ISSN-Online: 2236-6814

https://doi.org/10.25060/residpediatr

VOLUME 9 - NÚMERO 3 2019

Edição em construção: fluxo contínuo.

Artigo Original

1 - Perfil do uso de sedoanalgesia em crianças sob ventilação mecânica em unidade de terapia intensiva

Profile of the use of sedoanalgesia in children under mechanical ventilation in an intensive care unit

Perfil do uso de sedoanalgesia em crianças sob ventilação mecânica em unidade de terapia intensiva

Maylla Moura Araújo; July Lima Gomes; Renanna Najara Veras Rodrigues; Lorena Keli Lemos Piauilino Cruz

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-6 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-09

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OBJETIVO: Descrever o uso de analgésicos e sedativos em crianças submetidas à ventilação mecânica em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, identificando as drogas utilizadas, doses e duração, além de verificar a ocorrência de síndrome de Abstinência. MÉTODOS: Realizou-se um estudo de caráter observacional, transversal, retrospectivo, descritivo, com abordagem quantitativa e análise secundária dos dados. Participaram crianças admitidas em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, entre os meses de julho de 2014 e junho de 2015, com necessidade de terapia analgésica e/ou sedativa em infusão contínua e de ventilação mecânica, que permaneceram no setor por mais de 12 horas. RESULTADOS: Identificou-se um total de 41 indivíduos, correspondendo a 63% dos pacientes internados. As medicações empregadas para sedoanalgesia contínua foram Midazolam, Cetamina e Fentanil. Esses fármacos foram utilizados em baixas doses de infusão por um tempo médio de 11,5±11,4 dias. A síndrome de Abstinência ocorreu em 39% dos pacientes, sendo que estes fizeram uso das mesmas por um período médio de 19,31(±11,57) dias. Observou-se uma relação entre sedoanalgesia prolongada com o desenvolvimento da síndrome (p<0,001), uma vez que 70% daqueles que receberam sedoanalgesia contínua por um período superior a 7 dias desenvolveram abstinência. CONCLUSÕES: O emprego de analgésicos e sedativos configurou-se prática bastante frequente e, devido ao tempo de uso prolongado dos fármacos, verificou-se ocorrência importante de síndrome de Abstinência.

12 - Perfil de crianças e adolescentes internados por distúrbios neurológicos

Profile of pediatric pacients hospitalized for neurologic disorders

Perfil de crianças e adolescentes internados por distúrbios neurológicos

Laura Reis Vilela; Luiza Valle de Oliveira Brízida; Marina de Freitas Pádua; Bruna Mathias Silva; Lisiane Seguti Ferreira

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-5 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-13

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OBJETIVOS: O levantamento teve como objetivo compreender melhor o perfil clínico e demográfico dos pacientes pediátricos hospitalizados por causas neurológicas ou portadores de doença neurológica, internados por intercorrências clínicas no Hospital Universitário de Brasília. MÉTODOS: Consiste em um estudo observacional descritivo retrospectivo realizado no Hospital Universitário de Brasília (HUB) de levantamento de dados sobre pacientes internados no períodode janeiro de 2015 a maio de 2018. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário de Brasília. RESULTADOS: A principal causa de internação no HUB no grupo estudado é crise epiléptica. A faixa etária mais afetada é entre um e cinco anos de idade. O tempo médio de internação é prolongado, aumentando os riscos, inclusive de infecção hospitalar. Metade dos pacientes internados, ao receberem alta, continuam em acompanhamento ambulatorial no HUB. CONCLUSÕES: Os dados obtidos podem servir como base para elaborar medidas de prevenção à saúde e auxiliar na análise crítica quanto à real necessidade de internação desses pacientes, a fim de garantir uma melhor assistência pediátrica.

