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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Cetoacidose diabética em paciente pediátrico associada a COVID-19: relato de caso

Kamilla Martins Duarte de Pádua; Bruna Serpa Silva; Glaucia Naves Silva; Wânia Martins Freitas Albuquerque; Fernando Neves de Paula; Alessandra Ribeiro Ventura Oliveira; Maria Carolina Guimarães Santos Alves

Resid Pediatr. 2021
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A pandemia causada pela COVID-19 provoca doença que se manifesta através de sintomas gripais de leve à severa intensidade, até variadas apresentações clínicas, envolvendo diferentes órgãos e sistemas. Em pacientes pediátricos, a COVID-19 tem mostrado manifestações mais brandas em relação aos pacientes adultos. Os autores relatam neste artigo um caso que sugerem a cetoacidose diabética (CAD) como manifestação inicial da COVID-19, em paciente do sexo feminino de 13 anos de idade, previamente diagnosticada com diabetes mellitus tipo I, admitida em um pronto-socorro pediátrico com sintomatologia compatível com CAD, posteriormente testada positiva para o coronavírus. Discute-se, neste artigo, a importância de considerar a COVID-19 como causa de descompensação diabética na população pediátrica e a possibilidade dessa relação auxiliar na descoberta de novos mecanismos da doença.
Aspectos bioéticos na prevenção da transmissão vertical e manejo do tratamento com antirretrovirais em gestantes portadoras de HIV/AIDS no Brasil

Cristiane Cremiude Ribeiro-Fernandes

Resid Pediatr. 2021
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Em 2012, a Organização das Nações Unidas juntamente com a Organização Mundial de Saúde relataram que, até o término de 2011, existiriam cerca de 34 milhões de portadores do vírus da imunodeficiência humana no mundo. Entre outras formas, a transmissão vertical tem sido foco de atenção na medida em que se constatou aumento de casos de infecção em mulheres. Neste contexto, este trabalho objetiva presentar o tratamento com antirretrovirais em gestantes portadoras de HIV/AIDS, bem como discutir os aspectos bioéticos relacionados à prevenção da transmissão vertical. Em 1994, o Protocolo 076 comprovou que o uso de zidovudina em mulheres grávidas portadoras do vírus, durante o pré-natal e no momento do parto e, no bebê, durante as seis primeiras semanas de vida, reduziu em 2/3 a transmissão do vírus para as crianças. Posteriormente, o Ministério da Saúde adotou medidas para diminuir a incidência de transmissão vertical. Na atualidade o médico pode fazer uso de diretrizes e deve utilizar os tratamentos disponíveis para o bem dos enfermos, segundo sua capacidade e juízo, de acordo com a tradição hipocrática, desde que sejam adequadamente mensurados os riscos que tais medicamentos podem promover a gestante e ao bebê.
Análise do ensino de pediatria nas escolas médicas de Recife e região metropolitana: um estudo transversal

Germanna Virgínya Cavalcanti Silva; Luana Freire Góes Lima; Camila Esteves Paredes; Maria Amanda Londres Lopes Pinheiro; Mariana de Freitas Berenguer; Jéssica Bezerra Diniz Dantas; Jeddson do Rêgo Nascimento; Carmina Santos; Eduardo Jorge da Fonseca Lima

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVOS: Descrever as matrizes curriculares do ensino de pediatria nas escolas médicas da cidade do Recife e região metropolitana, analisando sua adequação em relação às diretrizes nacionais.
MÉTODOS: Estudo de corte transversal. A coleta de dados ocorreu por meio de formulário padronizado, as informações fornecidas pelos coordenadores e/ou docentes em entrevista presencial. Foram abordados aspectos relacionados à carga horária da graduação e das atividades destinadas ao ensino de pediatria, o momento de inserção da pediatria na grade curricular e cenários de aprendizagem prática. A amostra foi composta por seis escolas médicas.
RESULTADOS: A natureza jurídica das instituições apresentou-se da seguinte forma: pública federal 1/6, pública estadual 1/6 e privada 4/6. Todas apresentaram carga horária da graduação superior a 7.000 horas, a carga horária de pediatria variou entre 601 e maior que 1.000 horas. O primeiro contato dos estudantes com a pediatria ocorreu no primeiro ano do curso em quatro das instituições, nas demais, ocorreu entre o segundo e terceiro ano. As instituições realizam avaliação de competências clínicas nos primeiros quatro anos da graduação. Cinco delas já realizam, ou está prevista para ser realizada, a avaliação de competências clínicas durante o internato.
CONCLUSÃO: Verificou-se que o ensino de pediatria desenvolvido nas escolas médicas avaliadas apresenta diferenças de carga horária, embora a maioria acabe por contemplar os objetivos das diretrizes curriculares nacionais. O aumento na carga horária de pediatria teve relação com a implementação da estratégia saúde da família.
Eficácia do uso do sulfato de magnésio intravenoso no tratamento da asma aguda em crianças e adolescentes: uma revisão integrativa

