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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Investigação clínica de osteomielite crônica em região proximal de clavícula esquerda em escolar de 8 anos do sexo feminino: relato de caso

Letízia Aurilio Matos; Julia Maria Gomes Vitor

Resid Pediatr. 2020
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A osteomielite é uma infecção óssea caracterizada pela destruição progressiva do osso cortical e cavidade medular provocado por micro-organismos patogênicos. O agente infeccioso varia levando-se em consideração fatores como idade, meio de infecção, estado do doente e forma de contato. Atualmente, cerca de 85% dos casos de osteomielite acometem pacientes com menos de 17 anos de idade e sua incidência é quase três vezes maior entre os menores de 3 anos, sendo a população masculina a mais acometida. Essa infecção óssea pode ser classificada como aguda, subaguda ou crônica. O presente trabalho tem como objetivo apresentar um caso de osteomielite crônica em escolar de 8 anos, com foco na investigação clínica e na importância diagnóstica. A investigação clínica, associada à realização e análise dos exames complementares permitiu o diagnóstico de osteomielite crônica, sendo realizado tratamento com antibiótico venoso, e acompanhamento ambulatorial com especialistas, favorecendo o bom prognóstico da paciente.
Manifestações cutâneas da COVID-19 na criança: revisão da literatura

Gabriela Roncada Haddad; Paulo Gonçalves Martin; Joelma Gonçalves Martin

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: A pandemia da COVID-19 atualmente representa um grande desafio. Os pulmões são o principal local de infecção, com sintomas que variam de leves a desconforto respiratório letal, além de acometimento de diversos órgãos ou sistemas. A população pediátrica parece ser afetada em menor proporção e em menor gravidade, sendo a maioria dos casos descritos como assintomáticos, leves ou moderados. Diversos casos apresentam manifestações cutâneas. O objetivo deste artigo é revisar na literatura os achados descritos, particularmente na faixa etária pediátrica, auxiliando no entendimento da doença e na suspeição clínica.
MÉTODOS: Foram pesquisados artigos publicados desde o início da pandemia através da base de dados PubMed.
RESULTADOS: Entre os relatos de manifestações cutâneas, o achado mais comum foi o rash eritematoso maculopapular, seguido de lesões papulovesiculares no padrão da varicela e lesões urticariformes. Houve também a descrição de lesões acrais purpúricas, livedo reticular e petéquias. As lesões descritas atingiram prioritariamente o tronco, mãos e pés.
CONCLUSÃO: Os achados cutâneos da COVID-19 são semelhantes aos encontrados em outras doenças de etiologia viral. Existe ainda a possibilidade das lesões serem devidas às diversas medicações que, particularmente, os pacientes com quadros clínicos mais graves fazem uso. Devemos também nos atentar para a possibilidade da manifestação inicial da doença ser cutânea. Os autores alertam para a possibilidade de que pacientes na faixa etária pediátrica tenham lesões cutâneas como manifestação única ou acompanhada de sintomas leves, e que estas podem ser semelhantes a outras doenças frequentes na infância.
Crianças e COVID-19, devemos nos preocupar?

Jandrei Markus

Resid Pediatr. 2020
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Crianças com doenças virais são, em geral, consideradas disseminadores destas infecções. Com o surgimento da COVID-19 pensou-se nas crianças como um dos principais agentes de disseminação da doença. Além disso, considerou-se inicialmente que a faixa etária pediátrica seria uma população de alto risco de complicações e mesmo mortalidade, quando o vírus infectasse um maior número de pessoas pelo mundo. Porém, a disseminação do vírus pelo mundo demonstrou que as crianças são um grupo privilegiado, com menor número de infecções graves e, além disso, uma menor taxa de internações e, principalmente, de mortalidade. Ao mesmo tempo, trabalhos epidemiológicos observaram que a soroprevalência em crianças é mais baixa do que na população adulta e que a transmissão de crianças para outras pessoas na COVID-19 parece apresentar uma taxa muito baixa. Considerando esses dados, a volta às aulas seria importante para a população infantil, que muitas vezes precisa da escola não só para o ensino, como também para alimentação pela merenda escolar.
Obesidade infantil e quarentena: crianças obesas possuem maior risco para a COVID-19?