19 - Pesquisa de Streptococcus pyogenes em orofaringe de indígenas em uma aldeia do Oeste do Paraná

Streptococcus pyogenes orophanynx research in indigeneous village of the West of Parana

Pesquisa de Streptococcus pyogenes em orofaringe de indígenas em uma aldeia do Oeste do Paraná

Lilian Ferreira Shikasho; Luzia Neri Cosmo Machado; Milene de Moraes Sedrez Rover; Marcos Antonio da Silva Cristovam; Nereida Mello da Rosa Gioppo; Lana Rubia Backes Rosseto; Mary Anne Pompeu Smarczenski; Adriana Chassot Bresolin

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-4 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-11

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OBJETIVO: Realizar cultura de secreção de orofaringe de indígenas da aldeia Tekohá Jevy, localizada no município de Guaíra, Paraná, visando determinar a presença de Streptococcus pyogenes. MÉTODO: Estudo observacional do tipo transversal, no qual foram coletadas 127 amostras de secreção da orofaringe de indígenas através de swab estéril, semeadas em ágar sangue de carneiro 5% e incubadas de 24 a 48 horas. As colônias com padrão de beta-hemólise foram submetidas à teste de sensibilidade a sulfametoxazoltrimetoprima, bacitracina, catalase e teste rápido da L-Pyrrolidonyl-Beta-Naphytylamide (PYR). As seguintes variáveis também foram avaliadas: sexo, idade e presença de secreção purulenta em orofaringe no momento da coleta. RESULTADOS: O maior número de coletas foi obtido em crianças de quatro a 11 anos de idade (45,7%) e do sexo feminino (58,3%). Nenhum participante apresentou sinais de faringoamigdalite no momento da coleta do material e nenhuma amostra teve cultura compatível com a bactéria pesquisada. CONCLUSÕES: Não houve a presença de S. pyogenes na população estudada, o que pode significar menor taxa de contaminação e disseminação da bactéria em populações isoladas.

20 - Parotidite Aguda Neonatal a Streptococcus agalactiae: uma forma rara de infecção neonatal tardia

Streptococcus agalactiae Acute Neonatal Parotitis: a rare form of late-onset neonatal infection

Parotidite Aguda Neonatal a Streptococcus agalactiae: uma forma rara de infecção neonatal tardia

Catarina de Abreu Amaro; Constança Soares Santos; Ricardo Jorge Costa

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-4 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-29

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As tumefações parotídeas em idade pediátrica são situações clínicas atualmente pouco frequentes, sendo a parotidite aguda um dos diagnósticos diferenciais, considerado raro no período neonatal. O diagnóstico desta patologia é clínico e o agente etiológico mais comum é o Staphylococcus aureus. Recém-nascido sexo feminino, com 24 dias de vida, admitido por febre, irritabilidade e posteriormente sinais inflamatórios na região parotídea direita. Sem sinal patognomónico, confirmou-se ecograficamente uma parotidite aguda, isolando-se em hemocultura um Streptococcus agalatiae. Tratado com 14 dias de ampicilina, sem complicações ou recorrências. Devemos suspeitar de parotidite aguda nos recém-nascidos com tumefação na região parotídea, e perante este diagnóstico, é importante administrar empiricamente um antibiótico que cubra, não apenas o agente mais comum, mas também o Streptococcus agalactiae, minimizando o risco de complicações e recorrências.

21 - Doenças neurológicas em crianças e adolescentes indígenas do Hospital Universitário de Brasília

Neurological diseases in pediatric indigenous population in the University Hospital of Brasília

Doenças neurológicas em crianças e adolescentes indígenas do Hospital Universitário de Brasília

Rúbria Liziero Picoli; Lisiane Seguti Ferreira

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-6 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-04

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OBJETIVOS: Identificar e caracterizar, do ponto de vista epidemiológico e clínico, os pacientes indígenas, com idade inferior a 18 anos, portadores de distúrbios neurológicos atendidos no Hospital Universitário de Brasília. MÉTODOS: Trata-se de estudo descritivo e retrospectivo realizado por meio de análise de prontuários de pacientes indígenas com idade inferior a 18 anos, que foram atendidos no hospital universitário de referência durante o período de janeiro de 2014 a dezembro de 2016. RESULTADOS: Foram identificados 24 pacientes, sendo que 18 eram acompanhados na Neuropediatria. Dentre estes, a idade média no primeiro atendimento foi de 5,2 anos, com predomínio do sexo masculino. O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Xingu foi a origem de 11 pacientes. Observou-se que 61,1% dos pacientes receberam diagnóstico de epilepsia, com a etiologia infecciosa em 36% dos casos. Outros diagnósticos encontrados foram de cefaleia, alteração de perímetro cefálico, encefalopatia crônica não progressiva, síndrome de Guillain Barre e mielite transversa. Foi observada baixa adesão terapêutica. Todos os seis pacientes com agravos neurológicos atendidos em outras especialidades apresentavam diagnóstico de atraso de desenvolvimento neuropsicomotor associado às comorbidades. O cenário de maior atendimento foi ambulatorial. CONCLUSÕES: As crianças e adolescentes indígenas, portadoras de doença neurológica atendidas no Hospital Universitário de Brasília, foram em sua maioria do sexo masculino, provenientes do DSEI Xingu e pertencentes à faixa etária pré-escolar. A epilepsia foi a condição mais frequentemente identificada e o atraso de desenvolvimento neuropsicomotor associado às comorbidades foi visto em pacientes de outras especialidades. Observou-se ainda a baixa adesão terapêutica.

