Resultados da Busca
Um caso de hipotiroidismo auto-imune como origem de atraso decrescimento e de desenvolvimento neuropsicomotor na primeira infância
Cecilia Gomes Pereira; Francisca Dias Freitas; Sara Nogueira Machado; Vânia Oliveira; Filipe Costa; Carla Meireles
Resid Pediátr. 2024A importância da antropometria e semiologia craniana para o diagnóstico precoce da trigonocefalia: relato de caso
Carolina Fernandes Correa Leite; Júlia Buzzato Rainer; Cecília Pereira Silva,; Camilla Kalil Laviola
Resid Pediátr. 2024Piomiosite bacteriana em pediatria: relato de caso
Gabriela Zucatto Oliver; Lidia Alice Gomes Monteiro Marin Torres; Gabriela Cristina Santos de Souza; Fernanda Cunha Castro; Jussélen Evarista Rosa de Paula
Resid Pediátr. 2024OBJETIVO: Descrever um relato de caso de um paciente com piomiosite com diagnóstico precoce e boa evolução.
RELATO DE CASO: Paciente de 10 anos com dor intensa em membros inferiores e cintura pélvica e claudicação há 1 dia, tendo aparecido após andar de bicicleta por longo período. Negava febre ou sintomas gerais. Os exames laboratoriais mostraram processo inflamatório em curso e a hemocultura foi negativa. RX e USG do quadril e coxa esquerda mostraram-se normais, mas a RNM do quadril mostrou sinais sugestivos de piomiosite bacteriana. Iniciados antibióticos endovenosos, com melhora rápida. Teve alta após 21 dias de antibioticoterapia sem sequelas.
CONCLUSÃO: A história clínica cuidadosa levou à suspeição da doença e a ressonância nuclear magnética confirmou o diagnóstico e permitiu a instituição precoce do tratamento, tendo o paciente evoluído sem qualquer sequela.
Abordagem à agitação no serviço de urgência pediátrico
Francesco Monteleone; Andreia Marisa Gonçalves; Maria Eduarda Machado; Maria Beatriz Couto; Ana Sofia Neiva
Resid Pediátr. 2024Intubação de sequência rápida em emergências pediátricas: uma revisão integrativa
Matheus Pinho Esmeraldo; Cinara Carneiro Neves
Resid Pediátr. 2024MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura que utilizou as palavras-chave “intubação de sequência rápida”, “intubação orotraqueal” e “emergência pediátrica” nas bases de dados Scielo, PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde, utilizando, depois da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, a análise de conteúdo para discussão.
RESULTADOS: Foram encontrados 9 artigos que posteriormente foram discutidos.
CONCLUSÕES: Muitos profissionais de saúde não indicam de forma correta as medicações durante e após a ISR em emergências pediátricas, e intervenções educativas visando a corrigir essa falha tem benefício. Um perfil epidemiológico preciso da ISR em emergências pediátricas ainda não pode ser estabelecido. A melhor forma de coleta de dados em estudos envolvendo ISR é por meio de registro por vídeo. Intervenções direcionadas a reduzir o tempo gasto durante a inserção do tubo orotraqueal podem reduzir mais efetivamente o tempo total de apneia durante a ISR. O uso da oxigenação apneica e da análise da fração expirada de oxigênio (FeO2) podem ter algum benefício na ISR.
Apendicite aguda em um adolescente com situs inversus totalis: relato de caso
Júlia Buzzato Rainer; Carolina de Souza Fernandes Correa; Sarah Lira Garani; Cecília Pereira Silva,; Camilla Kalil Laviola; Andréa Fabiane Lira
Resid Pediátr. 2024Manifestações cutâneas em seis crianças pelo CHIKV: uma série de casos
Hellen Caroline da Silva Moura; Daniel Tardin Monnerat de Carvalho; Pamella Karla Simões de Freitas Costa,; Sabrina Teresinha Alvim; Janiciene de Souza Silva; Juliènne Martins Araújo; Sandra Maria Barbosa Durães; Claudete Araújo Cardoso
Resid Pediátr. 2024MÉTODOS: Trata-se de uma série de casos em que foram incluídos todos os pacientes com idade entre 0 e 18 anos e que, entre janeiro de 2018 e novembro de 2020, deram entrada no pronto socorro de um hospital público pediátrico apresentando manifestações cutâneas atípicas associadas a diagnóstico clínico-epidemiológico ou laboratorial do CHIKV.
RESULTADOS: Um total de seis pacientes foram triados de uma coorte de 432 pacientes. Desses seis, quatro eram do sexo feminino e cinco eram menores de um ano. As manifestações mais relatadas foram febre de início súbito, além de exantema e lesões cutâneas bolhosas, acometendo principalmente os membros. Houve internação de cinco pacientes ao todo, sem óbitos.
CONCLUSÃO: As apresentações cutâneas são de magnitude diferente de acordo com a faixa etária acometida pelo CHIKV, principalmente em menores de um ano de idade, acometendo especialmente áreas de extremidades da superfície corporal. Portanto, vale ressaltar que os pacientes pediátricos merecem maior atenção e cuidados precoces, a fim de reduzir as complicações da infecção e, portanto, também a morbidade da população acometida.
