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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Osteomielite vertebral por Salmonella: relato de caso

Tiago Kruszynski de Assis; Bárbara Hessel Rodrigues; Pedro Paulo Macarini Gonçalves Vieira; Ricardo Alexandre Sato Watanabe

Resid Pediátr. 2022
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Osteomielite (OM) aguda é um processo inflamatório do osso acompanhado de destruição óssea, geralmente de etiologia infecciosa bacteriana e disseminação hematogênica. Dentre as diferentes formas de osteomielite em crianças, apenas 1 a 2% acometem a coluna vertebral. Apresentamos o caso de uma paciente de 12 anos, previamente hígida, com OM vertebral com quadro clínico inicial de dor, febre e claudicação sem sintomas gastrointestinais associados. O diagnóstico foi realizado pela cultura da biópsia de corpo vertebral com melhora após antibioticoterapia prolongada e adequada.
Icterícia neonatal: fatores associados à necessidade de fototerapia em alojamento conjunto

Vitória Silva Souza Dias; Simone Manso de Carvalho Pelicia; José Eduardo Corrente; Ligia Maria Suppo de Souza Rugolo

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO: Investigar a frequência da icterícia e do uso de fototerapia, bem como fatores de risco associados à necessidade de fototerapia em alojamento conjunto (AC).
MÉTODOS: Estudo retrospectivo com RN de 35 semanas ou mais de idade gestacional (IG) internados em AC de hospital terciário no período de outubro a dezembro de 2017, divididos em dois grupos: tratados e não tratados com fototerapia. Incluídos todos os nascidos no serviço com IG maior ou igual a 35 semanas, sem anomalias congênitas, e admitidos no AC. Excluídos os que necessitaram de internação em enfermaria neonatal. Avaliados dados clínicos maternos, gestacionais, neonatais e práticas assistenciais. Desfecho: uso de fototerapia. Associações entre grupos foram avaliadas pelo teste t-Student e pelo qui-quadrado. Regressão logística múltipla foi empregada para identificar fatores independentes associados ao uso de fototerapia.
RESULTADOS: 376 RN estudados. Do total, 176 (47%) tiveram icterícia e destes 66 (18%) foram tratados com fototerapia. O grupo tratado teve menor IG (38 x 39 semanas), maior bilirrubina em sangue de cordão (2 x 1,5mg/dL), maior perda de peso (7 x 6%), incompatibilidade ABO mais frequente (35 x 10%) e internação mais prolongada (79 x 50 horas). Regressão logística identificou como fatores independentes de risco para fototerapia: IG (OR=6), bilirrubina de cordão (OR=16), incompatibilidade ABO (OR=12) e perda de peso (OR=1,24).
CONCLUSÃO: Icterícia foi frequente nos RN em AC e quase 20% deles realizaram fototerapia. Perda de peso foi o único fator evitável de risco para fototerapia e nenhum fator de proteção foi evidenciado.
Raquitismo hipofosfatêmico ligado ao X: relato de caso

Camila Sousa Gonçalves; Mayara Teixeira Alexandrino Sales; Alessandra Lima Veras de Menezes Cavalcante; Raissa Almeida Barros de Oliveira Pereira; Milena Silva Sousa; Luciana Felipe Ferrer Aragão; Annelise Barreto de Carvalho; Ana Paula Dias Rangel Montenegro

Resid Pediátr. 2022
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INTRODUÇÃO: O raquitismo hipofosfatêmico ligado ao X é considerado a causa mais comum de raquitismo hereditário. É uma doença dominante ligada ao cromossomo X, causada por mutações no gene PHEX. Acredita-se que as alterações bioquímicas e na mineralização óssea sejam causadas pela ação aumentada de fator fosfatúrico decorrente da incapacidade do gene PHEX em inativar seu substrato.
RELATO DE CASO: Menina, 7 anos e 11 meses, acompanhada por ortopedia desde 1 ano de idade, devido a deformidade nos membros inferiores. Encaminhada à endocrinologia pediátrica para avaliação. Ao exame físico, apresentava genu varum e estatura em escore Z de estatura/idade - 4,8. Exames laboratoriais: fósforo sérico = 2,3mg/dl (4,5-6,6), cálcio iônico = 1,8mmol/l (1,17-1,32), paratormônio = 42pg/ml (12-88), fosfatase alcalina = 600U/L (<300). A paciente sempre apresentou má adesão ao tratamento. Atualmente, aos 12 anos e 2 meses, permanece com genu varum e baixa estatura, além da persistência das alterações laboratoriais. Foi realizado o sequenciamento do gene PHEX, que evidenciou mutação heterozigótica nesse gene, confirmando o diagnóstico de raquitismo hipofosfatêmico ligado ao X.
COMENTÁRIOS: O raquitismo hipofosfatêmico ligado ao X é uma doença rara com manifestações clínicas iniciadas desde os primeiros anos de vida. O diagnóstico e a intervenção são importantes por diminuir a morbimortalidade desses pacientes. A paciente iniciou o acompanhamento em nosso serviço tardiamente, com deformidades ósseas e baixa estatura, além de má adesão ao tratamento. Por estas razões, não houve melhora clínica ou laboratorial nesse período.
Artrogripose renal colestática diagnosticada a partir de colestase neonatal: relato de caso