Cláudio Nunes da Silva; Alessandra Ribeiro Ventura Oliveira,,; Flávia Nunes da-Silva

Resid Pediatr. 2021
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O estudo tem como objetivo analisar os principais efeitos do sulfato de magnésio intravenoso para o tratamento da asma aguda grave em crianças e adolescentes. Realizou-se uma revisão integrativa utilizando-se os descritores “sulfato de magnésio”, “asma grave”, “crianças” e “adolescentes” nos idiomas inglês, português e espanhol. Os critérios de inclusão foram artigos na íntegra que retratassem a temática do uso intravenoso do sulfato de magnésio no tratamento da asma aguda grave em crianças e adolescentes, publicados no período de 2010 a 2018. O estudo foi finalizado com 6 artigos e os principais efeitos observados foram eficácia e diminuição na taxa de internação dos pacientes pediátricos, ocasionando maior benefício aos pacientes estudados, nos últimos 7 anos.
Gravidez na adolescência: um estudo de base hospitalar

Carolina Dresch Dociatti; Maria Beatriz Reinert do Nascimento; Scheila Siebeneicher; Marco Antonio Moura Reis

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVOS: Caracterizar as adolescentes atendidas em uma maternidade de grande porte no sul do Brasil e avaliar a associação da assistência pré-natal inadequada com desfechos perinatais adversos.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, de abordagem quantitativa, por meio da avaliação de prontuários eletrônicos de adolescentes, com idade inferior a 18 anos, e de seus neonatos. Para caracterizar a população estudada, foram utilizados métodos estatísticos descritivos, calculando-se distribuições de frequências e medidas de tendência central. Para a análise da associação entre falta de realização de pré-natal satisfatório (oito consultas ou mais) e variáveis maternas e neonatais foram utilizados o teste do qui-quadrado e o teste exato de Fisher, admitindo-se um nível de significância de 0,05.
RESULTADOS: Foram 378 partos de gestantes com menos de 18 anos de idade. A frequência de prematuridade, baixo peso ao nascimento, admissão no berçário, óbito neonatal e amamentação à alta foram respectivamente 11,3%, 8,9%, 5,5%, 2,4% e 99,7%. Ter feito menos de oito consultas médicas no período pré-natal foi associado significativamente a variáveis neonatais como prematuridade, baixo peso ao nascer, internação na unidade neonatal e óbito neonatal (p=0,0000, p=0,0339, p=0,0231 e p=0,0152).
CONCLUSÕES: Assistência pré-natal insatisfatória foi associada à prematuridade, baixo peso ao nascer, admissão na unidade neonatal e óbito neonatal.
Aterosclerose coronariana obstrutiva fatal em criança de 9 anos: relato de caso

Lucas Santiago Santos do Carmo; Maria José Leão Lima; Rogério dos Anjos Miranda

Resid Pediatr. 2021
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O presente caso é de uma criança de 9 anos com dor torácica e sinais clínicos de hipercolesterolemia. Durante a investigação foi confirmada hipercolesterolemia primária, além da presença de valva aórtica bicúspide e doença arterial coronariana severa, sendo esta a causa da dor torácica. Infelizmente, o paciente evoluiu a óbito durante o cateterismo cardíaco, apesar da implantação de dispositivo tipo stent e realização de ressuscitação cardíaca. A doença aterosclerótica é rara entre crianças, sendo comumente associada a formas familiais de hipercolesterolemia. A presença de valva aórtica bicúspide é uma alteração congênita comum, porém raramente é descrita a associação com hipercolesterolemia familiar. Dor torácica é uma queixa comum na população pediátrica e, ainda que na imensa maioria dos casos não esteja associada à causa cardíaca, deve ser investigada quando há um cenário clínico de hipercolesterolemia, especialmente as formas familiares.
Revisão de literatura: a lei do acompanhante - sua importância e descumprimento

Cristiane Cremiude Ribeiro-Fernandes

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVOS: No Brasil, em 2005 foi promulgada a Lei Federal no 11.108, que determina que os serviços de saúde são obrigados a permitir à gestante o direito a acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto. Este trabalho tem como objetivo avaliar, através de revisão de literatura, a importância da Lei no 11.108/2005 e se essa tem sido cumprida de forma adequada.
MÉTODOS: Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed e SciELO para localizar estudos abordando relatos sobre o cumprimento e importância da Lei no 11.108/2005 em hospitais brasileiros.
RESULTADOS: Dos 27 resultados, foram selecionados 4 estudos para compor esta revisão. A Lei Federal que garante a mulher o direito de estar acompanhada por alguém de sua escolha na rede pública de saúde é muitas vezes descumprida, levando a parturiente e o bebê a não desfrutarem dos inúmeros benefícios do acompanhamento durante todo o período de trabalho de parto. Esse descumprimento ocorre, principalmente, pelo não conhecimento da mãe de seus direitos e pelo autoritarismo de instituições públicas e de seus colaboradores que não permitem à mãe ter o seu direito cumprido.
CONCLUSÃO: É de suma importância que os líderes de maternidades públicas estejam atentos a esse descumprimento para mudar este cenário.
Linfohistiocitose hemofagocítica por vírus Epstein-Barr: relato de caso em pediatria com abordagem diagnóstica

