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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Resposta ao artigo: “Aleitamento materno e terapêutica para a doença coronavírus 2019 (COVID-19)”

Maria Eduarda Stedille Pontes; Bruna Fernandes Olivier Alves; Chaiana Esmeraldino Mendes Marcon; Aline Oenning Baggio

Resid Pediatr. 2021
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A carta ao editor teve como objetivo expor as incertezas e a carência de evidências acerca do novo coronavírus no que diz respeito à amamentação por mães infectadas e todos os possíveis riscos da testagem de fármacos na mãe e no recém-nascido. A partir de comparações entre estudos científicos, concluiu-se que este vírus não é transmitido de forma vertical, ou seja, do leite materno para o recém-nascido e, ademais, os benefícios do leite superam todos os possíveis riscos de contaminação. Além disso, ao avaliar as propriedades intrínsecas de cada droga, conclui-se que a maioria dos medicamentos usados na terapêutica contra a COVID-19 são seguros no período de lactação. A única exceção foi o favipiravir, uma vez que não há informações concretas na literatura sobre sua excreção no leite materno.
Diagnóstico e tratamento da síndrome inflamatória multissistêmica temporalmente relacionada à COVID-19 em adolescente: relato de caso

Haroldo Teófilo de Carvalho; Regis Cília; Lívia Thomazi; José Roberto Fioretto; Mário Ferreira Carpi

Resid Pediatr. 2021
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Em abril de 2020 a sociedade de pediatria do Reino Unido reportou à Organização Mundial de Saúde o aparecimento de uma síndrome rara, com um amplo espectro de sinais e sintomas, temporalmente associada à COVID-19, que afetava principalmente escolares e adolescentes habitualmente saudáveis, com alta letalidade quando não diagnosticada e tratada precocemente. Apresentamos o caso de uma criança de 12 anos que apresentava febre alta e persistente, exantema e vômitos, e que, após 6 dias, evoluiu com insuficiência respiratória aguda, disfunção miocárdica e renal, com necessidade de suporte ventilatório e hemodinâmico, tratada com antibióticos, imunoglobulina intravenosa e anticoagulante. O objetivo do relato é apresentar ao leitor as características peculiares do diagnóstico e do tratamento da síndrome e seus principais diagnósticos diferenciais à admissão hospitalar.
Ptiríase rubra pilar: relato de um caso raro

Carolina Oldoni; Beatriz Maria Vilaça; Fernanda Nomoto Fujii; Leticia Mayer Alves de Andrade; Maira Mitsue Mukai

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVOS: Relatar o caso de pitiríase rubra pilar (PRP) em um paciente masculino de 2 anos e 10 meses.
MÉTODOS: Foi realizada a revisão do prontuário da paciente e revisão de literatura na base de dados PubMed.
RESULTADOS: Paciente masculino, 2 anos e 10 meses, encaminhado por surgimento há 1 ano de placas anulares eritematodescamativas pruriginosas em membros inferiores com disseminação para tronco, membros superiores e face, associado à descamação em região plantar e distrofia ungueal. Na biópsia, apresentou pele com camada córnea paraceratósica sobre epiderme com hipergranulose e acantose moderada. Foi considerado conclusivo o diagnóstico de pitiríase rubra pilar. Isotretinoína e anti-histamínico via oral foram prescritos, com resposta completa ao tratamento.
CONCLUSÕES: A PRP é uma doença ainda desafiadora, seja na sua patologia, diagnóstico ou tratamento. Estudos randomizados poderiam contribuir para o estabelecimento de um tratamento padronizado para PRP, contribuindo para melhora da qualidade de vida dos pacientes acometidos.
Evolução do perfil nutricional e estilo de vida entre crianças e adolescentes com excesso de peso em um ambulatório multiprofissional

Bruna Fernanda Assmann; Fabiana Assmann Poll; Marília Dornelles Bastos; Tiago da Silva Martins

