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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Impacto da utilização da cânula nasal de alto fluxo em crianças com asma aguda

Melissa Paes Camargo; Valéria Cabral Neves; Emilly Freitas de Souza; André Luís do Carmo

Resid Pediatr. 2026 e1508
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INTRODUÇÃO: Doenças respiratórias, como a insuficiência respiratória aguda, são causas comuns de internação pediátrica em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A cânula nasal de alto fluxo (CNAF) ajuda a evitar ventilação invasiva, melhora a oxigenação e reduz a necessidade de intubação.
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da CNAF em reduzir o tempo de internação, permanência em terapia intensiva e necessidade de ventilação mecânica em crianças com exacerbação asmática.
MÉTODO: Estudo observacional, analítico e retrospectivo realizado em unidades pediátricas de um hospital universitário. Dados de 46 internações de crianças de 2 a 14 anos com asma aguda que usaram CNAF foram coletados entre março e setembro de 2024. A análise utilizou testes estatísticos e análise ROC, com p<0,05 para significância.
RESULTADOS: A taxa de falha foi de 15,2% (IC 95%: 6,3% - 28,9%). Os pacientes com sucesso utilizaram CNAF por mais tempo (4,1 ± 2,1 dias) e apresentaram menor tempo de permanência na UTI (3,9 ± 2,4 dias) e de internação total (7,5 ± 2,4 dias). O fluxo inicial foi maior no grupo de sucesso (31,4 ± 10,7 l/min), e 20 l/min mostrou-se eficaz. O ROX não foi significativo, possivelmente devido ao tamanho da amostra.
CONCLUSÃO: A terapia com CNAF foi eficaz no tratamento de exacerbação asmática em crianças, reduzindo o tempo de internação e a necessidade

Perfil de assimetrias cranianas em bebês, variáveis clínicas e relação com o número de sessões fisioterapêuticas para correção

Júlio Cesar Detoni Nadaleti; Paula Zeni; Vanessa Evelin Tardetti Pacazza; Eduarda Meneghetti; Nicole Gonçalves; Junir Antônio Lutinski

Resid Pediatr. 2026 e1530
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Nos recém-nascidos, a presença das fontanelas permite a deformação do crânio. Diversos são os fatores de risco, bem como as consequências a longo prazo, caso a patologia não for tratada. A mais comum é a plagiocefalia postural e a fisioterapia é o tratamento conservador indicado. Esse estudo buscou identificar a assimetria craniana mais frequente, observar correlações e a efetividade do tratamento de correção. Realizou-se revisão de prontuários fisioterapêuticos de 88 pacientes com idades entre 0 e 12 meses atendidos numa clínica de fisioterapia de abrangência regional, com análises descritivas e inferenciais. A plagiocefalia direita foi a mais registrada e o número médio de sessões de fisioterapia para correção, 3,8. Apenas três pacientes não alcançaram a reversão completa do quadro, devido ao abandono do tratamento. Identificou-se correlação entre o tipo de assimetria craniana e o gênero, posição do bebê na barriga, grau de assimetria e idade do início do tratamento; tal variável não apresentou relação com a via de parto e o tipo de amamentação. Também, o número de sessões não difere entre as variáveis intervalos de idade, tipo de assimetria, via de parto, posição do bebê na barriga e tipos de amamentação. Quanto aos fatores de risco presentes, observou-se a ocorrência de parto longo sem sucesso, uso do fórceps durante o parto vaginal, hemorragia intracraniana, gestação gemelar, torcicolo congênito e fenda palatina e labial. A fisioterapia pediátrica é intervenção de primeira linha para assimetrias não sinostóticas, sendo essencial para melhorar os desfechos clínicos dessas condições.

Relato de caso: síndrome de Wiskott-Aldrich em um paciente gemelar

Deimyson Felipe Xavier da Costa; Suênia Mendonça de Araújo; Vera Lúcia Coutinho Batista

