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Análise da Prevalência e Conduta das Gestantes Colonizadas por Estreptococo do Grupo B e Evolução de seus Recém-Nascidos segundo o guideline de 2010 do Centers for Disease Control and Prevention (CDC)
Larissa Maria Isaac Maximo,; Claudia Neves Barbosa; Natalie Del-Vecchio Lages Costa; Sylvia Reis Gonçalves Nehab; Luísa Maria Isaac Maximo
Resid Pediatr. 2022MÉTODOS: Estudo retrospectivo, com a revisão de prontuários das gestantes que realizaram swabs vaginal-retal no hospital entre 01/11/2014 e 31/10/2015. Dos 595 swabs obtidos, 122 eram positivos para Streptococcus agalactiae (SGB). Após excluídos prontuários incompletos, malformações e partos fora do hospital, totalizou-se 85 gestantes com swabs positivos, com seus respectivos 92 recém-nascidos.
RESULTADOS: A prevalência de colonização materna foi de 20,5%. A época da coleta do swab variou entre 18 e 39 semanas, sendo a média 34,9 semanas. Das 85 gestantes estudadas, 33 (38,9%) não receberam conduta correta, pois em 19 o parto ocorreu antes de 4 horas de antibiótico e em 14 não houve início da profilaxia quando esta era indicada. Dos 92 recém-nascidos estudados, 5 (5,4%) não receberam conduta correta devido, principalmente, a rastreio infeccioso desnecessário, e um rastreio considerado incompleto por não incluir hemocultura quando indicado pelo protocolo. Dos 86 recém-nascidos com conduta considerada adequada, 53 (61,6%) tiveram mães também adequadamente tratadas. Trinta e três (57,75%) dos tratados adequadamente tinham mães com conduta incorreta pela obstetrícia.
CONCLUSÕES: Apesar do protocolo do CDC 2010 para prevenção de sepse precoce pelo SGB estar implementado no hospital, ainda é possível detectar falhas na profilaxia intraparto materna e na avaliação do recém-nascido. Estas falhas na aderência ao protocolo representam oportunidades perdidas na prevenção da sepse precoce pelo SGB.
Repercussões maternas e neonatais da gravidez na adolescência
Lívia Gomes Ribeiro; Daniela Souza Carvalho; João Lourival de-Souza-Junior; Samir Buainain Kassar
Resid Pediatr. 2022MÉTODOS: O presente estudo consiste de uma coorte retrospectiva realizada em duas maternidades públicas da cidade de Maceió. A amostra consistiu de 84 puérperas (28 adolescentes e 56 com idade entre 20 e 30 anos) e seus respectivos recém-nascidos.
RESULTADOS: A gravidez na adolescência esteve significantemente associada ao baixo peso ao nascer, número de consultas pré-natal inadequadas, Índice de Roher desproporcional, pai e mãe da criança que não residem na mesma residência e prematuridade. Foi observada diferença de 471,5g a favor dos recém-nascidos de mães adultas jovens quando comparados aos neonatos de mães adolescentes. Uso de álcool, drogas e métodos contraceptivos não obtiveram significância estatística.
CONCLUSÕES: Devido às condições socioeconômicas e perinatais desfavoráveis das mães adolescentes quando comparadas às adultas jovens, a idade materna menor que 16 anos parece ter influenciado na menor média do peso ao nascer e na maior associação do baixo peso ao nascer e no retardo de crescimento uterino no grupo das adolescentes.
Fatores de risco relacionados à falha de extubação em unidade de terapia intensiva pediátrica
Haroldo Teófilo de Carvalho,; José Roberto Fioretto; Lívia Thomazi; Mário Ferreira Carpi; Rossano Cesar Bonatto; Beatriz Aveiro Santos; Joelma Gonçalves Martin; Fábio Joly Campos
Resid Pediatr. 2022OBJETIVO: Apresentamos os resultados de um estudo observacional realizado em unidade de terapia intensiva pediátrica durante um ano, que teve como objetivo identificar os fatores de risco relacionados à falha de extubação em crianças e adolescentes ventilados mecanicamente por pelo menos 48 horas.
MÉTODOS: Foram incluídas 85 crianças entre 29 dias e 15 anos de idade, das quais 11 (12,9%) necessitaram reintubação.
RESULTADOS: Em nossa amostra, os fatores de risco encontrados foram idade inferior a 3 meses [OR: 2,71], ventilação mecânica por mais de 15 dias [OR: 7,30], vítimas de choque [OR: 2,45], vítimas de parada cardiorrespiratória [OR: 8,0] e aqueles que foram submetidos a trocas de cânulas de intubação [1,97].
CONCLUSÃO: Essas condições aumentaram o risco de falha de extubação em nossa amostra.