Jáder Pereira Almeida; Paulo Ramos David João

Resid Pediatr. 2021
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INTRODUÇÃO: Linfohistiocitose hemofagocítica (HLH) é uma doença caracterizada pela desregulação do sistema imunológico, podendo resultar em óbito. O principal agente infeccioso associado com HLH é o vírus Epstein-Barr (EBV).
OBJETIVO: Apresentar o caso de uma criança que desenvolveu HLH por vírus Epstein-Barr com evolução grave, descrevendo o processo de investigação até o diagnóstico.
RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 5 anos, apresentou febre diária associada à odinofagia e aumento do volume da região cervical por 10 dias antes da internação. Evoluiu com neutropenia febril e disfunção de múltiplos órgãos. Ampla investigação diagnóstica foi realizada, confirmando HLH por EBV. Apesar do tratamento, o paciente morreu de hemorragia pulmonar.
DISCUSSÃO: Linfohistiocitose hemofagocítica faz parte do diagnóstico diferencial de linfadenopatia cervical. Em alguns pacientes, existe dificuldade de confirmação diagnóstica devido à ausência de critérios diagnósticos no início do quadro. Além disso, a ocorrência de manifestações atípicas do EBV pode dificultar a interpretação dos exames complementares.
CONCLUSÃO: É necessário alto nível de suspeição de maneira a realizar diagnóstico precoce e contribuir para maior sobrevida aos pacientes que venham a desenvolver essa doença.
Síndrome de Pfeiffer tipo 2: relato de um caso

Lais Miranda Balseiro; Ingrid Pimentel Buosi; Haroldo Teófilo de Carvalho; Mauro Hatsuo Suetugo; Luis Antônio Baraldi

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVO: Descrever um caso raro de Síndrome de Pfeiffer tipo 2 em um recém-nascido do sexo masculino.
RELATO DE CASO: Recém-nascido do sexo masculino, pré-termo de 33 semanas e 2 dias, ultrassonografia seriada sugerindo no segundo trimestre presença de craniossinostose e outras anomalias como vértebras irregulares e estreitas, paquigiria e ventriculomegalia, sendo confirmada posteriormente com ressonância magnética. Não foram necessárias medicações e manobras obstétricas para o nascimento. Apgar de 4, frequência cardíaca menor que 100bpm, evolução respiratória precária, havendo necessidade de intubação orotraqueal, cateterismo venoso umbilical e sonda orogástrica. Com 2 horas de vida, apresentou bradicardia juntamente com instabilidade hemodinâmica, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória sem sucesso na reanimação cardiopulmonar. Foi à óbito 3 horas após nascido.
COMENTÁRIOS: A síndrome de Pfeiffer é rara, sendo a tipo 2 a mais letal por possuir crânio em forma de trevo. É associada a mutações genéticas em receptores de crescimento de fibroblastos FGFR1, FGFR2 e FGFR3. A fusão prematura das suturas cranianas impede o crescimento normal do crânio interferindo no formato da face e cabeça. O prognóstico está associado à gravidade das anomalias e ao diagnóstico precoce através da história gestacional e familiar, por exames físicos detalhados e de imagens (ultrassonografia tridimensional e ressonância magnética). O paciente deve possuir tratamento multidisciplinar logo ao nascimento.
Pancreatite posterior a infecção por SARS-CoV-2 em paciente pediátrico indígena da tribo Paranapuã

Kamilla Mayr Martins Sá; Gabriela Coyado Grilo André Cruz; Isabella de Almeida Flores; Lorena Costa Araújo; Emília Soto Estebez; Iane Rocha Holanda; Gabriela Resende da Silva; Ulisses Kiskissian Martins; Marilene Kiskissian Martins; Rogério Aparecido D Dedivits

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVO: Aventar a hipótese de existir correlação entre a infecção prévia pelo SARS-CoV-2 e a pancreatite aguda devido ao processo inflamatório ocasionado pelo vírus em paciente pediátrico indígena.
RELATO DE CASO: Paciente indígena do sexo feminino de 7 anos, da tribo Paranapuã, com histórico de contato com comunidade com infectados pela COVID-19, apresentando quadro de pancreatite aguda de etiologia desconhecida mesmo depois de investigação laboratorial e por imagem, apresentando acometimento pulmonar e IgG positivo para SARS-CoV-2.
COMENTÁRIOS: No limiar da pandemia da COVID-19 verificou-se um aumento do acometimento de diversos órgãos e sistemas, principalmente em pacientes pediátricos, intrigando o aparecimento de quadros inflamatórios como a pancreatite aguda. Esse é um relato de caso descrevendo um acometimento raro e ainda não descrito na literatura de forma extrapulmonar da COVID-19, de uma possível correlação entre quadro inflamatório viral e acometimento de pâncreas em paciente indígena Paranapuã.
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