22 - Doença de Kawasaki: a importância do seu reconhecimento precoce

Kawasaki disease: the importance of early recognition

Doença de Kawasaki: a importância do seu reconhecimento precoce

Rafaela Cristina Brito Gonçalves; Sidnei Delailson da Silva

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-6 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-05

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A doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite autolimitada de etiologia ainda desconhecida que acomete predominantemente crianças abaixo de 5 anos de idade. Estudos evidenciam alguns fatores de risco, mas ainda sem nenhuma confirmação. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e o prognóstico a longo prazo é determinado pelo envolvimento das artérias coronárias. OBJETIVO: Descrever os casos de pacientes internados na ala de Pediatria Geral do Grupo Santa Casa de Belo Horizonte com diagnóstico de doença de Kawasaki. Métodos: Foram selecionados os pacientes internados no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2017 que receberam alta com hipótese diagnóstica de doença de Kawasaki. Foi realizado estudo descritivo através da análise dos prontuários desses pacientes. RESULTADOS: Foram analisados 11 casos, a idade média foi de 3,1 anos. Sete pacientes receberam o diagnóstico de doença de Kawasaki na admissão, juntamente com outras hipóteses. O tempo de febre variou de 6 a 30 dias. Oito pacientes preencheram critérios para o diagnóstico de DK, os demais enquadraram no diagnóstico de DK incompleta. Sete crianças receberam imunoglobulina, cinco ficaram afebris após o uso da medicação. Todos esses também iniciaram o uso de ácido acetil salicílico (AAS). Todos os pacientes realizaram ecocardiograma, sendo que quatro deles apresentaram alteração no exame. CONCLUSÃO: O diagnóstico de doença de Kawasaki ainda é dado de forma tardia e muitas vezes confundido com outras doenças mais comuns da infância, causando retardo no tratamento, o que pode favorecer ao aumento do risco das complicações cardíacas.

23 - Perfil epidemiolgicgico de prematuros abaixo de 1500g, portadores de persistência do canal arterial

Epidemiological description of preterm neonates weighing less than 1500 grams with a patent ductus arteriosus

Perfil epidemiolgicgico de prematuros abaixo de 1500g, portadores de persistência do canal arterial

Anelise Maria Fonseca Pinheiro; Anna Christina do Nascimento Granjeiro Barreto; Melina Tertulino de Lima; Fernanda Priscila Soares da Costa Menezes; Márcia Silva Moisés Filgueira de Negreiros

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-6 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-08

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OBJETIVOS: Descrever o perfil epidemiolgicgico dos recém-nascidos muito baixo peso ao nascer, com diagngicstico de persistência do canal arterial (PCA), na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) em maternidade escola, no ano de 2015. MÉTODOS: Estudo transversal. Foi realizada coleta de informações de banco de dados, em qual constavam todos os bebês que estiveram internados na UTI neonatal e que foram avaliados pela cardiologia pediátrica em 2015. A amostra consistiu em todos os bebês que tiveram peso ao nascer menor que 1500 gramas e diagngicstico de PCA, com avaliação de informações do pré-natal, características epidemiolgicgicas, morbidades no período neonatal e tratamento. A análise estatística descritiva foi realizada com o programa PSPP 1.0.1. RESULTADOS: A amostra final consistiu em 28 recém-nascidos. Dos bebês com PCA, 67,8% tinham peso ao nascimento menor que 1000g. O PCA foi tratado com ibuprofeno em 25% dos recém-nascidos. A sepse tardia foi observada em 89,3%. A ventilação mecânica esteve presente em 89,3% dos bebês e 64,2% eram dependentes de oxigênio aos 28 dias de vida. CONCLUSÕES: A maioria dos pacientes estudados utilizaram ventilação mecânica e a maior parte deles eram dependentes de O2 aos 28 dias de vida; a prevalência de PCA é maior em prematuros extremo baixo peso ao nascer; o tratamento medicamentoso foi necessário em poucos pacientes; a sepse foi uma afecção frequente nos pacientes com PCA. São necessários mais estudos com amostras maiores e prospectivos no intuito de melhor avaliar fatores de risco, tratamento e morbidade em curto e longo prazo relacionadas a PCA.
Relato de Caso