Intervenções para redução do estresse para pais/famílias de crianças com doenças crônicas: uma revisão de escopo
Sandra Cairo de Oliveira Amaral; Filipa Pimenta; Raquel Rosas; Clemax Couto Sant’Anna
Resid Pediatr. 2022MÉTODO: Este estudo é uma revisão de escopo. A busca na literatura incluiu artigos publicados em cinco bases eletrônicas de dados (EBSCO, b-On, PubMed, Scielo e Web of Science), de acordo com os critérios de inclusão.
RESULTADOS: Foram selecionados 15 artigos. As intervenções variaram em relação aos resultados, desenho do estudo, amostra, modalidades e estratégias. Dos 15 estudos, 53% não encontraram diferenças significativas nos níveis de estresse dos participantes ou entre o grupo de intervenção e o grupo controle, 40% mostraram uma redução significativa nos níveis de estresse dos participantes e 7% apresentaram resultados mistos, com melhorias em algumas dimensões emocionais após a intervenção.
DISCUSSÃO: Apesar dos resultados mistos em relação aos níveis de estresse, os resultados significativos podem justificar a importância de se realizar tais intervenções nessa população. Intervenções personalizadas e direcionadas às necessidades dessa população podem ser eficazes na redução dos níveis de estresse.
Protocolo de avaliação fisioterapêutica em telessaúde para pacientes pediátricos
Geovana Domingos do Nascimento; Gabriela Olimpio Machado Silva; Camila Midori Yanor; Joyce Liberali Pekelman Rusu
Resid Pediatr. 2022Desafios na implementação de cuidados paliativos na neonatologia: Uma revisão integrativa
Bárbara Rocha Rodrigues; Ana Paula Oliveira Boscolo; Letícia Lemos Leão; Marcelo Bernardes da Rocha Reis; Lucas Céspedes Pimenta; Jussara Silva Lima
Resid Pediatr. 2022OBJETIVO: Ressaltar a importância e as principais dificuldades na implementação dos cuidados paliativos neonatais.
MÉTODOS: Levantamento bibliográfico em bases de dados do PubMed e LILACS. Foram utilizados os descritores “cuidados paliativos”, “neonatologia” e “dificuldades”. Foram selecionados 10 artigos ao final da revisão.
CONCLUSÃO: Os cuidados paliativos neonatais tiveram grandes avanços, entretanto, sua implementação continua sendo um desafio, não somente por parte da família, mas por falta de formação e capacitação de profissionais do meio. Isso ressalta a importância de educação continuada e criação de protocolos que garantam as necessidades dos pacientes.
Adolescentes e sono na era da pandemia de COVID-19: o que esperar?
Margarida Almendra; Diana Amaral; Sílvia Afonso,
Resid Pediatr. 2022MÉTODOS: questionário online anónimo. Recolhidos dados sociodemográficos e informação sobre rotina diária durante e após o confinamento. Análise estatística descritiva.
RESULTADOS: total 258 participantes, maioria sexo feminino (71.7%), idade média 15.7 anos. A qualidade de sono durante o confinamento foi “igual” em 58.1% nos que avaliam o seu sono como “bom/muito bom”, mas pior em 83.3% nos que descrevem ter um sono “mau/muito mau”. Verificou-se um atraso da hora dormir e de acordar durante o confinamento. Os hábitos antes de adormecer foram semelhantes durante e após o confinamento; no entanto, verificou-se um aumento de utilização de videojogos durante o confinamento. Durante o confinamento, os adolescentes acordaram menos vezes durante a noite e levantaram-se com mais facilidade de manhã. Após término do confinamento, 44.2% dizem sentir-se mais produtivos ao longo do dia e 55.4% menos ansioso
CONCLUSÕES: O encerramento das escolas e o confinamento domiciliário na pandemia COVID-19 teve impacto no sono dos adolescentes. Durante o confinamento, os adolescentes atrasaram a hora de dormir e de acordar, a qualidade de sono foi pior apenas para quem referia ter uma má qualidade de sono previamente e houve um aumento do tempo de utilização de ecrãs antes de dormir; no entanto, a maioria referiu ser mais fácil acordar de manhã e sentirem-se menos cansados ao longo do dia. Este resultado demonstra que o confinamento permitiu aos jovens ajustarem-se ao atraso de fase fisiológico da adolescência, diminuindo a sonolência diurna.
Peritonite meconial relacionada à doença hepática materna: relato de caso
Alana Ferraz Diniz; Juliana Coelho Xavier; Tarciana Mendonça de Souza Almeida
Resid Pediatr. 2023Síndrome de Bartter como causa de atraso no crescimento e de surdez neurossensorial
Lorena Lago de Menezes; Luísa Lemos Pimentel; Lavinia Lago de Menezes; Diego Augusto Alves Rosa; Maylon Rudney de Sousa Ferreira
Resid Pediatr. 2023