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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Manifestações dermatológicas em crianças com COVID-19: revisão de literatura

Poliana Wada Poyanco; Edmara Laura Campiolo; Maria Barone Gasparini; Luiza Hartleben Melani; Jordana Libos Pereira; Aline Pinto Samulewski

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Realizar uma revisão de literatura para correlacionar dados sobre manifestações dermatológicas em pacientes pediátricos portadores do coronavirus disease 2019 (COVID-19).
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, selecionando artigos envolvendo à COVID-19 e manifestações dermatológicas em pacientes pediátricos, nas bases de dados PubMed, The New England Journal of Medicine, The British Medical Journal e The Lancet.
RESULTADOS: Estudos apontam que o vírus SARS-CoV-2 (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2) pode ocasionar manifestações dermatológicas como máculas, pápulas, rash, urticárias, eritemas e mucosite oral. O acometimento da pele pela COVID-19 em crianças pode estar associado à síndrome inflamatória multissistêmica, na qual ocorre uma resposta imunológica anormal associada à liberação de citocinas e ativação de macrófagos, podendo justificar as alterações dermatológicas.
CONCLUSÃO: As manifestações cutâneas, apesar de inespecíficas, são importantes para a identificação da doença em pacientes pediátricos e melhor controle da propagação da infecção para a população.
Impacto da pandemia de COVID-19 na epidemiologia pediátrica

Juliana Carvalho Tavares Alves; Claudia Regina Cachulo Lopes; Gustavo Passafaro Guzzi; Marcelo Vaidotas Pinto; Leonardo Marques Moura Ribeiro; Samir Bernardo Ile Mcauchar e Silva; Raissa Paulino da Costa Figueiredo; Lucas de Brito Costa

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Avaliar o impacto da pandemia de coronavírus na epidemiologia pediátrica de pronto-socorro infantil.
MÉTODOS: Realizado estudo observacional retrospectivo descritivo. Foram avaliados: o número de atendimentos, a taxa de internação hospitalar nos meses de março, abril e maio do ano de 2019, assim como os CID-10 mais frequentes. Estes, foram comparados com os dados do mesmo período no ano de 2020.
RESULTADOS: Denota-se redução de 70% na procura por atendimento pediátrico durante o período de pandemia do coronavírus. As patologias mais comuns encontradas foram as doenças respiratórias, tais como bronquiolite aguda viral e bronquite aguda. Notou-se queda das hospitalizações por casos de bronquiolite aguda viral por vírus sincicial respiratório em 2020. Ainda, no mesmo ano houve aumento de internações por bronquite aguda, sugerindo mudanças epidemiológicas geradas pelo isolamento social. O número de hospitalizações por trauma cranioencefálico também sofreu aumento em 2020.
CONCLUSÃO: A pandemia do COVID-19 parece ter impactado na epidemiologia pediátrica, reduzindo o número de atendimentos e internações.
COVID-19 em pediatria: um panorama entre incidência e mortalidade

João Ricardo Azevedo Silva; Ana Cláudia de Araujo Argentino; Luana Deon Dulaba; Rafaela Rodrigues Bernardelli; Edmara Laura Campiolo

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Comparar os dados obtidos na literatura brasileira com os da literatura mundial, focando na gravidade e na taxa de mortalidade da população pediátrica infectada pela COVID-19.
MÉTODOS: Estudo transversal realizado com dados da literatura mundial e brasileira obtidos em artigos selecionados através da plataforma UpToDate, que se adequaram aos critérios de inclusão do estudo, sobre o acometimento de crianças pelo novo coronavírus (COVID-19), no período de 31 de janeiro a 31 de maio de 2020. Os dados obtidos foram organizados em frequência absoluta para indicar os resultados obtidos através de gráficos formulados no Microsoft Word Excel.
RESULTADOS: Os países analisados foram: Brasil, Inglaterra, Espanha e Portugal, países que publicaram dados de acordo com a idade. Em relação à Inglaterra, até o dia 20 de maio de 2020, havia 2.365 casos de COVID-19 em pacientes entre 0 e 19 anos, contabilizando 30 mortes nessa faixa etária. Na Espanha, foram confirmados 1.399 casos em crianças até 14 anos e apenas 3 óbitos no período. Em Portugal, até o dia 23 de maio, foram contabilizados 1.552 casos na população pediátrica, sem nenhuma morte reportada. No Brasil, até o dia 23/05/2020, foram registrados 916 casos entre 0 e 18 anos, sendo que apenas 548 tiveram evolução registrada e 99 evoluíram para óbito.
CONCLUSÃO: Este estudo confirma com dados absolutos a equivalência com os demais artigos analisados, quando mostra que a população pediátrica é menos acometida e apresenta melhor evolução em relação à COVID-19.
Infecção pelo SARS-CoV-2 em crianças menores de 2 anos: série de casos

