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Microangiopatia trombótica após infecção pneumocócica invasiva do sorotipo 19A em criança vacinada com vacina pneumocócica conjugada 10-valente: relato de caso
Julia Amaral Coimbra; Aderson Guimarães Zimmerer; Isabela Albano Lage; Julio César Miranda Santos; Lara Barbosa Santos; Mariana Marta Oliveira Antunes; Lais Munhoz Soares; Selma Cristina Luna Paiva
Resid Pediátr. 2025
OBJETIVO: A doença pneumocócica é um problema de saúde pública e a associação com a Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é rara. O objetivo do artigo é relatar o caso de uma paciente com essa relação e esquema vacinal adequado.
RELATO DE CASO: Lactente sexo feminino, admitida em insuficiência respiratória aguda, secundária a pneumonia complicada com derrame pleural, apresentou cultura do líquido positiva para Streptococcus pneumoniae sorotipo 19A. Evoluiu com anemia associada a esquizócitos em sangue periférico, plaquetopenia e injúria renal aguda (IRA) com necessidade de terapia renal substitutiva.
DISCUSSÃO: A SHU associada ao pneumococo ainda apresenta morbidade e mortalidade elevadas. Em crianças com doença pneumocócica invasiva associada a acometimento hematológico e/ou renal grave, deve-se estar atento a essa complicação. Merecem atenção os seguintes aspectos relacionados à doença: a identificação e o diagnóstico precoces para estabelecimento da terapêutica, o método ideal de substituição renal e a definição do prognóstico em longo prazo. Ainda não é bem estabelecido o papel do sorotipo 19A na elevação da taxa desse evento. Trabalho aprovado pelo comitê de ética, CAAE nº 77186223.9.0000.5129. Não há conflito de interesse.
RELATO DE CASO: Lactente sexo feminino, admitida em insuficiência respiratória aguda, secundária a pneumonia complicada com derrame pleural, apresentou cultura do líquido positiva para Streptococcus pneumoniae sorotipo 19A. Evoluiu com anemia associada a esquizócitos em sangue periférico, plaquetopenia e injúria renal aguda (IRA) com necessidade de terapia renal substitutiva.
DISCUSSÃO: A SHU associada ao pneumococo ainda apresenta morbidade e mortalidade elevadas. Em crianças com doença pneumocócica invasiva associada a acometimento hematológico e/ou renal grave, deve-se estar atento a essa complicação. Merecem atenção os seguintes aspectos relacionados à doença: a identificação e o diagnóstico precoces para estabelecimento da terapêutica, o método ideal de substituição renal e a definição do prognóstico em longo prazo. Ainda não é bem estabelecido o papel do sorotipo 19A na elevação da taxa desse evento. Trabalho aprovado pelo comitê de ética, CAAE nº 77186223.9.0000.5129. Não há conflito de interesse.
Diagnóstico de toxocaríase em criança de 3 anos, após apresentar anemia e eosinofilia graves: relato de caso
Isabela Albano Lage; Julia Amaral Coimbra; Caroline Caldeira Hosken; Julio César Miranda Santos; Lara Barbosa Santos; Aderson Zimmerer Guimaraes; Salvador Henrique Ceolin; Tarcisio Silva Borborema; Mariana Marta de Oliveira Antunes; Antônio Fernando Bolina Batista Filho
Resid Pediátr. 2025
DESCRIÇÃO DO CASO: Trata-se de B.F.S., 3 anos, 18 Kg, natural de Carlos Chagas – Minas Gerais (MG), em acompanhamento com hematologista, em Belo Horizonte – MG, após diagnóstico de anemia refratária ao tratamento com sulfato ferroso oral. Durante a propedêutica de investigação da anemia, apresentou pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva, sendo encaminhado para o gastroenterologista. Em consulta especializada, relatou sintomas gripais, geofagia, edema de membros inferiores e de face. Outros sinais vistos eram palidez cutaneomucosa, edema bipalpebral e em membros inferiores, taquicardia, sopro sistólico panfocal, hepatoesplenomegalia, hiperglobulinemia IgE, hemoglobina 5,5 mg/dL e contagem de eosinófilos superiores a 5 mil. Indicada hemotransfusão e iniciado empiricamente tratamento com albendazol. Devido a questões religiosas, feito tratamento com sulfato ferroso endovenoso. Sorologia confirmou a hipótese de toxocaríase. Descartada esquistossomose, outras parasitoses, infecção por COVID-19 e síndrome nefrótica.
DISCUSSÃO: A infecção pode ocorrer na forma assintomática, larva migrans visceral (LMV), larva migrans ocular; dados de literatura dividem ainda na forma neuronal e oculta. O tratamento é feito com albendazol 400 mg duas vezes ao dia por 5 a 7 dias. A resposta ao tratamento é observada pela redução da eosinofilia.
CONCLUSÃO: O pediatra deve conhecer a condição clínica e correlacioná-la com a epidemiologia para diagnóstico. Medidas de prevenção, como saneamento básico e campanhas de conscientização são necessárias.
DISCUSSÃO: A infecção pode ocorrer na forma assintomática, larva migrans visceral (LMV), larva migrans ocular; dados de literatura dividem ainda na forma neuronal e oculta. O tratamento é feito com albendazol 400 mg duas vezes ao dia por 5 a 7 dias. A resposta ao tratamento é observada pela redução da eosinofilia.
CONCLUSÃO: O pediatra deve conhecer a condição clínica e correlacioná-la com a epidemiologia para diagnóstico. Medidas de prevenção, como saneamento básico e campanhas de conscientização são necessárias.