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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Transplante alogênico de medula óssea em crianças: experiência inicial do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte

Marina Mafra Carvalhais

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVO: Relatar a experiência clínica inicial de um hospital terciário com transplante alogênico de medula em crianças.
MÉTODOS: Análise de dados de prontuários dos 6 primeiros pacientes pediátricos transplantados desde a abertura do serviço em abril de 2018 até dezembro de 2018.
RESULTADOS: Foram realizados 6 transplantes alogênicos de medula óssea, todos em portadores de leucemia (5 LLA e 1 LMC), com mediana de idade de 8 anos, sendo 4 meninos e 2 meninas. As fontes de células-tronco utilizadas foram medula óssea em 4 casos e células-tronco periféricas em 2 casos. Todos os pacientes sobreviveram aos 100 primeiros dias pós-transplante e tiveram seguimento clínico mediano de 168 dias. Após transplante, 1 paciente apresentou DECH aguda e todos apresentaram pelo menos uma complicação infecciosa, com destaque para as infecções de cateter, que ocorreram em 66% dos pacientes. Febre e mucosite foram de ocorrência universal. A média de internação foi de 38 dias e após alta, 83% dos pacientes foram reinternados por infecção ou recidiva de doença.
CONCLUSÃO: Os resultados obtidos no presente estudo são bem coerentes com outras séries de pacientes já relatadas e permitem conhecer melhor os principais fatores que interferem no sucesso dos transplantes realizados em crianças e adolescentes. No entanto, estudos brasileiros ainda são escassos e devem ser encorajados, assim como a ampliação de serviços, visando aumentar a chance de cura de nossas crianças.
Primodescompensação diabética com cetoacidose em paciente pediátrico com COVID-19: dois relatos de caso

Victoria Hernandez Girnys; Cesar Augusto Becci Silvério; Samanta Vieira Ferreira; Monique Maria Steffen; Andrea Sayuri Murata; Bianca de Oliveira Lima

Resid Pediatr. 2020
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A pandemia causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) tem provocado doenças que se manifestam desde sintomas gripais de leve a severa intensidade, até espectros variados de apresentações clínicas, envolvendo diferentes órgãos e sistemas. Sabe-se que a associação entre diabetes e infecções é muito frequente, sendo a cetoacidose diabética sua principal complicação aguda. Os autores relatam neste artigo dois casos que sugerem a cetoacidose diabética (CAD) como manifestação inicial da COVID-19: duas pacientes previamente hígidas, uma de 11 e outra de 9 anos de idade, admitidas em unidade de saúde com sintomatologia compatível com CAD, posteriormente testadas positivas para o coronavírus. Discute-se neste artigo a importância de considerar a COVID-19 entre as possíveis causas infecciosas de descompensação da diabetes.
Carcinoma adrenal em crianças: estudo longitudinal em Minas Gerais, Brasil

Renata Mota Vieira Guerreiro; Isabel Rey Madeira

Resid Pediatr. 2020
O Pediatra como protagonista no enfrentamento à COVID-19 em 2021

Carlos Alberto Nogueira de Almeida; Joel Alves Lamounier

Resid Pediatr. 2020
Relato de caso: neurossífilis congênita

Tuany Martins Nunes,

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVO: Relatar um caso de neurossífilis congênita, com alteração cutânea, afim de complementar a literatura.
RELATO DE CASO: Gestante, 26 anos, primigesta, dá luz a um recém-nascido apresentando lesões vesicobolhosas em mãos e pés, condizentes com pênfigo palmoplantar. Realizado rastreio para sífilis congênita observou-se VDRL sanguíneo de 1:512 no recém-nascido e de 1:128 na puérpera. No líquor, por sua vez, o exame veio reagente na proporção de 1:2, sendo então diagnosticado como neurossífilis congênita.
CONCLUSÃO: A importância do exame físico na pediatria é de grande valia, uma vez que pode nos alertar para possíveis diagnósticos. Infelizmente, a sífilis voltou a se fazer presente no nosso dia a dia e não podemos deixar de rastrear e tratá-la, já que seu correto tratamento pode melhorar a qualidade de vida ou ainda curar o recém-nascido.
Desafios impostos pelo isolamento social na pandemia de COVID-19 ao acompanhamento de diabéticos e expostos ou infectados por HIV em um hospital universitário pediátrico

Ana Lúcia Ferreira; Angela Rodrigues; Amanda Venturino Estorque; Isabela Hacar V M Julião; Sofia Luz C B Lobo; Marcia Gonçalves Ribeiro; Luiza Maria Calvano

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Identificar fatores que possam ter influenciado no acompanhamento de pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e infecção ou exposição ao vírus da imunodeficiência humana em um hospital universitário pediátrico durante a pandemia de COVID-19.
MÉTODOS: Estudo descritivo e transversal; foram entrevistados responsáveis pelos pacientes dos ambulatórios de diabetes e doenças infectoparasitárias-imuno (DPI-imuno) com consultas agendadas durante o período de isolamento social no município do Rio de Janeiro. Questionário com perguntas diretas.
RESULTADOS: Foram entrevistados 88 responsáveis (59 diabetes e 29 DIP-Imuno), na maioria mães (79,7% e 44,8%, respectivamente). Discreta predominância do sexo feminino, maior parte adolescentes. Maioria dos responsáveis compareceu ao agendamento (95% e 72,4%, respectivamente), cerca de metade utilizando dois ou mais transportes públicos. Pacientes compareceram em função de consulta marcada (53,6% e 95,2%, respectivamente). Os motivos para o responsável não ter levado o paciente ao ambulatório de diabetes foram para evitar a exposição à COVID-19 e orientação médica prévia para ir sozinho. No ambulatório de DIP-imuno, o motivo foi por ser somente a verificação de resultado de exame. A pandemia interferiu na doença em 59,3% e 41,4%, respectivamente. Foram apontados: medo de adoecer, da aglomeração, alterações comportamentais nos pacientes, mudanças na rotina da família e problemas financeiros.
CONCLUSÃO: Fatores relacionados à pandemia influenciaram o acompanhamento dos pacientes, com destaque para a insegurança de sua exposição. Apesar das dificuldades, o cuidado foi mantido, pois a maioria dos responsáveis e a equipe de saúde do hospital encontraram uma forma intermediária de atuação sem exposição direta do paciente com doença crônica.
Potenciais danos silenciosos da pandemia COVID-19 em crianças com transtorno do neurodesenvolvimento e paralisia cerebral