Claudia Regina Cachulo Lopes; Gustavo Passafaro Guzzi; Samir Bernardo Ile Mcauchar e Silva; Lorena Fernanda Costa de Oliveira; Juliana Carvalho Alves; Marcelo Vaidotas Pinto; Leonardo Marques Moura Ribeiro; Elias El-Mafarjeh

Resid Pediatr. 2020
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A atual pandemia do novo coronavírus trouxe novas preocupações de saúde pública, visto a rápida propagação ao redor do mundo e a variedade de manifestações clínicas. Nesse contexto, o quadro clínico do SARS-CoV-2 vem sendo amplamente estudado nas diversas faixas etárias. Em especial na população pediátrica, sabe-se que o quadro clínico tende a ser oligossintomático ou mesmo assintomático, dificultando o diagnóstico. Soma-se a isso o fato de que os sinais e sintomas fazem parte das queixas mais comuns no cenário pediátrico. Visando contribuir para o entendimento do espectro de apresentações clínicas do SARS-CoV-2 em crianças, o presente estudo se propõe a apresentar uma série de relatos de casos em lactentes com presença de quadros clínicos respiratórios e RT-PCR para COVID-19 positivo, destacando os sinais e sintomas predominantes, as alterações radiológicas, o manejo e desfecho clínico, correlacionando com as evidências científicas publicadas até o presente momento.
Manifestações cutâneas e infecção por COVID-19 em crianças e adolescentes: revisão integrativa

Alessandra Ribeiro Ventura Oliveira; Kamilla Martins Duarte de Pádua; Maria Carolina Guimarães Santos Alves; Karine Viveiros Cardoso; Alexia Ventura Oliveira

Resid Pediatr. 2020
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O estudo tem como objetivo analisar as manifestações cutâneas descritas na literatura até o momento, em crianças e adolescentes, relacionadas à COVID-19. Realizou-se uma revisão integrativa utilizando-se os descritores e combinações, na língua inglesa: “skin abnormalities”, “coronavirus infections”, “child” e “adolescente”. Os critérios de inclusão foram artigos que relacionassem manifestações cutâneas em crianças e adolescentes com a COVID-19. A análise e síntese dos dados obtidos foram realizadas de forma descritiva, caracterizando as manifestações cutâneas analisadas. O estudo foi finalizado com 5 artigos e observou-se que pacientes na faixa etária pediátrica com COVID-19 podem apresentar lesões cutâneas diversas, como manifestação única ou acompanhadas de sintomas leves, e que estas podem ser semelhantes às de outras doenças frequentes na infância e na adolescência.
Relato de caso: síndrome inflamatória multissistêmica associada à infecção pelo SARS-CoV-2 em pediatria

Camilla Almeida Sampaio; Erika Rayane Souza Amorim; Genilda Barbosa de Almeida Sampaio; Wanessa Ferreira Vanderlei dos Anjos Bohrer; Camila Gomes Vasconcelos; Ilma Ferreira Oliveira; Ana Carolina Ruela Pires,

