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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Interconsultas em reumatologia pediátrica: casuística de hospital terciário no Sul do Brasil

Ricardo Gullit Ribeiro; Márcia Bandeira

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO: Descrever o perfil clínico-epidemiológico de pacientes pediátricos atendidos via interconsultas em ambulatório de reumatologia pediátrica (RP).
MÉTODOS: Estudo transversal e observacional que analisou os prontuários dos pacientes atendidos na forma de interconsultas em um ambulatório de RP de um hospital terciário durante 14 meses. Dados epidemiológicos, de história clínica e exames laboratoriais foram coletados e estatísticas descritivas foram realizadas.
RESULTADOS: Foram incluídos 37 pacientes, 27 (73%) do sexo feminino e 10 (27%) do sexo masculino, com idade mediana de 12,4 anos (mín.: 1,3/máx.: 15,9). Já tendo realizado diversos exames complementares, os pacientes foram encaminhados por 13 especialidades diferentes, tendo predomínio da dermatologia pediátrica. Na primeira consulta com reumatologista pediátrico, as principais queixas foram: artralgia (51,3%), manchas cutâneas (32,4%) e rash cutâneo (29,7%). O período compreendido entre o início dos sintomas e a consulta variou entre 16 e 4.554 dias, com mediana de 730 dias. 20 (54,1%) pacientes tiveram como desfecho a exclusão de uma doença reumatológica, três (8,1%) perderam seguimento e 14 (37,8%) foram diagnosticados com doenças reumatológicas, sendo as mais comuns: esclerodermia linear (28,6%), lúpus eritematoso sistêmica juvenil (28,6%), artrite idiopática juvenil (14,3%) e dermatomiosite juvenil (14,3%).
CONCLUSÃO: As principais queixas dos pacientes referenciados à RP foram artralgia e lesões cutâneas, com um longo período de evolução dos sintomas, além de ampla faixa etária e papel preponderante das pacientes do sexo feminino. Além disso, nota-se que previamente à avaliação do reumatologista pediátrico, os pacientes consultaram várias especialidades e foram expostos a diversos exames complementares.
Sensibilidade ao glúten não celíaca em pacientes pediátricos: uma revisão da literatura

Vânia Gameiro de Carvalho; Nathalia Silva Queiroz

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO: Este trabalho possui o objetivo de revisar a bibliografia pertinente acerca do tema sensibilidade ao glúten não celíaca em crianças e de resumir os principais dados de patogênese, sintomatologia e métodos diagnósticos atualmente estabelecidos, úteis para o esclarecimento da classe médica pediátrica a respeito dessa patologia.
MÉTODOS: As bases de dados selecionadas foram: PubMed (National Center for Biotechnology Information), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Eletronic Library Online). Foram elegidas publicações de 2016-2021, nos idiomas inglês, português ou espanhol, que contribuíssem para a presente revisão, através dos termos criança, pediatria, sensibilidade ao glúten não celíaca e sensibilidade ao glúten.
RESULTADOS: A sensibilidade ao glúten não celíaca ocorre em pacientes em que a doença celíaca e a alergia ao trigo foram descartadas. Manifestações intestinais e extraintestinais ocorrem após a ingestão de alimentos que contém glúten e desaparecem após a retirada do mesmo da dieta. A base fisiopatogênica da sensibilidade ao glúten não celíaca está relacionada à resposta imunológica inata do organismo desencadeada por peptídeos do glúten. O teste de desafio duplo cego controlado com placebo é considerado padrão ouro para investigação diagnóstica, apesar de limitações. Novos métodos estão em testes, a fim de afirmar, corretamente, o diagnóstico de sensibilidade ao glúten não celíaca.
CONCLUSÃO: A determinação diagnóstica da sensibilidade ao glúten não celíaca é fundamental para que o paciente pediátrico não seja submetido, desnecessariamente, a dietas isentas de glúten que podem repercutir negativamente no âmbito de sua nutrição e desenvolvimento.
Perfil clínico e radiológico de crianças internadas com pneumonias complicadas