Luciano Rodrigues Costa; Maria Eduarda de Oliveira Mueller; Júlia Porto Frauches; Nicole Braz Campos; Lívia Schmeisser de Oliveira; Karla Faria Gentilin; Ana Luísa Freitas e Pena Mello

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVO: Dissertar sobre a correlação entre a infecção pelo vírus SARS-CoV-2 e a obesidade no grupo pediátrico e suas possíveis consequências e fatores de gravidades, possibilitando, assim, maior abrangência em relação ao tema para construção de novas propostas.
MÉTODOS: Estudo de análise qualitativa descritiva, de abordagem revisional com levantamento bibliográfico em PubMed, SciELO, MEDLINE, LILACS e sites contendo informações governamentais. Como critérios de inclusão foram utilizados artigos publicados no período de 2010 a 2020, na língua inglesa e portuguesa. Dentre os artigos publicados com os descritores determinados foram encontrados 12.999, contudo, nesse trabalho foram utilizados 26 artigos.
RESULTADOS: A obesidade é definida pelo aumento do tecido adiposo no organismo de forma crônica, sendo provocada por causas multifatoriais. Na infecção pelo SARS-CoV-2 a faixa pediátrica é associada a um melhor prognóstico e a uma baixa taxa de mortalidade. A presença de comorbidades, como a obesidade infantil, podem estar relacionados a uma evolução grave dos casos e/ou complicações devido ao excesso de peso e ao carácter inflamatório crônico generalizado e acentuado causado pela adiposidade.
CONCLUSÃO: Embora a literatura seja limitada, é possível determinar a existência de uma conexão entre a relação da infecção pelo SARS-CoV-2 e a obesidade, podendo ser estabelecida pelo risco aumentado de desenvolvimento da forma grave da doença, uma vez que a obesidade torna um agravante do quadro infeccioso sistêmico. Com isso, cabe ao profissional de saúde orientações a respeito da prevenção da obesidade em vista do risco aumentado de complicações em crianças e adolescentes, diante de quadro de infecções virais.
Triagem auditiva neonatal universal em tempos de pandemia

Tania Maria Sih; Melissa Ameloti Avelino; Rodrigo Pereira

Resid Pediatr. 2020
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A Triagem Auditiva Neonatal (TANU) conhecida como o Teste da Orelhinha deve ser realizada em todas as crianças na maternidade ou ainda durante o primeiro mes de vida (1);- a confirmação da deficiência auditiva até o terceiro mês de vida (3); a intervenção clínica e terapêutica deverá se iniciar no terceiro mês de vida e ser realizada até o sexto mês (6). As intervenções recomendadas pela TANU, com 1, 3 e 6 meses irão contribuir para otimizar o tratamento indicado. Tão logo as houver um relaxamento das medidas de distanciamento decorrentes da pandemia pelo SARS CoV-2 tanto o diagnóstico quanto a intervenção deverão ser realizados na brevidade. Uma intervenção precoce tem como objetivo promover o adequado desenvolvimento da linguagem.
Manifestações clínicas e alteração radiológica na COVID-19 neonatal: uma revisão sistemática rápida

