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Quilotórax congênito e linfedema primário: relato de caso
Beatriz Maria Vilaça; João Arthur Pazello; Adria Karina Farias; Leilane de-Oliveira; Miguel Angelo Stremel Andrade; Andre Ivan Bradley dos Santos Dias; Miguel Angelo Agulham; Camila Girardi Fachin
Resid Pediatr. 2019 14MÉTODOS: Foi realizada a revisão do prontuário da paciente e revisão de literatura na base de dados Pubmed.
RESULTADOS: Paciente feminina, com ultrassom pré-natal apresentando derrame pleural bilateral, edema subcutâneo e pieloectasia à direita. Ao nascer, a termo, evoluiu com gemência e taquipneia, sendo identificadosquilotórax bilateral, laringomalácia e linfedema generalizado. À avaliação genotípica, o cariótipo era normal (46, XX). Com 6 meses de vida, optou-se por tratamento com sildenafil, dieta hipogordurosa e fórmula semi-elementar. Durante seu primeiro ano de vida, a paciente foi internada diversas vezes por insuficiência respiratória, sendo submetida a múltiplas drenagens torácicas. Apresentou pneumonia grave e quilotórax infectado com 1 ano de idade. Evoluiu com choque séptico refratário ao tratamento e insuficiência renal aguda com necrose renal, indo a óbito com 1 ano e 22 dias de vida.
CONCLUSÃO: Neste relato, há rara associação entre quilotórax congênito e linfedema primário na ausência de síndrome genética.
Linfangiectasia intestinal congênita: relato de caso
Giuliana Balluz da Cunha Santos Aroso; Maria Neusa Sousa Cavalcante; Ivana de Melo Almeida Ferro
Resid Pediatr. 2019 15Divertículo de Meckel - relato de caso
Renata Souza Lorenzoni; Rosimeri Salotto Rocha; Katia Valéria Manhabusque; Josana Azevedo Aredes
Resid Pediatr. 2019 16Recomendações quanto ao uso de antimicrobianos em infecções de vias aéreas superiores em pediatria
Déborah Elisa de Almeida Winter; Lúcio Henrique de Oliveira
Resid Pediatr. 2019MÉTODOS: Foi realizada uma busca nas plataformas Medline, PubMed, Scielo, Lilacs e Cochrane, utilizando-se palavras-chave sobre o tema e, após seleção dos principais artigos, procedeu-se à análise dos mesmos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: As infecções de vias aéreas superiores fazem parte da maioria das consultas ambulatoriais e em pronto-atendimentos, portanto, impõe-se aos profissionais que atendem crianças, a necessidade de atualização permanente a fim de que seu trabalho seja realizado da maneira correta. Um dos problemas mais preocupantes é a prescrição de antimicrobianos, que vem ocorrendo de maneira indiscriminada. Portanto, faz-se necessário rever os critérios para a conduta correta nas infecções de vias aéreas superiores (IVAS) e a indicação de antimicrobianos, a fim de evitar o aumento da incidência da resistência bacteriana, de efeitos adversos e de elevação desnecessária no custo dos tratamentos.
Pesquisa de Streptococcus pyogenes em orofaringe de indígenas em uma aldeia do Oeste do Paraná
Lilian Ferreira Shikasho; Luzia Neri Cosmo Machado; Milene de Moraes Sedrez Rover; Marcos Antonio da Silva Cristovam; Nereida Mello da Rosa Gioppo; Lana Rubia Backes Rosseto; Mary Anne Pompeu Smarczenski; Adriana Chassot Bresolin
Resid Pediatr. 2019 19MÉTODO: Estudo observacional do tipo transversal, no qual foram coletadas 127 amostras de secreção da orofaringe de indígenas através de swab estéril, semeadas em ágar sangue de carneiro 5% e incubadas de 24 a 48 horas. As colônias com padrão de beta-hemólise foram submetidas à teste de sensibilidade a sulfametoxazoltrimetoprima, bacitracina, catalase e teste rápido da L-Pyrrolidonyl-Beta-Naphytylamide (PYR). As seguintes variáveis também foram avaliadas: sexo, idade e presença de secreção purulenta em orofaringe no momento da coleta.
RESULTADOS: O maior número de coletas foi obtido em crianças de quatro a 11 anos de idade (45,7%) e do sexo feminino (58,3%). Nenhum participante apresentou sinais de faringoamigdalite no momento da coleta do material e nenhuma amostra teve cultura compatível com a bactéria pesquisada.
CONCLUSÕES: Não houve a presença de S. pyogenes na população estudada, o que pode significar menor taxa de contaminação e disseminação da bactéria em populações isoladas.
Parotidite Aguda Neonatal a Streptococcus agalactiae: uma forma rara de infecção neonatal tardia
Catarina de Abreu Amaro; Constança Soares Santos; Ricardo Jorge Costa
Resid Pediatr. 2019Doenças neurológicas em crianças e adolescentes indígenas do Hospital Universitário de Brasília
Rúbria Liziero Picoli; Lisiane Seguti Ferreira
Resid Pediatr. 2019 21MÉTODOS: Trata-se de estudo descritivo e retrospectivo realizado por meio de análise de prontuários de pacientes indígenas com idade inferior a 18 anos, que foram atendidos no hospital universitário de referência durante o período de janeiro de 2014 a dezembro de 2016.