2 - Síndrome neuroléptica maligna em paciente pediátrico

A pediatric patient with neuroleptic malignant syndrome

Síndrome neuroléptica maligna em paciente pediátrico

Ana Lúcia Hanke Kaiel Nassif; Vanusa Ambrozio dos Santos da Silva; Carolina Araújo Faber da Silva Machado

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-3 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-16

Resumo PDF English PDF Português
A intoxicação por risperidona (antipsicótico atípico) pode levar à síndrome neuroléptica maligna com sintomas extrapiramidais. Dentre os critérios diagnósticos estão: uso recente de neurolépticos, hipertermia, rigidez muscular, tremor, disfagia, alteração de consciência, taquipneia, taquicardia, leucocitose e elevação da creatinofosfoquinase. Casos pediátricos são incomuns, porém graves se não prontamente reconhecidos e tratados. Nós relatamos o caso de uma criança admitida no pronto-socorro com sintomas extrapiramidais por intoxicação não intencional por risperidona.

3 - Doença de Kikuchi-Fujimoto associada a diabetes mellitus tipo 1: relato de um caso

Kikuchi-Fujimoto disease associated with type 1 Diabetes Mellitus: case report

Doença de Kikuchi-Fujimoto associada a diabetes mellitus tipo 1: relato de um caso

Paula Carvalho Ribeiro; Sidnei Delailson da Silva

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-3 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-22

Resumo PDF English PDF Português
Linfadenite necrotizante ou doença de Kikuchi-Fujimoto corresponde a desordem idiopática e autolimitada infrequente na prática clínica que acomete mais frequentemente adultos jovens de etnia asiática. Cursa geralmente com linfadenopatia cervical dolorosa, febre baixa persistente, sudorese noturna e leucopenia. Apresenta-se normalmente com baixo risco de complicações e recorrência, com resolução espontânea em no máximo seis meses, sem necessidade de intervenções ou tratamentos específicos. O diagnóstico diferencial, realizado por meio da histopatologia do linfonodo acometido, deve ser realizado com linfoma e outras doenças infecciosas ou autoimunes que cursam com linfadenopatia cervical, a fim de se evitar iatrogenia por intervenções desnecessárias. Apresentaremos o relato do caso da paciente de 12 anos, sexo feminino, previamente hígida, internada para investigação de linfadenopatia cervical e perda de peso, que foi diagnosticada com linfadenite necrotizante e posteriormente evoluiu com diabetes mellitus tipo 1.

4 - Rim ectópico intratorácico em paciente pediátrico

Ectopic intrathoracic kidney in a pediatric patient

Rim ectópico intratorácico em paciente pediátrico

Julie de Souza Barreto; Ana Luísa Barbosa Pordeus; Alcira Cinnthia Monteiro de França Lima; Vitor Modesto Farias de Oliveira; André Felipe Castelo Branco Barbosa; Regina Lúcia Walmsley Soares Carneiro

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-3 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-19