Bruna Caseri Marino; Natascha Silva Sandy,; Gabriel Hessel; Maria Angela Bellomo Brandão

Resid Pediátr. 2022
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A artrogripose renal colestática (ARC) é uma síndrome autossômica recessiva muito rara, com manifestações multissistêmicas caracterizadas principalmente por artrogripose, disfunção renal e colestase. Trata-se de uma doença grave com prognóstico limitado e evolução para óbito em geral no primeiro ano de vida. Este é um relato de caso de uma lactente do sexo feminino, 37 dias de vida, encaminhada para serviço terciário devido a quadro de colestase neonatal. Na avaliação identificou-se síndrome de Fanconi, artrogripose, desnutrição, ictiose e plaquetas agranulares e foi diagnosticada ARC. A biópsia hepática evidenciou padrão de hepatite neonatal. Apresentou intercorrências como desidratação, piora da acidose metabólica e insuficiência respiratória aguda. A lactente recebeu alta com 3 meses de idade em cuidados paliativos, evoluindo para óbito posteriormente. Por ser uma doença rara, o conhecimento de suas características é importante para o diagnóstico diferencial com outras causas de colestase neonatal e o direcionamento terapêutico adequado.
Encefalite por enterovírus com sequelas neurológicas tratada com sucesso com corticosteroides

Laura Catalina Chavarro-Borrero; Denise Swei Lo; Alfredo Gilio

Resid Pediátr. 2022
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Infecções por enterovírus são comuns na infância e podem comprometer o sistema nervoso central. A preocupação primária é a ausência de tratamento específico para casos graves. Há dados sobre o uso de imunoterapia para reduzir as sequelas neurológicas e alguns poucos estudos em que foi avaliada a eficácia e segurança dessa modalidade de tratamento. O presente artigo relata um caso de encefalite por enterovírus com sequelas neurológicas tratado de forma bem sucedida com corticosteroides.
Doença inventada ou induzida em uma criança pelo (a) cuidador (a): o que o médico precisa saber

Marcia Maria Costa Giacon Giusti; Carolina Machado Benites; Amanda Beatriz Andrade; Renan Gianecchini Vignardi; Anna Carolina Macieira Feitosa; Gabriel Stecca Canicoba; Carmen Silvia Molleis Galego Miziara; Ivan Dieb Miziara

Resid Pediátr. 2022
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A invenção, indução ou exacerbação da doença pelos cuidadores é conhecida como síndrome de Munchausen por procuração desde o século passado, embora esse nome seja atualmente considerado inadequado. Para este estudo, adotaremos esta segunda designação. O abuso infantil não é um problema recente, nem é fácil identificar. O agressor pode praticar múltiplas formas de agressão, mas uma delas assume importância não só pelas consequências imediatas ou tardias, mas também porque o agressor, na maioria das vezes, é a mãe. Este estudo teve como objetivo abordar a síndrome de forma ampla com informações sobre o diagnóstico e conduta médica e jurídica, conforme dados da literatura.
Úlcera genital aguda em adolescente: caso clínico

Francielle Silva Santana; Taiza de Castro Costa Diamantino; Patrícia Mameluque e Silva; Luisa Toledo Silva Rodrigues; Tatiana Costa Diamantino

Resid Pediátr. 2022
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Úlcera genital aguda, também conhecida como úlcera de Lipschütz, é uma condição incomum, não sexualmente transmissível, caracterizada pelo aparecimento de uma úlcera necrótica de rápida evolução, dolorosa, na região vulvar. Ocorre nas adolescentes e nas jovens, com ou sem atividade sexual. Pode ser precedida de sintomas influenza-like ou mononucleose-like. A úlcera genital aguda tem sido associada com infecção pelo vírus Epstein-Barr (VEB) ou outra infecção viral ou bacteriana. No entanto, na maioria dos casos, a causa não é determinada. Relata-se o caso clínico de uma adolescente de 11 anos, sem ulcerações vaginais ou orais prévias, sem contato sexual, que recorreu ao hospital com o aparecimento há seis dias, de úlcera vulvar de rápida progressão, precedida de febre baixa episódica. A exclusão de causas infecciosas, a cicatrização espontânea da lesão e a sorologia indeterminada para Epstein-Barr levou ao diagnóstico de úlcera de Lipschütz.
Prevalência de aleitamento materno exclusivo após internação em unidade de cuidados neonatais

Patricia Carrenho Ruiz; Nathália Zocchi Santiago; Mariana Fonseca Sousa Aquino; Sandra Regina Batista

