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3 resultado(s) para: Gabriela Miranda Mendes

Kerion celsi: Um relato de caso

Kerion Celsi: A case report

Kerion celsi: Um relato de caso

Gabriela Miranda Mendes; Brunnella Alcantara Chagas de Freitas; João Ricardo Leão Oliveira; Matheus Fonseca Cardoso; Eduardo Costa Pacheco; Hugo Henrique Morais da Vitória

Resid Pediatr. 2019;9(1):66-69 - Relato de Caso - DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-10

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OBJETIVOS: Relatar o caso de um paciente com infecção fúngica superficial da haste capilar e folículos do couro cabeludo, denominada Kerion celsi. MÉTODOS: Paciente do sexo masculino, 7 anos de idade, com lesões eritematodescamativas, alopecia e linfadenomegalia cervical, acompanhado durante internação por 7 dias e por mais 60 dias em retornos periódicos. Foi estabelecido o diagnóstico de Kerion celsi e realizado tratamento com griseofulvina (500 mg/dia) por 60 dias e cetoconazol xampu. RESULTADOS: Houve resolução completa das lesões após o tratamento com griseofulvina (500 mg/dia) por 60 dias e cetoconazol xampu, porém com permanência da alopecia. CONCLUSÕES: A Tinea capitis é uma infecção fúngica do couro cabeludo que, na maioria das vezes, apresenta-se com áreas pruriginosas de descamação e perda de cabelo. O Kerion celsi é uma manifestação grave da Tinea capitis resultante de uma intensa resposta imune à infecção causada pelo fungo Microsporum canis. Neste relato de caso, ressalta-se a importância do diagnóstico precoce e do tratamento para que se possa evitar o aumento da transmissão e das sequelas deixadas por essa infecção fúngica.

Crescimento de prematuros nos primeiros dois anos

Growth of preterm infants during the first two years of life

Crescimento de prematuros nos primeiros dois anos

Gabriela Miranda Mendes; Luciana Pimenta de Paula; Luana Antunes Silqueira Neves; Sarah Pereira Souto Maia; Luiz Frederico Chagas de Freitas; Priscila Cardoso Ramos e Ferreira; Aline de Freitas Suassuna Autran; Vanessa Knauf Lopes; Laís Rodrigues Maffia; Jean Lucas Andrade Amorim; Brunnella Alcantara Chagas de Freitas

Resid Pediatr. 2019;9(2):104-110 - Artigo Original - DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n2-04

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OBJETIVO: Analisar o crescimento de crianças prematuras acompanhadas em serviço de referência secundária em seus dois primeiros anos. MÉTODOS: Estudo transversal de dados de prematuros com menos de 37 semanas gestacionais de setembro de 2010 a dezembro de 2015. Monitorizou-se o crescimento pós-natal ao longo dos dois primeiros anos de idade gestacional corrigida (IGC) pelas curvas Fenton 2013 até a IGC de 50 semanas, e da World Health Organization (WHO) 2006 a partir deste marco. Construiu-se uma linha de tendência utilizando-se uma função polinomial de terceiro grau para permitir melhor visualização das medidas antropométricas de acordo com a IGC. RESULTADOS: Foram incluídos 183 prematuros. As medidas antropométricas de peso, estatura e índice de massa corporal (IMC) demostraram predomínio de adequação em todo o período analisado, com tendência a aumento das taxas de adequação ao final do período de observação. O peso e o IMC elevados para a idade tenderam a aumento, com destaque ao IMC elevado entre os pequenos para a idade gestacional, enquanto houve redução das taxas de baixa estatura para a idade. CONCLUSÕES: Os parâmetros de crescimento dos prematuros tendem à adequação ao longo dos primeiros dois anos de IGC, sendo o crescimento mais intenso nos primeiros seis meses. O IMC elevado para a idade sinaliza a necessária continuidade de seguimento e, principalmente entre os pequenos para a idade gestacional, a compreensão do diferenciado ritmo de crescimento e acompanhamento. A monitorização do crescimento dos prematuros com intervenções adequadas pode minimizar a evolução futura de doenças crônicas não transmissíveis.

Anemia em prematuros no primeiro ano

Anemia among premature infants in the first year

Anemia em prematuros no primeiro ano

Gabriela Miranda Mendes; Luana Antunes Silqueira; Luciana Pimenta de Paula; Priscila Cardoso Ramos e Ferreira; Letícia Santos Dias Norberto Ferreira; Amanda Rocha Soares Almeida; Cyntia Ferreira dos Reis; Flávia Sabioni De Battisti Ribeiro; Brunnella Alcantara Chagas de Freitas; Angelica Souza Toledo Andrade

Resid Pediatr. 2019;9(2):97-103 - Artigo Original - DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n2-03

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OBJETIVO: Analisar os níveis de hemoglobina de prematuros em seu primeiro ano e fatores associados. MÉTODOS: Estudo transversal de dados de prematuros acompanhados em centro de referência (n = 93) entre setembro de 2010 e dezembro de 2015. Desfecho: níveis de hemoglobina no primeiro ano. Realizaram-se análise descritiva, testes de comparações e regressão linear múltipla, visando estimar a influência de fatores socioeconômicos, perinatais e do período de acompanhamento ambulatorial sobre os níveis de hemoglobina. RESULTADOS: A baixa escolaridade materna se associou a menores níveis de hemoglobina, contribuindo com 8,7% da sua variação. A anemia ocorreu em 25,8% dos prematuros, com hemoglobina mediana de 10,2g/dL (9,4-10,6). 37,8% das mães tinha baixa escolaridade. Estavam em aleitamento materno na primeira consulta 82,8% dos prematuros, cuja duração mediana foi 5 meses. 64,6% dos prematuros usaram leite de vaca in natura no primeiro ano. CONCLUSÕES: Os menores níveis de hemoglobina entre os prematuros se associaram em parte à menor escolaridade materna. A prevalência de anemia entre os prematuros foi relevante e também se destacaram o curto tempo de aleitamento materno e o uso de leite de vaca no primeiro ano. Os resultados subsidiarão estratégias voltadas para as mães de menor escolaridade, estimulando o aleitamento materno, a alimentação complementar adequada e a suplementação de ferro e desencorajando a utilização do leite de vaca no primeiro ano.