VOLUME 4 - 3 Supl.1 2014

Editorial
Artigo de Revisão

2 - Artigo de revisão: Vacinação da criança e adolescente

Immunization of children and the adolescents

Artículo de revisión: Vacunación del niño y adolescente

Aroldo Prohmann de Carvalho; Sônia Maria de Faria

Resid Pediatr. 2014;4(3 Supl.1):S10-S22

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A vacinação de crianças e adolescentes é uma estratégia de saúde extremamente importante na prevenção de doenças. As recomendações das práticas de imunizações devem ser baseadas em evidências científicas atualizadas, nas características das vacinas, epidemiologia das doenças específicas e características do hospedeiro. É atribuição do pediatra, nas consultas de puericultura, checar o status vacinal da criança e do adolescente e recomendar vacinas aos mesmos. Os calendários de vacinação para esta faixa etária devem ser consultados constantemente, uma vez que novas vacinas são frequentemente incorporadas, podendo, também, ocorrer alteração nas recomendações para utilização de vacinas que já fazem parte da rotina. O presente artigo tem por finalidade promover uma atualização sobre calendários vacinais utilizados no Brasil, com ênfase nos preconizados pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria. São descritas as principais características das vacinas incluídas nos calendários, como: constituição, esquema, dose, via de administração, eficácia, contraindicações e eventos adversos.

3 - Aleitamento materno: técnica, dificuldades e desafios

Breastfeeding: technical difficulties and challenges

Lactancia Materna: técnica, dificultades y retos

Luciano Borges Santiago; Francine Gelo Borges Santiago

Resid Pediatr. 2014;4(3 Supl.1):S23-S30

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Apesar do aleitamento materno (AM) exclusivo ser a melhor forma de alimentação nos primeiros 6 meses de vida, trazendo inúmeras vantagens para o bebê e sua mãe, o percentual de crianças nesta condição é muito baixo, não chegando aos 10% ao final deste período. As dificuldades que levam a este cenário são decorrentes, em sua maioria, de informações inadequadas e uma técnica incorreta da amamentação. Este artigo de revisão apresenta as principais dificuldades da amamentação, não apenas dificuldades físicas, mas também psicológicas e socioculturais, auxiliando o pediatra a enxergá-las de uma maneira holística e atuar adequadamente no manejo de cada uma delas. Foi priorizada a necessidade de prevenção das dificuldades por meio de uma técnica correta de AM e advertido que o pediatra ou residente de pediatria, para ser eficiente, precisa buscar conhecimento desta técnica e habilidade em comunicação (aconselhamento) pela leitura de material científico e cursos de capacitação.

4 - Creche e a mãe que trabalha

Daycare and the mother who works outside home

Guardería y la madre que trabaja

Tadeu Fernando Fernandes; Antonio de Azevedo Barros Filho; José Gabel; Maria Florinda Penna Carvalho; Eliane Garcez

Resid Pediatr. 2014;4(3 Supl.1):S31-S35

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Frente à necessidade das mulheres saírem de casa para trabalhar e, consequentemente, terem menor tempo de dedicação para o cuidado com os filhos, torna-se interessante pensar a creche como um lugar propício para a promoção da saúde da criança, focando no crescimento e desenvolvimento saudável. Vivemos um momento de transição, e a demanda por creches é maior do que a oferta. O déficit não fica restrito ao aspecto quantitativo, creches deixam muito a desejar também no qualitativo. A Pediatria precisa levantar uma bandeira em prol das crianças, agora terceirizadas à creche, participando de ações de gerenciamento multidisciplinar, treinando pediatras e equipes que atuam com educação e nutrição. A luta também é política, por mais creches, com bom padrão de qualidade.

5 - Prevenção de acidentes: um componente essencial da consulta pediátrica

Accident prevention: an essential component of the pediatric visit

Prevención de accidentes: un componente esencial de la consulta pediátrica

Renata Dejtiar Waksman, Danilo Blank

Resid Pediatr. 2014;4(3 Supl.1):S36-S44

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OBJETIVO: Atualização da literatura sobre o papel do pediatra na prevenção de acidentes. Fontes dos dados: Revisão quase-sistemática dos bancos MEDLINE, SciELO e Google Acadêmico, com combinações das palavras injúria, acidente, violência, prevenção, orientação; revisão não-sistemática de capítulos de livros e artigos clássicos. SÍNTESE DOS DADOS: O pediatra tem responsabilidade de proteger crianças de danos à saúde, dentre cujas causas preponderam as injúrias ou traumas por mecanismos externos. Há embasamento científico para que a orientação para a segurança seja um componente essencial da puericultura. A promoção da segurança pressupõe a mesma concepção semiológica da consulta pediátrica. Medidas efetivas de prevenção podem ser definidas a partir da análise de fatores de risco socioambientais; os principais são entornos inseguros, pobreza, baixo nível de educação, desemprego, habitações precárias, famílias numerosas, álcool e drogas, estresse, idade, sexo. Ações preventivas bem sucedidas combinam estratégias passivas e ativas, nos campos da legislação, modificação de produtos, economia, educação, modificação ambiental e atendimento de emergência. A orientação preventiva no âmbito do ambulatório é efetiva e é potencializada pelo fornecimento de material impresso e indicação de material na internet. O Relatório Mundial para a Prevenção de Injúrias em Crianças formulou as medidas de ação mais efetivas na prevenção de injúrias no trânsito, afogamento, queimaduras, quedas e intoxicações. O papel do pediatra é identificar crianças mais vulneráveis, fornecer orientação antecipatória de segurança, indicar aos pais fontes de orientação, auxiliar na coleta de dados estatísticos, atuar como consultor na elaboração de políticas públicas de segurança, colaborar em ações promotoras de segurança e promover a conscientização de seus colegas sobre promoção da segurança. CONCLUSÕES: A prevenção de acidentes é um componente essencial da consulta pediátrica, mas a educação é insuficiente; o pediatra tem que se engajar em ações interdisciplinares e próprias da comunidade.

6 - Adolescentes, esportes e suplementos: o que é verdade?

Teens, sports and nutritional supplements: what is truth?

Los adolescentes, los deportes y los suplementos nutricionales: ¿qué es la verdad?

Ricardo do Rêgo Barros

Resid Pediatr. 2014;4(3 Supl.1):S45-S48

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O autor destaca que os pediatras devem analisar o perfil dos pacientes, realizar um inquérito alimentar e investigar os motivos para uso de suplementos nutricionais para a pratica de atividades físicas. Assim, evita-se problemas clínicos que surgem com a ingestão excessiva ou exagerada de algumas das substâncias ditas ergogênicas.

7 - Prós e contras do uso da tecnologia

Pros and cons of using technology

Pros y contras del uso de la tecnología

Leonardo Rodrigues Campos; Lucas Rodrigues Campos; Nara Azevedo Rodrigues Campos

Resid Pediatr. 2014;4(3 Supl.1):S49-S52

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Neste artigo os autores emitem seu ponto de vista sobre aspectos benéficos ou não do emprego da tecnologia baseada nas mídias digitais que hoje estão definitivamente incorporadas no dia a dia das crianças. Desde a criação da World Wide Web ("www"), há cerca de 25 anos, outras ferramentas passaram a ser usadas, como os smartphones, até chegar ao iPad, hoje utilizado até mesmo por lactentes. Tudo isso, sem esquecer a presença constante da televisão. O papel do pediatra na orientação às famílias é relevante. O artigo destaca os pros e contras desta tecnologia na busca do desenvolvimento adequado das crianças e jovens.