Resid Pediatr. 2026 e1531
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INTRODUÇÃO: A síndrome de Wiskott-Aldrich é uma entidade enquadrada no grupo dos erros inatos da imunidade ligados ao cromossomo X, apresentando-se com a tríade clássica formada por: imunodeficiência, eczema grave e trombocitopenia.
OBJETIVO: Descrever o caso clínico de um paciente com síndrome de Wiskott-Aldrich, visando compreender a patologia e reconhecer a entidade clinicamente.
DESCRIÇÃO DO CASO: Paciente D.H.F.S.S.D., 2 anos e 3 meses, proveniente de região rural de Itacoatiara/AM, realizando acompanhamento multidisciplinar em Manaus/AM, apresentando quadro de infecções recorrentes desde o período neonatal associado a plaquetopenia congênita e eczema grave.
DISCUSSÃO: A síndrome de Wiskott-Aldrich é uma patologia de difícil diagnóstico e com alto índice de mortalidade, evoluindo com complicações graves como, sepse, hemorragias intestinais e intracranianas, doenças autoimunes e neoplasias malignas.
CONCLUSÃO: O pediatra possui o papel fundamental no reconhecimento precoce da síndrome de Wiskott-Aldrich, sendo necessária a intervenção precoce visando à redução das complicações da doença.

Síndrome da medula presa oculta: relato de caso, controvérsias e revisão da literatura

Vivian Suellen Freitas Lopes; Juanna Gabriella de Souza Dehon; Ângelo Raimundo da Silva Neto

Resid Pediatr. 2026 e1532
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A síndrome da medula presa oculta é reconhecida na literatura pelo aparecimento de sintomas neurológicos, ortopédicos e urinários típicos de medula presa, com achados radiológicos normais. Relatamos aqui o caso de paciente com 9 anos, do sexo feminino, com retenção urinária desde o primeiro ano de vida, dor lombar e radicular, escoliose e constipação intestinal. A ressonância mostrava cone medular em L1L2 e filum sem anormalidades. Foi proposta microcirurgia para secção do filum terminal, realizada através laminectomia L3. Discutimos aqui a evolução clínica, uma breve revisão do tema, incluindo controvérsias.

Síndrome de Kinsbourne como um diagnóstico diferencial de encefalite: um relato de caso

Maria Eduarda Barreto de Siervi; Christine Carvalho de Almeida; Rebeca Ataíde de Cerqueira; Mariele Carvalho Crespo; Luan Guanais Soriano; Paula Dantas Meireles Silva; Paloma Cheab Ribeiro Moura Costa

Resid Pediatr. 2026 e1533
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A síndrome opsoclonus-mioclonus-ataxia, ou síndrome de Kinsbourne, é caracterizada por movimentos oculares involuntários, bruscos, rápidos e multidirecionais, frequentemente associados a tremores posturais, ataxia cerebelar, encefalopatia e distúrbios comportamentais. Seu diagnóstico é feito a partir de 3 dos 4 critérios: (1) opsoclonia; (2) mioclonia ou ataxia; (3) distúrbio do sono; (4) neuroblastoma. Por sua raridade e por ser pouco difundida entre os profissionais de saúde, pode ser confundida com encefalite viral e ataxia cerebelar aguda, o que parece provocar um intervalo de tempo prolongado entre o início dos sintomas e estabelecimento da terapêutica. Visto sua intrínseca relação com neuroblastoma oculto e a importância desse diagnóstico, esse artigo tem como objetivo descrever um caso de síndrome de Kinsbourne com pródromo viral e neoplasia oculta, inicialmente conduzido como encefalite. Uma vez o diagnóstico da síndrome estabelecido, o tratamento consistiu em corticoterapia, infusão de imunoglobulina e exérese tumoral com resposta clínica favorável.

Artrite séptica neonatal: um relato de caso

Maria Clara Silva Melo; Milene Dalcin; Brenda Mackmillan Barcellos; Eduarda Luza; Laura Ferreira Lemes; Arlinda Quesada Beck

Resid Pediatr. 2026 e1535
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A artrite séptica é uma condição infecciosa incomum e potencialmente fatal que afeta principalmente articulações diartrodiais e manifesta-se clinicamente de forma inespecífica. Em recém-nascidos, os sinais e sintomas podem ser diferentes daqueles apresentados por pacientes adultos ou por crianças maiores. Este relato de caso apresenta um neonato, nascido de parto vaginal domiciliar, com diagnóstico de artrite séptica ao 14º dia de vida e traz o tratamento, em unidade de terapia intensiva, com terapia conservadora e cirurgia. O estudo pretende discutir os desafios enfrentados no diagnóstico e no tratamento dessa condição, com foco na identificação precoce e no manejo adequado, para, dessa forma, ampliar o conhecimento, auxiliar a prática clínica pediátrica e evitar complicações, como destruição articular, sepse e óbito.