Ricardo Lira Araujo; Giuliano da Paz Oliveira,,

Resid Pediatr. 2020
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A literatura aponta que a COVID-19 acomete preferencialmente a população adulta e idosa, com pouca repercussão no público pediátrico. Apresentamos nossa preocupação quanto aos danos silenciosos da pandemia COVID-19 entre os pacientes com transtorno do neurodesenvolvimento e paralisia cerebral. A interrupção do tratamento de reabilitação, a mudança de rotina e o maior uso de telas tem contribuído para uma maior incidência de transtornos psiquiátricos e do sono nos pacientes com transtorno do neurodesenvolvimento e paralisia cerebral. Esses fatores muito provavelmente levarão a uma maior ocorrência de pseudorregressão entre os pacientes com paralisia cerebral. É necessário lançar um olhar especial quanto ao cuidado integral da saúde dessas crianças, com estímulo ao uso das ferramentas de telemedicina e telereabilitação.
A ética na pesquisa médica

Carlindo Machado e Silva

Resid Pediatr. 2020
Oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) instalada durante parada cardiorrespiratória em pulmão com síndrome da angústia respiratória aguda: um relato de caso

Camille Lopes Donnabella; Guilherme Mantelato Garcia; Monica Teruko Sato

Resid Pediatr. 2020
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A oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) possibilita melhor oferta de oxigênio aos pacientes com doenças respiratórias e cardíacas graves refratárias à terapia convencional. A ECMO instalada durante a parada cardiorrespiratória (PCR) é denominada como ECPR, que vem sendo aprimorada, apresentando resultados favoráveis. O presente artigo trata-se de um estudo observacional, cujo material analisado foi o prontuário de uma paciente com diagnóstico de Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) onde foi realizaco ECMO durante parada cardiorrespiratória com sucesso. Avaliaram-se dados clínicos, laboratoriais e radiográficos, que refletem e corroboram a fisiopatologia da doença e a alteração estrutural do aparelho respiratório. Esse trabalho tem como objetivo descrever um caso clínico sobre a realização de ECPR com sucesso em uma criança de 2 anos, sexo feminino, com internação hospitalar por pneumonia extensa que evoluiu com SDRA e parada cardíaca refratária ao tratamento convencional. A utilização de ECMO merece ser considerada em pacientes com parada cardíaca, pois demonstrou benefícios significativos, possibilitando tratamento eficaz e sobrevida sem sequelas.
Impacto da pandemia de COVID-19 em um programa de residência médica em pediatria no município do Rio de Janeiro

Mara Morelo Rocha Felix; Patrícia de Sá Made; Juliana Souza de Seixas; Carolina Soares de Azeredo Moreira; Luciana Figueiredo Sampaio; Márcia Galdino Sampaio; Monica Soares de Souza; Ana Cristina Carneiro Menezes Guedes

Resid Pediatr. 2020
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INTRODUÇÃO: Em março de 2020, foi decretada a pandemia de COVID-19 - doença causada pelo SARS-CoV-2 (coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave). Desde então, houve necessidade de adaptações em um programa de residência médica (PRM) de pediatria de um hospital federal no município do Rio de Janeiro. MÉTODOS: Estudo observacional retrospectivo cujo objetivo foi descrever as mudanças no PRM em pediatria de um hospital federal decorrentes da pandemia de COVID-19.
RESULTADOS: O PRM em pediatria do hospital implementou adaptações como: adiamento de consultas ambulatoriais; redução do número de residentes alocados nas enfermarias; suspensão temporária dos rodízios externos, exceto pelo rodízio em maternidade; treinamento para adequada paramentação e desparamentação; afastamento dos residentes com doenças crônicas, gravidez e daqueles com suspeita de COVID-19; implementação da teleconsulta e de atividades didáticas em ambiente virtual. Foram analisados dados de março, abril, maio e junho de 2020. Nesse período, foram afastados 4 residentes da pediatria por doenças crônicas ou gravidez. Dos 37 residentes do PRM em pediatria restantes, 27 (73%) foram afastados por questões relacionadas à COVID-19 (suspeita de COVID-19 ou estresse psicológico). Desses, houve confirmação da infecção pelo coronavírus em 15 residentes (40,5%).
CONCLUSÃO: A pandemia provocou o afastamento de um número significativo de residentes por suspeita de COVID-19 e alteração das rotinas do serviço. Houve redução significativa das consultas ambulatoriais e suspensão das atividades teóricas presenciais. De todo modo, a adoção de plataformas digitais para o teleatendimento e atividades didáticas permitiu manter o cuidado dos pacientes e a educação médica continuada.
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