Logo

ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

Powered by Google Translate

Resultados da Busca

Neurotuberculose em vigência de tuberculose miliar em lactente: relato de caso

Márcia Reimol de Andrade; Cáritas Antunes Lacerda; Júlia Fernanda Costa Vicente; Joel Alves Lamounier

Resid Pediatr. 2022
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa grave que desafia a saúde pública, no Brasil e no mundo. Sua incidência é crescente nos últimos anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
OBJETIVO: Descrever caso de neurotuberculose com evolução clínica favorável e demonstrar a importância do diagnóstico e tratamento precoces da TB.
RELATO DE CASO: Lactente, sexo masculino, 3 meses em tratamento para tuberculose miliar (TM). Durante o acompanhamento ambulatorial, ocorreu elevação das enzimas hepáticas. Houve pausa do tratamento e reintrodução gradativa de rifampicina, isoniazida e pirazinamida (RIP), a cada 7 dias. Durante a suspensão do tratamento, ocorreram desvio de comissura labial e estrabismo. Internação imediata, avaliação neurológica, realização de tomografia computadorizada de crânio (TC), exames para pesquisa de imunodeficiência e prescrição de piridoxina e dexametasona. A TC revelou lesões hipodensas focais com edema do parênquima e realce anelar pelo contraste iodado venoso, compatíveis com neurotuberculose. Manutenção dos fármacos, de acordo com protocolo do Ministério da Saúde (MS), além de fisioterapia motora. Após 10 dias, recebeu alta com acompanhamento multidisciplinar.
CONCLUSÃO: A neurotuberculose requer tratamento prolongado. O diagnóstico precoce e tratamento multidisciplinar foram de suma importância para a boa evolução deste paciente. Apesar da elevada incidência de TB no país, relatos como esse são escassos, podendo contribuir para disseminação de conhecimento a cerca desta doença.
Os desafios do transtorno do espectro autista: da suspeita ao diagnóstico

Bianca Nayara Leite Siqueira; Áurea Christina de Lima Ferreira Prazeres; Allyssandra Maria Lima Rodrigues Maia

Resid Pediatr. 2022
|
| TEXTO COMPLETO
O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento cujo diagnóstico demanda profissionais capacitados e informados para realizá-lo de forma adequada. Sabendo que o prognóstico das crianças com o transtorno está diretamente relacionado com o diagnóstico precoce, esse estudo objetivou verificar a inclusão da busca ativa pelos sinais de risco para o autismo nas consultas de rotina dos pediatras. O público-alvo do estudo foi formado por pais ou responsáveis de crianças já diagnosticadas com o TEA, e a análise se deu através de questionário aplicado aos pais, bem como entrevista com estes. Os dados deste estudo mostraram que em 62,5% dos casos foram os pais os primeiros a identificar os sinais precoces do TEA e, em apenas 3,5%, foram os pediatras que os identificaram. A idade média das crianças no momento em que foram percebidos os sinais de alerta foi de 24,5 meses, sendo os dois anos de idade em 53,5% dos casos. Também se constatou que 42,8% dos pais tiveram suas queixas não valorizadas pelos pediatras, e que em 78,5% das crianças, o atraso na fala foi o sinal precoce que primeiramente chamou a atenção dos pais. Outros sinais precoces como não atender pelo nome estava presente em 51,8% das crianças e, também, 51,8% apresentava movimentos repetitivos. Verificou-se que ainda há carência de informação sobre o autismo tanto a nível profissional, como também social, visto que a maioria das famílias nunca tinha ouvido falar em autismo e que o preconceito ainda é uma dificuldade relacionada ao transtorno.
Dilemas éticos na atenção à saúde do adolescente

Aline Cristiane Cacure Salgueiro; Clóvis Francisco Constantino; Ana Cristina Ribeiro Zollner

Resid Pediatr. 2022
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: A adolescência é o período entre o fim da infância e início da idade adulta, quando acontecem múltiplas alterações no indivíduo, resultando em evolução. Assim, a preocupação com a saúde desse grupo tem ganhado espaço em meio às discussões éticas relacionadas aos riscos vivenciados pela faixa etária, visando o melhor atendimento do adolescente e garantindo seus direitos como cidadão.
MÉTODO: Revisão bibliográfica abrangendo o período entre 2014 e 2019.
RESULTADOS: Foram encontrados dilemas éticos relacionados com a gravidez na adolescência, infecções sexualmente transmissíveis, uso de álcool, disforia de gênero, confidencialidade e autonomia.
DISCUSSÃO: Os dilemas éticos levantados no âmbito da saúde dos adolescentes devem ser superados, visando o atendimento integral do grupo e garantindo seus direitos como cidadãos. Dessa forma, necessita-se de profissionais capacitados dentro do âmbito ético e legislação estruturada, para melhor atendimento e acolhimento daqueles inclusos na referida faixa etária, como forma de proteção do futuro.
Aspectos éticos no abuso de drogas por crianças e adolescentes

Carlindo de Souza Machado e Silva Filho

Resid Pediatr. 2022
Pneumonia com empiema: complicação rara após picada de ouriço-do-mar

Maria Maria Mendes; Ana Teresa Teixeira; Pedro Sampaio Nunes; Helena Cristina Loureiro