Resid Pediatr. 2020
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INTRODUÇÃO: A síndrome inflamatória multissistêmica em pediatria é uma entidade de apresentação aguda e grave, cuja associação com infecção pelo vírus SARS-CoV-2 da COVID-19 que vem sendo interrogada. Para definição de caso dessa síndrome, foram determinados critérios publicados pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e World Health Organization (WHO). Uma das formas de apresentação dessa entidade é a doença de Kawasaki, seja na forma típica, atípica e/ou associada à choque tóxico.
OBJETIVOS: Relatar caso de paciente soropositivo para SARS-CoV-2, que evoluiu com síndrome inflamatória multissistêmica, doença de Kawasaki-like.
RELATO DE CASO: Pré-escolar, 4 anos, sexo masculino, chega à consulta pediátrica com histórico de febre há 12 horas sem outros sintomas associados, tendo sido infectado, previamente, pelo SARS-CoV-2. Ao exame físico, encontrava-se febril 38,3ºC, ativo, eupneico, com discreta hiperemia de orofaringe. Nas 24 horas subsequentes, houve persistência da febre e iniciado queixa de dor abdominal, tendo sido conduzido a um pronto atendimento pediátrico para investigação diagnóstica. Houve agravamento do quadro de dor e redução importante de atividade, com prostração, diminuição da aceitação alimentar e diurese. Após quatro dias do início da febre, evolui com sinais de descompensação cardíaca (choque), rebaixamento de fígado, taquicardia com presença de 3ª bulha, FC 186bpm, sendo conduzido à UTI pediátrica onde foi iniciada investigação laboratorial para síndrome inflamatória multissistêmica pós-COVID-19.
CONCLUSÃO: Aprimorar os conhecimentos acerca das manifestações de infecção por COVID-19 em crianças e suas complicações é necessário, visto que se acredita que haja relação entre a síndrome inflamatória multissistêmica em crianças que foram infectadas pelo SARS-CoV-2.
Isolamento social devido à COVID-19 - epidemiologia dos acidentes na infância e adolescência

Caio Vinicius da Fonseca Silva; Raphael Muszkat Besborodco; Cintia Leci Rodrigues; Carlos Górios

Resid Pediatr. 2020
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INTRODUÇÃO: Uma questão importante a ser discutida por pesquisadores, gestores e demais membros dos comitês de crise para o enfrentamento da pandemia são as repercussões do distanciamento social, como acidentes domésticos com vítimas crianças e adolescentes.
OBJETIVOS: Descrever os acidentes domésticos na infância e adolescência no período de isolamento social na cidade de São Paulo/SP, quanto às características dos indivíduos, do evento e evolução do caso. Métodos: Estudo transversal, descritivo, elaborado a partir de dados de internações por causas externas, acidentes e violência na cidade de São Paulo. Os dados foram coletados no sistema de informações hospitalares e sistema de informação de violência e acidentes. O período utilizado para o estudo foi de janeiro a maio de 2020.
RESULTADOS: Foram registrados 4.169 acidentes entre crianças e adolescentes residentes na cidade de São Paulo, e, consequentemente, resultando como diagnóstico de lesão, os traumatismos e ferimento de cabeça. Entre as vítimas, predominantemente do sexo masculino e o principal tipo de acidente foram as quedas.
CONCLUSÃO: Diante do exposto, a gravidade da COVID-19 no Brasil, na cidade de São Paulo e no mundo, e a necessidade de esforços para reduzir a velocidade da transmissão do vírus no nível populacional e reduzir a incidência da doença, até o momento, o distanciamento social faz parte do conjunto de medidas necessárias para o alcance desses objetivos, é necessária a educação permanente em saúde para pais, familiares e sociedade na prevenção dos acidentes domésticos.
Mudança no perfil epidemiológico da síndrome respiratória aguda grave na população pediátrica brasileira: indício de subnotificação da COVID-19

