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Trombo atrial em pré-escolar com síndrome nefrótica: um relato de caso
Simone Sodré Latorraca; Nathalie Jeanne Magioli Bravo-Valenzuela
Resid Pediatr. 2026INTRODUÇÃO: A síndrome nefrótica envolve proteinúria, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia, sendo associada a tromboembolismo por perda urinária de anticoagulantes. Trombos intracardíacos são raros, porém graves, e requerem diferenciação de tumores cardíacos via ecocardiograma. O tratamento inclui anticoagulação, trombólise ou cirurgia.
OBJETIVO: Relatar um caso de trombo atrial em criança pré-escolar com síndrome nefrótica, enfatizando sua relevância para pediatras e especialistas.
MÉTODO: Relato de caso baseado na revisão de prontuário de paciente acompanhada em hospital universitário.
RELATO DE CASO: Paciente feminina, 3 anos, com síndrome nefrótica descompensada. Tomografia revelou imagem hipodensa na auriculeta/átrio direito, sugerindo trombo. Ecocardiograma evidenciou imagem hiperrefringente de 1,7 x 3,2 cm, móvel, sem obstrução ao fluxo. Paciente assintomática do ponto de vista cardiológico. Foi iniciada anticoagulação com heparina de baixo peso molecular. Ressonância magnética confirmou o diagnóstico. Ecocardiogramas seriados foram realizados para seguimento.
DISCUSSÃO: Crianças com síndrome nefrótica apresentam risco elevado de trombose por perda de proteínas anticoagulantes. Trombo atrial, embora raro, pode levar a complicações graves. O manejo exige monitoramento contínuo da função renal e cardíaca, além de ajuste criterioso da anticoagulação para evitar hemorragias. A abordagem multidisciplinar é fundamental para otimizar o tratamento e reduzir riscos.