Resid Pediatr. 2022
|
| TEXTO COMPLETO
Pneumonias estafilocócicas são raras, especialmente em crianças imunocompetentes.1 Elas podem ocorrer como complicação secundária a infecções teciduais com disseminação hematogênica. Picadas de ouriço-do-mar podem causar reações locais, granulomas e, raramente, doença sistêmica.2,3,4 O presente relato descreve o caso de um adolescente de 16 anos de idade com febre há quatro dias e dor torácica esquerda, encaminhado por conta de uma picada de ouriço-do-mar ocorrida cinco dias antes da internação. O paciente apresentava sons pulmonares reduzidos e crepitação na porção inferior do hemotórax esquerdo ao exame físico. Radiografia do tórax identificou derrame pleural. Exames de sangue identificaram leucocitose, neutrofilia e níveis elevados de proteína C-reativa. O paciente foi diagnosticado com empiema após a realização de uma toracocentese. A seguir foram identificados sinais inflamatórios com flutuação no calcanhar direito e drenagem purulenta. Suspeita de etiologia estafilocócica levou à introdução de tratamento com flucloxacilina. As suspeitas foram confirmadas com o isolamento de Staphylococcus aureus no líquido pleural e em material de abscesso. Após antibioticoterapia o paciente evoluiu bem clínica e radiologicamente. No presente relato de caso, gostaríamos de chamar a atenção para a possibilidade de disseminação hematogênica de um microrganismo após infecção de pele local, mesmo em indivíduos imunocompetentes.
Osteoporose e comprometimento laríngeo secundários à artrite idiopática juvenil: relato de caso

Rayana Camille Leichtweis de Oliveira; Angélica Luciana Nau; Rafaela Rossi Assmann; Marcia Bandeira

Resid Pediatr. 2022
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVO: Artrite idiopática juvenil (AIJ) é uma condição sistêmica inflamatória e a doença reumatológica crônica mais comum na infância. Dentre as complicações da AIJ, os pacientes podem evoluir com osteoporose, devido ao tratamento com glicocorticoides ou pela evolução da doença. Outra rara complicação é o acometimento da cartilagem laríngea, que pode se manifestar por estridor ou mesmo insuficiência respiratória. O objetivo deste relato é apresentar o caso de um paciente com AIJ que evoluiu com osteoporose e manifestações laríngeas.
RELATO DE CASO: Feminino, 15 anos, diagnóstico de AIJ sistêmica há 12 anos com tratamento irregular, evoluindo com doença grave, limitante e de difícil controle. Apresentou quadro de estridor e dispneia, e à investigação com laringoscopia havia comprometimento da articulação cricoaritenoide com necessidade de traqueostomia. Diagnosticada também com osteoporose e coxartrose bilateral, com necessidade de artroplastia total de quadril bilateral.
Múltiplas denominações para um fenótipo complexo: contribuição de dois casos clínicos para o reconhecimento da síndrome de deleção 22q11.2

Carlos Henrique Paiva Grangeiro; Juliana Cavalari Galdiano; Tatiana Mozer Joaquim; Juliana Alves Josahkian; Heloisa Marcelina da Cunha Palhares

Resid Pediatr. 2022
|
| TEXTO COMPLETO
A microdeleção 22q11.2 é a síndrome de microdeleção mais comum em humanos, com frequência de 1:2.000-6.000 nascidos vivos. Suas principais manifestações clínicas estão associadas a falha na embriogênese dos derivados do 3° e do 4° arcos branquiais, resultando em cardiopatia congênita conotruncal, dismorfias craniofaciais (nariz com ponta bulbosa, malformações de orelha externa e fenda palatina posterior), alterações endocrinológicas e do sistema imune, além de distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Pacientes com essa síndrome receberam diferentes denominações, tais como síndrome de DiGeorge e síndrome velocardiofacial, uma vez que o reconhecimento era baseado no fenótipo. Recentemente, técnicas moleculares e genômicas têm demonstrado que essa síndrome apresenta grande heterogeneidade fenotípica. Duas crianças com fenótipos bastante distintos dessa síndrome de microdeleção são descritas com intuito de revisar as manifestações clínicas mais comuns e destacar que a grande heterogeneidade clínica pode dificultar seu reconhecimento pelos pediatras.
Hérnia diafragmática congênita de apresentação tardia: relato de caso

Luiza Assis Bertollo; Lucas Durão de Lemos; Leticia Admiral Louzada; Letícia de Mory Volpini; Elaine Guedes Gonçalves de Oliveira; Gustavo Carreiro Pinasco; Patricia Casagrande Dias de Almeida

Resid Pediatr. 2022
|
| TEXTO COMPLETO
A hérnia diafragmática congênita (HDC) se caracteriza por um defeito de fechamento no diafragma. Muitos pacientes apresentam sinais e sintomas ao nascimento, porém a manifestação tardia é passível de ocorrer, dificultando o diagnóstico por apresentar quadro clínico variável. A abordagem cirúrgica é necessária e o prognóstico na apresentação tardia é favorável quando comparado à manifestação precoce. Relataremos um caso de um lactente do sexo masculino, 7 meses e 24 dias de idade, com histórico de dispneia recorrente por 15 dias além de choro forte, gemência e constipação. Após radiografia de tórax e confirmado com tomografia computadorizada de tórax, constatou-se a presença de hérnia diafragmática. Paciente foi abordado cirurgicamente recebendo alta após 7 dias de internação. Frente a um diagnóstico tardio incomum, espera-se que tais informações corroborem a importância da precocidade diagnóstica da HDC.
Logo

Todos os artigos publicados pela revista Residência Pediátrica utilizam a Licença Creative Commons