Cisto tímico: um relato de caso de massa mediastinal em paciente pediátrico

Maria Eduarda Barcik Lucas de Oliveira; Carolina Inocêncio Alves; Giovana Maier Techy; Artur Blos Lopes; Gilberto Pascolat; Maurício Marcondes Ribas; Bruna Leiko Morais Sato; Alan Cristian Cordeiro Siqueira; Paula Rubio Vilar; Sylvio Avilla

Resid Pediatr. 2026 e1536
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INTRODUÇÃO: Os tumores de mediastino podem permanecer assintomáticos ou manifestar sintomas decorrentes da compressão de estruturas vizinhas. Frequentemente são identificados de forma incidental em exames de imagem e são classificados conforme a localização no mediastino, que se divide em anterior, médio e posterior. Considerando a escassez de relatos na literatura, este trabalho tem como objetivo apresentar um caso de cisto tímico em paciente pediátrico, destacando os desafios diagnósticos e a relevância do reconhecimento clínico-radiológico precoce.
DESCRIÇÃO DO CASO: Paciente masculino, 3 anos e 6 meses, admitido em hospital pediátrico com quadro de dor torácica súbita associado à dispneia. Durante investigação complementar, identificada massa cística à direita realizando compressão de estruturas adjacentes. Paciente submetido a ressecção cirúrgica com biópsia confirmando diagnóstico de cisto tímico.
DISCUSSÃO: Massas mediastinais inicialmente podem apresentar dificuldade diagnóstica devido à clínica inespecífica e muitas vezes assintomática. A necessidade de associação de exames de imagens complementares é de grande valia para diagnóstico etiológico. As características das lesões associadas à localização permitem o direcionamento para a hipótese diagnóstica principal.
CONCLUSÃO: O caso descrito ilustra os desafios diagnósticos das massas mediastinais na infância. A dor torácica e a dispneia foram manifestações centrais, decorrentes da compressão mecânica decorrente de um diagnóstico tardio. A inclusão de novos casos à literatura pode ampliar o conhecimento sobre a apresentação clínica e evolução desses pacientes, beneficiando futuras abordagens diagnósticas mais precoces.

Análise dos desfechos clínicos e laboratoriais de recém-nascidos com reação de incompatibilidade ABO

Mariana Curto Pasin; Nicole Lee Udsen,; Maria Renata Tollio Chopard; Nathalie Fonseca Thurler; Gabriel Alberto Brasil Ventura,; Alexandre Sales Neto

Resid Pediatr. 2026 e1539
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INTRODUÇÃO: A reação de incompatibilidade do sistema ABO, apesar de frequente na população, cursa com baixa incidência de doença hemolítica do recém-nascido (DHRN) e de necessidade de tratamento com fototerapia. Existem controvérsias na literatura a respeito da positividade dos testes imunológicos e sua correlação com o quadro clínico de doença hemolítica.
OBJETIVO: descrever e analisar a evolução clínica e laboratorial, assim como as medidas terapêuticas adotadas para todos os pacientes que apresentaram teste de eluato positivo num período de 1 ano.
MÉTODO: Estudo de coorte retrospectiva realizado em um hospital público da cidade de São Paulo, Brasil.
RESULTADOS: Foram incluídos 360 recém-nascidos, com predomínio de pacientes com tipagem A e teste de Coombs direto negativo. Do total, 43,6% dos pacientes necessitaram de fototerapia e 25,8% apresentaram DHRN.
CONCLUSÃO: os pacientes avaliados apresentaram evoluções clínicas, laboratoriais, desfechos e tratamentos diversos ao longo dos primeiros dias de vida, com pouca necessidade de tratamento com fototerapia e ausência de desfechos graves.

Meningoencefalite por tuberculose: tratamento e comorbidades em um lactente: relato de caso

Magnólia Arango Loboguerrero; Juliana Chamorro

Resid Pediatr. 2026 e1746
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Os autores descrevem um caso de menino de 2 anos com quadro de febre e convulsões tônico-clônicas, cujo diagnóstico de meningoencefalite por tuberculose (TB) foi retardado, teve evolução desfavorável, a despeito do início do tratamento. Houve várias intercorrências clínicas durante a evolução. Discute-se também as lacunas nas medidas preventivas cabíveis no caso apresentado.

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