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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Relato de caso: raquitismo dependente de vitamina d, tipo 1a

Mayã da Costa Bastos; Marta de Aguiar Ribeiro Santos,; Larissa Moulin de Almeida

Resid Pediátr. 2024
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O raquitismo dependente de vitamina D tipo IA é uma doença autossômica recessiva com alteração da ação da enzima 1-alfa-hidroxilase responsável pela conversão de 25-hidroxivitamina D3 em 1,25-dihidroxivitamina D3, metabólito ativo da vitamina D. Este relato apresenta o caso de paciente masculino, que iniciou aos 20 meses de idade investigação devido a baixo ganho ponderal, com relato de regressão do desenvolvimento neuropsicomotor aos 9 meses, associado a hipotonia generalizada e deformidades ósseas em membros e coluna vertebral. Apresentava hipocalcemia, hipofosfatemia, paratormônio (PTH) e fosfatase alcalina elevados, sem alteração da 25-hidroxivitamina D3, com inventário ósseo sugestivo de raquitismo. Optado pela internação hospitalar e iniciada reposição de cálcio, fósforo, colecalciferol e calcitriol. Evoluiu com melhora clínica e laboratorial. Apresentou genoma compatível com raquitismo dependente de vitamina D tipo 1. Atualmente com 5 anos e 2 meses, em acompanhamento regular com endocrinologista, mantendo ganho de peso e desenvolvimento neuropsicomotor adequados. Por ser uma doença rara, o diagnóstico muitas vezes é feito de forma tardia. O diagnóstico precoce e tratamento adequado reduz significativamente a morbidade e as complicações causadas pela doença.
Alojamento conjunto: fatores maternos associados à presença de intercorrências clínicas no recém-nascido

Alessandra Pinheiro Rios; Adriana Cersosimo; Vivian Figueiredo; Mariah Pinheiro Rios Lima; Israel Figueiredo Junior

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: o alojamento conjunto é uma área física preparada para receber o binômio mãe-filho após o parto e é importante para o reconhecimento e a resolução de intercorrências.
OBJETIVO: estabelecer alterações clínicas em recém-nascido que receberam alta após permanência em sistema de alojamento conjunto e verificar a associação de situações pré-natais/nascimento com essas situações transitórias neonatais.
MÉTODOS: estudo transversal, através da leitura de prontuários de puérperas internadas em maternidade pública de baixo risco. Testes de Mann-Whitney e Qui-quadrado/regressão logística foram utilizados para verificar diferença entre as médias nas variáveis contínuas e as associações entre as variáveis categóricas.
RESULTADOS: As 512 mães eram em sua maioria de Niterói (n=411; 80,3%), com média de idade de 23,48 anos, sendo que 29,3% tinham idade inferior a 20 anos (n=150) e 82,2% delas (n=421) cursaram até o ensino fundamental completo. Entre os RN, somente 15,4% necessitaram de reanimação, metade deles era do sexo masculino (50,0%), peso médio ao nascimento 3.287,26 gramas e idade gestacional 39,5 semanas. Setenta RNs apresentaram alterações clínicas (13,7%) e a suspeita de sepse, icterícia e sífilis foram os principais causadores de aumento na permanência hospitalar. O grupo de RN com intercorrências mostrou ter uma chance maior de pertencer ao grupo de mães que apresentaram problemas no pré-natal (IC OR 95%: 2,899; 1,719 -4,890; p<0,001). Conclusão: Somente um pequeno número de RN necessitou de tratamentos clínicos no alojamento conjunto e existiu uma associação entre essas intercorrências clínicas no RN e o histórico de problemas maternos durante a gravidez.
Intervenção no apego inseguro para o tratamento da dor crônica idiopática em Pediatria.

Rodrigo Regis Souza de Lira; Kátia Regina Neves Baptista Guerra; Brena Maria Beserra Costa; Andresa do Rêgo Barros Vieira Santos

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: A dor crônica é um agravo de saúde pública com elevada prevalência em crianças e adolescentes. Acarreta elevados custos em saúde e grave prejuízo à qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. Desde a década de 1950, tem-se evidenciado que o apego ao(à) cuidador(a) primário(a) da criança é crucial para a saúde global dos indivíduos e pode interferir no surgimento de várias afecções mentais e físicas, inclusive dor crônica.
RELATO DOS CASOS: Duas adolescentes com história de dor crônica mista, idiopática e incapacitante há mais de dois anos, culminando em internação hospitalar. Receberam abordagem interdisciplinar nas primeiras 24 horas da admissão, com destaque para a Psicologia, que, desde o primeiro contato, identificou fatores estressores significativos na infância de ambas, inclusive a insegurança do apego, e as submeteu a técnicas vivenciais, de relaxamento e de reparentalização limitada, resultando em diminuição da intensidade da dor, da necessidade de analgésicos e da incapacitação logo nos primeiros dias da admissão e, consequentemente, na alta hospitalar.
CONCLUSÃO: A dor crônica idiopática em Pediatria deve ser abordada, desde o princípio, por equipe interdisciplinar. Deve-se reconhecer que o componente psicológico, especialmente o aspecto do apego inseguro, pode ser de grande importância na etiopatogenia, perpetuação e gravidade da dor crônica em muitos pacientes, de modo que abordá-lo é fundamental para o sucesso terapêutico. Além de acelerar a recuperação da funcionalidade e do bem estar dos afetados, essa estratégia tem o potencial de reduzir os custos em saúde.
Manifestação clínica atípica de piomiosite tropical