Cristina Ortiz Sobrinho Valete; Maria Dolores Salgado Quintans

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVO: Realizar uma revisão sistemática rápida sobre as manifestações clínicas e a presença de alteração radiológica em recém-nascidos com COVID-19 (PCR-RT positivo em swab).
MÉTODOS: Busca nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS com os descritores COVID-19 OR coronavírus AND (“neonat*” OR “newborn” OR “recém-nascido”), até 05 de junho de 2020.
RESULTADOS: Foram captados 344 artigos nas bases. Um artigo foi captado de forma secundária. Após as exclusões, 21 artigos permaneceram na análise final, constituindo uma amostra de 30 recém-nascidos. Destes, 33,3% foram assintomáticos e 66,7% sintomáticos. Não foi observado óbito. Os sintomas mais frequentes foram: febre (60%), taquipneia ou dispneia (60%), coriza (30%) e alteração hemodinâmica (30%). A presença de infiltrado radiológico ocorreu em 70% dos recém-nascidos; destes, cinco não apresentavam taquipneia ou dispneia.
CONCLUSÕES: A carência de estudos sobre a COVID-19 neonatal confirmada por PCR-RT positivo no recém-nascido reforça a importância dos estudos que possam compilar as informações obtidas até o momento. No presente estudo, a maioria dos recémnascidos foram sintomáticas e nenhum óbito foi observado. A elevada frequência de alteração radiológica encontrada sugere que algum comprometimento pulmonar possa ocorrer, mesmo na ausência de manifestações respiratórias.
Aspectos respiratórios da COVID-19 na infância: o que o pediatra precisa saber?

Regina Terse Ramos; Debora Carla Chong Silva; Gilvan da Cruz Barbosa Araújo; Carlos Antonio Riedi; Cassio Cunha Ibiapina; Patricia Gomes de Matos Bezerra; Jose Dirceu Ribeiro; Maria de Fatima Pombo Sant´Anna

Resid Pediatr. 2020
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Trata-se de artigo elaborado coletivamente pelos membros do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sobre os aspectos respiratórios da COVID-19 na infância, considerando as peculiaridades clínicas e diagnósticas desta faixa etária e discutindo os métodos de imagem que podem auxiliar neste processo. O envolvimento pulmonar na doença é notório e ocorre em vários graus de gravidade. Embora menos frequentemente que nos adultos, crianças e adolescentes também podem desenvolver quadros graves. Os exames de imagem fazem parte da investigação do paciente com COVID-19, uma vez que que podem auxiliar no diagnóstico inicial, na avaliação da evolução e do prognóstico da enfermidade. São colocadas as indicações de radiografias de tórax e tomografia computadorizada (TC) e suas características mais relevantes. Ressalta-se na maior parte dos estudos, que os achados radiológicos em crianças são semelhantes aos encontrados em adultos, porém em menor frequência, intensidade e extensão. Recentemente, todavia, autores que estudaram 34 crianças com COVID-19 na China, relataram que opacidades irregulares, de alta densidade, foram comuns, enquanto o padrão de vidro fosco, típico nos adultos, foi raramente observado nas TCs. A radiografia é menos sensível para identificar alterações, sendo a TC o melhor exame de imagem para visualizar lesões do SARS-CoV-2, mas deve ser solicitada com indicações precisas, pois isoladamente não é suficiente para o diagnóstico. O monitoramento dos casos através de oximetria também foi discutido. Conclui-se após vasta revisão de literatura que a gravidade dos casos deve observada por sinais clínicos, exames de imagem e oximetria, dentre outros, sempre em conjunto.
Eritema pérnio-like por COVID-19 em paciente com lúpus

Aline Santin Giordani; Gina Bressan Schiavon; Jandrei Rogério Markus; Marice El Achkar Mello; Vânia Oliveira Carvalho

Resid Pediatr. 2020
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Durante a pandemia da COVID-19 têm sido descritos sintomas cutâneos que podem ser concomitantes, precederem ou sucederem os demais sintomas da infecção viral. Entre os mais observados nos pacientes pediátricos estão as lesões semelhantes ao eritema pérnio. Caracteriza-se por manchas e placas de coloração eritematosa à purpúrica, localizadas nas mãos e pés, semanas depois de sintomas leves respiratórios ou sem qualquer sintoma prévio. Apresentamos um menino de 11 anos, portador de lúpus eritematoso sistêmico, controlado, em uso de micofenolato mofetil e hidroxicloroquina e sem lesões cutâneas há 6 meses. Iniciou com lesões eritêmato-purpúricas nos pés e mãos, assintomáticas até o oitavo dia, quando apresentou febre, dor nas lesões e piora com presença de bolhas e crostas. No nono dia o RT-PCR para COVID-19 (SARS-CoV-2) foi positivo. Este foi o primeiro relato de um paciente pediátrico com lúpus que desenvolveu quadro semelhante ao eritema pérnio associado à infecção pela COVID-19. Não podemos descartar que tenha sido manifestação da doença reumatológica, no entanto, a relação temporal com a COVID-19 e a duração das lesões são fatores favoráveis ao diagnóstico de perniose-like, também não é conhecido se os pacientes com lúpus teriam maior probabilidade de desenvolver as lesões perniose-like. Mais relatos semelhantes poderão confirmar esta possibilidade.
Transmissão vertical da COVID-19: uma revisão integrativa

