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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Perfil epidemiológico da dor abdominal crônica em crianças e adolescentes

Sarah Cascaes Alves; Elisa F. F. Cenci; Karen Y. Watanabe; Lonize W. Silveira; Aristides S. Cruz

Resid Pediátr. 2015
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INTRODUÇÃO: Dor abdominal crônica (DAC) é definida como dor abdominal intermitente ou constante, de etiologia funcional ou orgânica, que está presente há pelo menos dois meses. O objetivo desta pesquisa foi avaliar os diagnósticos de crianças e adolescentes com dor abdominal crônica atendidos em um ambulatório de gastroenterologia pediátrica em Curitiba.
MÉTODOS: O estudo foi retrospectivo, com avaliação dos prontuários de crianças e adolescentes atendidos de janeiro de 2009 a outubro de 2014 no Ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Para diagnóstico dos quatro tipos de DAC funcional, foram adotados os critérios de Roma III.
RESULTADOS: Foram atendidos 552 pacientes com diagnóstico de DAC, os quais corresponderam a 27% de todos os pacientes. Os diagnósticos encontrados foram agrupados da seguinte maneira: DAC funcional (381 casos em 552 - 70%), dor abdominal de causa orgânica (44 casos - 8%) e dor abdominal de causa indefinida (127 casos - 22%). Os 381 pacientes com DAC funcional tiveram distribuição de causas da seguinte maneira: dor abdominal funcional (DAF) (188 casos em 381 - 49%), enxaqueca abdominal (EA) (90 casos - 24%), dispepsia funcional (DF) (89 casos - 23%) e síndrome do intestino irritável (SII) (31 casos - 8%).
CONCLUSÃO: Dor abdominal crônica funcional correspondeu a 70% dos casos de dor abdominal crônica atendidos no ambulatório de gastroenterologia pediátrica em questão, enquanto a dor abdominal orgânica correspondeu a 8% dos casos. A causa da DAC ficou indefinida nos 22% restantes.
Bronquiolite obliterante tratada com hidroxicloroquina

Rafaela Baroni; Giselle Ribeiro; Cláudia Magela; Mônica de Cássia Firmida

Resid Pediátr. 2015
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INTRODUÇÃO: Bronquiolite obliterante pós-infecciosa (BOPI) é uma sequela de uma infecção do trato respiratório inferior, com alterações estruturais permanentes e síndrome clínica de doença pulmonar obstrutiva crônica. Na infância, em sua maioria, é uma complicação da bronquiolite viral aguda (BVA). Deve-se pensar em BOPI em crianças menores de 3 anos, hígidas, que após um episódio de infecção respiratória aguda, geralmente grave, permanecem com sintomas por mais de dois meses, diariamente, com intensidade variável e períodos de exacerbação.
RELATO DO CASO: 17 meses, sexo feminino, previamente hígida, com quadro de sibilância persistente associada à dependência de oxigênio após pneumonia grave. Iniciado tratamento com corticoterapia sistêmica e inalatória, além de broncodilatadores sem resposta. Submetida à pulsoterapia, com remissão parcial da doença. Só houve melhora após início de hidroxicloroquina, droga na qual o emprego em crianças ainda é pouco relatado na literatura.
CONCLUSÃO: BOPI é uma complicação rara, de uma doença comum da infância, em que o diagnóstico e tratamento precoces podem mudar o curso da doença, diminuindo, assim, o número de reinternações e melhorando a qualidade de vida.
Esclerose tuberosa: relato de caso e revisão de literatura

Ana Carla Souza Maciel; Valéria Cardoso Alves Cunali

Resid Pediátr. 2015
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Relato de caso de esclerose tuberosa em uma paciente de 8 anos. O caso é particularmente interessante, pois a escolar apresenta a tríade clássica: epilepsia, deficiência mental e adenoma sebáceo. Foram descritos os critérios diagnósticos da paciente segundo o Comitê Nacional da Associação de Esclerose Tuberosa dos Estados Unidos, comparando os achados com a literatura médica atual.
Histiocitose de células de Langerhans em lactente - Relato de caso e revisão da literatura

Murillo Afonso de Brito Tripode; Natalia Vieira Inacio dos Santos; Sandro Penna Correa

Resid Pediátr. 2015
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A histiocitose de células de Langerhans é caracterizada por um distúrbio do sistema reticuloendotelial com proliferação de um tipo específico de células apresentadoras de antígenos, imaturas, as células dendríticas, associadas ou não à reação inflamatória de eosinófilos, neutrófilos e células mononucleares, que envolvem tegumento, ossos e vísceras. O presente trabalho relata um caso de um lactente, 1 ano e 10 meses, que apresentava tumoração em região de ângulo de mandíbula, bilateralmente, com alteração de partes moles da cavidade oral e dentes evoluindo com limitação da função mastigatória. No estudo tomográfico, sugere-se a hipótese de histiocitose de células de Langerhans. O mesmo é confirmado por biópsia e imunohistoquímica. Este estudo mostra achados clínicos, radiológicos e citológicos do caso e apresenta uma revisão da literatura com o objetivo de divulgar as características clínicas da doença, suscitar a mesma como uma provável hipótese diagnóstica para que seja descoberta e tratada precocemente.
Abscesso hepático causado por Ascaris lumbricoides em uma criança de 3 anos

