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Síndrome de fosfoinositídeo 3-quinase-d ativada - mutação PIK3CD: relato de caso
Lorena Bonotto Horvatich; Herberto José Chong-Neto; Carlos Antônio Riedi; Nelson Augusto Rosario-Filho
Resid Pediatr. 2020Síndrome de Lemierre em paciente com artrite idiopática juvenil forma sistêmica em uso de tocilizumabe
Larissa Elias Pinho; Carlos Nobre Rabelo Júnior; Marco Felipe Castro da Silva
Resid Pediatr. 2020RELATO DE CASO: Um menino de 14 anos de idade, previamente diagnosticado com artrite idiopática juvenil sistêmica em uso de tocilizumabe como monoterapia, apresentou infecção orofaríngea com má resposta aos antibióticos de primeira linha. A tomografia computadorizada e a angiotomografia da região cervical evidenciaram melhora do abscesso e trombose completa da veia jugular interna com extensão para seio sigmoide e transverso. Antibiótico de amplo espectro foi iniciado juntamente com anticoagulação total devido à extensão e potencial gravidade da condição. Ele apresentou resolução da trombose intracraniana, mas manteve a trombose da veia jugular, com desenvolvimento de veias colaterais e sem complicações posteriores.
DISCUSSÃO: A síndrome de Lemierre é uma doença rara, caracterizada por trombose da veia jugular interna associada à história recente de infecção de orofaringe e sua hipótese diagnóstica não deve ser negligenciada em pacientes em terapia imunossupressora, permitindo a introdução precoce de antibióticos e anticoagulação adequados.
Miastenia gravis juvenil: dificuldade diagnóstica na pediatria
Luiz Gonzaga Marques dos Reis Júnior; Caroline Silva Ramos; Thais Dias Araujo; Lélia Fernanda Machado Braga
Resid Pediatr. 2020RELATO DE CASO: Paciente de 13 anos, iniciou quadro progressivo de ptose palpebral, fraqueza da musculatura cervical, facial e de membros. Evoluiu ainda com refluxo gastroesofágico intenso e pneumonia broncoaspirativa. O quadro evoluiu de forma que a criança foi levada a vários serviços de pediatria públicos e privados, sem que tivesse um pronto diagnóstico ou suspeita clínica. Somente após vários meses e sucessivas internações, inclusive em UTI, o diagnóstico foi realizado e a paciente voltou a ter uma vida normal.
DISCUSSÃO: O caso apresentado constitui uma entidade de baixa incidência e de difícil diagnóstico quando já avançado e com complicações associadas sobrepondo às manifestações típicas. Há outras descrições na literatura corroborando tal afirmação. Após 9 meses de exacerbações e remissões, a paciente foi devidamente diagnosticada e tratada, evoluindo bem.
CONCLUSÕES: Entende-se que esse trabalho se faz de grande importância, chamando atenção para a importância da miastenia e para as doenças raras como um todo. A escassez de dados constitui um desafio.
Síndrome de De Morsier: relato de dois casos na cidade de Petrópolis
Sherilyn Yasmine Fernandes; Marjorie Caroline Fernandes Gray; Andrea da Costa e Silva Dyonísio
Resid Pediatr. 2020OBJETIVOS: Relatar dois casos em Petrópolis/RJ, diagnosticados em diferentes idades e apresentar as possíveis evoluções da síndrome.
RELATO DE CASO: Caso 1: recém-nascida de parto domiciliar, trazida ao hospital após o nascimento, apresentou hipoatividade e hipotonia com 54 horas de vida. Foi solicitada ultrassonografia transfontanela, que evidenciou agenesia de corpo caloso; e fundoscopia, que evidenciou hipoplasia de nervos ópticos, sendo diagnosticada com displasia septo-óptica. Caso 2: Escolar de 8 anos apresentou-se ao ambulatório de pediatria com queixa de cegueira e baixa estatura. Após constatação de idade óssea inadequada, foi encaminhado ao ambulatório de endocrinopediatria, onde foi, após exames hormonais e ressonância magnética, diagnosticado com síndrome de De Morsier.
DISCUSSÃO: A displasia septo-óptica pode se apresentar ao nascimento com outras anormalidades ou ser diagnosticada mais tarde, em crianças com baixa estatura e alterações visuais. Trazemos o caso de um escolar de 8 anos, diagnosticado devido a manifestações endócrinas e visuais e atraso no crescimento, com uma evolução atípica da síndrome; e de um neonato com dois dias, sem outras malformações, cujo diagnóstico foi possível graças ao exame clínico, diferentemente da maioria dos casos na literatura.
Coronavirus: a pandemia da dor e do despertar da Medicina!
Maria de Fátima Bazhuni Pombo Sant´Anna
Resid Pediatr. 2020Pandemia de COVID-19: guia prático para promoção da saúde mental de crianças e adolescentes
Roberto Santoro Almeida; Adriana Rocha Brito; Ana Silvia Mendonça Alves; Cecy Dunshee de Abranches; Daniele Wanderley; Gabriela Crenzel; Rossano Cabral Lima; Vera Ferrari Rego Barros
Resid Pediatr. 2020MÉTODOS: Este artigo é baseado na revisão de literatura recente publicada sobre o tema e na experiência clínica dos autores.
RESULTADOS: Os pais estão sendo desafiados pelas mudanças de vida exigidas pela nova situação, e precisam gerenciar favoravelmente o dia a dia de seus filhos, minimizando o impacto das atuais circunstâncias na sua saúde mental.
CONCLUSÕES: Todo período de crise gera incertezas e medo, mas também pode se apresentar como oportunidade para o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Esta fase difícil pode ser propícia para o aprofundamento da relação dos pais com seus filhos.
Aspectos relacionados ao uso da mídia eletrônica por crianças atendidas em um ambulatório escola no município do Rio de Janeiro
Camila Miguez de Oliveira Ahmed; Eduarda Massad Ruiz Arena; João Gabriel Morgado de Souza; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira
Resid Pediatr. 2020MÉTODOS: Estudo transversal descritivo com informações coletadas através de uma entrevista aplicada aos responsáveis da criança. Foram incluídas todas as crianças de 6 meses até 10 anos que frequentam o ambulatório escola, sendo excluídas aquelas que apresentavam transtorno do espectro autista, desordens neurológicas, cegueira e surdez. A análise estatística foi realizada através do uso defrequências,e mediana e intervalo interquartil para as variáveis contínuas.
RESULTADOS: Foram analisadas 263 entrevistas, sendo 225 (85.6%) respondidas pela mãe. A idade mediana foi de 2 anos, tendo o entrevistado geralmente o ensino fundamental. As famílias pertenciam em 71,1% às classes C2 e DE. Das 39 crianças que possuem seu próprio celular, a família não vigia o conteúdo assistido ou o faz esporadicamente em 16 casos (41%). Em 95,8% dos casos, a televisão é assistida pela família reunida, sendo 52% do conteúdo não adequado. A mediana do número de horas de tela aumenta de 4 no primeiro ano para 8 horas a partir do quinto ano de vida.
CONCLUSÃO: A baixa percepção familiar do risco do uso da tela pode ser identificada através da pouca vigilância em relação ao conteúdo, da falta de regras para o seu uso, do número de horas de exposição à tela por faixa etária, e pela exposição a conteúdo adulto ou violento quando assistem televisão em família.
Complicações do transplante renal em portador de síndrome urofacial de Ochoa: relato de caso
Bruna Weis Jovino; Ylara Liza Porto de Carvalho; Victor Batitucci; Cássia Caroline Emilio; Stela Maria Tavolieri de Oliveira
Resid Pediatr. 2020