Laís de Paiva Gabriel; Rafaela Baroni Aurilio; Clemax Couto Sant’Anna

Resid Pediátr. 2022
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A maioria das crianças tem de 4 a 6 infecções respiratórias agudas (IRA) por ano. Dessas, apenas 2-3% evoluem para pneumonia. A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma das infecções do trato respiratório inferior. PAC em crianças continua a ser um problema de saúde pública global em virtude de sua alta morbimortalidade, sendo a doença que mais mata crianças entre 0 e 5 anos de idade no mundo. A PAC complicada é definida como permanência da febre ou instabilidade clínica após 48-72 h da admissão por PAC. O objetivo deste trabalho é descrever as PACs complicadas, internadas em um hospital pediátrico, entre abril de 2006 e abril de 2018.Trata-se de estudo retrospectivo, observacional e descritivo, com crianças e adolescentes de 0 a 13 anos, internados com PAC complicada nas enfermarias de um hospital pediátrico, no período de abril de 2006 a abril de 2018. Foram levantados dados dos pacientes e preenchido formulário de coleta de dados. Serão estudadas as seguintes variáveis: idade, sexo, tipo de complicação pulmonar/extrapulmonar, estado vacinal (vacina antipneumocócica), tempo de tratamento, frequentadores ou não de creche. Foi feita análise descritiva das variáveis categóricas sob forma de frequência, e das numéricas sob forma de percentual, média e mediana. Concluiu-se com este trabalho que o perfil clínico e radiológico das pneumonias em determinado hospital pediátrico é semelhante ao encontrado na literatura mundial atualmente.
O conhecimento de escolares do ensino fundamental sobre as modalidades do atletismo

Diogo Dias de Souza

Resid Pediátr. 2022
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A educação física escolar é essencial para o desenvolvimento da criança e do adolescente, sendo através das atividades realizadas diariamente que eles começam a desenvolver suas habilidades motoras e físicas. O conhecimento das modalidades de atletismo por escolares do ensino fundamental tornou-se objeto de desse estudo pela possibilidade de contribuir para uma melhor preparação física dos alunos. Através de um desenho transversal e exploratório, em uma amostra de conveniência constituída por 30 alunos, foi aplicado um questionário elaborado pelo autor. Observou-se que a modalidade de esporte preferida foi a corrida por 60% dos entrevistados. Resultados referentes às demais variáveis analisadas sugeriram que, ainda hoje, há necessidade de que os professores de educação física deem uma maior ênfase ao atletismo e as suas modalidades, cientes dos relevantes benefícios que a prática regular pode trazer para crianças e adolescentes em crescimento e desenvolvimento.
Perfil clínico-epidemiológico dos pacientes pediátricos assistidos pelo programa de assistência domiciliar interdisciplinar de um hospital de referência no Rio de Janeiro

Raquel Gomes Lot; Almiro Domiciano da Cruz Filho

Resid Pediátr. 2022
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O Programa de Assistência Domiciliar Interdisciplinar do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (INSMCA Fernandes Figueira/FIOCRUZ) - PADI IFF - é pioneiro na atenção domiciliar (AD) pediátrica pública no estado do Rio de Janeiro. Ele promove desospitalização segura, proporciona continuidade do cuidado de maneira multidisciplinar, integral e individualizada, humanizando a assistência de crianças com condições crônicas complexas de saúde e dependentes de tecnologia. Foi descrito o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes do programa analisando-se: gênero, idade, data de internação, origem, residência, diagnósticos, número de internações prévias, dependência de tecnologias, tempo de internação hospitalar antes da alta pelo programa, reinternações durante a AD e desfecho da AD. Não houve predominância de gênero, a maioria é formada por lactentes e pré-escolares, residentes do município do Rio de Janeiro. A maternidade de origem dessas crianças é o INSMCA Fernandes Figueira em 70% dos casos. As condições clínicas eram, em sua maioria, compostas por afecções respiratórias e foi visto que 90% dos pacientes possuem doenças relacionadas ao período perinatal (malformações congênitas, distúrbios genéticos, afecções da prematuridade). As condições crônicas foram responsáveis por longos períodos de internação, muitos deles com origem no período neonatal. Todos são dependentes de pelo menos dois tipos de tecnologia médica e 80% possui mais de um diagnóstico. Prevaleceu o uso de ostomias, sendo a gastrostomia o principal dispositivo. São dependentes de oxigenioterapia 80% dos pacientes e 50% utiliza ventilação mecânica. Após a desospitalização, 40% das crianças nunca reinternaram e duas receberam alta do programa.
Cânula nasal de alto fluxo em pediatria: quando, como e por quê?