Juliana Fionda Goes; Marcio Fernandes Nehab

Resid Pediátr. 2015
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INTRODUÇÃO: Ascaridíase é uma infecção helmíntica de distribuição global com mais de 1 bilhão de pessoas infectadas no mundo, que pode causar desnutrição e comprometer o crescimento e desenvolvimento das crianças afetadas. Usualmente, os helmintos se instalam na luz intestinal, porém, eles podem migrar para os ductos pancreáticos e biliares, causando colangite, pancreatite, e até abscessos hepáticos.
OBJETIVO: Este artigo tem o objetivo de relatar o caso de uma criança de 3 anos com abscesso hepático causado por Ascaris lumbricoides.
CONCLUSÃO: A ascaridíase é responsável por 77% das biliopancreatopatias em Pediatria, sendo o abscesso hepático uma complicação em 1% dos casos. Apesar de ser uma complicação rara da ascaridíase, a invasão biliar e a formação do abscesso podem ter consequências graves e irreversíveis, como no caso relatado, devendo sempre ser lembrada no diagnóstico diferencial de crianças com abscesso hepático, principalmente nas áreas endêmicas para ascaridíase.
Dengue na infância: Relato de caso com derrame pleural e pericárdico

Adrianne Rahde Bischoff; Gabriela Marchisio Giordani; Daniele Konzen; Paula Fantinelli Seelig; Philippe Visintainer Melo; Boaventura Antonio dos Santos

Resid Pediátr. 2015
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Descrição de um caso de dengue na infância que evoluiu para quadro de serosite.
RELATO DE CASO: Paciente feminino, 10 anos iniciou com febre (39,5 ºC), cefaleia, dor torácica e abdominal, náuseas e vômitos. Na chegada, com desidratação leve, sem outros achados relevantes ao exame físico. A prova do laço foi negativa em duas ocasiões. TC de abdômen revelou derrame pericárdico, derrame pleural à direita e ascite moderada. Laboratoriais: hematócrito 48,8%, hemoglobina 16,8, leucócitos 2090, linfócitos 51%, com presença linfócitos atípicos, 17 mil plaquetas. Recebeu hidratação parenteral com soro fisiológico, com melhora do hematócrito no dia seguinte (39,5%). Durante a internação, evoluiu com melhora clínica e laboratorial (plaquetas 350 mil na alta). Investigação laboratorial confirmou o diagnóstico.
COMENTÁRIOS: A dengue é uma doença febril transmitida pelo mosquito Aedes. O quadro clínico clássico tem a presença de febre alta súbita, cefaleia, mialgia, artralgia e dor retro-orbitária. Pode haver sinais de extravasamento plasmático (ex.: dor abdominal intensa, hepatomegalia dolorosa e desconforto respiratório). Sangramentos espontâneos e plaquetopenia podem estar presentes. A síndrome de extravasamento vascular, manifestada por hemoconcentração e derrames cavitários, foi evidenciada na paciente com um hematócrito 48,8%, derrame pleural e pericárdico e ascite moderada. A prova do laço é obrigatória em todos os pacientes com suspeita de dengue, mas tem baixa sensibilidade e alta especificidade. O diagnóstico definitivo é por antígeno viral ou sorologia. O manejo adequado depende do reconhecimento precoce dos casos mais graves e dos sinais de alerta, do continuo monitoramento, do restadiamento e da pronta reposição hídrica.
Tétano neonatal

Alessandra Karolina Borges Pereira; Fabiana Galdino Barsam; Valéria Cardoso Alves Cunali; Valquíria Cardoso Alves Chagas; Frederico Gomides Dumont

Resid Pediátr. 2015
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INTRODUÇÃO: O tétano neonatal é uma doença subnotificada que continua existindo como uma grande causa de mortalidade neonatal e infantil em muitos países em desenvolvimento.
OBJETIVOS: Relatar um caso de tétano neonatal relembrando os sintomas da doença e alertar sobre a possibilidade de novos casos no futuro.
MÉTODOS: Os dados contidos no trabalho foram obtidos por meio da anamnese, exame físico do paciente, exames complementares, revisão do prontuário, verificação do perfil epidemiológico do tétano neonatal no Brasil e no mundo, consulta por meio de periódicos e pesquisa nas bases de dados PubMed e Scielo.
RELATO DO CASO: Recém-nascido de 10 dias de vida com história de choro intenso, irritabilidade, dificuldade de sucção e desconforto respiratório. Deu entrada à Unidade Hospitalar apresentando abalos musculares, hipertonia de membros a diferentes estímulos. Após 37 dias de ventilação mecânica e 2 meses de internação hospitalar, paciente recebeu alta em boas condições e encaminhado para acompanhamento ambulatorial multidisciplinar.
CONCLUSÃO: No passado, o tétano foi uma afecção de grande prevalência em todo o mundo. Com o surgimento da vacina antitetânica e com os cuidados de assepsia durante o parto, houve diminuição de sua incidência, porém, continua existindo como uma grande causa de mortalidade neonatal e infantil em muitos países subdesenvolvidos.
Transporte de pacientes: aspectos éticos

Carlindo Machado Filho

Resid Pediátr. 2015
Doenças sexualmente transmissíveis

Gil Simões Batista; Marcia Galdino

Resid Pediátr. 2015
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