ISSN-Online: 2236-6814

https://doi.org/10.25060/residpediatr

Artigos do Autor

4 resultado(s) para: Marcio Moacyr Vasconcelos

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade

Attention Deficit/Hyperactivity Disorder

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade

Paula Faria Souza Mussi de Andrade; Marcio Moacyr Vasconcelos

Resid Pediatr. 2018;8(Supl.1):64-71 - Artigo Original - DOI: 10.25060/residpediatr-2018.v8s1-11

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OBJETIVOS: rever a etiologia, o diagnóstico, as comorbidades, o diagnóstico diferencial, o quadro clínico e o tratamento do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, uma síndrome neurocomportamental caracterizada pela presença persistente de desatenção, hiperatividade e impulsividade. MÉTODOS: usou-se o banco de dados PubMed para levantar artigos científicos relevantes sobre o tema publicados nos últimos 5 anos, por meio das palavras-chave “ADHD”, “child”, “review”, “attention deficit”, e “hyperactivity”. RESULTADOS: a pesquisa da literatura levantou algumas centenas de artigos. Os autores se concentraram nos artigos de revisão e procederam a uma análise das informações levantadas. CONCLUSÕES: o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade é um distúrbio prevalente na infância e adolescência, cujo diagnóstico requer anamnese detalhada e exame físico completo, uso de escalas comportamentais e a consideração plena do diagnóstico diferencial. O tratamento multidisciplinar e multifatorial do transtorno visa à modificação comportamental e reorganização individual, objetivando o desempenho funcional satisfatório em todos os ambientes sociais.

Encefalites autoimunes

Autoimmune encephalitides

Encefalites autoimunes

Bruna Luisa Martins Fernandes; Júlia Webber; Luciana Gonçalves Azevedo Vasconcelos; Marcio Moacyr Vasconcelos

Resid Pediatr. 2018;8(Supl.1):26-34 - Artigo Original - DOI: 10.25060/residpediatr-2018.v8s1-05

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OBJETIVO: Rever a literatura científica sobre as encefalites ou encefalopatias autoimunes, uma forma específica de autoimunidade contra o sistema nervoso central particularmente relevante em Pediatria, uma vez que entra no diagnóstico diferencial da encefalite viral aguda. MÉTODOS: Revisão sobre a epidemiologia, o quadro clínico e a conduta diagnóstica e terapêutica das encefalites autoimunes baseada em artigos publicados nos últimos cinco anos selecionados por meio das palavras-chave “autoimmune”, “encephalitis”, “encephalopathy” nos bancos de dados PubMed e CAPES, além de consultas a edições recentes de livros relevantes. RESULTADOS: Pacientes de todas as faixas etárias podem ser afetados, com relatos de casos a partir de oito meses de idade, mas há predileção por crianças e adultos jovens. A encefalite anti-rreceptor N-metil-D-aspartato (NMDA) é o tipo mais comum na infância, acometendo mais o sexo feminino, e está associada a um tumor subjacente em 40% dos casos. As manifestações clínicas iniciais mais frequentes em menores de 12 anos são distúrbio do movimento, crises epilépticas e alterações do comportamento. O tratamento imunomodulador consiste na administração inicial de metilprednisolona e imunoglobulina intravenosa, podendo-se acrescentar a plasmaférese. O rituximabe ou a ciclofosfamida também podem ser usados nos casos refratários. CONCLUSÕES: O advento das encefalites autoimunes mudou a conduta diagnóstica e terapêutica para muitas síndromes neurológicas e psiquiátricas. A identificação precoce seguida de tratamento diligente permite maximizar as chances de recuperação total do paciente.

Transtorno do espectro autista

Autism spectrum disorder

Transtorno do espectro autista

Simone Saraiva de Abreu Almeida; Bianca Pollyanna Gobira Souza Mazete; Adriana Rocha Brito; Marcio Moacyr Vasconcelos

Resid Pediatr. 2018;8(Supl.1):72-78 - Artigo Original - DOI: 10.25060/residpediatr-2018.v8s1-12

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OBJETIVO: verificou-se um aumento na prevalência do transtorno do espectro autista (TEA) nos últimos anos em vários países. Dados brasileiros estimaram, em 2010, aproximadamente 500 mil pacientes. O objetivo deste artigo é rever a epidemiologia, a etiologia, o diagnóstico diferencial e o tratamento do TEA à luz dos recentes avanços publicados na literatura científica. METODOLOGIA: revisão sobre o diagnóstico e a abordagem do autismo em crianças baseada em artigos publicados nos últimos 5 anos selecionados por meio das palavras-chave “autismo” e “espectro autista” nos bancos de dados PubMed e CAPES, além de consultas a edições recentes de livros relevantes. RESULTADOS: o diagnóstico do TEA é clínico e baseia-se na história clínica contada pela família, pela observação e exame físico da criança e por registros em vídeos domésticos dos pais ou dos responsáveis nos primeiros anos de vida da criança. A expressão clínica do transtorno varia ao longo dos anos, de acordo com os critérios diagnósticos do DSM-V. Acredita-se que a etiologia tenha base genética, neurobiológica e neuropsicológica. Pode estar associada a diversas enfermidades ou a síndromes genéticas já conhecidas. O tratamento baseia-se na reabilitação multidisciplinar. CONCLUSÕES: o pediatra necessita conhecer os sinais de alerta que levam à suspeita do diagnóstico de TEA, a fim de coordenar a intervenção precoce e o tratamento interdisciplinar, contribuindo assim para a recuperação do desenvolvimento da criança, e defender as necessidades das crianças e adolescentes acometidos.