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVOS: Avaliar a evolução do perfil nutricional, por meio de avaliação antropométrica e de consumo alimentar, bem como o estilo de vida de crianças e adolescentes em excesso de peso na primeira consulta e após quatro atendimentos num ambulatório multiprofissional.
MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectiva, com dados de prontuários de crianças e adolescentes atendidas num ambulatório multiprofissional, no período 2015 a 2017. Foram coletados dados da primeira e quarta consulta referentes ao consumo alimentar, horas de sono e telas/dia e dados antropométricos. Para as análises comparativas entre o primeiro e o quarto atendimento, referente aos dados antropométricos, estado nutricional e estilo de vida foi realizado o teste-t pareado. Para verificar as alterações na frequência de consumo dos alimentos questionados entre as consultas, utilizou-se o teste qui-quadrado. O nível de significância utilizado foi p<0,05.
RESULTADOS: Após quatro consultas de 30 pacientes, observaram-se resultados positivos quanto ao aumento no consumo diário de vegetais (p=0,03) e redução do consumo de doces (p=0,02). Constatou-se redução na frequência de repetição das principais refeições e nos beliscos entre as refeições, porém sem relevância estatística. Não foram obtidos resultados significativos do estado nutricional.
CONCLUSÕES: Apesar da dificuldade em se obter resultados imediatos, principalmente na modificação do estado nutricional, quanto ao estilo de vida e hábitos alimentares, algumas modificações foram possíveis. Fatos que podem ser válidos, na medida em que favorecem a promoção de saúde e apontam a importância do manejo multiprofissional na obesidade, que conta com envolvimento da equipe e da família.
Meningite causada por herpesvírus humano tipo 6: um relato de caso

Tony Tannous Tahan; Daniel Balaban; Matheus de Paiva Breziniscki; Renata Rolim Sakiyama; Tyane de Almeida Pinto; Bruno Araújo Jardim; Tatiane Emi Hirose; Andrea Maciel de Oliveira Rossoni

Resid Pediatr. 2021
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Meningites assépticas são comumente causadas por vírus. Na maioria dos casos (90%) o agente etiológico é o enterovírus, seguido por arbovírus, HIV, adenovírus, influenza e os vírus da famí-lia Herpesviridae. Entre estes, destaca-se o herpes simplex, o qual causa aproximadamente de 0,5% a 3% dos casos de meningite asséptica, sendo o herpes simplex 1 o mais frequente deste grupo. O herpesvírus humano tipo 6 (HHV-6), em casos mais raros, também pode estar associ-ado à meningite em combinação com exantema súbito. Este relato objetiva apresentar um caso raro de meningite causada por HHV-6 em um lactente. No caso apresentado temos um lactente do sexo masculino, 1 ano e 2 meses de idade, com história prévia de epilepsia e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, encaminhado a hospital terciário após avaliação em pronto atendimento com queixa de febre, irritabilidade, sonolência e vômitos com 7 dias de evolução. Análise do líquido cefalorraquidiano com PCR positiva para HHV-6. Recebeu alta em bom estado geral após 14 dias de correto tratamento medicamentoso. A infecção pelo HHV-6 é, muitas vezes, subdiagnosticada por possuir sintomas pouco específicos que remetam o quadro à doença. A identificação etiológica é recomendada em crianças com manifestações atípicas ou imunodeficiência, permitindo tratamento adequado de forma precoce, a fim de se evitarem complicações e sequelas principalmente neurológicas.
10 Anos: a Residência Pediátrica é dez!

Clemax Couto Sant’Anna; Marilene A. R. Santos; Marcia Alves Galvão

Resid Pediatr. 2021
Teratoma maduro de ovário em uma adolescente

Mattielli Dias do Carmo; Isabela Oliveira Fiorio; Rafael Silva Sampaio; Juliana Marques Coelho Bastos; Patrícia Leal Pinheiro; Gustavo Carreiro Pinasco; Kelly Cristina Varanda; Katia Valéria Manhabusque

