiovasculares, respiratórias, renais e neurológicas.
Desafio Diagnóstico

Juliana Machado de Oliveira Caldas; Victoria Orenbuch; Leonardo Rodrigues Campos; Ivete Martins Gomes; Claudete Araújo Cardoso; Katia Lino; Alessandro Severo; Clarissa Canella,

Resid Pediátr. 2021
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Paciente feminina de 10 anos de idade, encaminhada ao ambulatório de reumatologia com história prévia de febre (39ºC), hiporexia e poliartrite de punhos, joelhos e tornozelos. Sintomas melhoravam apenas com uso de AINES. Após seis meses, paciente retornou ao ambulatório com história de sete meses de perda ponderal não aferida e artrite crônica (claudicação e rigidez matinal de 15 minutos) em tornozelos. Ao exame clínico, apresentava sinais sugestivos de artrite crônica com edema importante e tenossinovite de ambos os tornozelos. A ressonância magnética dos tornozelos demostrou artrite tibiotalar bilateral e simétrica e dos tendões extensores, flexores e fibulares. A biópsia sinovial do tornozelo direito revelou ausência de granulomas. Qual o diagnóstico mais provável?.
Artrite de Poncet, manifestação rara de tuberculose: relato de caso em adolescente

Douglas Castanheira Coelho; Igor Soares Trindade; Maria Clara de Leonardo Motta; João Lucas Martins Pillar; Leonardo Rodrigues Campos; Katia Lino; Claudete Araújo Cardoso; Christiane Mello Schmidt

Resid Pediátr. 2025
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A tuberculose (TB) acompanha a humanidade há anos e ainda é um problema de saúde pública. Em algumas situações, representa um desafio diagnóstico. O principal agente etiológico é o Mycobacterium tuberculosis (Mtb), que pode causar infecção latente (ILTB), doença pulmonar, extrapulmonar e manifestações clínicas relacionadas à hipersensibilidade, como a artrite de Poncet (AP). Este relato descreve o caso de um adolescente de 14 anos com artrite em quadril, joelho, tornozelo e articulação metatarsofalangeana (AMTF) do hálux, acompanhada de febre, sudorese noturna, perda ponderal, contato com TB e prova tuberculínica (PT) positiva, cujo diagnóstico final foi AP. A AP foi diagnosticada com base nos critérios de Sharma e Pinto. Ressalta-se a importância de considerar a história clínica e a TB como diagnóstico diferencial em manifestações articulares em regiões endêmicas.
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