Virginia Resende Silva Weffort; Barbara Rocha Rodrigues; Eduardo Oliveira Prado; Natalia Vieira Inácio Calapodopulos; Kellen Cristina Barbosa Kamimura Silva; Valeria Cardoso Alves Cunali

Resid Pediatr. 2020
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INTRODUÇÃO: A atual pandemia da COVID-19 suscita a necessidade de conhecimento sobre o impacto do novo coronavírus sobre a saúde da humanidade de maneira global. Até o momento, poucas evidências foram relatadas sobre a possibilidade de transmissão vertical da doença.
OBJETIVO: Apresentar evidências científicas, com base em revisão integrativa da literatura, sobre a possibilidade de transmissão vertical da COVID-19.
MÉTODOS: O levantamento bibliográfico foi realizado através das bases bibliográficas MEDLINE, na interface U.S. National Library of Medicine and the National Institute Health (PubMed); Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Cochrane. Os descritores foram selecionados utilizando-se Medical Heading Terms (MeSH): “transmissão vertical”, “neonatologia”, “COVID-19”, “SARS-CoV-2”. A busca limitou-se aos artigos em inglês, espanhol e português, com data de publicação dos últimos 10 anos (2010 a 2020). Selecionou-se 14 estudos dentre relato de caso, revisão de literatura, editorial e série de casos.
CONCLUSÃO: Alguns estudos demonstram a existência de transmissão vertical da COVID-19, enquanto outros consideram que os dados apresentados não sustentam tal afirmativa. Portanto, mais estudos são necessários para uma adequada comprovação.
Revisão narrativa de literatura sobre a COVID-19 em Pediatria: fatores de mau prognóstico

Ana Caroline Oliveira de Lima Grossi; Arnoldo Bulle Filho; Bárbara Ferreira Khouri; Gabriela Regatieri Pinto; Edmara Laura Campiolo

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: O objetivo desta revisão narrativa é sintetizar os principais conhecimentos a respeito das características clínicas e dos fatores de mau prognóstico referentes à infecção pelo SARS-CoV-2 em crianças, dada a importância desses dados para um melhor manejo dos casos. Dessa forma, pretende-se conferir visibilidade às lacunas que demandam esclarecimentos.
MÉTODOS: Foi realizada uma busca bibliográfica de materiais disponíveis em meio eletrônicos de diversas bases de dados renomadas, como The New England Journal of Medicine, Sociedade Brasileira de Pediatria, PubMed, entre outras.
RESULTADOS: Foram selecionados 34 artigos, todos com publicações datadas no ano de 2020, provenientes de fontes confiáveis e de grande impacto. A maioria dos estudos selecionados apresentaram pacientes pediátricos que desenvolveram uma forma mais branda da COVID-19, especialmente devido a diferenças envolvidas no receptor do vírus no organismo das crianças e ao desenvolvimento da sua imunidade. Apesar disso, foi possível aferir, com a realização desta revisão narrativa, que, quando associadas com outras comorbidades como cardiopatia, diabetes, obesidade, hepatopatias e outras, a COVID-19 tem desfechos diversos, sendo eles, na maioria das vezes, mais agressivos e com pior prognóstico.
CONCLUSÃO: Ainda que se manifeste de forma mais branda ou assintomática em pacientes pediátricos, é mandatório conhecer os fatores de mau prognóstico para a COVID-19 nesse grupo. O presente artigo desvela a necessidade de novos estudos e relatos capazes de elucidar de forma plena e consistente o curso dessa patologia em crianças.
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