Camylla Santos de Souza; Juliana Porto Moura Negreiros; Laura Belizante Pontes Pereira; Natasha Simões Montenegro Mello; Graciela Josué de Oliveira Laurênio; Glaucia Maria Lima Ferreira

Resid Pediátr. 2024
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A piomiosite tropical é uma infecção muscular cujas manifestações, inicialmente, podem ser leves e inespecíficas, dificultando o diagnóstico;, porém, na maioria dos casos, evolui com prognóstico benigno. Por se tratar de um acometimento incomum, faz-se necessário discutir um caso de piomiosite tropical com complicações raras após trauma. O paciente em questão vinha em período de convalescença de dengue quando sofreu traumatismo, evoluindo com abcesso em coxa esquerda, drenado cirurgicamente, e fazendo uso de cefalexina. Antes de completar sete dias de antibiótico, retornou à emergência por piora do quadro clínico. Internado, foi realizada nova drenagem e iniciada ceftriaxona e oxacilina. Sem resposta satisfatória ao antibiótico após três dias, foi escalonado para ceftarolina. No oitavo dia de tratamento, teve uma piora do quadro infeccioso, associado a achado em tomografia de volumosa coleção mediana retrovesical. Optou-se por prescrever meropenem e linezolida e por realizar drenagem videolaparoscópica, entretanto, cinco dias após o procedimento, evoluiu com sinal de Blumberg positivo em exame físico, com confirmação de importante coleção retrovesical em ultrassom abdominal. Procedeu-se, então, à laparotomia exploratória com drenagem de coleção e, por visualização de apendicite intraoperatória, realizada apendicectomia. Após, o paciente evoluiu com melhora clínica progressiva, finalizando meropenem e linezolida até o 21º dia e recebendo alta hospitalar com orientação de acompanhamento ambulatorial.
Associação entre exposição a telas na infância e obesidade pediátrica: uma revisão de literatura

Liliane Coelho Vieira; Edgar Adolfo Freitas Costa

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: Grande parte das crianças são expostas a telas e mídias digitais de modo precoce e por um tempo maior que o recomendado pelas sociedades científicas. Esse fenômeno traz várias consequências danosas para a saúde e para o desenvolvimento infantil. A obesidade pediátrica tem se destacado como um desses efeitos, podendo relacionar-se à exposição a telas enquanto comportamento sedentário.
OBJETIVOS: Buscar e descrever as evidências presentes na literatura sobre a relação entre obesidade pediátrica e exposição a telas na infância.
METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão não sistemática da literatura incluindo artigos publicados no período entre 2018 e 2022 nas seguintes bases de dados: Cochrane, PubMed, SciELO e LILACS. Foram utilizados os termos “tempo de tela” e “obesidade pediátrica” como descritores.
RESULTADOS: Foram encontradas associações entre o tempo de exposição a telas e o aumento da circunferência abdominal, do índice de massa corporal (IMC) e do estágio de obesidade infantil. Além disso, o uso de telas mediou a relação positiva entre obesidade e condição social do bairro de moradia das crianças, bem como a relação entre obesidade e asma. Conclusão: A maioria dos estudos avaliados demonstrou uma associação positiva entre o uso de telas por crianças e a ocorrência de obesidade na pediatria.
Conhecimento dos médicos residentes de Pediatria quanto aos conceitos e ensino dos cuidados paliativos durante a pós-graduação

Haroldo Teófilo de Carvalho; Ana Lia Lopes Massola; José Roberto Fioretto; Rossano Cesar Bonatto; Joelma Gonçalves Martin; Fábio Joly Campos

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: Os cuidados paliativos consistem na assistência multidisciplinar capaz de melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças graves, ameaçadoras, integrando aspectos físicos, psicológicos, sociais e espirituais ao tratamento chamado “convencional”, aliviando a dor e o sofrimento em todas a suas faces. Objetivo: Avaliar o conhecimento de médicos residentes de pediatria quanto aos conceitos e ensino dos cuidados paliativos durante a pós-graduação.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo e fenomenológico. Resultados: Participaram 12 residentes do último ano do programa de Residência Médica, que, ao manifestarem suas concepções sobre a temática, apresentaram peculiaridades de um cuidado que vem sendo aperfeiçoado ao longo do tempo, quebrando paradigmas, como a busca pela cura e manutenção da vida a qualquer preço, sem propiciar espaço para uma abordagem voltada para o ser humano em sua integralidade. Para eles, esse nó górdio pode ser solucionado com a aquisição de habilidades técnicas, de comunicação, de reabilitação e o conhecimento do processo de morrer e da morte.
DISCUSSÃO: De forma muito inata, os seres humanos são resistentes em encarar a morte de forma natural, como parte da vida; isso decorre de aspectos sociais, culturais, espirituais, emocionais e do próprio ensino na área da saúde, evidenciado pelo desconhecimento dos entrevistados quanto à dimensão dos cuidados paliativos, sem, contudo, ignorarem sua importância.
CONCLUSÃO: Tais personagens não se sentem capacitados para interagir com pacientes e familiares com o intuito de discutir a terminalidade. Esses resultados mostram um posicionamento tímido e a necessidade peremptória dessa temática na formação profissional.
Síndrome diencefálica (síndrome de Russell): relato de caso clínico

