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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

Resultados da Busca

Revista Residência Pediátrica e a busca pela excelência

Marilene Crispino Santos

Resid Pediátr. 2022
Pneumonia com empiema: complicação rara após picada de ouriço-do-mar

Maria Maria Mendes; Ana Teresa Teixeira; Pedro Sampaio Nunes; Helena Cristina Loureiro

Resid Pediátr. 2022
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Pneumonias estafilocócicas são raras, especialmente em crianças imunocompetentes.1 Elas podem ocorrer como complicação secundária a infecções teciduais com disseminação hematogênica. Picadas de ouriço-do-mar podem causar reações locais, granulomas e, raramente, doença sistêmica.2,3,4 O presente relato descreve o caso de um adolescente de 16 anos de idade com febre há quatro dias e dor torácica esquerda, encaminhado por conta de uma picada de ouriço-do-mar ocorrida cinco dias antes da internação. O paciente apresentava sons pulmonares reduzidos e crepitação na porção inferior do hemotórax esquerdo ao exame físico. Radiografia do tórax identificou derrame pleural. Exames de sangue identificaram leucocitose, neutrofilia e níveis elevados de proteína C-reativa. O paciente foi diagnosticado com empiema após a realização de uma toracocentese. A seguir foram identificados sinais inflamatórios com flutuação no calcanhar direito e drenagem purulenta. Suspeita de etiologia estafilocócica levou à introdução de tratamento com flucloxacilina. As suspeitas foram confirmadas com o isolamento de Staphylococcus aureus no líquido pleural e em material de abscesso. Após antibioticoterapia o paciente evoluiu bem clínica e radiologicamente. No presente relato de caso, gostaríamos de chamar a atenção para a possibilidade de disseminação hematogênica de um microrganismo após infecção de pele local, mesmo em indivíduos imunocompetentes.
Osteoporose e comprometimento laríngeo secundários à artrite idiopática juvenil: relato de caso

Rayana Camille Leichtweis de Oliveira; Angélica Luciana Nau; Rafaela Rossi Assmann; Marcia Bandeira

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO: Artrite idiopática juvenil (AIJ) é uma condição sistêmica inflamatória e a doença reumatológica crônica mais comum na infância. Dentre as complicações da AIJ, os pacientes podem evoluir com osteoporose, devido ao tratamento com glicocorticoides ou pela evolução da doença. Outra rara complicação é o acometimento da cartilagem laríngea, que pode se manifestar por estridor ou mesmo insuficiência respiratória. O objetivo deste relato é apresentar o caso de um paciente com AIJ que evoluiu com osteoporose e manifestações laríngeas.
RELATO DE CASO: Feminino, 15 anos, diagnóstico de AIJ sistêmica há 12 anos com tratamento irregular, evoluindo com doença grave, limitante e de difícil controle. Apresentou quadro de estridor e dispneia, e à investigação com laringoscopia havia comprometimento da articulação cricoaritenoide com necessidade de traqueostomia. Diagnosticada também com osteoporose e coxartrose bilateral, com necessidade de artroplastia total de quadril bilateral.
Múltiplas denominações para um fenótipo complexo: contribuição de dois casos clínicos para o reconhecimento da síndrome de deleção 22q11.2

Carlos Henrique Paiva Grangeiro; Juliana Cavalari Galdiano; Tatiana Mozer Joaquim; Juliana Alves Josahkian; Heloisa Marcelina da Cunha Palhares

Resid Pediátr. 2022
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A microdeleção 22q11.2 é a síndrome de microdeleção mais comum em humanos, com frequência de 1:2.000-6.000 nascidos vivos. Suas principais manifestações clínicas estão associadas a falha na embriogênese dos derivados do 3° e do 4° arcos branquiais, resultando em cardiopatia congênita conotruncal, dismorfias craniofaciais (nariz com ponta bulbosa, malformações de orelha externa e fenda palatina posterior), alterações endocrinológicas e do sistema imune, além de distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Pacientes com essa síndrome receberam diferentes denominações, tais como síndrome de DiGeorge e síndrome velocardiofacial, uma vez que o reconhecimento era baseado no fenótipo. Recentemente, técnicas moleculares e genômicas têm demonstrado que essa síndrome apresenta grande heterogeneidade fenotípica. Duas crianças com fenótipos bastante distintos dessa síndrome de microdeleção são descritas com intuito de revisar as manifestações clínicas mais comuns e destacar que a grande heterogeneidade clínica pode dificultar seu reconhecimento pelos pediatras.
Hérnia diafragmática congênita de apresentação tardia: relato de caso

