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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Infinito Legado

Sidnei Ferreira

Resid Pediatr. 2019
Cuidados paliativos pediátricos, terminalidade e espiritualidade: Estamos preparados?

Marcielli Grangeiro Ferreira,; Simone Brasil de Oliveira Iglesias,

Resid Pediatr. 2019
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O desafio diário do Pediatra em lidar com crianças que desenvolvem doenças ameaçadoras ou limitantes de vida e suas famílias exige que ampliemos a percepção do cuidado para o âmbito do ser humano integral, com suas dimensões físicas, psicológicas, sociais e espirituais. Neste contexto, o olhar para a espiritualidade torna-se essencial no cuidado às crianças, aos adolescentes, aos familiares e, a nós mesmos, profissionais de saúde. Estamos preparados?.
Avaliação e tratamento da dor no período neonatal

Rita de Cássia Xavier Balda; Ruth Guinsburg

Resid Pediatr. 2019
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Partindo-se do conhecimento de que recém-nascidos, mesmo os prematuros extremos e os criticamente doentes de qualquer idade gestacional, são capazes de sentir dor e que a dor, nesses pacientes, leva a repercussões fisiológicas e comportamentais que podem aumentar a morbidade e a mortalidade em curto e médio prazos e que podem levar a consequências no desenvolvimento do sistema nociceptivo e neurológico em longo prazo, a presença de dor em recém-nascidos internados em unidade de terapia intensiva ou submetidos a procedimentos potencialmente dolorosos deve ser sistematicamente avaliada e, quando presente, tratada de acordo com o estado da arte no que se refere a medidas farmacológicas e não farmacológicas para alívio da dor no período neonatal. O presente artigo é um guia prático para a realização de avaliação sistemática da dor no recém-nascidos e seu tratamento. É evidente que, em se tratando de um sintoma subjetivo em uma população que ainda não é capaz de verbalizar o que sente e para a qual as evidências científicas nas quais se baseiam as medidas terapêuticas são escassas, a controvérsia permeia todo o tema. Assim, o leitor encontrará, longe de uma verdade absoluta, uma sugestão para sua atuação prática.
Uma criança com rash e artrite: qual o seu diagnóstico?

Marianna Caruso M. Bloise; Thamiris Rosa E. Auad; Verônica Oliveira; Bruno Rocha; Adriana Mesquita; Andrea Valentim Goldenzon; Sandra Mara Amaral; Patricia Fernandes Barreto Costa

Resid Pediatr. 2019
Descrição do perfil clínico e epidemiológico do parto prematuro e seus desfechos neonatais

Ana Clara Monteiro Laranjeira

Resid Pediatr. 2019
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OBJETIVO: Descrever o perfil clínico e epidemiológico do parto prematuro em uma unidade da rede pública de saúde.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo envolvendo a análise de prontuários de 94 neonatos nascidos antes de 37 semanas completas de gestação e os de suas respectivas mães. Para investigação, foram observados dados referentes às condições socioeconômicas maternas, a presença de doenças intercorrentes da gestação, a ocorrência de eventos perinatais agravantes, as condições de nascimento e as complicações neonatais apresentadas.
RESULTADOS: A maioria das gestantes estudadas se encontrava na faixa etária de 15 a 35 anos, tinha entre 4 e 7 anos de escolaridade e residia em áreas urbanas. 95% das gestações foram de feto único, e a prevalência de hipertensão e diabetes foi de 12 e 6%, respectivamente. A ruptura prematura de membrana ocorreu em 25% dos casos, as infecções maternas do trato genitourinário, em 27%, e a corioamnionite, em 5%. A maioria dos neonatos pesava entre 1.000 e 2.499 gramas ao nascer. A complicação mais encontrada foi a infecção neonatal (32%), em especial a sepse precoce, mais observada entre os prematuros de menor idade gestacional e peso, e também naqueles cujas mães apresentaram alguma infecção na gravidez. Outros desfechos neonatais relevantes foram as alterações respiratórias (27%) e a icterícia (26%). Houve 26 óbitos na amostra estudada.
CONCLUSÕES: Prevenir prematuridade e suas consequências demanda conhecimento e monitoramento dos fatores de risco.
Esteatose hepática em crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade

Marcos Antonio da Silva Cristovam; Maysa dos Santos; Adriana Chassot Bresolin; Gleice Fernanda Costa Pinto Gabriel; Fabiano Sandrini

Resid Pediatr. 2019
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OBJETIVO: Identificar a presença de esteatose hepática em um grupo de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade.
MÉTODOS: Estudo descritivo e transversal, com 30 pacientes analisados, com idade entre 5 a 18 anos, no período entre janeiro/2016 e janeiro/2017. Sobrepeso e obesidade foram definidos como índice de massa corporal ≥ p85 e ≥ p97 para idade e sexo, respectivamente. Foram analisadas as variáveis: sexo; idade; peso; estatura; circunferência abdominal; e pressão arterial. A avaliação bioquímica consistiu de perfl lipídico (colesterol total, LDL-c, HDL-c e triglicerídeos), ALT e glicemia de jejum. A esteatose hepática, avaliada por ultrassonografia, foi classificada em leve, moderada e grave.
RESULTADOS: A esteatose hepática foi diagnosticada em 53,4% dos pacientes e observou-se maior frequência do grau leve (46,7%), seguida de moderada (6,7%). Dos pacientes com esteatose hepática, 56,3% eram do sexo masculino e 43,7% do sexo feminino, sendo que 62,5% apresentavam 12 anos ou mais. Esteatose hepática foi detectada em 18,7% dos pacientes com sobrepeso e 81,3% dos pacientes com obesidade. Hipertensão arterial foi identificada em 10% dos participantes e 60% estavam com a pressão arterial limítrofe. A circunferência abdominal estava aumentada em 90% dos participantes. Na avaliação bioquímica foi encontrada ALT elevada em 6,7%, hipercolesterolemia em 30%, LDL-c elevado em 6,7%, hipertrigliceridemia em 43,3%, HDL-c baixo em 46,7% e hiperglicemia de jejum foi encontrada em 6,7% dos participantes.
CONCLUSÃO: A frequência de esteatose hepática foi elevada em pacientes com sobrepeso e obesidade. Portanto, a sua triagem nos pacientes com fatores de risco está indicada.
Febre maculosa brasileira: Importância do diagnóstico e tratamento precoces

Yasmim de Freitas Vilaça Decaris Veloso; Nedstani de Freitas Soares; Ana Flávia Quaresma Ragone; Karen Anry Chan; Paula Marques de Oliveira Martins; Fabiana Maria Kakehasi; Alexandre Rodrigues Ferreira; Adrianne Mary Leão Sette e Oliveira

Resid Pediatr. 2019
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A febre maculosa brasileira é uma doença febril aguda causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pela picada de carrapatos, tendo o Amblyomma cajennense como principal vetor. Apesar de ser zoonose endêmica no Brasil, especialmente na região Sudeste, a suspeição ainda é baixa e tardia, o que acaba gerando atraso no início do tratamento e pode apresentar elevada letalidade se não for prontamente identificada e tratada. Esse relato de caso descreve uma criança de 10 anos com febre, exantema, cefaleia, mialgia, náuseas, vômitos, dor abdominal e sinais meníngeos que iniciou tratamento com doxiciclina com 8 dias de evolução dos sintomas e foi a óbito 33 horas após suspeição diagnóstica.
Conhecimento dos pediatras sobre a obstrução congênita das vias lacrimais

Lívia Mendonça Ferreira; Silvana Artioli Schellini; Alicia Galindo-Ferreiro; Denise de Cássia Moreira Zornoff; Joelma Gonçalves Martin; Roberta Lilian Fernandes de Sousa Meneghim; Carlos Roberto Padovani