Resumo PDF English PDF Português
A ectopia renal refere-se a um rim situado em qualquer local que não seja a fossa renal. Ocorre em aproximadamente 1 a cada 1000 nascimentos, mas apenas 1 de cada 10 deles já foram diagnosticados. Neste estudo, relata-se o caso de uma paciente do sexo feminino, 2 anos, na qual foi evidenciada na radiografia torácica, incidentalmente, uma massa em hemitórax esquerdo. A ultrassonografia mostrou que o rim esquerdo da paciente encontrava-se no tórax, à esquerda do coração, exame confirmado posteriormente por tomografia computadorizada. Devido à dificuldade para elucidar se a ectopia renal seria secundária à falha diafragmática ou apenas à eventração, foi solicitada uma ressonância nuclear magnética de tórax que comprovou que a ectopia renal era secundária à eventração do diafragma. Assim como no caso relatado, a eventração diafragmática não costuma ser sintomática, nem gerar repercussão clínica, não requerendo tratamento cirúrgico na maioria das vezes. Dessa forma, optou-se por manter acompanhamento a nível ambulatorial. No mais, apesar de raro, o rim intratorácico não deve ser esquecido no diagnóstico diferencial de massa intratorácica.

5 - Hiperplasia adrenal congênita em irmãos - relato de caso

Congenital adrenal hyperplasia in siblings - case report

Hiperplasia adrenal congênita em irmãos - relato de caso

Wallace Sales Gaspar; Isabel Rey Madeira; Daniel Luis Schueftan Gilban; Ana Paula Neves Bordallo; Clarice Borschiver de Medeiros; Paulo Ferrez Collett-Solberg; Fernanda Mussi Gazolla; Cláudia Braga Monteiro; Ana Luíza Velten Mendes; Débora Alvim Ribeiro; Juliana Coelho Braga

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-4 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-26

Resumo PDF English PDF Português
A seguir, relataremos dois casos, irmãos, diagnosticados com hiperplasia adrenal congênita por deficiência da 21-hidroxilase na forma clássica virilizante simples. A paciente do sexo feminino teve sua investigação iniciada precocemente, após o nascimento, por apresentar genitália ambígua, enquanto o irmão mais velho teve seu diagnóstico retardado, uma vez que suas manifestações clínicas foram percebidas por volta dos 4 anos de idade. Os pacientes foram diagnosticados com dosagens hormonais e foi realizada análise molecular, seguida do tratamento. Este, um desafio, uma vez que os pacientes necessitaram de ajustes da dose de glicocorticoide e associação de mineralocorticoide. Além da descrição dos casos, apresentamos o que se é discutido na literatura a respeito da doença, suas classificações, apresentações clínicas, opções terapêuticas e acompanhamento.

6 - Disceratose congênita - relato de caso

Congenital Dyskeratosis - case report

Disceratose congênita - relato de caso

Vinícius de Mendonça Magalhães; Laura Silva Cardoso; Gustavo Henrique Oliveira; Pollyana Cristina Bernardes Valize

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-3 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-17

Resumo PDF English PDF Português
A disceratose congênita é uma doença rara, com caráter recessivo ligadas ao X, autossômicas dominantes e recessivas. As manifestações mais comuns são a tríade de leucoplasia em mucosas, pigmentação reticulada da pele e distrofia ungueal. Contudo, os pacientes podem apresentar outras alterações sistêmicas, como, por exemplo, hematológica, oftalmológicas, gastrintestinais, geniturinárias, alterações dentárias, neurológicas, pulmonares e esqueléticas. Apresenta-se o caso de um paciente de 5 anos, acompanhado em consulta há 3 anos, que evoluiu com pancitopenia, transfusões de repetição e internações por infecções recorrentes.

7 - Síndrome PFAPA: Relato de caso e revisão da literatura

PFAPA Syndrome: A Case report and literature review

Síndrome PFAPA: Relato de caso e revisão da literatura

Ivany Terezinha Rocha Yparraguirre; Roberto Tschoepke Aires; Angélica Varela Rondon; Luís Eduardo Reis Guimarães; Simone Cardoso Rodriguez y Rodriguez; Rodrigo Picarote de Figueiredo

Resid Pediatr. 2019;9(3): DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-20

Resumo PDF English PDF Português
A síndrome PFAPA é uma doença autoinflamatória decorrente de uma desregulação do sistema imune. O diagnóstico é de exclusão. Os autores enfatizam a importância do diagnóstico e ainda o uso desnecessário de antibióticos nesses casos.