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVOS: Definir a prevalência de aleitamento materno exclusivo entre os pacientes que receberam alta sendo amamentados, exclusivamente ou de forma mista, 15 dias após a alta hospitalar da Unidade de Cuidados Intensivos e Intermediários Neonatais e os fatores relacionados.
MÉTODOS: Estudo observacional, descritivo, prospectivo, em que foram incluídos recém-nascidos internados na unidade neonatal que receberam alta hospitalar em aleitamento materno exclusivo ou misto no período de maio a julho de 2019. Quinze dias após a alta hospitalar, foi realizado contato telefônico com a genitora a respeito da forma de alimentação do bebê neste momento.
RESULTADOS: A prevalência de aleitamento materno exclusivo (AME) 15 dias após a alta hospitalar foi de 62,3%. O peso ao nascer e a idade gestacional foram significativamente maiores e o tempo de internação foi menor no grupo em AME 15 dias após a alta (p<0,05). Houve correlação positiva entre AME na alta e AME 15 dias após a alta (p<0,05).
CONCLUSÃO: O estabelecimento e a manutenção do aleitamento materno em recém-nascidos que necessitam de internação para cuidados de saúde é um desafio, que necessita de todo o empenho em termos de estrutura e processos. Fatores como o peso de nascimento, a idade gestacional e o tempo de hospitalização têm relação com a prevalência de amamentação após a alta. O aleitamento materno exclusivo por ocasião da alta favoreceu o aleitamento materno 15 dias após a alta.
Hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer em uma cidade do sul do Brasil

Marina Martins Borges; Lívia Maria Bereta dos Reis; Larissa Hallal Ribas

Resid Pediátr. 2022
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INTRODUÇÃO: Hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer corresponde à quarta causa de morte neonatal e perinatal no Brasil, esse dado reflete a qualidade da assistência fornecida nas maternidades à parturiente e ao recém-nascido por ser evitável. A asfixia perinatal é definida quando há uma interrupção na troca gasosa ou um fluxo sanguíneo inadequado, levando à hipoxemia e hipercapnia persistentes, no período que antecede o parto ou intraparto, podendo levar a lesões permanentes em diversos sistemas.
OBJETIVOS: O estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico da ocorrência de hipóxia intraútero e asfixia neonatal considerando fatores maternos e fetais no munícipio de Pelotas/RS, entre os anos de 2008 a 2018. Métodos: Estudo transversal onde foi analisado dados secundários obtidos na plataforma DATASUS de prevalência de hipóxia intraútero e asfixia ao nascer em Pelotas/RS.
RESULTADOS: Foi possível observar que a prevalência foi maior em recém-nascidos do sexo masculino, em partos cesáreos, ocorridos pelo sistema privado. Além disso, a mortalidade foi de 15,75%, maior na faixa etária materna entre 25 a 29 anos, em gestações únicas com duração de 37 a 41 semanas e peso ao nascer entre 1.500 e 2.499 gramas. Os óbitos ocorreram em sua grande maioria antes de ocorrer o parto.
CONCLUSÃO: A hipóxia intraútero e asfixia ao nascer é importante causa de morbimortalidade perinatal evitável com prevalência em recém-nascidos pré-termo com peso inferior à 2.500 gramas. Permite avaliar a qualidade de assistência à gestante e ao recém-nascido no pré-natal e durante o parto.
Aleitamento materno exclusivo por mães vegetarianas e suas possíveis implicações para a criança

Melissa Gershon; Lucca de Faria Santos Amorim; Romero Ribeiro Duque; Alegna Cristiane Medeiros Sobrinho; Rodrigo Moreira Garcia; Luciano Rodrigues Costa

Resid Pediátr. 2022
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Sabe-se que o período entre a gestação e os dois anos de idade da criança é crítico para a promoção do crescimento e do desenvolvimento, o que faz com que a nutrição adequada seja fundamental para o desenvolvimento completo do potencial de cada ser humano. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo discutir as peculiaridades do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida do lactente por mães vegetarianas e suas possíveis implicações para a criança. Trata-se de uma revisão narrativa baseada na avaliação de protocolos da Sociedade Vegetariana Brasileira, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade de Pediatria de São Paulo, bem como em artigos compreendidos no período entre 1982 e 2020, disponíveis em bases de dados online. O leite humano contém lipídeos, vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos, imunoglobulina A, interferon, enzimas e moduladores de crescimento. Essa composição geralmente é semelhante quando comparado o leite materno de vegetarianas e não vegetarianas, porém difere quantitativamente. Em vista disso, em caso de aleitamento materno exclusivo por mães vegetarianas, é necessária a avaliação médica para determinar se há necessidade de suplementação nutricional, principalmente de vitamina B12, ferro e ômega-3. Nos casos em que o aleitamento materno não é possível, uma alternativa são as fórmulas infantis à base de soja ou arroz. Estudos recentes mostram que o crescimento e o desenvolvimento de crianças alimentadas através de fórmulas à base de soja ou arroz podem ser similares ao de lactentes que receberam aleitamento materno exclusivo ou fórmula à base de leite de vaca.
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