Renata Machado Pinto; Isadora Espíndola Leite Borges; Jonas Borges Santos Amorim

Resid Pediatr. 2020
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INTRODUÇÃO: O impacto da COVID-19 na população pediátrica brasileira pode estar subestimado pela subnotificação. O presente estudo objetiva comparar a incidência de hospitalizações e óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e etiologias na faixa pediátrica até a semana 25, em 2019 e 2020.
MÉTODOS: Estudo epidemiológico realizado por consulta ao InfoGripe. Foram consultados dados referentes às semanas epidemiológicas 1 a 25, dos anos de 2019 e 2020. Os dados foram analisados por meio do programa SPSS 26.0.
RESULTADOS: Comparando os anos de 2019 e 2020, observa-se redução da taxa de incidência (por 100.000) de hospitalizações por SRAG na faixa etária de 0-4 anos de 4,023 para 2,980 (p = 0,05), e aumento nas outras faixas etárias, nos escolares a incidência passou de 0,353 para 0,618 (p = 0,009) e entre os adolescentes de 0,115 para 0,393 (p = 0,002). Houve aumento dos óbitos de 0,013 para 0,017 (p = 0,05) entre 5-9 anos, e de 0,009 para 0,029 (p = 0,001) entre 10 e 19 anos. Em relação à SRAG por “etiologia desconhecida”, a incidência de hospitalizações aumentou 0,294 para 1,454 (p = 0,007) e os óbitos de 0,03 para 0,28 (p = 0,004).
CONCLUSÃO: A incidência de hospitalizações e óbitos por SRAG em 2020 nas faixas etárias entre 5-9 e 10-19 anos foi superior à de 2019. O aumento de 3,4 vezes no número de casos e de 9,3 vezes nos óbitos por SARG sem etiologia definida em 2020 pode sugerir importante subnotificação da COVID-19 no Brasil. Faz-se necessário que novos estudos avaliem a extensão e impacto do SARS-CoV-2 na população pediátrica.
Avaliação cienciométrica das publicações científicas sobre COVID-19 em crianças

Daniel Borges Barbosa; Anne Caroline Lucas Brandelero; Vinícius da Silva Oliveira; Lucas Rodrigues dos Santos; Alexandre Martins Araújo; Emilly Santos Oliveira; Cristiane Simões Bento de-Souza; Renata Machado Pinto

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVO: Realizar um levantamento cienciométrico da literatura mundial que trata da infecção pelo vírus SARS-CoV2 na população pediátrica.
MÉTODOS: Utilizou-se o banco de dados Elseviers Scopus para pesquisa dos descritores Covid* AND child*, no período de 01/01 a 25/06/2020. Os documentos foram classificados segundo área de estudo, tipo de pesquisa, financiamento, país de origem, periódico e afiliação institucional dos pesquisadores.
RESULTADOS: Foram publicados 826 documentos, destes 34,5% receberam algum tipo de fomento. Observa-se predominância de publicações advindas de países que se tornaram epicentro da pandemia de SARS-CoV2, destacando-se China, Estados Unidos, Itália e Reino Unido. O Brasil, aparece em 10º lugar no ranking mundial com 26 publicações, 26,9% destas com financiamento. O predomínio de publicações se concentra na área médica tanto no Brasil como no mundo.
CONCLUSÕES: A grande quantidade de pesquisas publicadas sobre COVID-19 em crianças no curto espaço de tempo compreendido entre a emergência da pandemia e o momento atual demonstra a rapidez na geração de conhecimento e a importância do tema para a saúde pública. A análise das informações referentes ao Brasil revelam que, apesar de ser o segundo com maior número de casos e óbitos, o país representa apenas 3,14% das pesquisas sobre COVID-19 em crianças, e assume uma posição de liderança da publicação científica sobre o tema na América Latina.
Manifestações graves da doença de Kawasaki em tempos de COVID-19: relato de caso

Haroldo Teófilo de Carvalho; Lívia Thomazi; Regis Cilia; José Roberto Fioretto; Mário Ferreira Carpi

Resid Pediatr. 2020
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A doença de Kawasaki é uma das vasculites primárias mais comuns na infância e a principal causa de cardiopatias adquiridas. Trata-se de uma vasculite aguda, multissistêmica, de etiologia desconhecida e autolimitada, que ganhou notoriedade durante a pandemia do novo coronavírus. A febre alta e persistente por mais de cinco dias, associada ao exantema polimórfico, conjuntivite bilateral, eritema da língua com proeminência papilar (“língua em morango”), edema de extremidades e linfonodomegalia cervical são características clínicas típicas da doença, mas que também foram encontradas em alguns pacientes diagnosticados com COVID-19 e na síndrome inflamatória multissistêmica, assim como suas principais complicações: estenoses e aneurismas de coronárias, miocardite, insuficiência cardíaca e choque.
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