Luiza Assis Bertollo; Lucas Durão de Lemos; Leticia Admiral Louzada; Letícia de Mory Volpini; Elaine Guedes Gonçalves de Oliveira; Gustavo Carreiro Pinasco; Patricia Casagrande Dias de Almeida

Resid Pediátr. 2022
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A hérnia diafragmática congênita (HDC) se caracteriza por um defeito de fechamento no diafragma. Muitos pacientes apresentam sinais e sintomas ao nascimento, porém a manifestação tardia é passível de ocorrer, dificultando o diagnóstico por apresentar quadro clínico variável. A abordagem cirúrgica é necessária e o prognóstico na apresentação tardia é favorável quando comparado à manifestação precoce. Relataremos um caso de um lactente do sexo masculino, 7 meses e 24 dias de idade, com histórico de dispneia recorrente por 15 dias além de choro forte, gemência e constipação. Após radiografia de tórax e confirmado com tomografia computadorizada de tórax, constatou-se a presença de hérnia diafragmática. Paciente foi abordado cirurgicamente recebendo alta após 7 dias de internação. Frente a um diagnóstico tardio incomum, espera-se que tais informações corroborem a importância da precocidade diagnóstica da HDC.
Tamponamento cardíaco na adolescência: dois casos clínicos

Filipa Valadares; Maria Mendes; Eugénia Matos; Carlos Escobar; Marta Moniz; Clara Abadesso; Pedro Nunes

Resid Pediátr. 2022
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O tamponamento cardíaco é uma emergência médica, sendo a complicação mais grave de derrame pericárdico. Os autores descrevem dois casos na adolescência com diferentes etiologias. Sexo feminino, 17 anos, recorre ao serviço de urgência (SU) por poliartralgias, toracalgia, ortopneia e cansaço. À observação: febril, taquicárdica, apagamento de sons cardíacos, diminuição de murmúrio vesicular nas bases e edema das tibiotársicas. Radiografia de tórax: cardiomegalia e infiltrado intersticial bilateral; eletrocardiograma (ECG): supradesnivelamento ST; Ecocardiograma: derrame pericárdico volumoso (“swinging heart”). Realizada pericardiocentese, sem alterações de relevo no líquido pericárdico. Iniciou terapêutica com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), ácido acetilsalicílico (AAS) e colchicina. Investigação etiológica com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES). Iniciou terapêutica dirigida com melhoria. Sexo masculino, 16 anos com doença de Crohn sob azatioprina e adalimumab. Recorre ao SU por febre, tosse e toracalgia, encontrando-se medicado há três dias com amoxicilina-ácido clavulânico por pneumonia. À observação: queixoso, taquicárdico, diminuição dos sons cardíacos, diminuição do murmúrio vesicular à direita, abdômen doloroso à palpação. Ecografia toracoabdominal: derrame pleural, hepatomegalia, nódulos esplênicos, adenopatias no tronco celíaco. Após 72h de internamento sob antibioterapia tripla, agravamento pelo que fez TC toracoabdominal: derrame pericárdico e pleural, adenomegalias mediastínicas, hepatoesplenomegalia e lesões esplênicas. Ecocardiograma: derrame pericárdico com colapso das cavidades direitas. Realizada pericardiocentese, líquido pericárdico: adenosina deaminase (ADA) 53U/L. Após confirmação de tuberculose iniciou antibacilares e corticoterapia com melhoria. A suspeição clínica é fundamental para uma rápida intervenção terapêutica, sendo o ecocardiograma o exame diagnóstico de eleição.
Lactato sérico em recém-nascidos asfíxicos e não asfíxicos: uma coorte histórica

Danilo de Freitas Magalhaes; Fernanda A. Oliveira Peixoto,; Paulo Sucasas Costa; Solomar Marques

Resid Pediátr. 2022
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INTRODUÇÃO: A asfixia perinatal (AP) é a principal causa de morte no período neonatal e não há um consenso na literatura para seu diagnóstico. O lactato sérico é um marcador laboratorial promissor ainda pouco estudado na literatura.
OBJETIVO: Associar o nível de lactato sérico com o diagnóstico de asfixia perinatal.
MÉTODOS: Estudo descritivo de coorte histórica realizado através da análise de prontuários de recém-nascidos com idade gestacional maior ou igual a 34 semanas, que tiveram dosagem de lactato nas primeiras 24 horas de vida e foram internados na unidade de terapia intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, no período de primeiro de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2018. Foi analisado o nível sérico do lactato com uma hora de vida e com 24 horas de vida. A análise estatística foi realizada com o auxílio do software SPSS v.20 (SPSS Inc.; Chicago, IL).
RESULTADOS: A amostra final foi constituída por 92 neonatos, com idade gestacional média de 36,5 semanas, média de peso de 2.746,7 gramas, sendo 52,2% do sexo masculino. Nas crianças com o diagnóstico de asfixia perinatal o valor de lactato sérico, na primeira hora de vida, foi significativamente maior (p=0,003) em relação ao grupo não asfixiado. Com 24 horas de vida houve uma queda relativa no valor de lactato, mas ainda permaneceu mais elevado nos recém-nascidos com asfixia perinatal.
CONCLUSÃO: Houve uma forte associação entre aumento do lactato sérico nas primeiras horas de vida e o diagnóstico de asfixia perinatal.
Sarampo e novas perspectivas: aspectos clínicos, epidemiológicos e sociais