Samara Damin; Camila de Souza Espindola; Adriana Koliski; Marcelo Rodrigues; Valéria Cabral Neves; Debora Carla Chong Silva; José Eduardo Carreiro

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVOS: Realizar uma revisão bibliográfica não sistematizada e propor um fluxograma de utilização da CNAF em pediatria.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão não sistemática, onde foram selecionados estudos publicados nos últimos cinco anos com o objetivo de propor um fluxograma para orientação do uso da CNAF em pediatria.
RESULTADOS: Obtiveram-se 34 artigos, quinze foram excluídos por abordarem apenas a população neonatal, cinco por não tratarem do tema, um por não trazer o texto completo e um por ser protocolo de estudo. Além dos doze artigos da busca inicial, foram incluídos mais onze artigos considerados relevantes ao objetivo da revisão, selecionados a partir das listas de referências. A partir dos dados obtidos dos artigos selecionados, foi relatado sobre a definição da terapia, componentes do aparelho, parâmetros a serem ajustados, os mecanismos de ação, as indicações e contraindicações, benefícios e possíveis complicações de seu uso resultando em um fluxograma de uso da terapia.
CONCLUSÃO: Estudos sugerem que o alto fluxo é um método seguro, bem tolerado e de fácil aplicação. Além disso, pode evitar a necessidade de ventilação mecânica não invasiva e invasiva. Um fluxograma para otimização do seu uso em pediatria, pode ser vantajoso para o sucesso da terapia.
Incidência de restrição de crescimento extrauterino e fatores de risco e proteção associados em recém-nascidos de muito baixo peso

Kerolaynne Fonseca de Lima; Suianny Karla de Oliveira Macedo; Arthur Pedro Marinho; Camila Dayze Pereira Santos; Lorena de Carvalho Monte de Prada; Ana Cláudia Moraes Medeiros de Lima; Ana Verônica Dantas de Carvalho; Anna Christina do Nascimento Granjeiro Barreto

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO:Determinar incidência de restrição de crescimento extrauterino (RCEU) em recém-nascidos de muito baixo peso ao nascer (RNMBP) e fatores associados.
MÉTODOS: Estudo longitudinal, prospectivo com recém-nascidos prematuros de muito baixo peso em maternidade escola, realizado no período entre outubro/2017 a setembro/2018. Foram avaliadas variáveis demográficas, clínicas e nutricionais. As curvas utilizadas ao nascimento e para monitorar o crescimento foram as do Projeto INTERGROWTH. RCEU foi definida como escore Z do peso de nascimento < -2. Na análise estatística inferencial foram utilizados os testes qui-quadrado, t de Student, Mann-Whitney e regressão logística.
RESULTADOS: Foram analisadas 97 crianças, destas 41,2% desenvolveram RCEU. O peso, escore Z de nascimento e o aporte calórico na primeira semana de vida foram maiores nas crianças sem restrição de crescimento. O uso de ventilação mecânica, tempo de internação na unidade de terapia intensiva, displasia broncopulmonar e sepse tardia apresentaram associação com a RCEU na análise bivariada. Na regressão logística multivariada apenas o escore Z do peso de nascimento (p<0,001) e o uso de ventilação mecânica (p=0,008) permaneceram associados ao desfecho. Com relação ao estado nutricional ao nascer, quanto maior o escore Z do peso, menor a incidência de RCEU.
CONCLUSÃO: A incidência de RCEU encontrada foi elevada, tendo o estado nutricional ao nascimento e uso de ventilação mecânica como principais fatores associados.
Fatores de risco e morbimortalidade associada à hipotermia à admissão na unidade de terapia intensiva neonatal

Ana Cláudia Moraes Medeiros de Lima; Lorena de Carvalho Monte de Prada; Arthur Pedro Marinho; Kerolaynne Fonseca de Lima; Suianny Karla de Oliveira Macedo; Cintia Suemy Uehara; Ana Verônica Dantas de Carvalho; Anna Christina do Nascimento Granjeiro Barreto