David Richer Araujo Coelho; Stephanie Pascoal de Miranda Martins; Anna Cecília Silveira Rissi; Victoria Holcman de Marsillac; Tatiana Mendonça Fazecas e Costa; Bruno Pereira Ribeiro Da Rocha,

Resid Pediátr. 2024
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A síndrome diencefálica, ou síndrome de Russell, é caracterizada por um extremo emagrecimento com ausência do tecido adiposo subcutâneo associado a sintomas como vômitos, hipercinesia, euforia, irritabilidade, nistagmo, atrofia óptica e palidez sem anemia. Embora rara, a síndrome diencefálica deve ser pensada em crianças com atraso no desenvolvimento e com preservação do crescimento linear. Apresentamos a seguir um relato de caso clínico de um lactente com síndrome de Russell.
Exacerbação pulmonar de fibrose cística por Brevibacterium sp. em criança: relato de caso e revisão de literatura

Davi Shunji Yahiro; Tayná Bastos Mourão Viana; Gustavo Duque Yecker; Matheus Freire de Lima; Renata Novellino da Rosário Azzi; Maria Izabel Muller de Campos Dutra e Silva de Andrade; Lisandra Leite de Mattos Alcântara; Heitor Vasconcelos Bazilio Pereira; Eduarda Raunheitti Giesteira; Sofia Leite Quintão; Marcos Vinícius Aguado de Moraes; Matheus dos Santos Moura; Andre Ricardo da Silva Araújo,

Resid Pediátr. 2024
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A fibrose cística (FC) é uma doença autossômica recessiva que afeta principalmente o sistema respiratório, resultando em infecções crônicas e deterioração da função pulmonar, além de comumente afetar o sistema digestivo e o pâncreas. Neste relato de caso, descrevemos uma criança do sexo feminino de 8 anos com FC, colonizada por Pseudomonas aeruginosa, que desenvolveu exacerbação pulmonar não responsiva ao tratamento empírico inicial de amplo espectro direcionado contra os agentes de colonização prévia. Brevibacterium sp. foi detectado em cultura de lavado broncoalveolar coletada em broncoscopia. O esquema antimicrobiano foi mudado para meropenem e amicacina com melhora clínica e radiológica após 23 dias de tratamento, recebendo alta após 30 dias de internação para seguimento ambulatorial. É fundamental que os profissionais de saúde considerem a possibilidade de germes atípicos em casos de exacerbação pulmonar em pacientes com fibrose cística, principalmente em crianças sem resposta clínica inicial ao tratamento instituído empírico de amplo espectro.
Hemangioendotelioma Kaposiforme: relato de caso

Alessandra Geraldo; Andrea Gisele Pereira Simoni

Resid Pediátr. 2024
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O Hemangioendotelioma Kaposiforme é considerado um tumor vascular benigno, localmente invasivo e com similaridade histológica ao sarcoma de Kaposi. Está relacionado a complicações com graus variados de morbimortalidade. Tem diagnóstico definitivo através de exame histológico e opção de tratamento cirúrgico ou medicamentoso, que varia conforme indicação clínica do paciente. A pesquisa objetiva a publicação de um caso de Hemangioendotelioma Kaposiforme admitido em um hospital pediátrico de Santa Catarina em 2022. Por meio da consulta ao prontuário do paciente, foram levantados os dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais; os dados do caso relatado foram comparados com o que é descrito na literatura atual acerca do tema, discutindo-se suas similaridades e diferenças e, por fim, confirmando o diagnóstico de Hemagioendotelioma Kaposiforme, através do seu exame padrão-ouro — o exame histológico. Apesar de pouco conhecido entre médicos e pediatras, o Hemangioendotelioma Kaposiforme é uma doença de relevância na área médica, uma vez que tem como diagnósticos diferenciais os tumores vasculares mais comuns da infância, o hemangioma infantil e o hemangioma congênito. A finalidade do estudo é, portanto, descrever um caso da doença em questão, alertar os profissionais de saúde para o reconhecimento de seus sinais e sintomas e a necessidade de realização do diagnóstico diferencial em tais pacientes.
Escorbuto: o retorno de uma doença quase esquecida

Sheila Knupp Feitosa de Oliveira; Felipe Oliveira De Paula

Resid Pediátr. 2024
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Os últimos 20 anos mostraram um aumento nos casos de escorbuto em crianças com queixas de dores nos membros, nas costas e recusa em andar. O artigo ajuda a identificar as causas e os pacientes em risco, como diagnosticar, tratar e prevenir.
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