Guilherme Homem de Carvalho Zonis; Fernanda de Carvalho Zonis; Rafaela Baroni Aurilio; Clemax Couto Sant’Anna

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO: Reunir dados sobre o sarampo apresentando desde o quadro clínico até instruções concernentes à sua vacina, e trazer um panorama tanto nacional, quanto mundial, a respeito de diversos aspectos epidemiológicos relacionados à doença.
MÉTODOS: Revisão não sistemática da literatura nacional e internacional, relacionando artigos científicos encontrados através dos seguintes descritores de busca: sarampo; vacina; pneumonia; diarreia; recomendações.
RESULTADOS: Houve aumento no número de registros de sarampo nos últimos anos, provavelmente pelo surgimento de um possível facilitador que foi o movimento antivacina, apesar de a imunização ser obrigatória na faixa etária pediátrica. A suspeição clínica e a confirmação laboratorial, sempre que disponível, são importantes para a prevenção das complicações inerentes à doença. Além disso, frente à pandemia atualmente enfrentada pelo novo coronavírus, a prevenção da infecção pelo vírus do sarampo não pode ser esquecida, havendo um papel relevante das autoridades no enfrentamento das duas doenças.
Influência de fatores clínicos e socioeconômicos no estado nutricional de pacientes pediátricos com fibrose cística

Maylla Moura Araújo; Sâmia Moura Araújo; Felipe Martins de Carvalho; Maria do Espírito Santo Almeida Moreira

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO: Verificar a influência de fatores clínicos e socioeconômicos no estado nutricional de pacientes pediátricos com FC atendidos em serviço de referência no Estado do Piauí, além de descrever um perfil geral dos mesmos.
MÉTODOS: Tratou-se de um estudo observacional, transversal, retrospectivo, descritivo com análise secundária dos dados, realizado através de coleta de dados de prontuários de 23 pacientes menores de 16 anos, com fibrose cística confirmada, atendidos em 2018.
RESULTADOS: Houve predominância discreta do gênero masculino e pardos, homozigotos (p=0,05), procedentes do sudeste piauiense, em faixa etária escolar. A idade ao diagnóstico foi de 2,0±3,0anos, com 13% assintomáticos. Os sintomas respiratórios e déficits no crescimento foram as principais manifestações iniciais. 47,8% foram diagnosticados pela triagem neonatal. A maioria apresentou classificação boa e excelente quanto ao escore de Shwachman-Kulczycki, média de 78,5±16,7. A maior parte era eutrófica, com valores adequados de escore-Z. Constatou-se influência do estado nutricional no escore de Shwachman-Kulczycki, sendo este significativamente menor (p=0,037) nos pacientes com déficit nutricional.
DISCUSSÃO: Houve atraso no diagnóstico desses pacientes, com baixa cobertura de realização dos testes de triagem neonatal. Os aspectos socioeconômicos e clínicos não influenciaram sobre o estado nutricional, exceto o escore de gravidade que se demonstrou pior naqueles com déficit nutricional.
CONCLUSÃO: O estado nutricional influenciou no escore de gravidade dos indivíduos, ratificando a importância do adequado manejo e da monitorização nutricional para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Relato de caso: macroamilasemia em uma adolescente de 13 anos

Juliana Cristina Taguchi; Bianca Gomes Pereira; Renato Guilherme Silveira Corrêa Silva

Resid Pediátr. 2022
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A macroamilasemia é uma anormalidade bioquímica ocasionada pela ligação da amilase salivar ou pancreática com outro componente sérico, geralmente imunoglobulinas. Este agregado grande e pesado em geral não é excretado pelos rins, ocasionando hiperamilasemia sérica. A macroamilasemia é uma condição frequentemente benigna, mas pode atuar como fator de confusão diagnóstica em crianças com hiperamilasemia sérica, o que pode acarretar em uma investigação e terapêutica desnecessária. Relatamos o caso de uma adolescente de 13 anos com história de dor abdominal crônica e níveis séricos de amilase persistentemente elevados, porém com níveis de lipase sérica normais, que após investigação, teve como diagnóstico final macroamilasemia e migrânea abdominal.
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