Resid Pediatr. 2021
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Os tumores de ovário, apesar de raros na infância, devem ser considerados em meninas com dor em região hipogástrica, massa abdominal ou puberdade precoce. Os sintomas não são esclarecedores na distinção entre massas benignas (teratomas maduros) e malignas (teratomas imaturos) e por isso é necessário estabelecer correto diagnóstico para, sempre que possível, preservar a fertilidade da paciente. Paciente de 11 anos, apresentando massa palpável dolorosa em fossa ilíaca direita, compatível com teratoma maduro. Devido à raridade do diagnóstico e idade precoce da paciente foi desafiador definir a melhor conduta, optando-se por exérese tumoral com ooforectomia direita e salpingectomia ipsilateral. Espera-se que esse caso motive novos estudos sobre o tema.
Anamnese pediátrica: revisão de um tópico consagrado

Flavia Nardes; Giuseppe Mário Carmine Pastura

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVOS: Revisar os principais elementos que constituem a coleta de história nas consultas em pediatria.
MÉTODOS: Revisão não-sistemática da literatura científica, abrangendo 280 bases de dados da área das ciências da saúde vinculadas ao portal do Periódico CAPES.
RESULTADOS: São apresentados os principais pontos encontrados na literatura referentes à periodicidade das consultas e sobre elementos mais importantes da história clínica.
CONCLUSÕES: A despeito da mudança na epidemiologia das condições que afetam a saúde da criança no Brasil, a adequada realização da anamnese pediátrica se mantém como elemento cardinal no cuidado à criança.
Sedação intranasal para coleta de líquor em pediatria: relato de caso

Cinthia Bernardo Queiroz Borges; Bárbara Pimenta Novais Máximo; Daniel Raylander da Silva Rodrigues; Patrícia Marques Fortes; Paulo Sucasas Costa

Resid Pediatr. 2021
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A sedação em pediatria tem apresentado uma demanda crescente nas últimas décadas, uma vez que os princípios éticos determinam que o alívio da dor e conforto ao paciente devem ser oferecidos sempre que necessário. A via de administração intranasal surge então como uma forma oportuna para a sedação em procedimentos de pacientes sem acesso venoso. Relatamos um caso de sedação intranasal realizada com sucesso de um paciente em investigação diagnóstica de paralisia de membro inferior esquerdo sem acesso venoso, e que se encontrava ansioso diante da necessidade de procedimentos diagnósticos invasivos. A sedação intranasal, quando realizada sob as devidas precauções de segurança, representa uma via não parenteral de administração de fármacos sedativos fora do centro cirúrgico para realização de procedimentos de curta duração em pacientes pediátricos.
Prevalência de malformações congênitas em UTI neonatal no Sul do Rio Grande do Sul

Fernando Moraes de Moura; Simone de Menezes Karam; Marilice Magroski Gomes-da-Costa; Milene Pinto Costa; Thiago Rodrigues Cavole; Eduarda Cecília Pinguello; Kevin Francisco Durigon Meneghini

Resid Pediatr. 2021
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Defeitos congênitos são anomalias morfológicas ou funcionais presentes ao nascimento. Este trabalho objetiva relatar os defeitos congênitos mais frequentes em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) num período de cinco anos. Realizou-se um estudo transversal através da revisão dos prontuários dos pacientes internados na UTI neonatal, sendo a coleta de dados realizada através de fichas padronizadas e posterior digitação dos dados no programa Excel. Foram incluídas no estudo 60 crianças, representando 8,6% dos pacientes internados no período. Os defeitos congênitos foram mais frequentes em pacientes do sexo masculino (57,33%), pré-termos (39,33%) e com idade entre 0 e 7 dias de vida (55,7%). Em relação a etiologia, foi na maioria multifatorial, sendo os defeitos mais comuns os gastrointestinais (33,3%) e os cardíacos (28,3%). A síndrome de Down foi a síndrome de origem cromossômica mais frequente (11,6%). Dada a prevalência e importância dessas patologias em conjunto, sugere-se necessária a presença do médico geneticista como consultor ou membro da equipe da UTI neonatal, para auxiliar a conduzir a investigação do neonato e dar o adequado aconselhamento genético às famílias.
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