Relato de caso: síndrome de Klippel-Trenaunay
Nathalya Gonçalves dos Santos; Adriana Prazeres da Silva; Vitor Hugo L. de O. Rodrigues; Jacqueline Trujillo Vargas; Emelie Otilia Fischer
Resid Pediátr. 2024RELATO DE CASO: LFRR, recém-nascido a termo com 3360 g, sexo masculino, parto cesárea por iminência de eclâmpsia (G3P2C0). Apgar 9/9 com exame físico evidenciando membro inferior esquerdo com mancha vinho do Porto, aumento de volume e lesões violáceas difusas se estendendo dos pododáctilos até glúteos, pulsos periféricos palpáveis e simétricos.
DISCUSSÃO: O manejo da SKT não possui um consenso bem estabelecido, podendo ser realizado tratamento conservador utilizando medidas não invasivas (meias compressivas elásticas ou não elásticas) associadas ou não a suporte psicológico, elevação do membro acometido e fisioterapia. Condutas ativas como escleroterapia podem ser utilizadas em pequenas áreas, assim como a utilização de laserterapia na mancha vinho do Porto e nas ulcerações. O Sirolimus pode ser uma opção terapêutica promissora para o manejo de malformações venosas, incluindo a SKT, levando à melhora de sintomas como a dor e diminuição do tamanho das lesões.
CONCLUSÃO: A SKT, por ser uma síndrome rara, possui uma literatura escassa. O manejo principal se baseia no uso de terapias conservadoras, outras relativas às complicações apresentadas e agora se inicia a fase de uso de medicamentos off-label (Sirolimus) que diminuem a progressão da doença.
Avaliação do neurodesenvolvimento em crianças com sífilis congênita através do teste de Denver II
Larissa de Araújo Correia Teixeira; Carolina Basílio Lucchesi; Mariana Santos Alencastro Figueiredo; Izailza Matos Dantas Lopes; Victoria Santos Moura; Ana Juliana Pereira Franca Dantas; Mariana Mota Dória Maciel
Resid Pediátr. 2024MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico e descritivo. Os dados foram coletados na Maternidade de Ensino de Aracaju, em 2022, através do Teste de Denver II, em crianças de 0 a 6 anos. Este é um teste de rastreamento de risco de desenvolvimento infantil, que inclui 125 itens que avaliam o comportamento social e pessoal, linguagem e habilidades motoras preconizadas.
RESULTADOS: Dentre os itens do instrumento, houve alteração de 4 marcos na avaliação pessoal-social, 3 marcos no motor fino adaptativo e 1 marco na linguagem. Já no motor grosseiro, não houve alterações relevantes. A prevalência de indivíduos que apresentaram um teste de risco no Denver II foi de 80,7%, sendo 54,5% do sexo masculino. Sobre o fator nutricional, 29,8% das crianças praticam a alimentação familiar. Ademais, as genitoras apresentaram uma média de 23,5 anos. A maioria das entrevistadas (61,4%) referiu não ter provedor e 98,2% relataram escolaridade materna, porém apenas 8,8% têm o ensino superior completo. Na estatística inferencial, constatou-se que quando há uma maior quantidade de filhos no contexto familiar, as crianças apresentavam marcos mais atrasados.
CONCLUSÃO: Ao realizar a estatística inferencial comparando a variável materna, quantidade de filhos, com o teste de Denver II, foi encontrado que com mais filhos o p-valor foi de 0,040, portanto estatisticamente significante para marcos atrasados do desenvolvimento. Logo, a escala de Denver II é extremamente importante para a triagem diagnóstica de atraso motor/pessoal-social nos pacientes com sífilis.
Bacteremia e infecção metastática por Staphylococcus aureusmeticilino-resistente associado à comunidade em paciente pediátrico
Nara Mirella Teixeira Paiva Maia; Adriano Monteiro da Silva; Ana Luisa Barbosa de Mendonça; Guilherme Alves de Lima Henn; Diego Leonardo Menezes Maia
Resid Pediátr. 2024OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente pediátrico que teve bacteremia e infecção metastática por Staphylococcus aureus meticilino-resistente as-sociado à comunidade.
RELATO DE CASO: Paciente do sexo feminino, 9 anos, previamente hígida, iniciou um quadro de edema periorbitário à esquerda, de forma aguda e com presença de febre alta. Fez uso de amo-xicilina+clavulanato sem resposta clínica, necessitando de internamento hospitalar. Foram identificadas lesões pustulosas em couro cabeludo próximas à região retroauricular à esquerda, sendo associada oxaci-lina ao tratamento com ceftriaxona. A paciente evoluiu com persistência da febre e sinais de miosite em coxa esquerda, sendo identificada coleção líquida espessa com volume de 5 ml em ultrassonografia. Tam-bém foram identificados múltiplos abscessos pulmonares em ambos os pulmões da paciente pela tomo-grafia. O teste do painel BioFire BCID2 identificou a bactéria Staphylococcus aureus meticilino-resistente, sendo, portanto, trocado esquema terapêutico por vancomicina. O tratamento foi realizado durante seis semanas, havendo, em seguida, melhora clínica e laboratorial da paciente.
CONCLUSÃO: Relatamos o caso de uma paciente que apresentou bacteremia e infecção metastática por Staphylococcus aureus meticilino-resistente associado à comunidade, para o qual foi obtido um desfecho favorável, sem sequelas, devido à instituição de uma cobertura antimicrobiana adequada de forma precoce.