8 - A face oculta da mononucleose: Relato de 2 casos atípicos envolvendo a síndrome clínica

The hidden face of mononucleosis: report of two atypical cases involving this clinical syndrome

A face oculta da mononucleose: Relato de 2 casos atípicos envolvendo a síndrome clínica

Mariana Isadora Ribeiro Vieira, Sidnei Delailson Silva

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-4 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-23

Resumo PDF English PDF Português
O vírus Epstein Barr (EBV) é um agente infeccioso comum na população pediátrica e responsável por infecções pouco sintomáticas e autolimitadas. Contudo, em algumas situações, o vírus se apresenta com manifestações atípicas e desfechos graves. Por isso, relatamos um caso de hepatite e outro de linfo-histiocitose hemofagocítica, ambos relacionados à infecção por EBV, acompanhados na Unidade Pediátrica do Hospital São Lucas do Grupo Santa Casa de Belo Horizonte, seguido de uma revisão bibliográfica sobre os temas, a fim de alertar o pediatra acerca da importância do reconhecimento precoce dessas condições clínicas.

9 - Pustulose exantemática generalizada aguda em criança de 9 anos

Acute generalized exanthematous pustulosis in a 9-year-old child

Pustulose exantemática generalizada aguda em criança de 9 anos

Lorena Amaral Batista Leite; Eve Grillo Carvalho; Lorena Luana Batista; Henrique Guarino Colli Peluso; Walmer Cardoso de Oliveira Júnior; Henrique Pinheiro Leite Benedito; Fernanda Araújo Melato

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-3 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-25

Resumo PDF English PDF Português
A pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA) é uma afecção rara caracterizada por pústulas estéreis não foliculares com edema e eritema subjacentes, acompanhados por febre alta e leucocitose. OBJETIVO: Relatar um caso de PEGA em criança admitida na enfermaria pediátrica com quadro de febre e erupção cutânea pustulosa disseminada, caracterizada por múltiplas pústulas de conteúdo estéril, acompanhadas por eritema difuso, bem como realizar revisão bibliográfica da literatura atual sobre a doença. MÉTODOS: Relato e discussão do caso descrito com informações obtidas pela revisão do prontuário, registro fotográfico da evolução das lesões e revisão da literatura embasada em artigos científicos atuais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O presente relato e as publicações revisadas propõem a caracterização da PEGA no paciente pediátrico, com destaque para a importância da suspeição diagnóstica através da anamnese e exame físico, de modo a abarcar os aspectos diagnósticos, terapêuticos e prognósticos desta condição.

10 - Diagnóstico de fibrose cística em paciente com polipose nasal: relato de caso

Diagnosis of cystic fibrosis in patient with nasal polyps: case report

Diagnóstico de fibrose cística em paciente com polipose nasal: relato de caso

Patrícia Fernandes Barreto Machado Costa; Gabriel Deveza Gomes; Tania Wrobel Folescu; Renata Wrobel Folescu Cohen; Debórah Aragão de Pinho Silveira

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-4 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-27

Resumo PDF English PDF Português
INTRODUÇÃO: A fibrose cística é a principal causa de doença pulmonar crônica e grave em crianças. O seu diagnóstico é baseado em achados clínicos e confirmado através de exames bioquímicos ou genéticos. A doença produz alterações das vias aéreas superiores em 100% dos pacientes. A incidência de pólipo nasal é relatada em 6% a 48% dos casos, mas apenas 4% dos pacientes apresentam esta afecção quando diagnosticada a fibrose cística. RELATO DE CASO: Adolescente, 13 anos, foi avaliado por apresentar alteração na dosagem de cloreto no suor solicitado devido a polipose nasal recidivante. O quadro havia sido investigado com tomografia computadorizada de seios da face, que evidenciou sinusite polipoide. A lesão apresentou crescimento progressivo, sendo aventado diagnóstico de angiofibroma juvenil. Feita ressecção e avaliação histopatológica da lesão, ficou descartada esta hipótese. Foi solicitada dosagem de cloreto no suor, com os resultados: 90mEq/L, 92mEq/L e 89mEq/L, (V.R.: <60 mEq/L), confirmando o diagnóstico de fibrose cística. CONCLUSÃO: A polipose nasal, embora frequente nos pacientes com fibrose cística, é um achado raro como sintoma inicial desta afecção.