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO:Determinar incidência de hipotermia, fatores de riscos e desfechos associados à menor temperatura à admissão na unidade de terapia intensiva neonatal em recém-nascidos de muito baixo peso.
MÉTODOS: Estudo longitudinal, observacional, prospectivo. Foram incluídos recém-nascidos de muito baixo peso, admitidos em unidade de terapia intensiva neonatal, entre outubro/2017 a setembro/2018. A variável dependente foi temperatura axilar na admissão. Foi realizado o cálculo da incidência de hipotermia e comparação das médias de temperatura nos fatores de risco e desfechos avaliados. Testes estatísticos: medidas de tendência central, frequências relativas/absolutas, Teste Kolmogorov-Smirnov, Levene e teste t de Student, considerando significativo p<0,05.
RESULTADOS: Foram incluídos 128 recém-nascidos de muito baixo peso, com média de peso e idade gestacional, respectivamente, 1.079,2g e 29 semanas. Destes, 110 (85,9%) apresentaram hipotermia moderada, 13 (10,2%) hipotermia leve e apenas 5 (3,9%) encontravam-se normotérmicos à admissão. A temperatura média encontrada foi 34,7°C. Os seguintes fatores de risco mantiveram associação com menor temperatura à admissão: peso e idade gestacional, índice Apgar e reanimação neonatal. Os desfechos associados foram: síndrome do desconforto respiratório, uso de ventilação mecânica e drogas vasoativas, hemorragia pulmonar, uso de oxigênio com 28 dias de vida, sepse tardia e óbito.
CONCLUSÃO: A incidência de hipotermia encontrada foi alta e a menor temperatura à admissão esteve associada a maior morbimortalidade. É necessário atenção nas práticas assistenciais para manutenção da temperatura do recém-nascido de muito baixo peso, principalmente naqueles de menores pesos e idades gestacionais e que necessitem de reanimação neonatal.
Síndrome de Guillain-Barré na pediatria: revisão de literatura

Maria Eduarda Turczyn de Lucca; Jhulia Farinha Maffini; Mariana Guerrini Grassi; Marcelo Stadler-Junior; Vinícius Neves Bezerra; Paulo Ramos David João

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO: Sendo a síndrome de Guillain-Barré (SGB) a causa mais comum de paralisia flácida aguda após a poliomielite ter sido erradicada em alguns países, esta revisão tem como objetivo abordar a apresentação clínica, causas mais comuns e efetividade de tratamentos da SGB devido à sua importância médica.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura, desenvolvida com 15 artigos encontrados nas bases de dados MEDLINE, Cochrane e LILACS, entre 2010 e 2020. Os critérios foram idioma (inglês, português e espanhol), artigos de revisão de literatura, revisão sistemática e metanálise e idade de até 18 anos entre os estudados nos trabalhos.
RESULTADOS: A anatomia patológica varia de acordo com o subtipo clínico da síndrome, tendo variações do quadro clínico. O diagnóstico é clínico, mas pode haver necessidade de exames devido à complexidade do caso e pelos diversos diagnósticos diferenciais. O tratamento visa acelerar a recuperação, diminuir complicações e diminuir o déficit neurológico residual a longo prazo. Imunoglobulina endovenosa é considerada a modalidade de tratamento mais eficaz. A plasmaferese também é considerada mais benéfica quando iniciada precocemente e é consideravelmente mais barata. Mesmo em países desenvolvidos, 5% dos pacientes com SGB morrem de complicações médicas.
CONCLUSÃO: A SGB é atualmente a principal causa de paralisia flácida aguda e apesar de existirem opções terapêuticas eficazes, a taxa de óbito é significativa, assim como são suas sequelas decorrentes de recuperação incompleta. A pesquisa acerca desta síndrome é necessária, pois aprimorar o conhecimento e manejo acarretaria em redução da morbimortalidade.
Alergia às proteínas do leite de vaca e a atenção primária à saúde: uma revisão narrativa das diretrizes atuais

Carlos Tourinho Lapa Filho; Hannah Fernandes Lapa; Jackeline Motta Franco; Sarah Cristina Fontes Vieira; Dirceu Solé; Mário César Vieira; Ricardo Queiroz Gurgel

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVOS: Realizar uma revisão narrativa da literatura sobre as diretrizes atuais para alergia alimentar e disponibilizar algoritmos com as principais recomendações para manejo de alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) em crianças na atenção primária.
MÉTODOS: Foram pesquisadas publicações relevantes nas bases de dados Cochrane Library, MEDLINE, PubMed, Guidelines International Network, National Guidelines Clearinghouse and National Institute for Health e Clinical Excellence (NICE) com utilização das palavras-chaves sobre o tema e os artigos encontrados foram revisados, assim como as recomendações do guia e do consenso nacional de alergia alimentar.
CONCLUSÃO: Diagnóstico e tratamento adequados de APLV em crianças são fundamentais, considerando seu impacto nutricional, emocional e socioeconômico. As diretrizes de prática clínica disponibilizam recomendações baseadas em evidência científica melhorando a qualidade do cuidado, entretanto sua implementação prática é um desafio. Ademais, a escassez de algoritmos que favoreçam a acessibilidade à informação dos extensos conteúdos científicos disponibilizados é uma realidade que torna relevante a proposta de um manejo de APLV na atenção primária que seja mais prático, aplicável e acessível, de modo a consolidar uma prática clínica baseada em evidência científica.
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