RESULTADOS: Foram identificados 24 pacientes, sendo que 18 eram acompanhados na Neuropediatria. Dentre estes, a idade média no primeiro atendimento foi de 5,2 anos, com predomínio do sexo masculino. O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Xingu foi a origem de 11 pacientes. Observou-se que 61,1% dos pacientes receberam diagnóstico de epilepsia, com a etiologia infecciosa em 36% dos casos. Outros diagnósticos encontrados foram de cefaleia, alteração de perímetro cefálico, encefalopatia crônica não progressiva, síndrome de Guillain Barre e mielite transversa. Foi observada baixa adesão terapêutica. Todos os seis pacientes com agravos neurológicos atendidos em outras especialidades apresentavam diagnóstico de atraso de desenvolvimento neuropsicomotor associado às comorbidades. O cenário de maior atendimento foi ambulatorial.
CONCLUSÕES: As crianças e adolescentes indígenas, portadoras de doença neurológica atendidas no Hospital Universitário de Brasília, foram em sua maioria do sexo masculino, provenientes do DSEI Xingu e pertencentes à faixa etária pré-escolar. A epilepsia foi a condição mais frequentemente identificada e o atraso de desenvolvimento neuropsicomotor associado às comorbidades foi visto em pacientes de outras especialidades. Observou-se ainda a baixa adesão terapêutica.
Doença de Kawasaki: a importância do seu reconhecimento precoce
Rafaela Cristina Brito Gonçalves; Sidnei Delailson da Silva
Resid Pediatr. 2019OBJETIVO: Descrever os casos de pacientes internados na ala de Pediatria Geral do Grupo Santa Casa de Belo Horizonte com diagnóstico de doença de Kawasaki. Métodos: Foram selecionados os pacientes internados no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2017 que receberam alta com hipótese diagnóstica de doença de Kawasaki. Foi realizado estudo descritivo através da análise dos prontuários desses pacientes.
RESULTADOS: Foram analisados 11 casos, a idade média foi de 3,1 anos. Sete pacientes receberam o diagnóstico de doença de Kawasaki na admissão, juntamente com outras hipóteses. O tempo de febre variou de 6 a 30 dias. Oito pacientes preencheram critérios para o diagnóstico de DK, os demais enquadraram no diagnóstico de DK incompleta. Sete crianças receberam imunoglobulina, cinco ficaram afebris após o uso da medicação. Todos esses também iniciaram o uso de ácido acetil salicílico (AAS). Todos os pacientes realizaram ecocardiograma, sendo que quatro deles apresentaram alteração no exame.
CONCLUSÃO: O diagnóstico de doença de Kawasaki ainda é dado de forma tardia e muitas vezes confundido com outras doenças mais comuns da infância, causando retardo no tratamento, o que pode favorecer ao aumento do risco das complicações cardíacas.
Perfil epidemiológico de prematuros abaixo de 1500g, portadores de persistência do canal arterial
Anelise Maria Fonseca Pinheiro; Anna Christina do Nascimento Granjeiro Barreto; Melina Tertulino de Lima; Fernanda Priscila Soares da Costa Menezes; Márcia Silva Moisés Filgueira de Negreiros
Resid Pediatr. 2019MÉTODOS: Estudo transversal. Foi realizada coleta de informações de banco de dados, em qual constavam todos os bebês que estiveram internados na UTI neonatal e que foram avaliados pela cardiologia pediátrica em 2015. A amostra consistiu em todos os bebês que tiveram peso ao nascer menor que 1500 gramas e diagngicstico de PCA, com avaliação de informações do pré-natal, características epidemiolgicgicas, morbidades no período neonatal e tratamento. A análise estatística descritiva foi realizada com o programa PSPP 1.0.1.
RESULTADOS: A amostra final consistiu em 28 recém-nascidos. Dos bebês com PCA, 67,8% tinham peso ao nascimento menor que 1000g. O PCA foi tratado com ibuprofeno em 25% dos recém-nascidos. A sepse tardia foi observada em 89,3%. A ventilação mecânica esteve presente em 89,3% dos bebês e 64,2% eram dependentes de oxigênio aos 28 dias de vida.
CONCLUSÕES: A maioria dos pacientes estudados utilizaram ventilação mecânica e a maior parte deles eram dependentes de O2 aos 28 dias de vida; a prevalência de PCA é maior em prematuros extremo baixo peso ao nascer; o tratamento medicamentoso foi necessário em poucos pacientes; a sepse foi uma afecção frequente nos pacientes com PCA. São necessários mais estudos com amostras maiores e prospectivos no intuito de melhor avaliar fatores de risco, tratamento e morbidade em curto e longo prazo relacionadas a PCA.
Facomatose Pigmentovascular: Relato de Caso
Thayla Baptista Campostrini; Renata Souza Lorenzoni; Priscila Tavares Andrade Dutra; Helena Arantes Pelegrine; Hannah Cade Guimarães; Christine Chambô Pignaton
Resid Pediatr. 2019