13 - Relato de caso: infecção cutânea por Rhizopus sp em pacientepediátrico

Case report: skin infection by Rhizopus sp in pediatric patient

Relato de caso: infecção cutânea por Rhizopus sp em pacientepediátrico

Mariana Mundim Rocha Oliveira; Bruna Luiza Guerrer; Adriana Prazeres da Silva; Haroldo Luiz Lins e Silva; Mara Luci Goncalves Galiz Lacerda; Murilo da Silva Alves

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-3 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-18

Resumo PDF English PDF Português
Os autores descrevem o caso de uma criança do sexo feminino, 7 meses, portadora de amiotrofia muscular espinhal que evoluiu com lesões cutâneas pelo agente Rhizopus sp em região de fixação da sonda orogástrica, não responsiva aos antibióticos e curativos. O fungo do gênero Rhizopus sp, ordem Mucorales, é responsável por infecções oportunistas graves em pacientes com deficiência na capacidade de resposta imune. Este estudo tem por finalidade relatar uma infecção cutânea agressiva (mucormicose/zigomicose) causada por esse fungo, com resolução por completo das lesões após terapêutica adequada e prolongada. Por fim, o artigo pretende abordar a importância de mais estudos já que, por se tratar de infecção incomum, não há na literatura tratamento padronizado.

14 - Quilotórax congênito e linfedema primário: relato de caso

Congenital chylothorax and primary lymphoedema: a case report

Quilotórax congênito e linfedema primário: relato de caso

Beatriz Maria Vilaça; João Arthur Pazello; Adria Karina Farias; Leilane de-Oliveira; Miguel Angelo Stremel Andrade; Andre Ivan Bradley dos Santos Dias; Miguel Angelo Agulham; Camila Girardi Fachin

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-3 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-32

Resumo PDF Português
OBJETIVO: Relatar o caso de uma criança com diagnóstico de quilotórax congênito e linfedema primário sem alterações cromossômicas. MÉTODOS: Foi realizada a revisão do prontuário da paciente e revisão de literatura na base de dados Pubmed. RESULTADOS: Paciente feminina, com ultrassom pré-natal apresentando derrame pleural bilateral, edema subcutâneo e pieloectasia à direita. Ao nascer, a termo, evoluiu com gemência e taquipneia, sendo identificadosquilotórax bilateral, laringomalácia e linfedema generalizado. À avaliação genotípica, o cariótipo era normal (46, XX). Com 6 meses de vida, optou-se por tratamento com sildenafil, dieta hipogordurosa e fórmula semi-elementar. Durante seu primeiro ano de vida, a paciente foi internada diversas vezes por insuficiência respiratória, sendo submetida a múltiplas drenagens torácicas. Apresentou pneumonia grave e quilotórax infectado com 1 ano de idade. Evoluiu com choque séptico refratário ao tratamento e insuficiência renal aguda com necrose renal, indo a óbito com 1 ano e 22 dias de vida. CONCLUSÃO: Neste relato, há rara associação entre quilotórax congênito e linfedema primário na ausência de síndrome genética.

15 - Linfangiectasia intestinal congênita: relato de caso

Congenital intestinal lymphangiectasia: a case report

Linfangiectasia intestinal congênita: relato de caso

Giuliana Balluz da Cunha Santos Aroso; Maria Neusa Sousa Cavalcante; Ivana de Melo Almeida Ferro

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-4 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-21

Resumo PDF English PDF Português
A linfangiectasia intestinal congênita é uma doença rara, de etiologia desconhecida, que faz parte do grupo das enteropatias perdedoras de proteínas. Consiste na ectasia dos vasos linfáticos digestivos, podendo provocar ruptura com enteropatia exsudativa. As principais manifestações clínicas são edema, vômitos, dor abdominal, diarreia, anorexia e até mesmo derrames cavitários. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta seguida de biópsias intestinais. O pilar do tratamento é compensar a perda entérica de proteínas, através de uma dieta hiperproteica e rica em triglicerídeos de cadeia média. O objetivo desse estudo é relatar o caso clínico de uma criança do sexo feminino, com diagnóstico de linfangiectasia intestinal congênita durante sua internação que respondeu positivamente à terapia nutricional.