Resid Pediatr. 2019
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OBJETIVO: Avaliar o conhecimento entre pediatras gerais sobre obstrução nasolacrimal congênita (ONLC) e seu tratamento para esta condição.
MÉTODOS: Este estudo observacional utilizou um questionário desenvolvido pelos autores para avaliar a atenção primária da ONLC realizada pelos pediatras e suas percepções sobre a condição.
RESULTADOS: Cento e trinta e dois pediatras responderam ao questionário. A maioria (94,2%) das crianças com ONLC tinha menos de 6 meses quando foram avaliadas por um pediatra. A resolução espontânea foi observada em 56 (78,9%) crianças. Setenta e oito (97,5%) pediatras recomendaram massagem como tratamento para ONLC. Sessenta e sete (50,7%) pediatras indicaram seu conhecimento limitado na etiologia da ONLC. No entanto, 74 (56,1%) pediatras consideraram que tinham bons conhecimentos para o diagnóstico. Noventa e sete por cento dos pediatras responderam que é necessário mais treinamento em ONLC.
CONCLUSÃO: A maioria dos pacientes com ONLC avaliados por pediatras tem menos de 6 meses e a massagem pode resultar em resolução espontânea da obstrução em 78,9% dos pacientes. A maioria dos pediatras indica que é necessária mais informação sobre ONLC durante o treinamento médico ou especializado. ONLC pode ser diagnosticada corretamente e o tratamento recomendado é a massagem ocular.
Eritema nodoso por contraceptivo injetável em Pediatria

Luciane Silva De Moraes; Isabela de Atayde Pacheco Cordeiro; Thaís Furtado Marcolino; Juliano Pablo de Pinho Tavares

Resid Pediatr. 2019
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INTRODUÇÃO: O eritema nodoso (EN) é uma paniculite sem vasculite, caracterizada por nódulos cutâneos inflamatórios com predomínio em região pretibial, resultado de uma reação de hipersensibilidade tardia a doenças sistêmicas ou fármacos. Pode ter quadro sistêmico associado.
OBJETIVO: Propomos o relato de um caso de eritema nodoso em adolescente cuja etiologia suspeita foi o uso de anticoncepcional hormonal combinado injetável.
RELATO DE CASO: Paciente feminina, 12 anos, admitida com quadro de eritema nodoso clássico, com lesões nodulares, inflamatórias, simétricas, em face anterior de pernas e sinais sistêmicos como febre e mialgia. Após internação para investigação etiológica, foi levantada a suspeita de EN por uso de anticoncepcional injetável combinado nos últimos dois meses, tendo evoluído para cura espontânea após cerca de 8 semanas com uso apenas de sintomáticos e suspensão do anticoncepcional.
CONCLUSÃO: O papel do estrógeno na fisiopatologia deste caso de eritema nodoso não está bem estabelecido, porém deve-se pensar nos anticoncepcionais como uma possível causa para o eritema nodoso no caso de adolescentes do sexo feminino após início da vida sexual ativa, tendo descartado as demais etiologias.
Avaliação da adequação do uso de hemocomponentes em pacientes pediátricos não críticos

Vivian Henriques do Amaral; Maria Cristina Pessoa dos Santos

Resid Pediatr. 2019 2
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OBJETIVO: O objetivo desse estudo retrospectivo descritivo é expor as características epidemiológicas dos receptores de hemocomponentes e as características técnicas dos produtos utilizados nos pacientes não críticos de um hospital pediátrico terciário, além de avaliar a adequação das transfusões de hemocomponentes em conformidade com as diretrizes apresentadas pelo British Committee for Standards in Hematology (BCSH).
MÉTODOS: Foi realizado um levantamento de todas as transfusões realizadas entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2015, seguido da revisão dos respectivos prontuários e coleta de dados epidemiológicos. Posteriormente, as transfusões foram e classificadas em apropriadas e inapropriadas conforme suas indicações clínicas e de acordo com as diretrizes já citadas.
RESULTADOS: Foram estudados 49 eventos transfusionais no período do estudo, em unidades não intensivas clínicas e cirúrgicas, sendo 63,3% transfusão de concentrados de hemácias, seguidos pelos concentrados de plaquetas (32,6%) e plasma fresco congelado (4,1%). Após avaliação, foi encontrado um percentual de inadequação de 55,1% nas indicações de hemotransfusão, contrastando com a literatura vigente, que apresenta taxas menores de divergências nas indicações transfusionais.
CONCLUSÃO: Os dados obtidos no presente estudo indicam a necessidade de intervenções para a implementação efetiva das diretrizes apresentadas pelo BCSH, melhorando assim a prática transfusional nesse grupo de pacientes.
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