16 - Divertículo de Meckel - relato de caso

Meckel Diverticulum - a case report

Divertículo de Meckel - relato de caso

Renata Souza Lorenzoni; Rosimeri Salotto Rocha; Katia Valéria Manhabusque; Josana Azevedo Aredes

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-3 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-24

Resumo PDF English PDF Português
Este artigo descreve um caso de divertículo de Meckel em um lactente, masculino, 1 ano e 1 mês, que foi internado com quadro de sinusopatia aguda e anemia ferropriva importante e evoluiu com melena. Exame físico sem alterações, sendo realizada investigação através de exames de imagem, dentre eles, cintilografia intestinal, que evidenciou achado indicativo de mucosa gástrica ectópica sugerindo divertículo de Meckel. Foi submetido à laparotomia exploradora para tratamento cirúrgico, sem intercorrências. O diagnóstico foi confirmado após resultado de exame histopatológico.
Ponto de Vista

11 - O que o fisioterapeuta pode fazer pela criança em cuidados paliativos?

What can the physiotherapist do for the child in palliative care?

O que o fisioterapeuta pode fazer pela criança em cuidados paliativos?

José Luis Rodrigues Barbosa; Simone Brasil de Oliveira Iglesias

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-4 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-34

Resumo PDF Português
A Organização Mundial da Saúde define os Cuidados Paliativos como “uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes (adultos e crianças) e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida”. O fisioterapeuta em cuidados paliativos visa a melhora da qualidade de vida e do convívio social por meio de condutas que reabilitem funcionalmente o paciente, bem como auxilia o cuidador a lidar com o avanço rápido da enfermidade.
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17 - Fluidoterapia de manutenção em crianças doentes: estado da arte

Maintenance fluid therapy in sick children: state of art

Fluidoterapia de manutenção em crianças doentes: estado da arte

Emannuely Juliani Souza Izidoro; Adriana Koliski

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-8 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-33

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Fluidos intravenosos são frequentemente usados em pediatria, mas estão associados com efeitos adversos significativos. Compreender a composição dos fluidos prescritos e administrá-los nas taxas adequadas é essencial para a prescrição segura. O uso de fluidos isotônicos pode diminuir o risco de hiponatremia com redução da morbimortalidade infantil. A literatura recente demonstra uma maior incidência de desordens do equilíbrio acidobásico e maior risco de lesão renal aguda com as soluções isotônicas, sendo proposto o uso de fluidos balanceados para minimizar tais danos. O objetivo desta revisão não sistemática é verificar as recomendações atuais quanto a administração da fluidoterapia endovenosa, bem como auxiliar no reconhecimento dos efeitos adversos mais comuns da terapia de manutenção e as razões para escolha de diferentes tipos de fluidos. Concluiu-se que a prescrição de fluidos endovenosos deve ser considerada medicamentosa e que seus riscos e efeitos adversos devem ser considerados e continuadamente monitorizados.
Artigo de Revisao

18 - Recomendações quanto ao uso de antimicrobianos em infecções de vias aéreas superiores em pediatria

Recommendations on the use of antimicrobials in upper respiratory tract infections in pediatrics

Recomendações quanto ao uso de antimicrobianos em infecções de vias aéreas superiores em pediatria

Déborah Elisa de Almeida Winter; Lúcio Henrique de Oliveira

Resid Pediatr. 2019;9(3):1-6 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-15

Resumo PDF English PDF Português
OBJETIVO: Realizar uma atualização do tema por meio de uma revisão da literatura e determinar, dentre os estudos mais atuais, quais são as últimas recomendações acerca da conduta nas infecções mais comuns de via respiratória alta. MÉTODOS: Foi realizada uma busca nas plataformas Medline, PubMed, Scielo, Lilacs e Cochrane, utilizando-se palavras-chave sobre o tema e, após seleção dos principais artigos, procedeu-se à análise dos mesmos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As infecções de vias aéreas superiores fazem parte da maioria das consultas ambulatoriais e em pronto-atendimentos, portanto, impõe-se aos profissionais que atendem crianças, a necessidade de atualização permanente a fim de que seu trabalho seja realizado da maneira correta. Um dos problemas mais preocupantes é a prescrição de antimicrobianos, que vem ocorrendo de maneira indiscriminada. Portanto, faz-se necessário rever os critérios para a conduta correta nas infecções de vias aéreas superiores (IVAS) e a indicação de antimicrobianos, a fim de evitar o aumento da incidência da resistência bacteriana, de efeitos adversos e de elevação desnecessária no custo dos tratamentos.